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Não é uma paródia: The Onion adquire InfoWars de Alex Jones em leilão | Notícias da mídia

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Neste caso, não é sátira.

InfoWars, o site dos teóricos da conspiração Alex Jonesfoi comprado pelo The Onion – um meio de paródia – pondo fim à polêmica plataforma que gerou paranóia antigovernamental nos Estados Unidos durante um quarto de século.

A venda em leilão na quinta-feira veio como resultado de uma decisão de 2022 que considerou Jones responsável por quase US$ 1,5 bilhão em danos por difamar as famílias das vítimas de um tiroteio em massa em uma escola primária em Newtown, Connecticut, ao chamar o ataque de farsa.

O tiroteio de 2012 em Sandy Gancho ceifou a vida de 20 crianças e seis educadores, mas Jones afirmou falsamente que o incidente não aconteceu, argumentando que as vítimas e sobreviventes eram atores da crise.

O CEO da Onion, Ben Collins, confirmou a venda na quinta-feira, dizendo que ela ocorreu com o apoio das famílias de Sandy Hook.

“A The Onion está orgulhosa de adquirir o InfoWars e estamos ansiosos para continuar sua tradição de assustar os usuários do site com mentiras até que eles desembolsem seu dinheiro vivo”, disse Collins em um comunicado.

Ele acrescentou que espera que as famílias das vítimas do tiroteio em Sandy Hook encontrem alegria na “piada cósmica” de que The Onion agora possui a InfoWars.

A cebola

The Onion é um site de paródia que publica notícias satíricas que muitas vezes apresentam caricaturas de políticos e acontecimentos atuais.

Mas com a política dos EUA e internacional tomando rumos estranhos nos últimos anos, algumas manchetes do Onion chegaram perto de descrever notícias reais.

O CEO fictício da Global Tetrahedron LLC, empresa controladora da The Onion, chamou o InfoWars de “ferramenta inestimável para lavagem cerebral e controle das massas”.

“Através de tudo isso, o InfoWars demonstrou um compromisso inabalável em fabricar a raiva e radicalizar os membros mais vulneráveis ​​da sociedade – valores que ressoam profundamente em todos nós do Global Tetrahedron”, disse uma declaração satírica, atribuída a Bryce P Tetraeder.

“Nenhum preço seria alto demais para tamanha cornucópia de ativos e mentes maleáveis.”

Falando mais sério, o grupo de defesa Everytown for Gun Safety anunciou que será um anunciante exclusivo do InfoWars quando for relançado em seu novo formato.

“É apropriado que uma plataforma antes usada para lucrar com a tragédia seja uma ferramenta de educação, daí o nosso compromisso publicitário plurianual com este novo empreendimento”, disse John Feinblatt, presidente da Everytown for Gun Safety, em um comunicado.

“Estamos orgulhosos de fazer parte do que vem a seguir, não apenas em termos de estancar o fluxo de desinformação prejudicial, mas também pelo potencial que este novo empreendimento tem para ajudar Everytown a alcançar novos públicos.”

A página inicial do InfoWars apresenta atualmente uma breve declaração que diz: “Site indisponível até novo aviso”.

Os EUA têm sofrido violência armada desenfreada em meio a regulamentações frouxas sobre a compra e porte de armas de fogo.

De acordo com o rastreador Gun Violence Archive, 18.854 pessoas foram mortas em tiroteios nos EUA no ano passado.

O Segunda Emenda da Constituição dos EUA concede o direito de portar armas. Os democratas geralmente defendem um controle mais rígido das armas, mas os republicanos veem em grande parte a posse de armas como um direito fundamental.

É por isso que Jones e outros teóricos da conspiração de direita questionaram os tiroteios em massa no país.

O Sandy Gancho as famílias têm pressionado para responsabilizar Jones pelas falsidades que ele espalhou sobre eles.

Desde a decisão a seu favor de 2022, as famílias têm estado envolvidas numa luta legal contínua sobre a cobrança dos danos e o destino dos bens de Jones, incluindo InfoWars.

Chris Mattei, advogado dos demandantes de Connecticut, saudou a compra da InfoWars pela The Onion, chamando-a de “serviço público” que diminuirá Alcance de Jones.

“Desde o primeiro dia, estas famílias lutaram contra todas as probabilidades para responsabilizar Alex Jones e o seu negócio corrupto”, disse Mattei num comunicado.

