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Na Grã-Bretanha e na Alemanha, perturbações nos aeroportos devido à queda de neve

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Um limpa-neves espera para ajudar a limpar a neve ao redor dos aviões, no aeroporto de Manchester, em 5 de janeiro de 2025.

A forte neve causou perturbações significativas nos aeroportos da Grã-Bretanha e da Alemanha no domingo, 5 de janeiro, com numerosos atrasos nos aeroportos, especialmente em Manchester, Liverpool, Frankfurt e Munique.

No norte de Inglaterra, o Aeroporto de Manchester reabriu as suas pistas a meio da manhã. “Mas as partidas e chegadas ainda podem ser atrasadas à medida que nossas equipes descongelam os aviões e desobstruem caminhos”disse o aeroporto em X. Liverpool reabriu sua pista e aconselhou os passageiros a entrar em contato com suas companhias aéreas devido a atrasos. O Aeroporto de Leeds espera reabrir sua pista ao meio-dia. O tráfego foi retomado nos aeroportos de Birmingham (Central) e Bristol (Oeste), onde as pistas foram fechadas durante a noite.

Em Liverpool, Grã-Bretanha, 5 de janeiro de 2025. Em Liverpool, Grã-Bretanha, 5 de janeiro de 2025.

Em Frankfurt, o maior aeroporto da Alemanha, localizado no oeste do país, foram canceladas 120 descolagens e aterragens das cerca de 1.090 programadas para domingo. “As pistas de decolagem e pouso devem estar liberadas” et “O degelo de aviões também é mais complexo e mais exigente”explicou um porta-voz à Agence France-Presse. A má visibilidade no céu também perturba o tráfego aéreo.

Em Munique, no sul do país, 35 voos foram cancelados por precaução na noite de sábado, de um total de 750 partidas e aterragens programadas no segundo maior aeroporto da Alemanha, segundo um porta-voz. A agência meteorológica alemã alertou sobre chuva congelante no domingo, após nevascas durante a noite, e recomendou evitar viagens desnecessárias.

Trânsito interrompido nas estradas

Vários centímetros de neve caíram na Inglaterra e no País de Gales durante a noite de sábado para domingo. Em West Yorkshire (norte da Inglaterra), o solo estava coberto com 12 centímetros de neve na manhã de domingo, informou a Agência Meteorológica Britânica. Conheceu o escritório. Até 40 centímetros de neve caíram em algumas áreas acima de 300 metros acima do nível do mar.

Em Marsden, vilarejo em Yorkshire, no norte da Inglaterra, em 5 de janeiro de 2025. Em Marsden, vilarejo em Yorkshire, no norte da Inglaterra, em 5 de janeiro de 2025.

A neve também afeta o tráfego nas estradas. O operador Rodovias Nacionais disse que várias estradas no norte da Inglaterra foram fechadas durante a noite. Em Hampshire (sul da Inglaterra), parte da autoestrada no sentido norte foi fechada na manhã de domingo devido a inundações causadas pela neve que caiu durante a noite, informou a National Highways. Este operador alertou que várias estradas podem agora congelar.

Pelo menos uma linha de trem na região de Leeds, no Norte, foi fechada. A eletricidade também foi cortada em várias casas na Inglaterra e no País de Gales. A situação deverá melhorar durante o dia de domingo em várias regiões da Inglaterra, segundo o Met Office. No entanto, foram emitidos alertas para riscos de inundação.

O mundo com AFP

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Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial — Universidade Federal do Acre

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Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial-capa.jpg

O Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (Neabi) da Ufac realizou, nesta quarta-feira, 13, no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (Cfch), um evento em comemoração aos 10 anos do Laboratório de Pesquisa Observatório de Discriminação Racial (LabODR). A programação reuniu a comunidade acadêmica, pesquisadores, egressos, bolsistas e integrantes do movimento social negro para celebrar a trajetória do laboratório e os resultados alcançados por meio das pesquisas desenvolvidas ao longo da última década.

Vinculado à área de História, mas formado por profissionais de diferentes áreas do conhecimento, o LabODR/Ufac foi criado em 2016 a partir de uma articulação entre a Ufac e o movimento negro acreano, especialmente o Fórum Permanente de Educação Étnico-Racial do Estado do Acre. Inicialmente estruturado como projeto institucional de pesquisa, o laboratório contou com apoio da Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (Proaes) e, em 2018, foi inserido na plataforma Lab e certificado pela Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (Propeg).

O laboratório atua na pesquisa e na formação de pesquisadores com foco na promoção da igualdade racial, desenvolvendo estudos voltados tanto à denúncia de práticas racistas quanto à construção de reflexões e práticas antirracistas, principalmente nos espaços educacionais. Atualmente, o LODR/Ufac abriga projetos institucionais como “Práticas Pedagógicas em Educação das Relações Étnico-Raciais em Escolas do Estado do Acre”, desenvolvido desde 2018, e “Pérolas Negras”, iniciado em 2020.

