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Na era-Trump, ousadia do mercado cripto fica escancarada em novas peças publicitárias

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Algumas corretoras de criptomoedas estão intensificando suas campanhas publicitárias em busca de novos clientes a fim de aproveitar o momento de boas notícias que vive o setor.

“Vá aonde os dólares não vão”, diz a Gemini Trust em uma nova campanha, retratando viajantes espaciais admirando mamutes em Marte e esquiando na encosta de um asteroide.

Essas projeções astrais são uma mudança em relação ao tom sombrio da Gemini em 2019, quando seus anúncios argumentavam que o setor precisava proteger os investidores do caos das cripto por meio de melhores práticas e regras. O slogan da época? “A revolução precisa de regras.”

Os anos desde então foram de fato uma montanha-russa para as empresas de blockchain, desde um Super Bowl inebriante em 2022, repleto de comerciais de criptomoedas com inspiração YOLO (“You Only Live Once” ou “Só Se Vive uma Vez”, em tradução livre), seguidos logo na sequência por uma profunda queda nos preços das criptomoedas — que causou uma retração do marketing — e o colapso de plataformas, incluindo a Celsius, e a implosão espetacular da FTX, cujo fundador foi condenado e preso por fraude.

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E a indústria há muito é ofuscada pela SEC (a comissão americana encarregada de regular valores mobiliários), que promoveu uma campanha para pautar o mercado dos criptoativos, além de investigar as corretoras mais famosas.

Então veio a ressurreição política de Donald Trump, não mais um criptocético. O bitcoin foi negociado a mais de US$ 100 mil pela primeira vez na quarta-feira passada (4), impulsionado pela valorização que chegou na esteira da vitória presidencial de Trump. Nesta semana, a moeda oscilou em torno de US$ 101 mil.

A bolsa de criptomoedas Gemini iniciou uma campanha publicitária na véspera da eleição, com o objetivo de ser ouvida enquanto as moedas digitais estavam no debate nacional. Foto: Matt Griffin/Gemini

Algumas das empresas de criptomoedas sobreviventes agora estão reformulando suas estratégias de marketing para capturar o otimismo renovado e se posicionar como confiáveis e seguras.

A Gemini começou sua mais recente campanha de marketing um dia antes da eleição, em parte para garantir um espaço no debate sobre a regulamentação — independentemente de quem vencesse —, segundo sua líder de marketing global, Olivia Santarelli. 

“Esta é a primeira vez que o setor das criptomoedas tem um papel fundamental em uma eleição”, disse ela. “Sentimos que este era um bom momento para que nossas marcas voltassem a ser divulgadas, uma vez que as criptomoedas passaram a fazer parte de uma conversa nacional mais ampla.”

Os outdoors da empresa apareceram em cinco grandes cidades, em locais como a American Airlines Arena em Dallas, o Madison Square Garden em Nova York e o Aeroporto de Heathrow em Londres. Eles visam “fazer as pessoas pensarem sobre o futuro de uma maneira brilhante”, explicou Santarelli.

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A Gemini disse que planeja continuar com pelo menos US$ 10 milhões em marketing no ano que vem, significativamente mais do que gastou em 2024.

A corretora rival Kraken introduziu várias iniciativas para capitalizar os ventos favoráveis, disse Mayur Gupta, seu diretor de marketing.

Elas incluem um concurso com a Barstool Sports que começou no fim de novembro, oferecendo um bitcoin para quem adivinhasse com mais precisão o preço da moeda no dia três de janeiro, e uma transmissão ao vivo no YouTube e no X este mês definindo a ascensão do bitcoin na música.

A eleição presidencial “foi um catalisador por causa de todo o otimismo que trouxe, da clareza regulatória, o que foi um desafio no passado”, disse Gupta. “Isso ampliou a demanda para a próxima onda de usuários de criptomoedas.” 

Outras empresas de criptomoedas não fizeram muito para aproveitar o momento com novo marketing, mas estão entusiasmadas ao ver seus esforços sincronizados com as boas vibrações.

