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MST: investigação de ataque opõe gestões Lula e Tarcísio – 14/01/2025 – Poder

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Bruno Ribeiro

A investigação sobre o ataque ao assentamento do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra) em Tremembé (SP) gerou atritos entre os governos Lula (PT) e Tarcísio de Freitas (Republicanos).

A ação, que deixou dois mortos e seis feridos a tiros, aconteceu na noite da última sexta-feira (10).

Integrantes da gestão federal apontam uma suposta pressa da polícia paulista em descartar a possibilidade de o crime estar relacionado à presença do MST na região do Vale do Paraíba —hipótese refutada pela Polícia Civil antes que todos os envolvidos fossem identificados. Eles também questionam se políticos locais, ligados a partidos de direita, podem ter algum envolvimento no caso.

Por outro lado, integrantes do governo Tarcísio negam qualquer direcionamento à polícia que não seja o de esclarecer os fatos. Argumentam que, em menos de 48 horas após o ataque, uma pessoa já estava presa e outra já havia tido ordem de prisão temporária expedida pela Justiça, o que, segundo eles, demonstra a prioridade dada ao caso.

Em meio à desconfiança mútua, a Polícia Federal e a Civil, vinculadas respectivamente aos governos Lula e Tarcísio, estão conduzindo as investigações de forma independente.

À Folha o ministro Paulo Teixeira (PT), do Desenvolvimento Agrário, expressou seu descontentamento.

Ele questionou por que as investigações da Polícia Civil não estão sendo conduzidas por um setor especializado da capital. “Por que a investigação está sendo feita pela polícia local, e não pelo DHPP [departamento de homicídios], um órgão especializado?”, indagou.

Também destacou que, até o momento, apenas uma pessoa foi presa, enquanto “25” teriam participado do ataque, segundo ele —o número não foi confirmado pela Polícia Civil.

O ministro esteve em Tremembé no fim de semana, ouviu integrantes do MST e funcionários do Incra e conversou com a Polícia Civil. Ele afirmou que a Polícia Federal continua acompanhando o caso.

Teixeira conhecia Valdir do Nascimento de Jesus, 52, um dos coordenadores do MST na região, assassinado no ataque.

O crime ocorreu quando um comboio de veículos e motocicletas foi até um lote vazio do assentamento horas após um homem ameaçar Valdir. Temendo a ocupação do lote, ele organizou uma vigília no terreno em disputa.

Ao se aproximarem do comboio na entrada do lote, os membros do MST foram recebidos a tiros.

A reportagem encaminhou os questionamentos do ministro ao Palácio dos Bandeirantes, que não se manifestou. Em vez disso, a comunicação de Tarcísio indicou o delegado Múcio Mattos Monteiro, diretor da Polícia Civil na região do Vale do Paraíba, para comentar o caso.

“O caso aqui é uma disputa por um lote. Uma pessoa negociou o lote com outra, três anos atrás. Eles se desentenderam”, afirmou o delegado. “Esses são os fatos.”

Até o momento, a Polícia Civil prendeu Antônio Martins dos Santos Filho, 41, conhecido como Nero do Piseiro, que teria confessado participação no ataque. Outro suspeito, Ítalo Rodrigues da Silva, está foragido desde domingo (12), quando teve sua ordem de prisão expedida pela Justiça.

Segundo o delegado, Ítalo seria o homem que reivindicava a posse do lote e organizou o ataque. Monteiro afirmou que os assentados baleados e mortos teriam recebido o comboio, no dia do ataque, com pedaços de pau, o que poderia ter contribuído para a violência.

O delegado disse ainda que as investigações continuam, mas não detalhou quantas pessoas estão sendo procuradas. Disse ainda que dois carros e três motos foram usados na ação —número diferente do informado por integrantes do MST, que mencionaram ao menos cinco automóveis, incluindo uma picape Volkswagen Amarok, além das motos.

Monteiro também questionou a legitimidade do assentamento, afirmando que antigos proprietários do terreno nunca foram indenizados pelo Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária) e dizendo que não havia produção agrícola na área.

