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Crise no Oriente Médio ao vivo: governo israelense aprova planos para estender a ocupação das Colinas de Golã | Notícias do mundo
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2 anos atrásem
Jane Clinton
Nesrine Malik
Na semana passada, o tempo entrou em colapso. A queda de Bashar al-Assad relembrou cenas em toda a região desde o início de a primavera árabe há quase 14 anos. De repente, a história pareceu vívida, suas memórias ficaram mais nítidas. Na verdade, não parecia mais história. Cenas que parecia que nunca mais veríamos – de multidões aglomerando-se nas praças; as riquezas obscenas dos déspotas expostas, as suas fortalezas invadidas, a sua iconografia profanada – libertaram uma sensação de possibilidade familiar, quase doentia. De vertigem, de horror diante do que os ditadores em fuga deixaram em seu rastro, e de esperança. A longa revolução da Síria – a morte, a tortura, a prisão e o exílio que o esmagamento de Assad desencadeou – torna o seu final bem-sucedido agridoce. O preço era tão alto que tornava seus despojos ainda mais caros.
O momento também é diferente de outra forma. Nesses 14 anos, outras revoluções em toda a região ou se desfizeram ou resultaram na redução de regimes ditatoriais sob nova gestão. E assim, aquele sentimento de otimismo desenfreado que se seguiu à queda daquela primeira safra de ditadores é temperado por alguma cautela quanto ao que virá a seguir. Mas pode e deve ser uma cautela produtiva e não um motivo para desespero. Porque o que Síria benefícios a partir de agora é a compreensão da fragilidade deste período. Para aqueles de nós que já vivenciaram isso antes em outros países, parecia uma época em que o ímpeto da revolução era imparável e purificador. Tinha uma energia cinética que varreu os velhos sistemas para serem substituídos por novas administrações, armadas com boas intenções e apoio popular, que simplesmente resolveriam o problema.
Leia a matéria completa aqui.
Aqui estão algumas imagens que chegam até nós pelos fios:
Olá e bem-vindo ao blog ao vivo sobre a crise no Oriente Médio.
Um grupo de monitoramento de guerra disse na manhã de segunda-feira que israelense ataques tinham como alvo locais militares em Região costeira de Tartus na Síriachamando-os de “os ataques mais pesados” na área em mais de uma década.
“Aviões de guerra israelenses lançaram ataques” visando uma série de locais, incluindo unidades de defesa aérea e “depósitos de mísseis superfície-superfície”, disse o Observatório Sírio para os Direitos Humanos, no que disse terem sido “os ataques mais pesados na região costeira da Síria desde o início de greves em 2012”.
Em outras notícias:
Benjamim Netanyahu disse que teve uma “discussão muito amigável, calorosa e importante” com Donald Trump no fim de semana sobre seus planos na Síria e os esforços para garantir a libertação de reféns em Gaza. Num discurso no domingo à noite, o primeiro-ministro disse que falou com Trump no sábado, acrescentando: “Discutimos a necessidade de completar a vitória de Israel e falámos longamente sobre os esforços que estamos a fazer para libertar os nossos reféns. “Continuaremos a agir incansavelmente para devolver para casa todos os nossos reféns, os vivos e os falecidos.” Um porta-voz de Trump no domingo se recusou a dar mais detalhes sobre a ligação.
Pelo menos 12 palestinos foram mortos, incluindo crianças, num Ataque aéreo israelense em um abrigo para deslocados em A escola Khan Younis de Gaza virou abrigo para palestinos deslocados no domingodisse a agência de Defesa Civil dirigida pelo Hamas.
Líder de fato da Syria Ahmad al-Sharaa discutiu com o enviado das Nações Unidas para a Síria a necessidade de reconsiderar um roteiro delineado pelo Conselho de Segurança para o país em 2015, disse o Comando Geral governante sírio no domingo.
de Israel O governo aprovou no domingo um plano para expandir os assentamentos israelenses nas Colinas de Golã que ocupa, dizendo que agiu “à luz da guerra e da nova frente que a Síria enfrenta” e do desejo de duplicar a população israelense no Golã. “Fortalecer o Golã é fortalecer o Estado de Israel e é especialmente importante neste momento. Continuaremos a agarrá-lo, a fazer com que floresça e a estabelecer-se nele”, disse Benjamin Netanyahu num comunicado divulgado pela Reuters.
As escolas reabriram em Damasco enquanto as celebrações pela fuga de Bashar al-Assad da Síria continuam.
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Fundape tem nova sede inaugurada no campus da Ufac na capital — Universidade Federal do Acre
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3 dias atrásem
26 de junho de 2026A reitora da Ufac, Guida Aquino, participou da solenidade de inauguração da nova sede da Fundação de Apoio e Desenvolvimento ao Ensino, Pesquisa e Extensão Universitária no Acre (Fundape), da qual ela é presidente do Conselho Curador. O evento ocorreu nesta sexta-feira, 26, no campus-sede, local em que se localiza o espaço administrativo e operacional da fundação.
Guida destacou a importância da Fundape para a Ufac e para outras instituições da Região Norte. Para ela, a fundação passou por um processo de fortalecimento nos últimos anos. “A Fundape hoje nos faz realizar, na verdade, todas as parcerias de formação de docentes, de ensino, de pesquisa, de extensão, de inovação”, afirmou.
Segundo a reitora, a fundação ampliou sua atuação para além do Acre, atendendo também instituições de Rondônia, Amapá e Roraima. “Olha a grandeza disso. E nós, enquanto Universidade Federal do Acre, temos que nos orgulhar”, pontuou.
O diretor-presidente da Fundape, Ismar Bernardo de Araújo, disse que a inauguração da sede própria representa uma conquista construída com dedicação, trabalho em equipe e visão de futuro. “Hoje não celebramos apenas a abertura de um novo espaço físico; celebramos uma conquista construída com dedicação, trabalho em equipe, visão de futuro e confiança.”

