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Mulheres 60+ estão pegando a estrada para curtirem a vida na Austrália

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A Prefeitura do Rio pretende fazer da casa um museu sobre o cinema brasileiro. - Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

Mulheres na Austrália deram um jeito de driblar a crise dos 60 anos: elas se jogaram na estrada e estão explorando paisagens remontadas, curtindo a vida e desafiando todos os padrões de beleza sobre o envelhecimento. Um estudo comprovou!

Robyn Drayton, de 63 anos, é um exemplo disso. Há sete anos, sentiu vontade de partir e conhecer novos lugares. Despediu-se dos filhos, pegou seu trailer e saiu. A ideia era ficar por um ano, mas ela nunca mais voltou. Já são seis anos, passando por desertos, praias e pequenas cidades.

“Eu tinha viajado muito para o exterior, mas tinha um trailer e sabia que era hora. Eu disse aos meus três filhos que os veria em um ano, mas nunca mais voltei para casa”, disse a ex-moradora de Newcastle, ao norte de Sydney.

Estudo comprovou

As razões que levam as mulheres a pegar a estrada são variadas.

Algumas são viúvas ou divorciadas, outras só querem fugir de rotinas desgastante. Para outros, paira o sentimento de conhecer mais o mundo.

Segundo um estudo da University of Technology Sydney, muitas mulheres acima dos 60 estão optando por um estilo de vida nômade. O que elas querem? Independência, autoconfiança e experiências enriquecedoras.

Segundo Margaret Yates, pesquisadora da universidade, elas aprenderam a confiar mais em si, lidar com imprevistos e apreciar um estilo de vida sem amarras.

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Desafios e aprendizados

Apesar da empolgação, a estrada tem obstáculos. O isolamento em áreas remotas, falhas mecânicas e dificuldades financeiras são alguns dos problemas enfrentados.

Mesmo assim, para Robyn, tudo vale a pena. Acompanha do seu cãozinho, Porto, um pastor de Shetland, ela explorou o país sem pressa. Em um livro, ela marcava todos os pubs que visitava.

“Foi muito além das minhas expectativas”, disse em entrevista ao The Guardian.

“Aprendi sobre mim”

Uma das participantes da pesquisa, Vivian, que pediu para que seu nome não fosse usado, disse que a viagem a fez aprender muito sobre si.

“Se eu não lidar com isso [um pneu furado], estou presa aqui. Aprendi muito sobre mim mesma, meus pontos fracos e meus pontos fortes também”

A nove anos na estrada, ela conta que viajar pela Austrália foi a melhor decisão que já tomou na vida.

“Eu sabia que não seria fácil e sabia que haveria obstáculos e momentos difíceis. Isso provavelmente me deixou mais determinada.”

Movimento crescente

O movimento das mulheres viajantes solo ganhou força nos últimos anos.

O país registrou, em 2021, um aumento de 4,2% na venda de trailers.

Além disso, redes de apoio, tanto online quanto presenciais, ajudam a tornar a jornada mais segura e acolhedora.

O tempo todo elas compartilham, entre si, locais seguros para estacionar e até mesmo oferecem suporte umas às outras.

Com a companhia de Porto, a mulher já viajou mais de 200 mil KM. – Foto: Dean Sewell/The Guardian

Robyn anotava todos os pubs que passava em seu livro. - Foto: Dean Sewell/The Guardian

Robyn anotava todos os pubs que passava em seu livro. – Foto: Dean Sewell/The Guardian



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Alunas da Ufac criam biblioteca de grafismos do povo Huni Kuin — Universidade Federal do Acre

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Alexandra Deitos e Txima Huni Kuin.jpg

Alunas de graduação e mestrado do campus Floresta da Ufac criaram, em 2024, o projeto Biblioteca de Kene, que reúne tecelagem em algodão, pintura corporal, registros audiovisuais e uma plataforma digital acessível por celular. A iniciativa surgiu do trabalho de conclusão de curso de Txima Huni Kuin, em Licenciatura Indígena, e da pesquisa para a dissertação de Alexandra Deitos no programa de pós-graduação em Ensino de Humanidades e Linguagens.

Txima investigou a tecelagem como expressão dos conhecimentos, da arte e da espiritualidade de seu povo, sob orientação do professor Amilton Pelegrino de Mattos. Alexandra, artista visual e atualmente doutoranda, colaborou na construção do projeto por meio de uma pesquisa de autoria coletiva, desenvolvida com as mulheres da comunidade.

