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Na Accor Arena em Paris, os Fugees silenciam os críticos
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Ninguém acreditou mais neste show dos Fugees. Ninguém mais acreditava em Lauryn Hill (mais ou menos) na hora certa no palco, no melhor de sua forma e de sua voz. E, no entanto, foi isso que aconteceu na sexta-feira, 18 de outubro, na Accor Arena, em Paris. Contra todas as expectativas, porque poucas semanas antes dos dois concertos em Paris (segundo sábado 19), a imprensa americana anunciou que um dos três membros dos Fugees, Pras Michel, o processava por fraude e quebra de contrato, censurando, entre outras coisas, seu atraso crônico no palco.
Desde a separação do grupo em 1997, e o sucesso global do seu segundo álbum A pontuaçãodepois o de seu cantor e rapper A má educação de Lauryn Hill em 1998, a diva se destacou especialmente pela falta de respeito com seu público, com até três horas e meia de atraso em Nova York em 2021, mais de duas horas e meia em Paris em 2018e uma atitude mais que errática com seus músicos. Para completar, ela pede a seus amigos de infância, Wyclef Jean e Pras Michel, que a chamem de Miss Hill.
Sexta-feira, como que para provar que todos estavam errados, Lauryn Hill, 49, chegou ao palco em um horário decente: 21h45, recebendo apenas alguns assobios por ter deixado o público por duas horas com DJ Reborn, como banda de abertura. No palco, os músicos são completos: quatro teclados, dois bateristas, um baixista, um guitarrista e três backing vocals, mal ouvidos por serem cobertos pelas perguntas do backer, para um início de show bastante doloroso e confuso.
Vestida com um impressionante casaco de lã com franjas rosa e verdes, Lauryn Hill exibe uma camiseta com a Torre Eiffel e saúda uma Accor Arena lotada “Boa noite, como você está? “. No fundo do palco, uma tela transmite vídeos, que misturam imagens de arquivo de seus jovens, um pôster das leis segregacionistas de Jim Crow, uma foto da Pantera Negra Assata Shakur, exilada em Cuba, e um vídeo de adolescentes em uma aula, lembra os interlúdios de seu álbum solo, onde um professor pede aos alunos que definam a palavra “amor”. Lauryn Hill faz rap, canta, se mexe, pede para marcar um retorno aqui, enxuga a testa aqui e depois oferece uma versão longa e estimulante de Os Perdidos.
YG Marley vem para roubar o show
Ela então parece se recuperar ao fazer um cover de uma de suas músicas mais bonitas, Fator X, sobre um relacionamento romântico tóxico que muitos acreditavam reconhecer sua história com seu cúmplice dos Fugees, Wyclef Jean. Com Sião, escrito para seu filho mais velho, sua voz se eleva, se aventura e depois se torna mais precisa. Lauryn Hill mais uma vez se torna a artista que, em seus primeiros dias, abalou todas as cenas em que apareceu. Ao final de sua música, ela traz ao palco Zion, o primeiro dos seis filhos que teve com Rohan Marley, herdeiro do ícone do reggae Bob Marley. Sião canta sua canção Por que você não fica Então o de seu avô, Guerra.
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Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial — Universidade Federal do Acre
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15 de maio de 2026O Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (Neabi) da Ufac realizou, nesta quarta-feira, 13, no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (Cfch), um evento em comemoração aos 10 anos do Laboratório de Pesquisa Observatório de Discriminação Racial (LabODR). A programação reuniu a comunidade acadêmica, pesquisadores, egressos, bolsistas e integrantes do movimento social negro para celebrar a trajetória do laboratório e os resultados alcançados por meio das pesquisas desenvolvidas ao longo da última década.
Vinculado à área de História, mas formado por profissionais de diferentes áreas do conhecimento, o LabODR/Ufac foi criado em 2016 a partir de uma articulação entre a Ufac e o movimento negro acreano, especialmente o Fórum Permanente de Educação Étnico-Racial do Estado do Acre. Inicialmente estruturado como projeto institucional de pesquisa, o laboratório contou com apoio da Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (Proaes) e, em 2018, foi inserido na plataforma Lab e certificado pela Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (Propeg).
O laboratório atua na pesquisa e na formação de pesquisadores com foco na promoção da igualdade racial, desenvolvendo estudos voltados tanto à denúncia de práticas racistas quanto à construção de reflexões e práticas antirracistas, principalmente nos espaços educacionais. Atualmente, o LODR/Ufac abriga projetos institucionais como “Práticas Pedagógicas em Educação das Relações Étnico-Raciais em Escolas do Estado do Acre”, desenvolvido desde 2018, e “Pérolas Negras”, iniciado em 2020.
