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Não fazer nada, muitas vezes é fazer muito – 18/01/2025 – De Grão em Grão

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Michael Viriato

Você já se pegou no meio de um engarrafamento, frustrado com a lentidão da sua fila, e decidiu trocar para a do lado? Parece a escolha óbvia, até perceber que, assim que muda, a fila anterior começa a andar e a nova fica parada. A sensação de que o movimento está sempre no outro lado nos impulsiona a agir, mesmo quando, no fundo, talvez fosse melhor esperar. Essa mesma lógica se aplica aos investimentos.

Investidores frequentemente acreditam que o sucesso vem da constante movimentação do portfólio. Se um ativo parece não estar performando, a tentação de substituí-lo por outro mais promissor é imediata. E o mercado sempre oferece alternativas aparentemente melhores. No entanto, a ideia de que “fazer algo” é sempre a melhor escolha pode ser uma armadilha perigosa.

O mercado financeiro, assim como o mar, tem suas marés. Imagine um velejador enfrentando ventos calmos. Ele ajusta suas velas, mas o progresso é lento. Então, ele muda o curso na esperança de pegar ventos mais favoráveis. O problema é que, a cada mudança, ele perde velocidade, altera o equilíbrio do barco e talvez nem alcance o destino. Muitas vezes, o segredo é manter o rumo, mesmo que o progresso pareça pequeno.

Investimentos seguem essa lógica. A todo instante, surgem notícias, relatórios e recomendações que nos levam a questionar nossas escolhas. É fácil pensar: “Talvez seja melhor mudar agora.” Mas essa mentalidade de constante ajuste pode levar a perdas cumulativas, como custos de transação, impostos e, principalmente, o risco de sair de um investimento antes que ele alcance seu verdadeiro potencial.

Essa tendência a agir reflete um viés comportamental conhecido como “viés de ação”, onde acreditamos que fazer algo é melhor do que esperar. No entanto, nos investimentos, não fazer nada pode ser a decisão mais difícil – e a mais lucrativa. Há inúmeros exemplos de grandes investidores que atribuíram seu sucesso à paciência, à disciplina e à capacidade de resistir à tentação de alterar a carteira a cada mudança de cenário.

Muitos investidores têm dificuldade em lidar com períodos de performance abaixo do esperado. Mas, assim como no engarrafamento, é preciso lembrar que resultados consistentes vêm de decisões bem fundamentadas, não de movimentos impulsivos. Planejar um portfólio alinhado aos seus objetivos e perfil de risco é como traçar uma rota segura: se você ficar mudando o caminho a cada obstáculo, pode nunca chegar ao destino.

Por isso, quando sentir a tentação de alterar sua carteira, pergunte-se: “Isso é uma decisão baseada em planejamento ou apenas uma reação ao momento?” Resista ao impulso de agir sem uma razão clara. O mercado recompensa quem entende que, muitas vezes, o tempo é o maior aliado do investidor.

No final, não fazer nada é, na verdade, fazer muito. É confiar no planejamento, respeitar as estratégias e dar ao mercado o tempo necessário para entregar os resultados esperados. Afinal, a paciência, tanto no trânsito quanto nos investimentos, pode poupar frustrações e, mais importante, multiplicar resultados.

Michael Viriato é assessor de investimentos e sócio fundador da Casa do Investidor.

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Ufac entrega equipamentos para curso de Engenharia Civil — Universidade Federal do Acre

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Ufac entrega equipamentos para curso de Engenharia Civil-interna.jpg

A Ufac realizou solenidade de entrega de novos equipamentos destinados ao curso de Engenharia Civil. O investimento contribuirá para o fortalecimento das atividades de ensino e pesquisa, proporcionando melhores condições para a formação acadêmica dos estudantes. O evento ocorreu nesta quinta-feira, 16, no hall do bloco do curso.

Foram adquiridos 20 conjuntos para desenho técnico, compostos por pranchetas de desenho e banquetas, já instalados no Laboratório de Projetos. Também foram entregues duas estações totais de topografia, destinadas ao Laboratório de Topografia.

“Todo esse investimento é para eles”, disse a reitora Guida Aquino, referindo-se aos alunos. “A universidade não existe sem estudante.” Segundo ela, a instituição deve continuar avançando e modernizando seus laboratórios para acompanhar as necessidades da formação acadêmica.

O pró-reitor de Planejamento, Alexandre Hid, ressaltou que o crescimento da estrutura física e da quantidade de cursos ampliou as demandas da universidade. Para ele, a expansão também representa novos custos para a instituição. “Nós crescemos e atendemos ao plano”, pontuou. “Entretanto, o orçamento não teve o mesmo crescimento.”

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De acordo com o coordenador do curso de Engenharia Civil, Bernardo Antônio Silva Ramos, a aquisição atende a uma demanda antiga do curso. Ele explicou que os equipamentos também poderão ser utilizados por estudantes de outros cursos da instituição, como Engenharia Florestal e Engenharia Agronômica. “Esses equipamentos são muito importantes para nós e serão muito bem utilizados daqui para frente.”

Também participou da solenidade a pró-reitora de Inovação e Tecnologia e vice-reitora eleita, Almecina Balbino.

