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Não, a questão Tamil do Sri Lanka não foi resolvida | Opiniões

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“Eles estão pisoteando nossos túmulos com suas botas”, disse Kavitha, uma jovem tâmil, enquanto a chuva torrencial que açoitava nossos rostos lavava suas lágrimas. Descalça e com lama até os tornozelos no local de um antigo cemitério em Visuvamadu, Sri Lanka, ela lamentava a base militar adjacente construída sobre os túmulos dos combatentes caídos dos Tigres de Libertação do Tamil Eelam (LTTE), incluindo o do seu irmão.

O LTTE foi um grupo armado dominante nas províncias do Norte e do Leste do Sri Lanka que lutou para estabelecer um estado Tamil independente durante quase três décadas, até à sua derrota definitiva e rendição ao estado do Sri Lanka em 2009. Durante a guerra, o estado destruiu e reaproveitou muitas estruturas pertencentes ao LTTE, como o cemitério onde o irmão de Kavitha foi enterrado, ao recapturar território do grupo armado.

Naquele dia chuvoso de final de novembro, Kavitha e milhares de outras pessoas estiveram no antigo local do cemitério do LTTE para comemorar o “Maaveerar Naal” – um evento anual para homenagear os combatentes do LTTE que morreram na guerra de décadas. E esta não foi uma demonstração isolada de dedicação nacionalista. De acordo com dados do governo, a cena no cemitério de Visuvamadu foi reproduzida em mais de 200 locais – incluindo universidades, locais de culto e outros antigos cemitérios – em todo o nordeste do Sri Lanka, com dezenas de milhares de pessoas presentes.

O nível de interesse nas comemorações de Maaveerar Naal de 2024 – igual, se não superior, aos anos anteriores – serviu como uma forte repreensão aos observadores menos informados do Sri Lanka que declararam o fim do nacionalismo Tamil após as eleições realizadas no Sri Lanka. , duas semanas antes, em 14 de novembro.

O Poder Popular Nacional (NPP), uma coligação de esquerda cingalesa, garantiu uma vitória esmagadora, conquistando 159 assentos no Parlamento – mais do que qualquer outro partido na história do Sri Lanka. É importante ressaltar que eles também venceram todos, exceto um dos distritos eleitorais de maioria tâmil no Nordeste, levando muitos observadores externos a concluir que os sonhos tâmeis de autonomia e independência foram totalmente abandonados.

A situação política real na reivindicada pátria Tamil, no entanto, é muito mais matizada.

O NPP aproveitou para chegar ao poder uma onda nacional de sentimento anti-sistema resultante da frustração com as persistentes falhas económicas e a corrupção endémica.

A queda da família Rajapaksa – que dominava a política do Sri Lanka desde 2005 – foi impressionante. Eles nunca receberam apoio dos tâmeis, que acusaram os ex-presidentes e irmãos Mahinda e Gotabaya Rajapaksa de genocídio. No entanto, no sul cingalês, eles foram considerados heróis por vencerem a guerra contra o LTTE.

Gotabaya Rajapaksa conquistou a presidência com uma vitória esmagadora há apenas cinco anos, em 2019. No entanto, menos de três anos depois, em 2022, foi deposto por uma revolta popular no sul cingalês. Desde então, a família perdeu rapidamente todo o poder político no Sri Lanka. Nas eleições de novembro de 2024, o seu partido conseguiu garantir apenas três assentos no Parlamento.

Gotabaya substituição não trouxe a mudança que o público também exigia. Como resultado, em Novembro passado, o NPP anti-establishment garantiu uma vitória que aparentemente transcendeu as divisões étnicas profundamente enraizadas no país. A coligação de esquerda conseguiu vencer até o cobiçado distrito eleitoral de Jaffna – um reduto nacionalista Tamil que historicamente apoia um Estado Tamil independente.

Isto foi um choque para muitos que observavam a política tâmil de fora e levou a alguns comentaristas anunciando o início do fim do nacionalismo Tamil. Na verdade, mesmo alguns responsáveis ​​do NPP interpretaram a sua vitória em Jaffna como uma rejeição do “racismo”Por tâmeis.

No entanto, equiparar as vitórias do NPP na Província do Nordeste a uma rejeição generalizada do nacionalismo Tamil é um erro óbvio enraizado na preguiça e na falta de envolvimento sério com a política Tamil, comum entre os observadores externos.