No fim do mês passado, a Coinbase, uma das anunciantes do Super Bowl em 2022, iniciou uma campanha publicitária de três comerciais de TV argumentando que a criptomoeda é para as pessoas que nunca pensaram sobre o assunto, entre os exemplos: um homem que reforma carros antigos, um dono de loja de ferragens sofrendo com as taxas de cobrança de cartão de crédito e uma mãe que precisa rapidamente enviar dinheiro para seu filho.

Uma antiga campanha da Gemini. Foto: Gemini Trust Co.

A campanha faz parte do patrocínio plurianual da corretora com a NBA e continuará durante a temporada das festas, de acordo com Michael Tabtabai , vice-presidente de Criação da Coinbase.

A Crypto.com, outra anunciante do Super Bowl de 2022, não vai lançar novos anúncios agora, já que passou por uma mudança na estratégia de patrocínios esportivos ao vivo, como o direito de dar seu nome a uma arena no centro de Los Angeles. Mas quer regras e regulamentos mais claros nos EUA, imaginando que, mesmo que a vice-presidente Kamala Harris tivesse derrotado Trump em novembro, ela teria remodelado o setor.

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Os esforços de marketing da corretora estão intimamente ligados ao mercado de criptomoedas e geralmente são ampliados quando o mercado está indo bem, de acordo com Steven Kalifowitz, diretor de marketing da Crypto.com, acrescentando que a exchange espera voltar à TV em breve.

“Percebemos que a eleição seria um divisor de águas”, disse Kalifowitz. “Independente de quem ganhasse, tínhamos certeza de que as coisas mudariam.”

Apesar do ambiente favorável, Kraken, Coinbase e Crypto.com disseram que não têm planos de veicular anúncios no próximo Super Bowl em fevereiro. A Gemini não quis comentar.

Escreva para Mengqi Sun em [email protected]

traduzido do inglês por investnews

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Egressa de mestrado em CZS obtém prêmio de pós-graduação — Universidade Federal do Acre

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Mirian Soares de Amorim.jpeg

A engenheira agrônoma Mirian Soares de Amorim, aluna egressa do curso de Agronomia e do mestrado em Ciências Ambientais, do campus Floresta da Ufac, em Cruzeiro do Sul, obteve o 2º lugar na categoria Pós-Graduação do 5º Prêmio Margarida Alves de Estudos sobre Ruralidades e Feminismos, cujo resultado final foi divulgado em 17 de março. O evento foi promovido pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar.

O estudo destaca a articulação entre a transição agroecológica e a igualdade de gênero, enfatizando o papel central das mulheres rurais, ribeirinhas e agricultoras na preservação da agrobiodiversidade e na soberania alimentar na Amazônia. No mestrado, sob orientação do professor Kleber Andolfato de Oliveira, Mirian também aprofundou investigações sobre o desenvolvimento sustentável e o papel das populações rurais no manejo dos ecossistemas amazônicos.



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Ufac consolida criação do curso de Farmácia com 50 vagas — Universidade Federal do Acre

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Curso de Farmácia-entrega de Menção Honrosa (2).jpg

O reitor da Ufac, Josimar Ferreira, reuniu-se com membros da comissão responsável pela proposta de criação do curso de Farmácia. O encontro ocorreu nesta segunda-feira, 31, na sala de reuniões da Reitoria, visando consolidar o Projeto Político-Pedagógico da nova graduação, além de homenagear, com a entrega, pela Federação Nacional dos Farmacêuticos (Fenafar), de Menção Honrosa ao reitor e a pessoas cujo empenho culminou na abertura do curso.

A iniciativa faz parte do programa Universidades Transformadoras, pactuada com o Ministério da Educação (MEC). O curso prevê a oferta de 50 vagas para estudantes e liberação de 11 códigos de vagas para professores. A aula inaugural e início das atividades acadêmicas estão previstos entre 2028 e 2029.

