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“Na maioria das vezes não filmamos, observámos”

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Guillaume Cailleau e Ben Russell, no Festival de Cinema de Nova York, 7 de outubro de 2024.

Quarta-feira, 6 de novembro, no início da tarde, poucas horas depois da notícia da eleição de Donald Trump, Ben Russell murmurou «Dia difícil»dia difícil. O cineasta americano senta-se à mesa de um café parisiense com o seu codiretor, o francês Guillaume Cailleau. Os dois quarenta e poucos anos trabalham juntos há cerca de dez anos e apresentam seu documentário Ação Diretaum mergulho profundo em planos fixos na ZAD (zona a defender) de Notre-Dame-des-Landes (Loire-Atlantique) – o filme ganhou o Grand Prix du Cinéma du Réel em março.

As filmagens decorreram ao longo de cem dias, entre 2022 e 2023. Isto é, poucos anos depois do anúncio, em 2018, do abandono do projecto aeroportuário neste território, ao qual se opuseram activistas ambientais.

Como um “depois”, o filme capta o quotidiano – mais uma vez tranquilo – de um lugar habitado por homens e mulheres interessados ​​em repensar métodos de produção, cuidar da terra, ganhar autonomia, etc. Uma filosofia em desacordo com o programa produtivista do bilionário republicano, que se tornará o 47ºe presidente dos Estados Unidos. « Ação Direta não é alheio à questão democrática. A ZAD é um território de pensamento e refúgio. Existe essa ideia de coletivo pioneiro, que retoma o controle”sublinha Ben Russell, cineasta experimental e curador de exposições, que também apresenta os seus trabalhos em centros de arte.

Compartilhamento político

Tivemos que ter empatia com os habitantes da ZAD para podermos filmar o trabalho agrícola, mas também o lanche das crianças, uma sessão de piercing, etc. “Antes das filmagens, nosso posicionamento era muitas vezes participativo. Ajudámos nos canteiros de obras, antes de decidirmos o enquadramento”diz Guillaume Cailleau, radicado em Berlim, que co-produziu o filme com sua empresa CaskFilms. “Na maioria das vezes não filmamos, observamos. No final só tivemos doze horas de rush e mantivemos pouco mais de três horas e meia”acrescenta Ben Russell.

Fotografar 16 milímetros significa trocar as bobinas a cada dez minutos. Os habitantes da ZAD decidiam se entravam ou não em campo. “Cada vez que filmávamos, mostrávamos os juncos aos zadistas. Organizamos uma exibição assim que o filme terminou. Eles não queriam mudar nada.”acrescenta Guillaume Cailleau.

O tempo rimava com partilha política. “Ao filmar este trabalho diário, existe a ideia de transmitir know-how. Se o documentário tem ares de filme de antecipação é porque as atividades manuais na ZAD se combinam com atividades políticas”, analisa Guillaume Cailleau.

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Ufac lança Plano de Acessibilidade da Infraestrutura Física (2026-2029) — Universidade Federal do Acre

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Ufac lança seu Plano de Acessibilidade da Infraestrutura Física-interna.jpg

A Ufac lançou seu Plano de Acessibilidade da Infraestrutura Física (2026-2029). A solenidade ocorreu na sexta-feira, 17, no auditório Pedro Martinello, no Centro de Convenções, campus-sede. A iniciativa integra o projeto “Ufac em Ação: Acessibilidade, Inclusão e Segurança” e busca orientar as ações destinadas à construção de uma universidade mais acessível, inclusiva e segura.

A reitora Guida Aquino destacou que a instituição já realizou melhorias de acessibilidade, mas ainda precisa avançar e buscar recursos para executar as ações previstas no plano. “Nós temos que buscar agora investimento para que possamos acolher nossos estudantes; a universidade não existe sem aluno.” Segundo ela, essas iniciativas devem atender também os servidores que necessitam de condições adequadas de acessibilidade.