O assentamento foi regularizado pelo Incra em 2005. Em dezembro passado, todos os membros do MST ocupantes da área tiveram sua situação na área regulamentada.

Valdir, o dirigente morto, chegou a enviar uma mensagem de WhatsApp aos colegas comemorando o feito. A falta de destinação do lote vazio, que estava em disputa, por outro lado, fez dirigentes do movimento se queixarem do instituto após o crime.



Leia Mais: Folha

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SAE-CZS — Universidade Federal do Acre

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SAE-CZS — Universidade Federal do Acre

A Diretoria Geral do Campus Floresta (DG-Camp), por meio do Setor de Assistência Estudantil (SAE-CZS), comunica a suspensão do Restaurante Universitário nesta segunda-feira, 28, para o Campus Floresta, em decorrência do ponto facultativo decretado pela Reitoria por meio da Portaria n.º 3.914, de 24/09/2026, em virtude da celebração do Aniversário do município de Cruzeiro do Sul (AC).
Contamos com a compreensão de toda a comunidade acadêmica.

 



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Gestão da Ufac realiza visita ao laboratório Charles Mérieux — Universidade Federal do Acre

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2026.09.24 Visita ao laboratório Charles Mérieux (2).jpg

A Ufac realizou uma visita institucional ao Centro de Infectologia Charles Mérieux (CICM). A agenda reuniu a gestão superior da universidade, pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e representantes do centro para alinhar propostas de cooperação que permitam o desenvolvimento de pesquisas avançadas e projetos de inovação em saúde pública nas instalações do laboratório. O encontro ocorreu nessa quinta-feira, 24.

O coordenador de Gestão e Infraestrutura do CICM, George Dobré, apresentou as propostas operacionais para viabilizar o uso da infraestrutura laboratorial por equipes de pesquisadores e estudantes da Ufac. A iniciativa visa unificar o potencial de pesquisa acadêmica da universidade com a capacidade tecnológica e de vigilância do centro.

A reunião contou com a presença do reitor Josimar Ferreira; do pró-reitor de Pesquisa e Pós-Graduação, Dionatas Meneguetti; do diretor de Pesquisa da Ufac, Thiago Augusto da Cunha; do diretor-geral da Fiocruz-RO, Jansen Medeiros; e dos pesquisadores da Fiocruz, Gabriel Melim e Deusilene Vieira, que também atua como coordenadora de Pesquisa, Vigilância e Educação do CICM.

(Camila Barbosa, estagiária Ascom/Ufac)



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Membros da Academia Acreana de Letras visitam a Ufac — Universidade Federal do Acre

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2026.09.25 Visita da Academia Acreana de Letras (2).JPG

O reitor da Ufac, Josimar Ferreira, recebeu membros da Academia Acreana de Letras (AAL), que vieram parabenizá-lo pelo mandato e iniciar as tratativas para fortalecimento da parceria institucional, com incentivo à cultura, à literatura e à extensão acadêmica no Estado. A visita de cortesia ocorreu nesta sexta-feira, 25, na sala de reuniões da Reitoria, campus-sede.

As instituições definiram como encaminhamento a elaboração de um termo de cooperação técnica para aproximar as ações da AAL dos cursos de graduação e das pró-reitorias, com destaque para a Pró-Reitoria de Extensão e Cultura. A parceria busca integrar a universidade aos projetos culturais da academia, além de apoiar a realização de um grande evento comemorativo ao aniversário da AAL, previsto para este ano, entre 29 de outubro e 17 de novembro.

“Recebo a Academia Acreana de Letras com muita gratidão. Vamos aproximá-la dos nossos processos formativos e das nossas ações de extensão”, disse o reitor Josimar Ferreira. “A universidade já planeja lançar um edital na área de cultura por meio da Agência de Inovação e a academia terá um papel central nesse contexto.”

O presidente da AAL, José Dourado de Souza, ressaltou a relevância da aproximação com a Ufac. “Ficamos muito felizes em prestar essa homenagem ao reitor Josimar, uma pessoa de muita experiência e aberta ao diálogo. A academia busca esse apoio institucional e de materiais para continuar promovendo eventos culturais e ações nas escolas.”

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)



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