Qualquer pessoa que esteja no pulso das ruas Tamil pode ver que a mudança nas preferências de voto da população nestas eleições não teve nada a ver com qualquer desilusão com o nacionalismo Tamil, mas tudo a ver com as suas frustrações com os políticos Tamil. Os resultados da sondagem mostraram simplesmente que os tâmeis, como todos os círculos eleitorais, são pragmáticos e têm em conta tanto os interesses económicos como as preferências políticas quando votam.

Muitos nacionalistas tâmeis empenhados e apoiantes da independência votaram a favor do NPP na esperança de que este possa proporcionar uma economia melhor. Outros queriam simplesmente punir os políticos locais estabelecidos que consideravam corruptos e incompetentes. As iniciativas do NPP para se apresentar como uma coligação contra as elites políticas corruptas também ajudaram a impulsionar o voto Tamil. Sua exibição em um ponto de encontro popular em Colombo carros de luxo confiscados de vários ministériospor exemplo, foi um ansiado tapa na cara das elites. As suas aberturas iniciais positivas em relação aos Tamil, as suas mensagens contra o racismo e as suas promessas de permitir as comemorações de Maaveerar Naal e revogar a draconiana Lei de Prevenção do Terrorismo, ao abrigo da qual muitos nacionalistas Tamil são perseguidos, contribuíram para o seu apelo no Nordeste.

Até Kavitha, um nacionalista Tamil convicto, admitiu ter votado a favor do NPP. Na nossa conversa na comemoração de Maaveerar Naal, ela traçou uma linha clara entre as suas frustrações com o maior partido tâmil, o ITAK, a necessidade de responder às necessidades económicas imediatas e o seu voto a favor do NPP.

Mas o apoio à central nuclear por parte de tâmeis como Kavitha é contingente e já apresenta fissuras. A continuação prisões dos tâmeis ao abrigo da Lei de Prevenção do Terrorismo por participarem nas comemorações de Maaveerar Naal estão a causar frustração e raiva. Entretanto, o prazo para a remoção de um acampamento militar numa cidade tâmil, anunciado com muito alarde, passou sem qualquer indicação de ação. Tudo isto envia uma mensagem ao já cínico eleitorado Tamil de que as aberturas positivas feitas durante a campanha não passaram de gestos vazios.

O NPP nunca deteve o poder e, portanto, não teve a mesma bagagem que os governantes do passado. Isso não significa que a central nuclear não tenha bagagem. O seu principal partido constituinte – o Janatha Vimukthi Peramuna (JVP, Frente de Libertação Popular) – também foi proscrito como um “grupo terrorista” devido às suas revoltas violentas na década de 1970 e novamente na década de 1980, que deixaram dezenas de milhares de cingaleses mortos. Defenderam abertamente contra as negociações com o LTTE e desempenharam um papel significativo no fracasso das conversações de paz em meados da década de 2000. Embora a liderança adopte agora um tom diferente, as suas acções actuais indicam que ou são hipócritas ou que terão dificuldade em ultrapassar os sentimentos chauvinistas no seio do partido e do seu eleitorado. Como tem sido repetidamente provado, se um partido no poder for visto a fazer concessões aos Tamil, isto é mobilizado contra eles pela oposição, o que afecta o seu desempenho nas eleições seguintes. Todos os principais partidos cingaleses adotaram esta conduta, incluindo o JVP.

Tudo isto levanta uma questão importante sobre a política no Sri Lanka e o nacionalismo Tamil. O projecto de construção da nação do Sri Lanka está fundamentalmente enraizado em dar primazia ao Budismo Sinhala. Os tâmeis nunca foram aceites como cidadãos iguais, empurrados para a periferia através de uma abordagem centrada em Colombo, não só pelo Estado, mas também por uma elite tâmil sem imaginação. Os principais políticos tâmeis concederam repetidamente exigências políticas de longa data por meros restos, em troca da adesão à elite de Colombo. Embora historicamente estes partidos tenham continuado a ganhar apoio entre os Tamil, e esta eleição seja mais provavelmente um pontinho do que uma mudança generalizada, a energia política Tamil não pode ser interpretada apenas através da política eleitoral. Maaveerar Naal e as atividades de memorialização e protesto relacionadas, enraizadas nas práticas nacionalistas Tamil, são representações mais precisas do imaginário político ancorado profundamente na psique Tamil.

Esta vida nacional centrada no Tamil Eelam existe além do alcance não apenas do estado do Sri Lanka, mas também dos políticos Tamil. Continuará a prosperar, dentro e fora da ilha, e a prosseguir os seus objectivos através de meios fora das limitações que lhe são impostas pela política eleitoral. Embora este governo tenha agora a oportunidade de levar a sério as preocupações dos Tamil e de responder às antigas exigências de autogoverno, os Tamil não prendem a respiração.