“Nossos clientes sabiam que a verdadeira responsabilização significava o fim do Infowars e o fim da capacidade de Jones de espalhar mentiras, dor e medo em grande escala.”

Jones desafiador

Por sua vez, Jones – desafiador como sempre – prometeu continuar transmitindo e lutando para manter o site, dizendo que buscaria uma liminar para bloquear a venda.

Não está claro quanto o The Onion pagou pelo InfoWars e se as famílias receberão os fundos e como.

“Esta é a tirania da nova ordem mundial – desesperada para silenciar o povo americano”, disse Jones num vídeo publicado no X, condenando a venda do seu site como um ataque à liberdade de expressão.

Embora a Primeira Emenda da Constituição dos EUA proteja a liberdade de expressão, existem leis estaduais e federais dos EUA que proíbem a difamação baseada em falsidades.

Jones acumulou milhões de telespectadores com seu estilo bombástico e advertências alarmistas sobre conspirações dos “globalistas” para destruir a América.

Ele saiu da periferia do cenário da mídia à medida que aumentava sua audiência e conduziu entrevistas com políticos de direita tradicionais, incluindo o então candidato Donald Trump em 2015.

O Southern Poverty Law Center, que rastreia grupos de ódio, descreve Jones como “um dos teóricos da conspiração mais prolíficos e influentes da América contemporânea”.

“Com milhões de telespectadores regulares e mais de duas décadas no ar, Jones criou um império financeiro e de marca com a venda de desinformação e desinformação, bem como de produtos dietéticos de autoajuda”, afirma o grupo em um relatório sobre Jones.

“Suas reportagens não corroboradas fizeram com que muitas pessoas inocentes fossem assediadas por trolls da Internet, tanto online quanto pessoalmente.”



Leia Mais: Aljazeera

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Ufac e SEE discutem disponibilização de produtos educacionais para professores da rede estadual — Universidade Federal do Acre

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Ufac e SEE discutem disponibilização de produtos educacionais para professores da rede estadual — Universidade Federal do Acre

A Universidade Federal do Acre (Ufac), por meio do Mestrado Profissional em Ensino de Ciências e Matemática (MPECIM), reuniu-se com representantes da Secretaria de Estado de Educação do Acre (SEE) na manhã desta terça-feira, 13, para discutir possibilidades de parceria para disponibilizar produtos educacionais desenvolvidos no programa de pós-graduação aos professores da rede estadual de ensino. O encontro ocorreu na sede da secretaria.

A proposta busca ampliar o acesso dos professores aos materiais produzidos no âmbito do MPECIM, contribuindo para o fortalecimento das práticas pedagógicas e da formação continuada dos docentes.

Participaram da reunião o coordenador do MPECIM, Pierre André Garcia Pires; a secretária adjunta de Ensino, Gleicicleia Gonçalves de Souza; e a assessora técnico-pedagógica da Diretoria de Ensino, Fabiany Soares Mamed.

O encontro permitiu discutir possibilidades de cooperação entre as instituições para viabilizar o acesso dos professores da rede estadual aos produtos educacionais desenvolvidos pela universidade



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Ufac inaugura núcleo de apoio administrativo às coordenações de curso — Universidade Federal do Acre

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Ufac inaugura núcleo de apoio administrativo às coordenações de curso — Universidade Federal do Acre

A Universidade Federal do Acre (Ufac) inaugurou, na manhã desta terça-feira, 13, o Núcleo Integrado de Apoio às Coordenações (NIAC), instalado na Pró-Reitoria de Graduação (Prograd). A iniciativa tem como objetivo oferecer suporte administrativo aos cursos de graduação, neste momento com atendimento prioritário a oito coordenações que estão sem servidores técnico-administrativos. A proposta prevê também o desenvolvimento de outras ações de apoio às coordenações no âmbito do núcleo. A solenidade contou com a participação do reitor Josimar Ferreira, da vice-reitora Almecina Balbino, da pró-reitora de Graduação, Danila Torres, e da pró-reitora de Desenvolvimento e Gestão de Pessoas substituta, Juliana Queirós.

O reitor destacou a importância da iniciativa para o funcionamento dos cursos e reconheceu a colaboração dos servidores envolvidos. “Quero parabenizar toda a equipe da Prograd, reconhecer o voluntariado dos nossos secretários de curso e o apoio das coordenações”, afirmou Josimar. Segundo ele, o serviço dará suporte especialmente às coordenações que estão sem secretários, mas também poderá atender aos demais coordenadores de curso.

