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Mulheres negras sobre o que a perda de Harris diz sobre os EUA: ‘Os eleitores não compareceram a ela’ | Eleições dos EUA 2024
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Lottie Joiner
EUnas horas seguintes à decisão de Joe Biden para encerrar sua tentativa de reeleição e endossar Kamala Harris como candidata democrata à presidência, 40.000 mulheres negras – líderes na política, nos negócios e no entretenimento – reuniram-se numa chamada Zoom para se unirem em torno do vice-presidente.
“Passamos desse chamado para organizar nossa casa, nosso bloco, nossa igreja, nossa irmandade e nossos sindicatos”, disse Glynda C Carr, presidente e cofundadora da Higher Heights, uma organização que trabalha para ajudar mulheres negras a serem eleitas para cargo político. “Foi o que fizemos durante os 108 dias em que ela concorreu ao cargo. As mulheres negras usaram nosso poder de organização em torno de uma mulher que sabíamos ser qualificada, que tinha uma experiência vivida.”
Para muitos, Harris parecia ser a única mulher a quebrar o teto de vidro para alcançar o cargo mais alto dos EUA. Harris, formada pela Howard University, uma faculdade historicamente negra em Washington DC e membro da mais antiga irmandade negra do país, Alpha Kappa Alpha Sorority Inc (AKA), que se tornou a primeira mulher negra vice-presidente depois de passar uma carreira como promotora , procurador-geral e senador da Califórnia, chegou a um ponto em que os eleitores acolheriam bem uma mulher – muitos considerados além de qualificados – em vez de Donald Trumpum ex-presidente em apuros que aguardava sentença por mais de três dúzias de condenações criminais.
“Aqui está uma mulher que teve acesso para construir legados e projetos”, disse Carr. A candidatura de Harris foi tão emocionante porque “ela literalmente incorpora a excelência negra para as mulheres negras”.
A campanha de 107 dias de Harris para se tornar presidente começou num ano de reconhecimento dos aniversários de avanços fundamentais para os negros durante a era Jim Crow e o movimento dos Direitos Civis – 70 anos depois de Thurgood Marshall, Constance Baker Motley e a NAACP desmantelarem a segregação escolar; 60 anos depois de Fannie Lou Hamer ter falado na convenção nacional democrata de 1964; e 52 anos desde que Shirley Chisholm se tornou a primeira mulher e a primeira negra a concorrer à presidência.
“Deu muita esperança”, disse Christian F Nunes, presidente da Organização Nacional para as Mulheres e parte da geração X, que nunca pensou que veria um presidente negro – muito menos uma presidente negra. “Foi como a oportunidade e a manifestação dos sonhos mais loucos dos nossos antepassados. Foi assim que pensei, se ela for eleita, é com isso que nossos ancestrais sonharam, e as mulheres, e as mulheres negras sonharam durante toda a nossa vida.
Foi essa esperança que alimentou um amplo apoio da liderança democrata, incluindo o ex-presidente Jimmy Carter, que lançar seu voto para Harris semanas depois de completar 100 anos. Republicanos como a ex-congressista Liz Cheney e seu pai, Dick Cheney, que serviu como vice-presidente no governo de George W. Bush. O apoio bipartidário, uma campanha agressiva e energizada com um enorme braço de financiamento de vários grupos que apoiam Harris não foram suficientes para superar a segunda eleição de Trump, que viu um crescimento na sua base eleitoral entre eleitores negros e latinos. Trump obteve mais de 75 milhões de votos na noite de domingo e venceu o voto popular pela primeira vez desde que iniciou sua ascensão à Casa Branca.
“A candidatura de Harris defendia a unidade e a democracia e protegia a liberdade”, disse Nunes, 46 anos. “Depois tivemos outro candidato que basicamente fez uma campanha para tirar as liberdades. Senti que esta perda não era um reflexo da sua capacidade de liderar. Eu senti que era um reflexo dos eleitores que disseram que iriam comparecer por ela, mas não compareceram. E também, a incapacidade das pessoas de confiar nas mulheres e defendê-las – especialmente, especialmente uma mulher negra. E eu sinto que isso ressoa continuamente e aparece em muitos espaços e acho que essa é a parte que magoou.”