Durante o evento, convidados e bolsistas compartilharam experiências acadêmicas e profissionais construídas a partir das atividades desenvolvidas pelo laboratório, destacando a importância do observatório em suas formações pessoais e profissionais. A programação também apresentou pesquisas realizadas ao longo desses dez anos de atuação e ressaltou a contribuição do laboratório para o fortalecimento das discussões sobre igualdade racial dentro da universidade e na sociedade acreana.
Compuseram o dispositivo de honra o vice-reitor, Josimar Ferreira; o pró-reitor de Extensão e Cultura, Carlos Paula de Moraes; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação da Ufac, Margarida Lima; a vice-diretora do Cfch, Lucilene Ferreira de Almeida; e a representante do Neabi, Flávia Rocha.
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Ufac participa de mostra científica na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre
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15 de maio de 2026A Universidade Federal do Acre (Ufac) participou, no dia 1º de maio, da Mostra Científica “Conectando Saberes: da integração à inclusão na Amazônia”, realizada na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira. A ação reuniu instituições de ensino, pesquisa, escolas rurais e moradores da reserva em atividades de divulgação científica e integração comunitária.
Financiada pelo CNPq, a iniciativa contou com a participação da Ufac, Ifac, ICMBio e de escolas da região. Aproximadamente 250 pessoas participaram da programação, entre estudantes, professores e moradores das comunidades da reserva.
Durante o evento, estudantes da graduação e pós-graduação da Ufac e do Ifac apresentaram pesquisas e atividades educativas nas áreas de saúde, Astronomia, Física, Matemática, Robótica e educação científica. A programação incluiu oficinas de foguetes, observação do céu com telescópios, sessões de planetário, jogos educativos e atividades com microscópios.
O professor Francisco Glauco, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN) da Ufac, destacou a importância da participação acadêmica em ações junto às comunidades tradicionais.
“A universidade tem um papel fundamental para a formação científica e cidadã dos estudantes. A troca de conhecimentos com comunidades de difícil acesso fortalece essa formação”, afirmou.
A professora Valdenice Barbosa, da Escola Iracema, ressaltou o impacto da iniciativa para os alunos da reserva.
“Foi um dia histórico de muito aprendizado. Muitos estudantes tiveram contato pela primeira vez com experimentos e equipamentos científicos”, disse.
Além das atividades científicas, a programação contou com apresentações culturais realizadas pelos estudantes da reserva, fortalecendo a integração entre ciência, educação e saberes amazônicos.
A participação da Ufac reforça o compromisso da universidade com a extensão, a popularização da ciência e a aproximação entre universidade e comunidades tradicionais da Amazônia.
Fhagner Soares – Estagiário
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UFAC participa de pesquisa sobre zoonose associada à caça de subsistência na Amazônia — Universidade Federal do Acre
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15 de maio de 2026Um estudo publicado na revista Acta Amazonica identificou a presença do parasita Echinococcus vogeli em pacas (Cuniculus paca) abatidas e consumidas por comunidades tradicionais da Amazônia Ocidental. O agente é responsável pela equinococose policística humana, zoonose considerada emergente na região.
A pesquisa foi desenvolvida entre 2022 e 2023 nos municípios de Sena Madureira e Rio Branco, no Acre, sob coordenação do professor Francisco Glauco de Araújo Santos, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN), integrando a dissertação de mestrado de Liliane de Souza Anadão, do Programa de Pós-Graduação em Sanidade e Produção Animal Sustentável na Amazônia (PPGSPASA).
O estudo entrevistou 78 famílias e analisou 23 fígados de pacas abatidas para consumo. Em 48% das amostras foram identificados cistos hidáticos causados pelo parasita. A pesquisa também apontou que a maioria dos cães das comunidades participa das caçadas e consome vísceras cruas dos animais.
Segundo os pesquisadores, o principal risco de transmissão ocorre quando cães infectados eliminam ovos do parasita no ambiente, contaminando solo, água e alimentos.
“O principal risco está associado ao descarte inadequado das vísceras e ao contato com ambientes contaminados pelas fezes de cães infectados”, destacou o professor Francisco Glauco.
O estudo reforça a necessidade de ações de vigilância e educação em saúde nas comunidades rurais, principalmente relacionadas ao manejo de cães e ao descarte adequado das vísceras dos animais abatidos.
Para o pesquisador Leandro Siqueira, doutor em Medicina Tropical pela Fiocruz e coautor do estudo, a pesquisa amplia o conhecimento sobre a transmissão da doença na Amazônia e pode contribuir para futuras ações de prevenção e diagnóstico na região.
Fhagner Soares – Estagiário
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