Para progredir nestas questões, o NPP precisa de aproveitar todos os dias do seu mandato de cinco anos para trabalhar, abordando metodicamente as exigências Tamil. Os frutos mais fáceis de alcançar incluem a libertação de presos políticos, a revogação do PTA e a libertação de terras ocupadas pelos militares. Os esforços para alterar a composição demográfica na Província do Nordeste através da apropriação de terras, da construção de templos budistas e da expansão dos assentamentos cingaleses também devem ser interrompidos imediatamente. Os familiares dos desaparecidos à força continuam os seus protestos e a rejeição dos mecanismos estatais que não recorrem ao mecanismo judiciário. As suas preocupações também devem ser tratadas com seriedade – muitos recusaram realizar a última cerimônia para os seus familiares, que foram entregues às forças de segurança no final da guerra. O Sri Lanka deve divulgar o que fez com os milhares de tâmeis que prendeu.

Os tâmeis aprenderam através de repetidas experiências dolorosas que uma solução política não virá do Estado. É por causa desta fé quebrada que os tâmeis recorrem à comunidade internacional em busca de justiça e responsabilização. A ruptura deste padrão exigirá que o novo governo tome medidas claras no sentido de desmantelar a natureza etnocrática do Estado e de proporcionar uma responsabilização significativa. Sem isso, as divisões em curso no país apenas persistirão.

As opiniões expressas neste artigo são do próprio autor e não refletem necessariamente a posição editorial da Al Jazeera.



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Pavic-Lab da Ufac apresenta seis trabalhos em congresso internacional de computação — Universidade Federal do Acre

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Pavic-Lab da Ufac apresenta seis trabalhos em congresso internacional de computação — Universidade Federal do Acre

Pesquisadores do projeto Pavic-Lab, da Universidade Federal do Acre (Ufac), apresentaram seis trabalhos científicos durante a Conference on Graphics, Patterns and Images (SIBGRAPI 2026), congresso internacional de referência nas áreas de computação gráfica, processamento de imagens e visão computacional, realizado de 29 de setembro a 2 de outubro, em Goiânia (GO). As pesquisas foram desenvolvidas no projeto de pesquisa e desenvolvimento (P&D) Pesquisas Aplicadas em Visão e Inteligência Computacional (Pavic-Lab), uma iniciativa de cooperação técnico-científica entre a Ufac, Motorola, Flextronics e Fundação de Apoio e Desenvolvimento ao Ensino, Pesquisa e Extensão Universitária no Acre (Fundape).

Segundo a professora do Centro de Ciências Exatas e Tecnológicas (CCET), Ana Beatriz Alvarez Mamani, a participação no congresso contribui para divulgar a produção científica desenvolvida no Acre e ampliar o intercâmbio com outras instituições. Ela destacou que a presença da Ufac em eventos científicos também ajuda a reduzir as desigualdades regionais na ciência brasileira, além de possibilitar novas parcerias e o aperfeiçoamento das pesquisas.

A equipe foi composta pela professora Ana Beatriz Alvarez Mamani, pelo pesquisador Quefren Leher, pelos mestrandos do Programa de Pós-Graduação em Ciência da Computação (PPGCC) Clécio Silva, Lucas Carvalho, Gustavo Ferreti, Julio Martins e Ian Teixeira, além do graduando em Sistemas de Informação Kauã Galvão de Macedo.

Dos seis trabalhos apresentados, um integrou uma sessão especial do congresso e já foi publicado na revista científica Computers & Graphics. Outros três foram apresentados na programação principal, com previsão de publicação nos anais do Instituto de Engenheiros Eletricistas e Eletrônicos (IEEE) e na biblioteca digital da Sociedade Brasileira de Computação (SBC). Os dois trabalhos restantes foram apresentados em workshops, também com previsão de publicação na biblioteca digital da SBC.

As pesquisas estão divididas em duas áreas principais: reconstrução tridimensional e processamento de imagens. Na primeira, Clécio Silva apresentou um método computacional para criar representações digitais mais detalhadas de ambientes internos a partir de imagens. A tecnologia pode ser aplicada em jogos, realidade virtual e aumentada, simulações e projetos da construção civil.