Ismar lembrou que a Fundape foi instituída em 22 de junho de 1998 e completa 28 anos em 2026. Atualmente, a fundação conta com 38 colaboradores, representa quatro universidades federais, três institutos federais e um hospital universitário, estando presente em quatro Estados da região Norte.
Membro fundador da Fundape e pró-reitor de Planejamento da Ufac, Alexandre Hid, relembrou a criação da fundação e os desafios enfrentados ao longo da trajetória institucional. “Hoje a fundação está aí forte e firme para maiores e melhores desafios.”

Também participaram da solenidade a reitora da Unir, Marília Pimentel; o procurador-geral adjunto para Assuntos Administrativos e Institucionais do MP-AC, Carlos Roberto da Silva Maia, representando o procurador-geral Oswaldo Lima Neto; o diretor técnico da Fundape, Camilo Gouveia; o diretor administrativo-financeiro da Fundape, Dionel de Araújo; Gemil Júnior, suplente do senador Alan Rick (Republicanos-AC); a pró-reitora de Inovação, Pesquisa e Pós-Graduação do Ifac, Alana Chocorosqui, representando o reitor Fábio Storch; o ex-reitor da Ufac, Minoru Kinpara; além de dirigentes, coordenadores de projetos, colaboradores e representantes de instituições parceiras.
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Seminário na Ufac tematiza planejamento e governança pública — Universidade Federal do Acre
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23 de junho de 2026O programa de pós-graduação em Planejamento e Governança Pública, da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), no âmbito do mestrado interinstitucional para técnico-administrativos da Ufac e do Instituto Federal do Acre (Ifac), realiza o 12º Seminário de Boas Práticas em Planejamento e Governança Pública, de 14 a 16 de julho, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede da Ufac. As inscrições são gratuitas e estão abertas até 16 de julho, por meio online.
O evento será transmitido pelo YouTube e terá como tema “Governança, Políticas Públicas e Desenvolvimento Regional na Amazônia: Desafios Estruturais para o Acre”, propondo um debate sobre questões territoriais, sociais, ambientais, urbanas, institucionais e econômicas que atravessam a realidade amazônica e acreana.
A programação científica será organizada em quatro eixos temáticos: governança urbana, mobilidade e direito à cidade na Amazônia; infraestrutura, saneamento e resiliência em contextos de enchentes e queimadas; governança ambiental, desenvolvimento sustentável e capacidade estatal na Amazônia; e educação e empreendedorismo na Amazônia.
O seminário tem como público-alvo a comunidade universitária e gestores públicos, contando com a participação de autoridades locais, pesquisadores da UTFPR, docentes da Ufac e do Ifac, bem como especialistas convidados de diferentes áreas.
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Estudo indica limitações de conhecimento sobre leishmaniose — Universidade Federal do Acre
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2 semanas atrásem
17 de junho de 2026A Ufac é parceira em pesquisa desenvolvida no município de Sena Madureira (AC), a qual identificou limitações no conhecimento sobre a leishmaniose cutânea entre pacientes e profissionais da saúde, além de barreiras geográficas e estruturais que dificultam o acesso ao diagnóstico e ao tratamento precoce em áreas rurais endêmicas.
Os resultados do estudo foram publicados, em maio, na revista eletrônica “Acervo Saúde”, vol. 26(5), com o título “Leishmaniose Cutânea na Amazônia Ocidental: Lacunas no Conhecimento e Barreiras de Acesso Assistencial em Áreas Endêmicas”. O artigo tem coautoria de pesquisadores da Ufac.
A pesquisa foi realizada com 50 pacientes com suspeita clínica de leishmaniose cutânea e 51 agentes de saúde, sendo 63% agentes comunitários de saúde e 37% agentes de combate às endemias.
“Em nosso trabalho, identificamos que tanto os profissionais da saúde quanto os pacientes possuem informações limitadas sobre a doença. Conhecer as limitações para acesso ao diagnóstico e tratamento precoce é uma das principais estratégias para a implementação de programas de controle e de educação em saúde que contemplem o perfil epidemiológico e social das populações de áreas endêmicas”, disse o autor do estudo, Leandro Siqueira de Souza, do Instituto Oswaldo Cruz (IOC).
A região Norte é responsável por mais da metade dos casos da doença no Brasil; o Acre conta com mais de 11 mil casos notificados na última década. Em 2025, os municípios acreanos de Xapuri, Marechal Thaumaturgo, Assis Brasil, Sena Madureira e Brasileia foram classificados pelo Ministério da Saúde como áreas de risco intenso para transmissão da doença.
“A região amazônica é uma área endêmica para a leishmaniose cutânea, uma doença negligenciada que afeta principalmente populações de comunidades tradicionais”, contou o pesquisador Reginaldo Peçanha Brazil, do IOC. “Conhecer as limitações no conhecimento tanto dos pacientes como de profissionais da saúde de áreas endêmicas é fundamental para o sistema de saúde do Estado do Acre e para o controle mais efetivo da doença.”
A investigação integra um projeto de pesquisa coordenado por Brazil. Além da Ufac, são parceiros na pesquisa a Universidade Federal de Minas Gerais, a Universidade de Brasília, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade e a Secretaria de Estado de Saúde do Acre.
Pela Ufac, são coautores do artigo os pesquisadores Andréia Luísa Peixinho da Silva Guimarães, Francisca Alana Costa de Souza, Marcos Bruno Zacarias Campelo, Breno Kalyl Freitas Nascimento, Andreia Fernandes Brilhante e Francisco Glauco de Araújo Santos. Os estudos contam com financiamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e apoio de instituições parceiras.
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