A vitória de Trump veio de eleitores que ficaram tão desanimados com a trajetória dos EUA que saudaram a sua abordagem impetuosa e perturbadora. Cerca de três em cada 10 eleitores disseram querer uma reviravolta total na forma como o país é governado, de acordo com a AP VoteCast, uma pesquisa abrangente com mais de 120 mil eleitores em todo o país. Mesmo que não procurassem algo tão dramático, mais de metade dos eleitores em geral disseram querer ver mudanças substanciais.
Tanto a nível nacional como nos principais estados decisivos, Trump conquistou os eleitores que estavam alarmados com a economia e priorizou uma aplicação mais agressiva de leis de imigração. Estas questões ofuscaram em grande parte o foco de muitos eleitores no futuro da democracia e na protecção do aborto – prioridades fundamentais para os eleitores de Harris, mas não o suficiente para virar as eleições a seu favor.
Raramente a etnia, a raça ou o género foram mencionados em muitas entrevistas pós-eleitorais, como razões para não apoiarem a candidatura de Harris à presidência ou porque preferiam Trump, mas alguns apoiantes de Harris acreditam que foram uma razão subjacente que muitos não admitirão.
após a promoção do boletim informativo
Shavon Arline-Bradley, presidente e CEO do Conselho Nacional de Mulheres Negras (NCNW), disse que a campanha de inclusão de Harris e o forte apoio do bloco eleitoral mais leal dos democratas – as mulheres negras – não poderiam resistir “ao muro do nacionalismo branco e do racismo e classismo, sexismo e misoginia”.
“Não poderia resistir ao muro de um eleitorado que usava classe, raça e género para bloquear a oportunidade de uma sociedade inclusiva sobre a qual o nosso país se diz construído”, disse ela. “Essa ideia de feminilidade na liderança ainda se torna incompreensível para muitos.”
Laureé Akinola-Massaquoi, moradora de Nova Orleans, é mãe de uma filha de dois anos e disse que Harris, sendo o candidato democrata à presidência, significava um futuro mais igualitário e progressista para toda a América, não apenas para os negros, mas para todo mundo.
Mas quando Akinola-Massaquoi, 36 anos, acordou no dia 6 de novembro e viu que Trump tinha vencido as eleições, ficou “enojada, desapontada, apenas aborrecida, muito aborrecida”.
“Em nenhum outro lugar outras pessoas podem fazer o que ele faz ou dizer o que ele faz, ou ter o histórico que ele possui e se tornar presidente dos Estados Unidos. Só nem sei como ele chegou tão longe”, disse ela.
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Alunas da Ufac criam biblioteca de grafismos do povo Huni Kuin — Universidade Federal do Acre
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9 de outubro de 2026Alunas de graduação e mestrado do campus Floresta da Ufac criaram, em 2024, o projeto Biblioteca de Kene, que reúne tecelagem em algodão, pintura corporal, registros audiovisuais e uma plataforma digital acessível por celular. A iniciativa surgiu do trabalho de conclusão de curso de Txima Huni Kuin, em Licenciatura Indígena, e da pesquisa para a dissertação de Alexandra Deitos no programa de pós-graduação em Ensino de Humanidades e Linguagens.
Txima investigou a tecelagem como expressão dos conhecimentos, da arte e da espiritualidade de seu povo, sob orientação do professor Amilton Pelegrino de Mattos. Alexandra, artista visual e atualmente doutoranda, colaborou na construção do projeto por meio de uma pesquisa de autoria coletiva, desenvolvida com as mulheres da comunidade.
