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Na pandemia, estudante foca em conteúdo para as redes sociais e bomba: ‘Quero que se orgulhem do Acre’

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Com simplicidade e mostrando a rotina do dia a dia, o estudante de enfermagem Luiz Felipe Albuquerque, de 25 anos, tem expandido seu alcance nas redes sociais. Morador de Cruzeiro do Sul, no interior do Acre, Luiz aparece sempre com expressões regionais com o sotaque acreano arrastado e carregado de muito humor.

Estudante de enfermagem, ele conta que nunca teve muito tempo para se dedicar à criação de conteúdo na página que já mantém há muitos anos, mas, durante a pandemia e a suspensão das aulas presenciais, ele pôde focar mais no entretenimento. O primeiro vídeo que viralizou foi ele falando sobre as expressões acreanas.

Desde o início da pandemia e com o isolamento social, ele já alcançou quase 18 mil seguidores em sua página – que reúne sua rotina como estudante, body piercer, como morador da Amazônia e também como autor de vídeos divertidos ao lado da mãe.

Longe dos luxos e grandes cenários instagramáveis, Luiz faz a simplicidade prender a atenção de milhares de internautas.

“De vez em quando algum vídeo meu viraliza, mas só consegui investir nisso de verdade quando começou a pandemia, porque minhas aulas presenciais foram suspensas e pude focar mais nisso, porque antes não tinha muito tempo”, conta.

Amor pelo Acre

Acreano raiz, o estudante faz questão de mostrar as gírias, as peculiaridades e o amor pelo estado – que virou marca na pele ao fazer uma tatuagem com o nome Acre. Aliás, duas, porque no pescoço ele também tem outra que faz referência ao estado, escrita a ‘Made In Acre’.

Figurinha carimbada, a mãe de Luiz demorou para entender que o Instagram poderia ser uma fonte de renda. O estudante diz que precisou explicar para ela como funcionava essa ferramenta e como poderia ganhar algo com isso.

Agora, ela participa e é uma das maiores parceiras do estudante. As piadas genuinamente acreanas saem de forma muito natural, resultado de um sangue cruzeirense descendente de nordestinos.

“No interior do estado a gente ainda tem muito das nossas raízes nordestinas – o jeito de falar, sotaque, então são insights que tenho durante o dia de achar que alguém se identifica e acabo fazendo os vídeos”, conta.

Um dos vídeos mais acessados é a paródia que ele faz do governador Gladson Cameli lendo um decreto fake sobre o calor no Acre. Foi também sobre friagem que ele fez um vídeo no mesmo estilo que fez sucesso.

Mas, sobre o vídeo do calor, publicado no último 25, quando o estado registrou altas temperaturas, foram 104 mil visualizações e superou as expectativas. “Nego véi não tá dando mais não; de noite 42ºC na sombra da lua é demais. Vou ter que soltar outro decreto”, diz imitando a voz do governador.

Ele fala em medidas drásticas e brinca dizendo que quem sair sem desodorante vai ser multado em um saco de farinha – produto típico produzido em Cruzeiro do Sul.

Além disso, para engajar o vídeo, ele fez um desafio apostando que, caso o vídeo viralizasse, a mãe dele cumpriria um desafio, que era descer em um tobogã. Esse reels já foi visto mais de 15 mil vezes.

Luiz fez tatuagem com o nome Acre em homenagem ao estado — Foto: Arquivo pessoal

Luiz fez tatuagem com o nome Acre em homenagem ao estado — Foto: Arquivo pessoal

‘Orgulho’

Mais do que humor, Luiz quer mostrar o Acre para outros estados, mas também fazer com que as pessoas que moram aqui se orgulhem.

“Meu objetivo sempre foi mostrar o Acre para o resto do Brasil, porque aqui tem coisa bonita, vem muita gente de fora ver o que temos aqui e às vezes não damos valor. Eu sou uma pessoa que dá muito valor para nosso estado, que lutou para fazer parte do país. Quero levar conhecimento do Acre para o Brasil, mas também para que as pessoas que moram aqui se orgulhem”, diz.