O coordenador do projeto e prefeito do campus-sede, Artheson Cruz, explicou que o crescimento da infraestrutura física da Ufac ocorreu em diferentes períodos, com edificações construídas de acordo com normas distintas. Essa situação, para ele, resultou na existência de espaços acessíveis que não estão completamente conectados entre si.

“Você entra em um prédio que tem acessibilidade e, quando sai daquele local, já se depara com uma situação de ausência da acessibilidade”, disse e ressaltou que o aumento do número de pessoas com deficiência que ingressam na universidade exige a adequação dos espaços para garantir dignidade, autonomia, permanência e conclusão dos cursos.

O plano estabelece diretrizes para superar progressivamente os desafios de acessibilidade no campus-sede, no campus Floresta e nos núcleos da Ufac no Estado. Para a elaboração do documento, foram realizados levantamento técnico da infraestrutura e escuta qualificada com pessoas surdas, com deficiência visual e autistas.

A representante do Núcleo de Acessibilidade e Inclusão, Rayfa Almeida, destacou que a efetivação das medidas é fundamental para garantir o acesso e a permanência das pessoas com deficiência na universidade. “Esperamos que seja concretizado realmente, que seja efetivo para as pessoas com deficiência conseguirem finalizar seus cursos.”

 



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Parfor da Ufac em Santa Rosa do Purus lança livro de contos — Universidade Federal do Acre

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Parfor da Ufac em Santa Rosa do Purus lança livro de contos-interna.jpg

Estuantes do Plano Nacional de Formação de Professores da Educação Básica (Parfor), da Ufac em Santa Rosa do Purus (AC), no âmbito da disciplina Oficina Pedagógica: Leitura e Escrita na Escola, lançaram o livro “Tecendo Leituras: Contos e Caminhos para o Letramento Literário”. O evento ocorreu no sábado, 18, no município, reunindo professores, gestores, autoridades locais, familiares dos alunos e a representante do Parfor na ocasião, professora Grace Gotelip.

A obra foi organizada pela professora Emilly Ganum Areal e sua reprodução foi viabilizada com o apoio da Pró-Reitoria de Graduação (Prograd), por meio da Diretoria de Apoio à Interiorização e Programas Especiais (Dainpes). Segundo ela e os envolvidos no processo criativo, a iniciativa representa um marco para o Parfor da Ufac por resultar diretamente de uma disciplina do curso de graduação e reunir, pela primeira vez, textos literários de autores de Santa Rosa do Purus.

Além disso, agradeceram à Ufac, por meio da Prograd e da Dainpes, pelo apoio na concretização do projeto, o qual, para eles, deixa um legado no munícipio, incentiva a produção literária regional e reafirma o compromisso da universidade com a interiorização do ensino superior e com o desenvolvimento social através da educação.

 



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Curso de Ciências Contáveis realiza evento sobre IA e deepfakes — Universidade Federal do Acre

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O curso e o Centro Acadêmico de Ciências Contábeis, da Ufac, promoveram o evento de extensão Inteligência Artificial (IA), Regulação de Deepfakes e Formação Cidadã, em 9 e 10 de julho, no bloco do Centro de Ciências Jurídicas e Sociais Aplicadas. Nesse período, estudantes, professores e interessados no assunto realizaram troca de experiências, além de debates sobre temas atuais para cidadania e o exercício profissional.

A programação contou com palestra de Virgilio Viana, a qual proporcionou aos participantes reflexões sobre os desafios e as oportunidades decorrentes das transformações tecnológicas na sociedade contemporânea. Também ocorreram três oficinas: O Perfil Profissional para a Gestão Pública, ministrada por Esteferson Rocha; Cartão de Crédito: Aliado ou Vilão?, ministrada por Gilvanete Pereira; e Inteligência Emocional, ministrada por Jordeane Oliveira

Os professores Marconde Silva e Oleides Oliveira organizaram o evento, que, segundo eles, reafirmou o compromisso do curso de Ciências Contábeis com a promoção de ações de extensão que integram ensino, pesquisa e extensão, fortalecendo o diálogo entre a universidade e a sociedade.

 



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