Desse encontro surgiu a proposta de criar um espaço onde os mais de 60 grafismos praticados pelas mulheres pudessem ser consultados, ensinados e aprendidos por jovens e mestras tecelãs. O projeto terá uma nova etapa entre 10 e 16 de outubro, com a realização da 2ª Oficina de Kene da Aldeia Arco-Íris, na terra indígena Seringal Independência, no município de Jordão (AC).
Aprendizagem no território
Durante os sete dias de oficina, mestras tecelãs e jovens aprendizes participarão de atividades de preparação de fios, cantos rituais, aplicação do Bawe e tecelagem de painéis com grafismos. Os processos serão documentados para compor o acervo da biblioteca na aldeia e seu site colaborativo, com gestão do conhecimento pelas próprias mulheres.
A proposta dialoga com a expressão “a universidade é na aldeia”, do professor e pesquisador Yube Huni Kuin, também acadêmico da Licenciatura Indígena da Ufac. A experiência reconhece o território e as práticas da comunidade como espaços de produção e transmissão de conhecimento.

A 2ª Oficina de Kene é realizada por Txima Huni Kuin, Alexandra Deitos e pela Aldeia Arco-Íris, com apoio do curso de Licenciatura Indígena, da Fundação de Cultura Elias Mansour, do governo do Acre, da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, do Ministério da Cultura e do governo federal.
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Ufac sedia encontro regional sobre residência e preceptoria no SUS — Universidade Federal do Acre
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8 de outubro de 2026A Ufac sediou o 2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no Sistema Único de Saúde (SUS). O evento ocorreu nesta quinta-feira, 8, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede, e reuniu profissionais e representantes de instituições de saúde para a apresentação dos resultados de sete projetos de intervenção desenvolvidos ao longo de dois anos de formação.
A iniciativa é promovida pelo Hospital Sírio-Libanês, em parceria com o Ministério da Saúde, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS, com participação da Ufac.
Para o reitor Josimar Ferreira, cerca de 80% das atividades dos residentes são realizadas nas unidades de saúde. Ele ressaltou o compromisso da gestão com a valorização dos profissionais que atuam na formação dos residentes. “Temos desenvolvido uma política para que os nossos preceptores possam participar dos nossos programas de pós-graduação, de forma a ter vagas garantidas para sua qualificação também.”
O encontro marcou a apresentação dos projetos de intervenção dos cursos de especialização em Gestão de Programas de Residência em Saúde e Educação na Saúde para Preceptores no SUS. Os trabalhos abordaram temas como formação e avaliação de preceptores, definição de perfis de competências, saúde mental dos residentes, reestruturação curricular e melhoria dos processos de trabalho nos serviços de saúde.
Segundo a coordenadora da Residência Multiprofissional Integrada em Saúde da Família e Comunidade da Ufac, Mariane Ribeiro, as iniciativas buscam qualificar tanto a formação dos residentes quanto as atividades desenvolvidas nos campos de prática. “Esses resultados que temos hoje proporcionam uma integração com o ensino, serviço e a comunidade, porque também têm um retorno para o usuário”, disse.
Para a representante do Hospital Sírio-Libanês e facilitadora de ensino e aprendizagem, Célia Márcia Birchler, a conclusão dos cursos representa uma etapa de um trabalho que deve continuar nas instituições de saúde. “Toda vez que fazemos um movimento de fortalecimento dos programas de residência, na realidade estamos falando de um processo de qualificação do SUS”, afirmou.
A presidente da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), Sóron Angélica Steiner, disse que a formação estimula mudanças na organização do trabalho e no atendimento da população. “Essa força motriz que faz com que o serviço ande de acordo com a formação é o que faz com que o gestor seja provocado a melhorar o ambiente de trabalho, o fluxo de serviço.”
Também participaram da mesa de honra do encontro o presidente do Conselho Estadual de Saúde do Acre, Osvaldo de Souza Leal Júnior; e Pedro Henrique Macedo Leitão, representando o secretário municipal de Saúde de Rio Branco, Rennan Biths.
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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre
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2 de outubro de 2026A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.
“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.
Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.
A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.
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