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Mulheres esperançosas com questão de nomes de solteira após relatório da ONU – DW – 21/11/2024

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Um relatório das Nações Unidas sobre a igualdade de género, combinado com a recente derrota do Partido Liberal Democrata, de mentalidade conservadora, do Japãodesencadeou um optimismo renovado de que alterações legais podem ser forçadas a permitir que as mulheres mantenham os seus nomes de solteira após o casamento.

A primeira revisão de igualdade no Japão pelo Comité das Nações Unidas para a Eliminação da Discriminação Contra as Mulheres em oito anos, encontrou, no entanto, uma reacção negativa dos tradicionalistas que exigem que a organização fique fora dos assuntos internos do Japão.

O debate persiste há décadas, apesar de um painel consultivo do Ministério da Justiça ter recomendado em 1996 que o Código Civil, que serve como quadro jurídico fundamental do Japão, fosse alterado para permitir apelidos separados.

Embora 57% dos japonês pessoas apoiaram um sistema seletivo de sobrenome para casais em uma pesquisa realizada em junho pelo Mainichi jornal – com apenas 22% de oposição – muitos conservadores na política insistem que permitir que as mulheres mantenham seus nomes de solteira prejudicaria a unidade familiar.

Uma participante segura um cartaz durante um comício no distrito de Shibuya, em Tóquio, no Dia Internacional da Mulher de 2024
A ampla aceitação de que a esposa deve adotar o nome do homem é consequência de uma sociedade dominada pelos homens, dizem os críticosImagem: RICHARD A. BROOKS/AFP/Getty Images

Resistência da direita

“Não há necessidade de mudar a lei, pois isso só causaria confusão na sociedade”, disse Yoichi Shimada, que conquistou um assento nas eleições gerais de Outubro para o Partido Conservador, de extrema-direita.

“A questão mais importante a considerar são os filhos, que acabariam tendo um nome diferente do de um dos pais, o que prejudica o sentido de família”, disse ele à DW.

Os ativistas que se opõem ao sistema atual afirmam que o Japão é o único país do mundo que ainda exige que os casais tenham o mesmo nome de família. Na maioria das vezes, seria o nome do marido – apenas 5,5% dos casais recém-casados ​​optaram por usar o sobrenome da esposa, de acordo com uma pesquisa de 2023 do Ministério da Saúde.

Os críticos dizem que a expectativa de que a mulher adote o nome do homem decorre da sociedade dominada pelos homens, na qual o pequeno número de políticos conservadores na câmara baixa do Parlamento, a Dieta, se apega a posições desatualizadas. Mas muitos desses críticos já estão se tornando mais otimistas.

“Pode ser lento, mas penso que a mudança está a começar a acontecer”, disse Sumie Kawakami, professora da Universidade Yamanashi Gakuin e autora de um livro sobre questões de género no Japão.

“No início deste ano, o líder da Keidanren (Federação Empresarial do Japão) expressou apoio a uma mudança na lei que permita às mulheres manterem o seu nome de solteira porque isso está a ter um impacto negativo nas empresas”, disse ela à DW.

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Desafios para as mulheres nos negócios

Keidanren destacou dúvidas e reclamações de empresas estrangeiras sobre mulheres que enfrentam problemas com viagens e identificação quando os seus nomes profissionais e legais diferem. As mulheres são frequentemente impedidas de entrar nos postos de segurança ou de ter alojamento quando os seus documentos de identidade não coincidem.

Kawakami acredita que a posição de Keidanren colocou a questão novamente no centro das atenções, mas o relatório da ONU publicado em Outubro deu um impulso extra à campanha. O comitê da ONU é composto por 23 especialistas internacionais e realiza avaliações periódicas de igualdade de género nos 189 países e regiões que ratificaram a convenção.

Ainda assim, as recomendações do comité atraíram críticas nos meios de comunicação japoneses, com a tendência conservadora Sankei jornal declarando num editorial publicado em 4 de novembro que a posição da ONU é: “Nada além de interferência arrogante nos assuntos internos do Japão.”

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“Isso mostra uma lamentável falta de conhecimento dos fatos e deprecia a cultura e os costumes japoneses”, acrescentou o editorial. “Não tem nada a ver com igualdade de género ou discriminação contra as mulheres. É inaceitável que o órgão da ONU deva discutir esta questão num contexto tão errado.”

Momento para mudança

No entanto, com o conservador LDP a perder as eleições. o impulso para a mudança está a crescer.

O Partido Democrático para o Povo, o Partido Comunista Japonês e até mesmo os membros centristas do LDP e o seu parceiro político Komeito manifestaram o seu apoio à mudança da lei.

“Pela primeira vez, gostaria de pensar que há esperança de que possamos finalmente fazer esta mudança”, disse Kawakami.

“A mudança é muito lenta na política japonesa e pode não acontecer imediatamente, mas com o apoio da maioria do público, dos líderes empresariais e de cada vez mais políticos, pode acontecer.”

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Editado por: Keith Walker



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Projeto de extensão seleciona resumos expandidos para publicação — Universidade Federal do Acre

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O projeto de extensão ComunicAÇÃO, da Ufac, realiza processo seletivo para submissão de trabalhos extensionistas, na modalidade de resumo expandido. Os selecionados comporão a Coleção de Cadernos de Extensão “Ufac e Comunidade”. As inscrições estão abertas até 30 de junho, por meio de formulário online.

O trabalho inscrito deve estar contemplado em uma das áreas temáticas: comunicação, cultura, direitos humanos e justiça, educação, meio ambiente, saúde, tecnologia e produção, trabalho. Cada resumo deverá estar vinculado a uma ação de extensão (projeto, curso, evento ou programa) institucionalizada na Ufac.

