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Munição fabricada nos EUA usada em ataque israelense no centro de Beirute, mostram estilhaços | Líbano
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2 anos atrásem
William Christou in Beirut
Uma munição fabricada nos EUA foi usada num ataque ao centro de Beirute que matou 22 pessoas e feriu 117, de acordo com uma análise de estilhaços encontrados pelo Guardian no local do ataque.
O ataque na noite de quinta-feira atingiu um complexo de apartamentos no bairro densamente povoado de Basta, no centro de Beirute, arrasando o prédio e destruindo carros e o interior de residências próximas.
Foi o ataque mais mortal na capital do Líbano desde que os combates entre o Hezbollah e Israel começaram há um ano.
Um socorrista no local disse que as equipes de resgate trabalharam durante a noite para encontrar sobreviventes e recuperar os mortos sob os escombros. Eles disseram que o prédio tinha mais pessoas morando lá do que o normal, já que os moradores recentemente receberam pessoas deslocadas pelos bombardeios israelenses no sul. Líbano e os subúrbios ao sul de Beirute. Isso elevou o número de pessoas feridas e mortas no ataque aéreo.
O edifício foi um dos dois atingidos no centro de Beirute na noite de quinta-feira, tendo como alvo Wafiq Safa, figura sênior do Hezbollah, chefe da unidade de ligação e coordenação do grupo e responsável por trabalhar com agências de segurança libanesas. Segundo a Reuters, Safa sobreviveu à tentativa de assassinato.
O Guardian encontrou restos de uma munição conjunta de ataque direto (Jdam) fabricada nos EUA nos escombros do prédio de apartamentos desabado na tarde de sexta-feira. Jdams são kits de orientação construídos pela empresa aeroespacial norte-americana Boeing que são acoplados a grandes “bombas mudas” de até 900 kg (2.000 libras), convertendo-as em bombas guiadas por GPS.
O remanescente de armas foi verificado pela divisão de crise, conflito e armas da Human Rights Watch e por um antigo técnico militar em bombas dos EUA.
“O padrão do parafuso, sua posição e o formato do remanescente são consistentes com a barbatana caudal de um kit de orientação Jdam, fabricado nos EUA, para munições lançadas do ar da série Mk80”, disse Richard Weir, pesquisador sênior em Direitos Humanos. Assista à crise, conflito e divisão de armas, depois de ver uma fotografia do fragmento. A série Mk80 abrange três classes de bombas, a menor das quais pesa 500 libras e a maior pesa 2.000 libras.
“O uso dessas armas em áreas densamente povoadas, como esta, coloca civis e objetos civis nas imediações sob grave risco de danos imediatos e duradouros”, disse Weir.
As armas dos EUA têm sido fundamentais para a guerra de Israel em Gaza e no Líbano, sendo Jdams especificamente uma das munições mais solicitadas por Israel aos EUA. Uma investigação anterior do Guardian descobriu que um Jdam foi usado num ataque que matou sete profissionais de saúde, considerado uma violação do direito internacional pela Human Rights Watch.
O ataque de quinta-feira marca a primeira vez que se confirma que uma munição fabricada nos EUA foi usada em um ataque a Beirute desde 2006.
Os EUA têm sido alvo de fortes críticas pela sua contínua ajuda militar a Israel, que ascendeu a 17,9 mil milhões de dólares no ano passado. Em Setembro, mais de uma dúzia de organizações de direitos humanos assinaram um acordo carta conjunta ao presidente dos EUA, Joe Biden, apelando-lhe para suspender as transferências de armas para Israel, citando o uso de munições dos EUA em ataques em Gaza contra civis. Israel está actualmente a combater um caso no tribunal internacional de justiça apresentado pela África do Sul, que acusa Israel de perpetrar “actos genocidas” na sua guerra contra Gaza.
No Líbano, as pessoas ficaram atordoadas com a intensidade da campanha aérea de Israel no país, que começou em 23 de Setembro.
As pessoas que moravam no apartamento atingido e que sobreviveram ainda pareciam estar em estado de choque na tarde de sexta-feira. Marido e mulher pisaram cautelosamente sobre os escombros para chegar ao que costumava ser seu apartamento, pegando roupas espalhadas pelo chão e colocando-as em um saco plástico cheio com os poucos pertences que conseguiram salvar.
Ali, um homem de 30 anos que mora em uma rua próxima, estava no local do ataque na tarde de sexta-feira, carregando uma foto de seu tio que foi morto na noite anterior e recitando uma oração em voz baixa enquanto manuseava contas de oração. Seu tio era de Mays al-Jabal, uma cidade na fronteira entre Israel e Líbano, e havia fugido recentemente para ficar com seus parentes em Beirute.
“Esta greve é dolorosa não apenas para ele e seus entes queridos, mas para todos que ele ajudou e serviu. Este lugar deveria ser seguro”, disse Ali.
Basta é um bairro da classe trabalhadora, em grande parte muçulmano sunita, famoso por suas antiguidades e arquitetura tradicional. Na alta temporada, os turistas são frequentemente vistos caminhando pela área e seu mercado, onde são vendidas antiguidades e móveis.
