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POLÍTICA

Na ressaca do Pix, Lula reclama de ardil que o PT…

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Daniel Pereira

Numa reação à maior derrota política sofrida em seu atual mandato, o presidente Lula determinou à Advocacia-Geral da União (AGU) que tome providências judiciais contra os propagadores de “fake news” — aqueles que divulgaram a possibilidade de o governo criar um imposto sobre transações financeiras realizadas por meio do Pix. 

Já o novo ministro da Secretaria de Comunicação Social, Sidônio Palmeira, defendeu que o governo se empenhe na regulação das redes sociais e responsabilização das mesmas em casos de discursos criminosos e inverídicos. “O Brasil é usado de cobaia pelas plataformas. Se não regularmos as redes, não teremos como nos defender”, costuma repetir Sidônio.

O passado condena

Combater a atividade criminosa é uma obrigação legal. Outra coisa, bem diferente, é definir o que é “inverídico” no debate político. Quando o escândalo do mensalão estourou em seu primeiro mandato, Lula convocou outro marqueteiro baiano, João Santana, para ajudá-lo a se livrar do risco de cassação e, depois, ser reeleito. Deu certo.

Santana criou a ideia de que o mensalão — um esquema de compra de apoio parlamentar com recursos públicos, conforme entendimento do STF — era uma conspiração das elites para derrubar o primeiro governo genuinamente popular da história do país. Ou seja: criou a exitosa estratégia do “nós”, o povo, contra “eles”, os seculares donos do país e do poder. 

Na campanha presidencial de 2006, também por sugestão de Santana, Lula insinuou que seu adversário no segundo turno, Geraldo Alckmin, hoje vice-presidente da República, privatizaria a Petrobras e o Banco do Brasil se ganhasse a disputa. O petista se aproveitou do fato de o PSDB, à época o partido de Alckmin, ter passado para a iniciativa privada uma série de estatais. Sua insinuação, portanto, não parecia tão despropositada.

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Em 2025, a oposição apenas repetiu o ardil de Lula ao pegar carona na série de tributos criados pelo ministro Fernando Haddad (Fazenda) para ventilar a hipótese de taxação do Pix. Ou seja: Lula se diz vítima de algo que o PT já fez — e mais de uma vez. Na campanha de 2014, o mesmo João Santana orientou Dilma Rousseff, candidata à reeleição, a atacar Marina Silva, adversária que avançava nas pesquisas.

Na época, a equipe de publicidade da presidente, aproveitando-se de apoios que Marina tinha no sistema financeiro, fez vídeos declarando que, se ela vencesse, os bancos enriqueceriam, enquanto a comida sumiria do prato dos brasileiros. “Pau que dá em Chico dá em Francisco”, ensina a sabedoria popular.



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OPINIÃO

Opinião: A ciranda troca de partidos e a busca por cargos públicos

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Foto de capa [arquivo pessoal]
Os parlamentares que mudam de partido – como macacos puladores de galho – ou se candidatam a outros cargos no Legislativo e no Executivo apenas para preservar privilégios demonstram desrespeito à República e deveriam sentir vergonha de tal conduta. Essa prática evidencia a ausência de compromisso ideológico e a busca incessante por posições de poder, transmitindo à sociedade a imagem de oportunistas movidos por conveniências pessoais. A política deveria ser encarada como missão cívica, exercício de cidadania e serviço transitório à nação. Encerrado o mandato, o retorno às profissões de origem seria saudável para a oxigenação da vida pública.  
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Infelizmente, o sistema político brasileiro está povoado por aqueles que veem na política não um espaço de serviço público, mas um negócio lucrativo. Como já destacou o jornal El País, ser político no Brasil é um grande negócio, dadas as vantagens conferidas e auferidas — e a constante movimentação de troca de partidos confirma essa percepção.  
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A cada eleição, o jogo se repete: alianças improváveis, trocas de legenda na janela partidária e negociações de bastidores que pouco têm a ver com as necessidades reais da população. Em vez de missão cívica, vemos aventureiros transformando a política em palco de interesses pessoais e cabide de empregos. A busca incessante pela reeleição e por cargos demonstra que, para muitos, a política deixou de ser a casa do povo e tornou-se um negócio.  
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Convém lembrar aos que se consideram úteis  e insubstituíveis à política que o cemitério guarda uma legião de ex-políticos esquecidos, cuja ausência jamais fez falta ao país.  
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As próximas eleições são a oportunidade para os eleitores moralizarem o Legislativo, elegendo apenas candidatos novos, sem os vícios da velha política, que tenham conduta ilibada e boa formação cultural. Por outro lado, diga não à reeleição política, aos trocadores de partidos, aos que interromperam o mandato para exercer cargos nos governos, e àqueles que já sofreram condenação na Justiça ou punição no Conselho de Ética do Legislativo. 
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Júlio César Cardoso
Servidor federal aposentado
Balneário Camboriú-SC

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POLÍTICA

Frase do dia: Ciro Gomes

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Frase do dia: Ciro Gomes

Matheus Leitão

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“Estou muito envergonhado! Isto é uma indignidade inexplicável!” (Ciro Gomes, ex-ministro da Fazenda, usando as redes sociais para reclamar da troca de Carlos Lupi por Wolney Queiroz, seu desafeto no PDT, no comando do Ministério da Previdência Social) 


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POLÍTICA

Charge do JCaesar: 05 de maio

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Charge do JCaesar: 05 de maio

Felipe Barbosa

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