Na área de processamento de imagens, Lucas Carvalho apresentou uma pesquisa para reconstruir imagens de alta faixa dinâmica (HDR) a partir de uma única imagem convencional, buscando recuperar detalhes em regiões claras e escuras. Gustavo Ferreti desenvolveu uma rede neural para combinar imagens com diferentes níveis de exposição e melhorar a qualidade visual dos resultados.

Julio Martins apresentou uma metodologia para reduzir o custo computacional da reconstrução de imagens HDR, preservando a qualidade das imagens produzidas. Ian Teixeira investigou o uso de mecanismos de atenção em modelos de inteligência artificial para recuperar informações em imagens de baixa qualidade. Já Kauã Galvão de Macedo apresentou uma abordagem que combina redes neurais e técnicas de processamento de sinais para melhorar imagens capturadas em ambientes com pouca iluminação.

Os métodos desenvolvidos apresentam potencial de aplicação em sistemas embarcados com recursos computacionais limitados, como dispositivos eletrônicos que integram processamento de imagens, permitindo aprimorar a qualidade visual com menor demanda de processamento.

Para o graduando Kauã Galvão de Macedo, a participação no congresso proporcionou a oportunidade de apresentar os resultados de sua pesquisa e conhecer novas abordagens científicas. “Foi uma ótima experiência, tanto pela oportunidade de apresentar minhas pesquisas desenvolvidas na Ufac quanto pela troca de conhecimentos com pesquisadores de outras instituições”, afirmou.

Segundo Kauã, as discussões realizadas durante o evento possibilitaram o contato com técnicas que poderão contribuir para suas pesquisas e para os projetos desenvolvidos pelo Pavic-Lab, além de abrir oportunidades de colaboração científica.

O mestrando em Ciência da Computação Gustavo de Souza Ferreti também destacou a importância da experiência para sua formação acadêmica. “Tive a oportunidade gratificante de conhecer professores e pesquisadores com ampla trajetória no nosso campo, além de ouvir sobre suas vivências e receber orientações valiosas para aprimorar meu trabalho”, disse.

O Pavic-Lab desenvolve atividades de pesquisa voltadas ao processamento de imagens, ao aprimoramento da qualidade visual e à reconstrução tridimensional de ambientes e objetos. Após a participação no congresso, a equipe dará continuidade às pesquisas científicas, com novos experimentos e avaliações para aperfeiçoar os métodos, reduzir custos computacionais e ampliar as possibilidades de aplicação prática dos resultados.



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Ufac abre 1ª Conferência Internacional Amazônia Nexus — Universidade Federal do Acre

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Ufac abre 1ª Conferência Internacional Amazônia Nexus — Universidade Federal do Acre

A Universidade Federal do Acre (Ufac) iniciou, na manhã desta segunda-feira, 19, a 1ª Conferência Internacional Amazônia Nexus. A solenidade de abertura ocorreu no auditório do e-Amazônia, no campus-sede, em Rio Branco, e reuniu professores, estudantes, participantes externos e palestrantes locais, nacionais e internacionais.

A vice-reitora da Ufac, Almecina Balbino, destacou que o evento busca fortalecer a produção científica regional e estreitar os laços interinstitucionais. Segundo ela, a conferência favorece a criação de uma rede de conexão entre os programas de pós-graduação e viabiliza a internacionalização por meio da cooperação Sul-Sul, permitindo que pesquisadores externos contribuam diretamente para os estudos sobre o território amazônico.

O pró-reitor de Extensão e Cultura, Marco Amaro, ressaltou o papel da extensão universitária na articulação do conhecimento científico com a comunidade. “Não existe integração entre ensino, pesquisa e extensão se a gente tirar as pesquisas da prateleira sem estarmos envolvidos com ações de extensão, que fazem a intermediação entre o conhecimento da universidade e a sociedade”, declarou. Ele também destacou que a rede de contatos estabelecida entre as diferentes áreas fortalece a qualidade acadêmica da instituição.

O coordenador do evento, professor Flávio Roberto Chaves da Silva, expressou satisfação com o início da conferência e destacou a dimensão coletiva da iniciativa. “É com muita alegria, satisfação e gratidão que damos início a este projeto que nasceu do desejo de fortalecer a ciência, a cooperação e a internacionalização da pesquisa na Amazônia. Celebramos a coragem de começar, a força do trabalho coletivo e a realização de um sonho. Que esta seja a primeira de muitas edições, promovendo o conhecimento e contribuindo para o desenvolvimento sustentável da nossa região”, afirmou o docente, agradecendo a parceria dos palestrantes, da comissão organizadora e dos apoiadores.