Mais de 2.100 pessoas foram mortas e mais de 10.212 feridas no Líbano desde que o Hezbollah disparou foguetes contra Israel em 8 de Outubro de 2023 “em solidariedade” com o ataque do Hamas no dia anterior. A maioria foi morta desde 23 de Setembro deste ano, quando Israel anunciou uma nova fase na sua guerra com o Hezbollah, a que chamou Operação Flechas do Norte.
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Alunas da Ufac criam biblioteca de grafismos do povo Huni Kuin — Universidade Federal do Acre
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9 de outubro de 2026Alunas de graduação e mestrado do campus Floresta da Ufac criaram, em 2024, o projeto Biblioteca de Kene, que reúne tecelagem em algodão, pintura corporal, registros audiovisuais e uma plataforma digital acessível por celular. A iniciativa surgiu do trabalho de conclusão de curso de Txima Huni Kuin, em Licenciatura Indígena, e da pesquisa para a dissertação de Alexandra Deitos no programa de pós-graduação em Ensino de Humanidades e Linguagens.
Txima investigou a tecelagem como expressão dos conhecimentos, da arte e da espiritualidade de seu povo, sob orientação do professor Amilton Pelegrino de Mattos. Alexandra, artista visual e atualmente doutoranda, colaborou na construção do projeto por meio de uma pesquisa de autoria coletiva, desenvolvida com as mulheres da comunidade.
Desse encontro surgiu a proposta de criar um espaço onde os mais de 60 grafismos praticados pelas mulheres pudessem ser consultados, ensinados e aprendidos por jovens e mestras tecelãs. O projeto terá uma nova etapa entre 10 e 16 de outubro, com a realização da 2ª Oficina de Kene da Aldeia Arco-Íris, na terra indígena Seringal Independência, no município de Jordão (AC).
Aprendizagem no território
Durante os sete dias de oficina, mestras tecelãs e jovens aprendizes participarão de atividades de preparação de fios, cantos rituais, aplicação do Bawe e tecelagem de painéis com grafismos. Os processos serão documentados para compor o acervo da biblioteca na aldeia e seu site colaborativo, com gestão do conhecimento pelas próprias mulheres.
A proposta dialoga com a expressão “a universidade é na aldeia”, do professor e pesquisador Yube Huni Kuin, também acadêmico da Licenciatura Indígena da Ufac. A experiência reconhece o território e as práticas da comunidade como espaços de produção e transmissão de conhecimento.

A 2ª Oficina de Kene é realizada por Txima Huni Kuin, Alexandra Deitos e pela Aldeia Arco-Íris, com apoio do curso de Licenciatura Indígena, da Fundação de Cultura Elias Mansour, do governo do Acre, da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, do Ministério da Cultura e do governo federal.
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Ufac sedia encontro regional sobre residência e preceptoria no SUS — Universidade Federal do Acre
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8 de outubro de 2026A Ufac sediou o 2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no Sistema Único de Saúde (SUS). O evento ocorreu nesta quinta-feira, 8, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede, e reuniu profissionais e representantes de instituições de saúde para a apresentação dos resultados de sete projetos de intervenção desenvolvidos ao longo de dois anos de formação.
A iniciativa é promovida pelo Hospital Sírio-Libanês, em parceria com o Ministério da Saúde, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS, com participação da Ufac.
Para o reitor Josimar Ferreira, cerca de 80% das atividades dos residentes são realizadas nas unidades de saúde. Ele ressaltou o compromisso da gestão com a valorização dos profissionais que atuam na formação dos residentes. “Temos desenvolvido uma política para que os nossos preceptores possam participar dos nossos programas de pós-graduação, de forma a ter vagas garantidas para sua qualificação também.”
O encontro marcou a apresentação dos projetos de intervenção dos cursos de especialização em Gestão de Programas de Residência em Saúde e Educação na Saúde para Preceptores no SUS. Os trabalhos abordaram temas como formação e avaliação de preceptores, definição de perfis de competências, saúde mental dos residentes, reestruturação curricular e melhoria dos processos de trabalho nos serviços de saúde.
Segundo a coordenadora da Residência Multiprofissional Integrada em Saúde da Família e Comunidade da Ufac, Mariane Ribeiro, as iniciativas buscam qualificar tanto a formação dos residentes quanto as atividades desenvolvidas nos campos de prática. “Esses resultados que temos hoje proporcionam uma integração com o ensino, serviço e a comunidade, porque também têm um retorno para o usuário”, disse.
Para a representante do Hospital Sírio-Libanês e facilitadora de ensino e aprendizagem, Célia Márcia Birchler, a conclusão dos cursos representa uma etapa de um trabalho que deve continuar nas instituições de saúde. “Toda vez que fazemos um movimento de fortalecimento dos programas de residência, na realidade estamos falando de um processo de qualificação do SUS”, afirmou.
A presidente da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), Sóron Angélica Steiner, disse que a formação estimula mudanças na organização do trabalho e no atendimento da população. “Essa força motriz que faz com que o serviço ande de acordo com a formação é o que faz com que o gestor seja provocado a melhorar o ambiente de trabalho, o fluxo de serviço.”
Também participaram da mesa de honra do encontro o presidente do Conselho Estadual de Saúde do Acre, Osvaldo de Souza Leal Júnior; e Pedro Henrique Macedo Leitão, representando o secretário municipal de Saúde de Rio Branco, Rennan Biths.
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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre
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2 semanas atrásem
2 de outubro de 2026A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.
“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.
Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.
A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.
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