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Nada passou a ser levado mais a sério do que o humor – 16/12/2024 – Ilustrada

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Claudio Manoel

Abril de 1988. Foi quando tudo começou a mudar para mim. No dia 4, uma segunda-feira, estreamos o primeiro show —e também primeiro projeto em comum— do Casseta & Planeta. Na terça, dia 5, teve a estreia do TV Pirata, onde éramos roteiristas, mas ainda em dois grupos distintos.

Era a realização de um desejo antigo e, finalmente, o começo de uma profissão nova, quando virei roteirista de humor, um humorista profissional. Criávamos, simultaneamente, para o show, a TV e, de vez em quando, claro, aproveitávamos a mesma ideia.

Uma dessas vezes foi o quadro “Piada em Debate“, que interpretávamos, entre aspas, no palco e roteirizamos, posteriormente, para o baita elenco do programa. Tem no Youtube.

No ou na esquete —o gênero dessa palavra, seguindo as tendências atuais, parece que mudou, virou fluido, acho—, uma piada é debatida com toda a seriedade, por especialistas, sindicalistas e afins. Na época, a graça estava no ridículo e na improbabilidade da situação. Discutir uma anedota não era dissecá-la para elucidar suas intenções, era apenas absurdo.

No entanto, como diria um Marx em algum metaverso: “A farsa se repete como história” e, de repente ou lentamente, nada passou a ser levado mais a sério do que o humor.

Suponho que, durante toda a existência humana, a risada sempre foi uma reação espontânea a algo inesperado, inusitado, surpreendente. Não sei precisar quando, mas isso mudou.

Surgiu uma espécie de VAR da piada —um protocolo ou tecnologia de verificação se a risada que demos, ou daríamos, é válida. Caso não, se poderia ser anulada, se é possível “des-rir”.

Como me disse certa vez Danilo Gentili: “Hoje em dia, a responsabilidade de tratar as coisas com seriedade é cobrada mais dos humoristas que dos governantes”.

Faz sentido, mas não é só isso. Se olharmos com mais atenção, o protagonismo nacional do humor, nos últimos 20 anos, foi mudando de lugar e, talvez até sem perceber, tomando o poder.

Nossos últimos presidentes —incluindo a presidenta— poderiam, com tranquilidade, ser personagens de “A Praça é Nossa” e contracenar semanalmente com seus bordões e trejeitos, com o grande Carlos Alberto da Nóbrega, sentado em seu duradouro e delicioso banco de praça.

E estariam entre os mais caricatos.



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Pesquisa da Ufac é premiada em Congresso Brasileiro de Sementes — Universidade Federal do Acre

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Ítalo Ribeiro em CBSementes-2026.png

Pesquisadores de programas de pós-graduação (PPGs) da Ufac conquistaram o prêmio de melhor trabalho na categoria Mestrado durante o 23º Congresso Brasileiro de Sementes, realizado de 25 a 28 de agosto, em Foz do Iguaçu (PR), e promovido pela Associação Brasileira de Tecnologia de Sementes. O estudo trata de uma técnica baseada no uso de ultrassom para acelerar a germinação e o crescimento de mudas.

A autora principal é a mestranda Lívia Brito, com a colaboração de Ítalo Ribeiro, Rayane de Oliveira, João dos Santos, Janaína Alencar, Evandro Ferreira e Luis Maggi, que integram os PPGs em Ciência, Inovação e Tecnologia para a Amazônia; Biodiversidade e Biotecnologia; Produção Vegetal e Ciência Florestal, além do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa).

O trabalho avaliou os impactos do ultrassom na espécie arbórea conhecida popularmente como bordão-de-velho ou sete-cascas. A planta possui valor econômico para alimentação humana e animal, além de potencial para projetos de reflorestamento. Contudo, a produção de mudas enfrenta barreiras devido ao seu revestimento, uma rigidez na casca da semente que dificulta a entrada de água e atrasa a germinação.

Os testes conduzidos no Laboratório de Biofísica da Ufac/Bionorte demonstraram que a aplicação de ultrassom com determinada frequência e intensidade pelo período de cinco minutos aumentou o percentual e a velocidade do processo de germinação. A tecnologia é pioneira no país, sem registros anteriores de aplicação em escala industrial no Brasil.

Segundo Lívia, a expectativa da equipe é estender a metodologia a outras culturas agrícolas e espécies nativas, sobretudo as ameaçadas de extinção. A investigação também abrange experimentos com a castanha-do-brasil, apontando dados preliminares de que doses específicas de ultrassom podem elevar os teores de proteína bruta e nitrogênio total nas plantas.

A comitiva da Ufac no congresso contou ainda com outras apresentações. Ítalo Ribeiro expôs os efeitos da técnica no crescimento inicial da ‘Apuleia leiocarpa’, espécie moveleira sob ameaça de extinção; Ronald Antônio Nascimento de Souza apresentou resultados aplicados a sementes de sangue-de-dragão e moringa; e o professor e orientador Luis Eduardo Maggi apresentou um software em desenvolvimento projetado para estimar com precisão a quantidade de energia acústica aplicada sobre as sementes.

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)



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V SIMECO — Universidade Federal do Acre

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Egressa de mestrado em CZS obtém prêmio de pós-graduação — Universidade Federal do Acre

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Mirian Soares de Amorim.jpeg

A engenheira agrônoma Mirian Soares de Amorim, aluna egressa do curso de Agronomia e do mestrado em Ciências Ambientais, do campus Floresta da Ufac, em Cruzeiro do Sul, obteve o 2º lugar na categoria Pós-Graduação do 5º Prêmio Margarida Alves de Estudos sobre Ruralidades e Feminismos, cujo resultado final foi divulgado em 17 de março. O evento foi promovido pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar.

O estudo destaca a articulação entre a transição agroecológica e a igualdade de gênero, enfatizando o papel central das mulheres rurais, ribeirinhas e agricultoras na preservação da agrobiodiversidade e na soberania alimentar na Amazônia. No mestrado, sob orientação do professor Kleber Andolfato de Oliveira, Mirian também aprofundou investigações sobre o desenvolvimento sustentável e o papel das populações rurais no manejo dos ecossistemas amazônicos.



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