Desse encontro surgiu a proposta de criar um espaço onde os mais de 60 grafismos praticados pelas mulheres pudessem ser consultados, ensinados e aprendidos por jovens e mestras tecelãs. O projeto terá uma nova etapa entre 10 e 16 de outubro, com a realização da 2ª Oficina de Kene da Aldeia Arco-Íris, na terra indígena Seringal Independência, no município de Jordão (AC).

Aprendizagem no território

Durante os sete dias de oficina, mestras tecelãs e jovens aprendizes participarão de atividades de preparação de fios, cantos rituais, aplicação do Bawe e tecelagem de painéis com grafismos. Os processos serão documentados para compor o acervo da biblioteca na aldeia e seu site colaborativo, com gestão do conhecimento pelas próprias mulheres.

A proposta dialoga com a expressão “a universidade é na aldeia”, do professor e pesquisador Yube Huni Kuin, também acadêmico da Licenciatura Indígena da Ufac. A experiência reconhece o território e as práticas da comunidade como espaços de produção e transmissão de conhecimento.

Mestras e aprendizes tecelãs.jpg

A 2ª Oficina de Kene é realizada por Txima Huni Kuin, Alexandra Deitos e pela Aldeia Arco-Íris, com apoio do curso de Licenciatura Indígena, da Fundação de Cultura Elias Mansour, do governo do Acre, da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, do Ministério da Cultura e do governo federal.

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Ufac sedia encontro regional sobre residência e preceptoria no SUS — Universidade Federal do Acre

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2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no SUS (2).jpg

A Ufac sediou o 2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no Sistema Único de Saúde (SUS). O evento ocorreu nesta quinta-feira, 8, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede, e reuniu profissionais e representantes de instituições de saúde para a apresentação dos resultados de sete projetos de intervenção desenvolvidos ao longo de dois anos de formação.

A iniciativa é promovida pelo Hospital Sírio-Libanês, em parceria com o Ministério da Saúde, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS, com participação da Ufac.

Para o reitor Josimar Ferreira, cerca de 80% das atividades dos residentes são realizadas nas unidades de saúde. Ele ressaltou o compromisso da gestão com a valorização dos profissionais que atuam na formação dos residentes. “Temos desenvolvido uma política para que os nossos preceptores possam participar dos nossos programas de pós-graduação, de forma a ter vagas garantidas para sua qualificação também.”

O encontro marcou a apresentação dos projetos de intervenção dos cursos de especialização em Gestão de Programas de Residência em Saúde e Educação na Saúde para Preceptores no SUS. Os trabalhos abordaram temas como formação e avaliação de preceptores, definição de perfis de competências, saúde mental dos residentes, reestruturação curricular e melhoria dos processos de trabalho nos serviços de saúde.

Segundo a coordenadora da Residência Multiprofissional Integrada em Saúde da Família e Comunidade da Ufac, Mariane Ribeiro, as iniciativas buscam qualificar tanto a formação dos residentes quanto as atividades desenvolvidas nos campos de prática. “Esses resultados que temos hoje proporcionam uma integração com o ensino, serviço e a comunidade, porque também têm um retorno para o usuário”, disse.

Para a representante do Hospital Sírio-Libanês e facilitadora de ensino e aprendizagem, Célia Márcia Birchler, a conclusão dos cursos representa uma etapa de um trabalho que deve continuar nas instituições de saúde. “Toda vez que fazemos um movimento de fortalecimento dos programas de residência, na realidade estamos falando de um processo de qualificação do SUS”, afirmou.

A presidente da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), Sóron Angélica Steiner, disse que a formação estimula mudanças na organização do trabalho e no atendimento da população. “Essa força motriz que faz com que o serviço ande de acordo com a formação é o que faz com que o gestor seja provocado a melhorar o ambiente de trabalho, o fluxo de serviço.”

Também participaram da mesa de honra do encontro o presidente do Conselho Estadual de Saúde do Acre, Osvaldo de Souza Leal Júnior; e Pedro Henrique Macedo Leitão, representando o secretário municipal de Saúde de Rio Branco, Rennan Biths.



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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre

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Nathalia Oliveira, Ufac 2026.10.02.jpeg

A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.

“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.

Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.

A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.



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