Durante a abertura, a mesa de debates destacou a importância do encontro para a região. O professor e pesquisador Lin Shau Ming, da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), um dos palestrantes do dia, ressaltou que os estudos sobre plantas medicinais e agrobiodiversidade contribuem para o bem-estar das comunidades tradicionais. Segundo ele, o tema está alinhado à proposta central do evento de promover a integração de diferentes saberes e áreas do conhecimento na universidade.

A coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Ciência Animal na Amazônia Ocidental, Cíntia Daudt, destacou o compromisso social da universidade com a produção de conhecimento e o desenvolvimento regional. “É um evento bem importante para a nossa região e para a nossa universidade. Estamos aqui cumprindo o nosso ato de educação. Como dizia Paulo Freire, ‘educar é um ato político’. Nós estamos cumprindo a nossa parte, unindo ensino, pesquisa e extensão em um único evento”, afirmou.

A cerimônia de abertura contou ainda com a participação do pró-reitor de Pesquisa, Pós-Graduação e Inovação, Dionatas Meneguetti; dos coordenadores Fernando da Silva Souza, de Ciência, Inovação e Tecnologia para a Amazônia; Felipe Souza, de Ciência Florestal; Regina Lúcia Ferreira, de Produção Vegetal; e da vice-coordenadora Danúsia Rocha, de Saúde Coletiva.

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)



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Ufac promove ação de prevenção à saúde da mulher durante o Outubro Rosa — Universidade Federal do Acre

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Ufac promove ação de prevenção à saúde da mulher durante o Outubro Rosa — Universidade Federal do Acre

A Ufac, por meio da Pró-Reitoria de Desenvolvimento e Gestão de Pessoas (Progep) e da Diretoria de Saúde e Qualidade de Vida (DSQV), realizou nesta sexta-feira, 16, no estacionamento H (bloco de Medicina) do campus-sede, uma ação de prevenção e cuidado à saúde da mulher em alusão à campanha Outubro Rosa. Com o tema “A rotina pode esperar um pouco. Cuidar de você também é prioridade”, a iniciativa disponibilizou exames preventivos do colo do útero (PCCU) e testes rápidos para toda a comunidade acadêmica.

A diretora de Saúde e Qualidade de Vida da Ufac, Ane Kelly Severino Salvino, destacou a importância de facilitar o atendimento no próprio ambiente de trabalho para servidoras e terceirizadas. “A ideia é que elas parem por um momento, deixem o trabalho um pouquinho de lado e passem a se cuidar. Oferecer essa facilidade é muito gratificante”, afirmou. Ela ressaltou ainda as parcerias com a Uninorte, o sindicato e a Residência em Enfermagem Obstétrica para ampliar a ação.

A coordenadora de Vigilância à Saúde do Servidor, Priscila Miranda, ressaltou a importância de uma abordagem integral da saúde feminina e chamou a atenção para a sobrecarga da rotina das mulheres. “Trazemos esse olhar para mostrar que a mulher precisa se conscientizar sobre a prioridade de cuidar de si mesma e de sua saúde física e mental, não apenas no Outubro Rosa. Trazer esses exames para dentro da universidade dá a elas o tempo necessário para o autocuidado”, pontuou.

Conscientização e prevenção

Durante a ação, residentes do programa de Enfermagem Obstétrica da Ufac atuaram no acolhimento e na orientação das mulheres atendidas, reforçando a importância da prevenção do câncer do colo do útero, apontado como o segundo tipo com maior mortalidade feminina no mundo.

A enfermeira residente Francisca da Silva enfatizou que a campanha é um momento estratégico de mobilização. “Nós temos todos os 12 meses do ano para orientar, mas o mês de outubro é quando toda a rede intensifica ações para chamar as mulheres a realizarem seus exames o quanto antes”, ressaltou.

A enfermeira residente Vitória Amorim alertou que o câncer do colo do útero é assintomático no início, mas pode ser prevenido por meio do rastreamento e do tratamento de lesões precursoras. “Com o rastreamento periódico pelo PCCU, é possível diagnosticar e tratar lesões pré-cancerígenas anos antes que a doença se desenvolva. Por isso, promover essa educação em saúde no campus é vital para estimular o cuidado rotineiro”, explicou.

A iniciativa contou com a parceria do programa de Residência em Enfermagem Obstétrica da Ufac, dos cursos de Medicina e Enfermagem da Uninorte e do sindicato da categoria, que contribuíram para o suporte técnico e o atendimento às participantes.



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