Durante o evento, convidados e bolsistas compartilharam experiências acadêmicas e profissionais construídas a partir das atividades desenvolvidas pelo laboratório, destacando a importância do observatório em suas formações pessoais e profissionais. A programação também apresentou pesquisas realizadas ao longo desses dez anos de atuação e ressaltou a contribuição do laboratório para o fortalecimento das discussões sobre igualdade racial dentro da universidade e na sociedade acreana.

Compuseram o dispositivo de honra o vice-reitor, Josimar Ferreira; o pró-reitor de Extensão e Cultura, Carlos Paula de Moraes; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação da Ufac, Margarida Lima; a vice-diretora do Cfch, Lucilene Ferreira de Almeida; e a representante do Neabi, Flávia Rocha.

 



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Ufac participa de mostra científica na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre

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Ufac participa de mostra científica na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre

A Universidade Federal do Acre (Ufac) participou, no dia 1º de maio, da Mostra Científica “Conectando Saberes: da integração à inclusão na Amazônia”, realizada na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira. A ação reuniu instituições de ensino, pesquisa, escolas rurais e moradores da reserva em atividades de divulgação científica e integração comunitária.

Financiada pelo CNPq, a iniciativa contou com a participação da Ufac, Ifac, ICMBio e de escolas da região. Aproximadamente 250 pessoas participaram da programação, entre estudantes, professores e moradores das comunidades da reserva.

Durante o evento, estudantes da graduação e pós-graduação da Ufac e do Ifac apresentaram pesquisas e atividades educativas nas áreas de saúde, Astronomia, Física, Matemática, Robótica e educação científica. A programação incluiu oficinas de foguetes, observação do céu com telescópios, sessões de planetário, jogos educativos e atividades com microscópios.

O professor Francisco Glauco, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN) da Ufac, destacou a importância da participação acadêmica em ações junto às comunidades tradicionais.

“A universidade tem um papel fundamental para a formação científica e cidadã dos estudantes. A troca de conhecimentos com comunidades de difícil acesso fortalece essa formação”, afirmou.

A professora Valdenice Barbosa, da Escola Iracema, ressaltou o impacto da iniciativa para os alunos da reserva.

“Foi um dia histórico de muito aprendizado. Muitos estudantes tiveram contato pela primeira vez com experimentos e equipamentos científicos”, disse.

Além das atividades científicas, a programação contou com apresentações culturais realizadas pelos estudantes da reserva, fortalecendo a integração entre ciência, educação e saberes amazônicos.

A participação da Ufac reforça o compromisso da universidade com a extensão, a popularização da ciência e a aproximação entre universidade e comunidades tradicionais da Amazônia.

Fhagner Soares – Estagiário

 



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UFAC participa de pesquisa sobre zoonose associada à caça de subsistência na Amazônia — Universidade Federal do Acre

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UFAC participa de pesquisa sobre zoonose associada à caça de subsistência na Amazônia-interna.jpg

Um estudo publicado na revista Acta Amazonica identificou a presença do parasita Echinococcus vogeli em pacas (Cuniculus paca) abatidas e consumidas por comunidades tradicionais da Amazônia Ocidental. O agente é responsável pela equinococose policística humana, zoonose considerada emergente na região.

A pesquisa foi desenvolvida entre 2022 e 2023 nos municípios de Sena Madureira e Rio Branco, no Acre, sob coordenação do professor Francisco Glauco de Araújo Santos, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN), integrando a dissertação de mestrado de Liliane de Souza Anadão, do Programa de Pós-Graduação em Sanidade e Produção Animal Sustentável na Amazônia (PPGSPASA).

O estudo entrevistou 78 famílias e analisou 23 fígados de pacas abatidas para consumo. Em 48% das amostras foram identificados cistos hidáticos causados pelo parasita. A pesquisa também apontou que a maioria dos cães das comunidades participa das caçadas e consome vísceras cruas dos animais.

Segundo os pesquisadores, o principal risco de transmissão ocorre quando cães infectados eliminam ovos do parasita no ambiente, contaminando solo, água e alimentos.

“O principal risco está associado ao descarte inadequado das vísceras e ao contato com ambientes contaminados pelas fezes de cães infectados”, destacou o professor Francisco Glauco.

O estudo reforça a necessidade de ações de vigilância e educação em saúde nas comunidades rurais, principalmente relacionadas ao manejo de cães e ao descarte adequado das vísceras dos animais abatidos.

Para o pesquisador Leandro Siqueira, doutor em Medicina Tropical pela Fiocruz e coautor do estudo, a pesquisa amplia o conhecimento sobre a transmissão da doença na Amazônia e pode contribuir para futuras ações de prevenção e diagnóstico na região.

Fhagner Soares – Estagiário



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