 



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Seminário em governança pública ocorre na Ufac até 16/08 — Universidade Federal do Acre

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Seminário em governança pública ocorre na Ufac até 16_08-interna2.jpg

O programa de pós-graduação em Planejamento e Governança Pública, desenvolvido entre a Ufac e a Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), realizou a abertura do 21º Seminário de Boas Práticas em Planejamento e Governança Pública. A cerimônia ocorreu nesta terça-feira, 14, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede, e marcou o início da programação, que segue até 16 de agosto, reunindo estudantes, professores, pesquisadores e profissionais interessados no assunto.

Durante a programação, serão debatidos temas relacionados ao desenvolvimento regional, mobilidade urbana, educação, empreendedorismo e gestão pública. As atividades incluem palestras, mesas de discussão e apresentações acadêmicas voltadas à troca de experiências e à divulgação de pesquisas desenvolvidas no âmbito do programa.

Na abertura do evento, a reitora Guida Aquino destacou a expansão da pós-graduação na universidade e o fortalecimento das parcerias institucionais voltadas à qualificação de servidores e profissionais. Ela também ressaltou a importância da cooperação entre a Ufac e a UTFPR para a oferta do programa de pós-graduação.

O coordenador do programa, Rogério Duenhas, disse que o curso contribui para formação de profissionais e pesquisadores na área de planejamento e governança pública, especialmente na região Norte.

Seminário em governança pública ocorre na Ufac até 16_08-interna-1.jpg

A presidente da comissão organizadora, discente Ana Caroline, destacou que o seminário busca promover discussões sobre desafios estruturais enfrentados pelo Acre e incentivar reflexões sobre políticas públicas e planejamento. Segundo ela, a proposta é ampliar o debate sobre temas que impactam diretamente o desenvolvimento do Estado e das instituições públicas.

Também participaram da mesa de abertura o vice-reitor e reitor eleito, Josimar Batista; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação, Margarida Lima Carvalho; a pró-reitora de Pesquisa, Inovação e Pós-Graduação, Alana Chocorosqui Fernandes, do Ifac; além de representantes da UTFPR, convidados e integrantes da comunidade acadêmica.

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)

 



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Projeto Capes/Cofecub executa missão de trabalho em MG — Universidade Federal do Acre

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Projeto Capes/Cofecub executa missão de trabalho em MG — Universidade Federal do Acre

O projeto “Agricultura Tropical e Subtropical, Pecuária e Desenvolvimento Regional: Cooperação entre Brasil e França”, coordenado pela Ufac, realizou visitas técnicas em Minas Gerais, entre 26 de junho e 5 de julho. Aprovado em chamada pública do programa Capes/Cofecub, o Comitê Francês de Avaliação da Cooperação Universitária com o Brasil, o projeto está no segundo ano de execução, num total de quatro anos.

A missão ocorreu no Centro de Pesquisa de Cana-de-açúcar da Rede Interuniversitária para o Desenvolvimento do Setor Sucroenergético (Ridesa); na Unidade de Ensino, Pesquisa e Extensão em Melhoramento Genético e Sistemas de Produção de Palmáceas e Outras Oleaginosas; na Universidade Federal de Viçosa (UFV); nas fazendas São Pedro, Guimarinho, Santa Cruz e Serra das Cabeças, além do sítio Jardim.

É a primeira vez na história do programa Capes/Cofecub, iniciado na década de 1970, que uma instituição acreana coordena um projeto aprovado, cuja execução fica a cargo de professores e pós-graduandos das Universidade Federais do Acre, de Viçosa e do Paraná, além do Instituto Agrícola de Dijon (Agro Dijon, França).

Participaram das visitas os pesquisadores Almecina Balbino e Eduardo Mattar, da Ufac; Natalia Torres, do PPG em Produção Vegetal, da Ufac; Luís Cláudio da Silveira, Denise Cunha, Raquel Barro e Aziz da Silva Junior, da UFV; Ridha Ibidhi e Christelle Phileppeau, do Agro Dijon.

Rede de trabalho

O projeto formou uma rede de trabalho internacional que objetiva propor sistemas integrados de produção focados em uma sustentabilidade econômica, social e ambiental, através de proposição de sistemas e execução de pesquisas aplicadas. Até o momento, estão sendo executados estes projetos de pesquisa em cooperação:

– Early Development of Trichanthera Gigantea Under Different Light Conditions;

– ‘Cratylia argentea’ (Desv.) Kuntze: Da Prospecção de Acessos à Conservação Ex Situ na Amazônia Ocidental;

– Caracterização Ecológica de Espécies Forrageiras Não Convencionais Arbóreas e Arbustivas para Uso de Sistemas Silvipastoris;

– Representação Dasimétrica da Lotação Animal Bovina: Um Estudo de Caso no Acre;

– Sistema Silvipastoril Sucessional: Opção para Recomposição de Reserva Legal na Amazônia Sul-Ocidental Brasileira;

– Ecosystem Services in Livestock-Based Integrated Systems in South America: A Bibliometric and Qualitative Review;

– Agroecological Performance of Dairy Farms in the Brazilian Amazon: An Assessment Using the TAPE Methodology;

– Agroecological Performance of Integrated Farming Systems in the Brazilian Amazon: Evidence from Reca Cooperative Using the TAPE Methodology.

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