A criação do NIAC é uma iniciativa da Prograd e da Pró-Reitoria de Desenvolvimento e Gestão de Pessoas (Prodgep), que contou também com a participação inicial do Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca). O espaço foi organizado nas instalações da Prograd para facilitar o acompanhamento das atividades e o apoio aos servidores.

Segundo a pró-reitora Danila Torres, a proposta surgiu da necessidade de atender coordenações que enfrentam dificuldades na execução das atividades administrativas. Algumas delas estão há mais de oito meses sem servidores técnicos, deixando os coordenadores responsáveis também pelas rotinas administrativas. “A gente vai tentar apoiar as coordenações naquilo que elas precisam”, explicou.

O núcleo funciona por meio de uma escala de revezamento de servidores técnico-administrativos de outras coordenações. Atualmente, sete profissionais participam voluntariamente da iniciativa, com autorização das chefias imediatas, dedicando dois dias por semana ao atendimento compartilhado, sem deixar suas atividades nas unidades de origem.

A meta é ampliar a equipe para dez servidores, permitindo a presença de dois profissionais no turno da manhã e dois à tarde. “O serviço deles é padrão, é comum, então não tem um técnico para uma coordenação. Todos trabalham em todas essas oito coordenações”, explicou Danila.

Entre as primeiras demandas do NIAC está o lançamento das ofertas de disciplinas do semestre letivo 2026.2 no sistema acadêmico, considerando o início das solicitações de matrícula pelos estudantes nesta quinta-feira, 15. A medida busca assegurar o andamento dos procedimentos acadêmicos nas coordenações que não dispõem de técnicos para executar essas atividades.

Além do atendimento inicial às oito coordenações, a proposta é ampliar gradualmente a atuação do núcleo para oferecer suporte às demais unidades acadêmicas, incluindo o auxílio a novos coordenadores nas rotinas administrativas dos cursos e o desenvolvimento de outras ações de apoio às coordenações.



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Alunas da Ufac criam biblioteca de grafismos do povo Huni Kuin — Universidade Federal do Acre

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Alexandra Deitos e Txima Huni Kuin.jpg

Alunas de graduação e mestrado do campus Floresta da Ufac criaram, em 2024, o projeto Biblioteca de Kene, que reúne tecelagem em algodão, pintura corporal, registros audiovisuais e uma plataforma digital acessível por celular. A iniciativa surgiu do trabalho de conclusão de curso de Txima Huni Kuin, em Licenciatura Indígena, e da pesquisa para a dissertação de Alexandra Deitos no programa de pós-graduação em Ensino de Humanidades e Linguagens.

Txima investigou a tecelagem como expressão dos conhecimentos, da arte e da espiritualidade de seu povo, sob orientação do professor Amilton Pelegrino de Mattos. Alexandra, artista visual e atualmente doutoranda, colaborou na construção do projeto por meio de uma pesquisa de autoria coletiva, desenvolvida com as mulheres da comunidade.

Desse encontro surgiu a proposta de criar um espaço onde os mais de 60 grafismos praticados pelas mulheres pudessem ser consultados, ensinados e aprendidos por jovens e mestras tecelãs. O projeto terá uma nova etapa entre 10 e 16 de outubro, com a realização da 2ª Oficina de Kene da Aldeia Arco-Íris, na terra indígena Seringal Independência, no município de Jordão (AC).

Aprendizagem no território

Durante os sete dias de oficina, mestras tecelãs e jovens aprendizes participarão de atividades de preparação de fios, cantos rituais, aplicação do Bawe e tecelagem de painéis com grafismos. Os processos serão documentados para compor o acervo da biblioteca na aldeia e seu site colaborativo, com gestão do conhecimento pelas próprias mulheres.

A proposta dialoga com a expressão “a universidade é na aldeia”, do professor e pesquisador Yube Huni Kuin, também acadêmico da Licenciatura Indígena da Ufac. A experiência reconhece o território e as práticas da comunidade como espaços de produção e transmissão de conhecimento.

Mestras e aprendizes tecelãs.jpg

A 2ª Oficina de Kene é realizada por Txima Huni Kuin, Alexandra Deitos e pela Aldeia Arco-Íris, com apoio do curso de Licenciatura Indígena, da Fundação de Cultura Elias Mansour, do governo do Acre, da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, do Ministério da Cultura e do governo federal.

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