“O resumo expandido deverá evidenciar, de forma clara e consistente, as experiências adquiridas e/ou vivenciadas junto à comunidade externa ao longo do desenvolvimento da ação de extensão, destacando as interações estabelecidas, os impactos gerados, os aprendizados construídos e as contribuições mútuas decorrentes da execução das atividades”, detalha o item 3.1 do edital.

A seleção consiste em avaliação por uma comissão que indicará 50 trabalhos aptos para publicação na 1ª Edição da Coleção de Cadernos de Extensão, considerando a formatação e os aspectos científicos, além do envolvimento da comunidade externa, dos resultados obtidos e da efetividade da metodologia proposta. O resultado final do processo seletivo está previsto para 21 de agosto.

Para mais informações sobre o certame, leia o edital Proex n.º 9.1/2026.

 



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Reitora da Ufac participa de fórum Brasil-África em Brasília — Universidade Federal do Acre

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A reitora da Ufac, Guida Aquino, participou, nessa segunda-feira, 25, em Brasília, do 1º Fórum de Reitores Brasil-África. A convite do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do Ministério da Educação (MEC), ela representou a Ufac no encontro, acompanhada da pró-reitora de Inovação e Tecnologia, Almecina Balbino Ferreira. O evento segue até quarta-feira, 27, e tem como foco o fortalecimento da cooperação internacional em educação superior entre universidades brasileiras e instituições africanas.

Guida destacou a importância da presença da Ufac em um espaço voltado ao diálogo internacional e à construção de parcerias acadêmicas. Segundo a reitora, a aproximação entre Brasil e África por meio da educação, da pesquisa, da inovação e da troca de experiências permite avançar em soluções conjuntas para desafios comuns. “Temos histórias, identidades e desafios que nos aproximam, e a universidade tem um papel fundamental nessa conexão”, afirmou.

O fórum é uma iniciativa liderada pelo MEC, pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior e pela Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior. A programação reúne reitores, pró-reitores e assessores de cooperação internacional de universidades federais, estaduais e privadas do Brasil, além de representantes de universidades africanas mobilizadas pela Associação de Universidades Africanas.

Reitora da Ufac participa de fórum de reitores em Brasília-vice.jpg

A proposta do encontro é ampliar as relações acadêmicas entre Brasil e África, com a construção de novos acordos institucionais, programas de mobilidade estudantil, intercâmbio científico e cooperação em áreas estratégicas como agricultura, energias renováveis, mineração, petróleo e gás, setor aeroespacial, inteligência artificial e ciências humanas.

A programação inclui painéis temáticos, reuniões bilaterais, workshops e sessões voltadas à construção de novas parcerias universitárias. Ao final do evento, os resultados e compromissos construídos serão formalizados na Carta de Brasília do 1º Fórum de Reitores Brasil-África, documento que deve orientar os próximos passos da cooperação entre universidades brasileiras e africanas.

 



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Ufac conquista 3º lugar em hackathon internacional promovido por laboratório de Harvard — Universidade Federal do Acre

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Estudantes da Universidade Federal do Acre (Ufac) participaram, nos dias 10 e 11 de abril, do HSIL Hackathon 2026, promovido pelo Health Systems Innovation Lab da Harvard T.H. Chan School of Public Health. A participação da equipe ocorreu no Hub de Inovação do Hospital das Clínicas de São Paulo, o InovaHC, em uma edição realizada simultaneamente em mais de 30 países. O grupo conquistou o 3º lugar geral entre mais de 30 equipes com o projeto Viginutri, solução voltada à prevenção da desnutrição hospitalar.

A equipe foi liderada pela acadêmica de Medicina da Ufac Maria Júlia Bonelli Pedralino e contou com a participação de Guilherme Félix, do curso de Sistemas de Informação, Bruno Eduardo e Wesly, do curso de Medicina. Segundo Maria Júlia, representar o Acre e a Ufac em um evento dessa dimensão foi uma experiência marcante para sua trajetória acadêmica e pessoal. “O Acre tem muito a dizer nos espaços onde o futuro da saúde está sendo construído”, afirmou.

O projeto premiado, Viginutri, foi desenvolvido durante o hackathon em São Paulo e propõe uma solução para auxiliar no enfrentamento da desnutrição hospitalar, problema que pode afetar o prognóstico de pacientes internados e gerar impactos para a gestão hospitalar. A proposta une medicina e nutrição e será aperfeiçoada a partir da premiação recebida pela equipe.

Com a classificação, o grupo garantiu uma aceleração de um ano pela Associação Brasileira de Startups de Saúde, com mentoria especializada e a perspectiva de validar a solução em um hospital real. De acordo com Maria Júlia, a conquista abre a possibilidade de levar uma ideia desenvolvida por estudantes da Ufac para uma etapa de aplicação prática.

A estudante também ressaltou o apoio recebido da Pró-Reitoria de Inovação e Tecnologia da Universidade Federal do Acre (Proint) e da Pró-Reitoria de Extensão e Cultura (Proex). Segundo ela, a conquista só foi possível porque a universidade acreditou no projeto e ofereceu as condições necessárias para que o grupo representasse a instituição fora do Acre. “Essa conquista não teria sido possível sem o apoio da Proint e Proex”, disse.

A trajetória do grupo teve início em um hackathon realizado anteriormente no Acre, onde surgiu o projeto Sentinelas da Amazônia, experiência que contribuiu para a formação da equipe e para o interesse dos estudantes em iniciativas de inovação.

Como desdobramento da participação no evento, a equipe deve promover, no dia 12 de junho, às 10h30, no Sebrae Lab, no Centro de Convivência, uma roda de conversa sobre a experiência no hackathon, com o objetivo de incentivar outros acadêmicos a buscarem pesquisa, inovação e desenvolvimento de ideias no ambiente universitário.



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