Atualmente, ele já consegue ganhar dinheiro com o Instagram e, inclusive, consegue ajudar algumas pessoas. Para o futuro, ele pensa em melhorar ainda mais o conteúdo da sua página e em dar conforto para sua família, principalmente realizar os desejos da mãe.

Para além dos algoritmos, a rede social para o estudante é mudança de vida; uma ferramenta para crescer, ter voz e também conseguir ajudar outras pessoas.

“Já consegui algumas ações, como reunir dinheiro e comprar um celular para uma menina que precisava de um para estudar e consigo dar coisas para minha mãe que ela não conseguia me dar. Eu sempre costumo dizer que o único lugar que o pobre consegue ser famoso é na internet. Todos os dias, falo para 5 mil a 6 mil pessoas e isso muda demais a gente. A gente cria uma perspectiva que nem tinha”, finaliza.

com informações de G1Acre

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Ufac e SEE discutem disponibilização de produtos educacionais para professores da rede estadual — Universidade Federal do Acre

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Ufac e SEE discutem disponibilização de produtos educacionais para professores da rede estadual — Universidade Federal do Acre

A Universidade Federal do Acre (Ufac), por meio do Mestrado Profissional em Ensino de Ciências e Matemática (MPECIM), reuniu-se com representantes da Secretaria de Estado de Educação do Acre (SEE) na manhã desta terça-feira, 13, para discutir possibilidades de parceria para disponibilizar produtos educacionais desenvolvidos no programa de pós-graduação aos professores da rede estadual de ensino. O encontro ocorreu na sede da secretaria.

A proposta busca ampliar o acesso dos professores aos materiais produzidos no âmbito do MPECIM, contribuindo para o fortalecimento das práticas pedagógicas e da formação continuada dos docentes.

Participaram da reunião o coordenador do MPECIM, Pierre André Garcia Pires; a secretária adjunta de Ensino, Gleicicleia Gonçalves de Souza; e a assessora técnico-pedagógica da Diretoria de Ensino, Fabiany Soares Mamed.

O encontro permitiu discutir possibilidades de cooperação entre as instituições para viabilizar o acesso dos professores da rede estadual aos produtos educacionais desenvolvidos pela universidade



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Ufac inaugura núcleo de apoio administrativo às coordenações de curso — Universidade Federal do Acre

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Ufac inaugura núcleo de apoio administrativo às coordenações de curso — Universidade Federal do Acre

A Universidade Federal do Acre (Ufac) inaugurou, na manhã desta terça-feira, 13, o Núcleo Integrado de Apoio às Coordenações (NIAC), instalado na Pró-Reitoria de Graduação (Prograd). A iniciativa tem como objetivo oferecer suporte administrativo aos cursos de graduação, neste momento com atendimento prioritário a oito coordenações que estão sem servidores técnico-administrativos. A proposta prevê também o desenvolvimento de outras ações de apoio às coordenações no âmbito do núcleo. A solenidade contou com a participação do reitor Josimar Ferreira, da vice-reitora Almecina Balbino, da pró-reitora de Graduação, Danila Torres, e da pró-reitora de Desenvolvimento e Gestão de Pessoas substituta, Juliana Queirós.

O reitor destacou a importância da iniciativa para o funcionamento dos cursos e reconheceu a colaboração dos servidores envolvidos. “Quero parabenizar toda a equipe da Prograd, reconhecer o voluntariado dos nossos secretários de curso e o apoio das coordenações”, afirmou Josimar. Segundo ele, o serviço dará suporte especialmente às coordenações que estão sem secretários, mas também poderá atender aos demais coordenadores de curso.

A criação do NIAC é uma iniciativa da Prograd e da Pró-Reitoria de Desenvolvimento e Gestão de Pessoas (Prodgep), que contou também com a participação inicial do Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca). O espaço foi organizado nas instalações da Prograd para facilitar o acompanhamento das atividades e o apoio aos servidores.