“Esse é um curso que se assenta fortemente na demanda de conhecer os bioativos da floresta amazônica e transformar esse conhecimento em riqueza, patentes, inovação e qualidade de vida para a sociedade”, disse Josimar Ferreira. Além disso, ele ressaltou a necessidade de conectar o novo curso às estruturas já consolidadas da Ufac, otimizando disciplinas e espaços curriculares em conjunto com as áreas de saúde e química.

A presidente da comissão de criação do curso, Andréia Andrade, lembrou que o projeto começou em 2011. “Hoje nos reunimos com a perspectiva de viabilizar a abertura do curso diante do que já temos na instituição. Nosso objetivo é ofertar uma formação generalista, com investimento otimizado na estrutura existente e com forte inserção na pesquisa e extensão, aproveitando a nossa biodiversidade e criando caminho para futuros programas de pós-graduação.”

Também participaram da reunião representantes externos da categoria profissional, como a ex-conselheira federal, membro da comissão e diretora de Relações Institucionais da Fenafar, Isabela de Oliveira Sobrinho. “Acompanhei a busca por esse projeto pedagógico desde o início e ver essa etapa final é um avanço enorme”, pontuou. “É um trabalho a muitas mãos para trazer o melhor para a Ufac. Trata-se de um curso de grande magnitude, focado em tecnologias de medicamentos e em pesquisas com nossas plantas nativas para gerar qualidade de vida à população.”

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)



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Seminário na Ufac debate formação em enfermagem obstétrica — Universidade Federal do Acre

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A Ufac sediou o seminário Desafios Atuais na Formação para a Prática da Enfermagem Obstétrica, que ocorreu nesta sexta-feira, 28, na sala dos Colegiados, campus-sede. O encontro reuniu professores, pesquisadores, gestores e profissionais de saúde para debater a reestruturação do modelo de assistência ao parto e ao nascimento, o fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS) e a interiorização da qualificação profissional no Estado.

O evento integra um projeto nacional, composto por uma rede de 40 instituições de ensino superior articuladas para formar mais de 700 enfermeiras obstétricas pelo país, com foco prioritário nas regiões do interior. No Acre, o programa abrange turmas de especialização e residência voltadas para profissionais atuantes nas regionais do Alto Acre, Alto Purus, Baixo Acre, Tarauacá-Envira e Juruá.

“A Ufac cumpre o seu papel social ao ampliar a formação e capacitar profissionais que atuam em um momento tão ímpar quanto o nascimento de uma criança”, disse o reitor Josimar Ferreira. “Contamos com alunos de todas as regionais. Isso gera um efeito multiplicador: o profissional capacitado coordena equipes locais e eleva diretamente a qualidade do atendimento prestado à população pelo SUS.”

A coordenadora das formações no Estado e professora da Ufac, Sheley Borges, destacou a necessidade de repensar a prática profissional para garantir um cuidado humanizado e seguro. “A intencionalidade da nossa formação é reduzir a mortalidade materna e neonatal e alcançar as mulheres em uma dimensão em que sejam respeitadas. Queremos garantir que as escolhas não ocorram por medo, como optar por uma cesariana sem compreender que é uma cirurgia de grande porte.”

A coordenadora nacional do curso de especialização em Enfermagem Obstétrica da Rede Alyne, vinculada à Universidade Federal de Minas Gerais, Kleyde Ventura, ressaltou a relevância estratégica da parceria com a Ufac. “No Acre, vivemos uma condição muito especial, pois, com exceção de uma aluna, todas as especializadas são do interior. Estamos interiorizando e descentralizando os modos de formar, abordando o trabalho multiprofissional e a articulação de redes para garantir assistência de qualidade e direitos assegurados.”

Também participaram do seminário o promotor de Justiça do MP-AC, Gláucio Oshiro; o coordenador do curso de Enfermagem da Ufac, João Francalino; e o epidemiologista Serafim Salgado, coordenador das metodologias aplicadas no programa de formação.

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)



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