Segundo a pró-reitora Danila Torres, a proposta surgiu da necessidade de atender coordenações que enfrentam dificuldades na execução das atividades administrativas. Algumas delas estão há mais de oito meses sem servidores técnicos, deixando os coordenadores responsáveis também pelas rotinas administrativas. “A gente vai tentar apoiar as coordenações naquilo que elas precisam”, explicou.

O núcleo funciona por meio de uma escala de revezamento de servidores técnico-administrativos de outras coordenações. Atualmente, sete profissionais participam voluntariamente da iniciativa, com autorização das chefias imediatas, dedicando dois dias por semana ao atendimento compartilhado, sem deixar suas atividades nas unidades de origem.

A meta é ampliar a equipe para dez servidores, permitindo a presença de dois profissionais no turno da manhã e dois à tarde. “O serviço deles é padrão, é comum, então não tem um técnico para uma coordenação. Todos trabalham em todas essas oito coordenações”, explicou Danila.

Entre as primeiras demandas do NIAC está o lançamento das ofertas de disciplinas do semestre letivo 2026.2 no sistema acadêmico, considerando o início das solicitações de matrícula pelos estudantes nesta quinta-feira, 15. A medida busca assegurar o andamento dos procedimentos acadêmicos nas coordenações que não dispõem de técnicos para executar essas atividades.

Além do atendimento inicial às oito coordenações, a proposta é ampliar gradualmente a atuação do núcleo para oferecer suporte às demais unidades acadêmicas, incluindo o auxílio a novos coordenadores nas rotinas administrativas dos cursos e o desenvolvimento de outras ações de apoio às coordenações.



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Alunas da Ufac criam biblioteca de grafismos do povo Huni Kuin — Universidade Federal do Acre

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Alexandra Deitos e Txima Huni Kuin.jpg

Alunas de graduação e mestrado do campus Floresta da Ufac criaram, em 2024, o projeto Biblioteca de Kene, que reúne tecelagem em algodão, pintura corporal, registros audiovisuais e uma plataforma digital acessível por celular. A iniciativa surgiu do trabalho de conclusão de curso de Txima Huni Kuin, em Licenciatura Indígena, e da pesquisa para a dissertação de Alexandra Deitos no programa de pós-graduação em Ensino de Humanidades e Linguagens.

Txima investigou a tecelagem como expressão dos conhecimentos, da arte e da espiritualidade de seu povo, sob orientação do professor Amilton Pelegrino de Mattos. Alexandra, artista visual e atualmente doutoranda, colaborou na construção do projeto por meio de uma pesquisa de autoria coletiva, desenvolvida com as mulheres da comunidade.

Desse encontro surgiu a proposta de criar um espaço onde os mais de 60 grafismos praticados pelas mulheres pudessem ser consultados, ensinados e aprendidos por jovens e mestras tecelãs. O projeto terá uma nova etapa entre 10 e 16 de outubro, com a realização da 2ª Oficina de Kene da Aldeia Arco-Íris, na terra indígena Seringal Independência, no município de Jordão (AC).

Aprendizagem no território

Durante os sete dias de oficina, mestras tecelãs e jovens aprendizes participarão de atividades de preparação de fios, cantos rituais, aplicação do Bawe e tecelagem de painéis com grafismos. Os processos serão documentados para compor o acervo da biblioteca na aldeia e seu site colaborativo, com gestão do conhecimento pelas próprias mulheres.

A proposta dialoga com a expressão “a universidade é na aldeia”, do professor e pesquisador Yube Huni Kuin, também acadêmico da Licenciatura Indígena da Ufac. A experiência reconhece o território e as práticas da comunidade como espaços de produção e transmissão de conhecimento.

Mestras e aprendizes tecelãs.jpg

A 2ª Oficina de Kene é realizada por Txima Huni Kuin, Alexandra Deitos e pela Aldeia Arco-Íris, com apoio do curso de Licenciatura Indígena, da Fundação de Cultura Elias Mansour, do governo do Acre, da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, do Ministério da Cultura e do governo federal.

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