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“Não me vejo mais em outra profissão”, diz professora da rede estadual de ensino do Acre

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Clícia Araújo

Outubro é o mês de reconhecimento do trabalho dos educadores brasileiros. Neste contexto, o governo do Estado do Acre, por meio da Secretaria de Estado de Educação e Cultura (SEE), celebra os profissionais comprometidos com a transformação social promovida pela educação. Nesta sexta-feira, 11, conheça a história da professora Janara Rabelo, da Escola Estadual Dr. Pimentel Gomes, em Rio Branco.

15 de outubro é celebrado no Brasil o Dia do Professor. Foto: Mardilson Gomes/SEE

Natural de Rio Branco, Janara é pedagoga, casada e mãe de três filhos. Atua na educação há 11 anos, dos quais 7 são dedicados à Escola Dr. Pimentel Gomes, onde leciona para turmas de 4º e 5º anos em dois turnos.

A trajetória de Janara é marcada por amor, dedicação, superação e compromisso com a educação. “Ser professor é se doar, e quando você faz com amor, o resultado é sempre positivo”, afirma a docente, cuja trajetória inspira e transforma vidas.

Com uma abordagem inovadora e um olhar atento ao desenvolvimento integral dos alunos, Janara é reconhecida não apenas como uma professora, mas como uma mentora. Uma de suas estratégias mais eficientes para reforçar o conteúdo em sala de aula é a utilização de cadernos extras para atividades em casa. Quando percebe que os alunos realizam as tarefas de forma independente, considera que o conteúdo foi assimilado com sucesso. Caso contrário, retoma o diálogo com o estudante, buscando novas abordagens até garantir a compreensão.

Janara acredita que seu papel como professora é também o de formar cidadãos de bem. Foto: Mardilson Gomes/SEE

Superação e determinação

Determinada a seguir a carreira docente, Janara superou as dificuldades de morar na zona rural. Ela mobilizou um grupo para que uma faculdade de Rio Branco oferecesse o curso de Pedagogia no Bujari, e seu empenho foi recompensado com duas bolsas de estudo, sendo uma para ela e outra que dividiu com duas amigas. Desde então, sua paixão pela educação só se intensificou. “Não me vejo mais em outra profissão”, afirma.

Sua trajetória profissional teve início no Bujari, na escola municipal rural José Cesário de Farias, onde atuou em programas como o “Mais Educação”, com Literatura de Cordel. Em 2017, mudou-se para Rio Branco, onde trabalhou na Escola João Mariano, localizada no bairro Taquari. Posteriormente, lecionou em uma escola particular até chegar à Escola Pimentel Gomes, onde permanece até hoje.

Segundo a professora, suas maiores conquistas são percebidas na evolução dos seus alunos. Foto: Mardilson Gomes/SEE

Para Janara, o maior desafio na sala de aula é despertar nos alunos o interesse pelo aprendizado. “Muitas crianças chegam sem saber por que estão ali, sem entender a importância do conhecimento. Tento sempre mostrar o valor da educação para suas vidas e o mercado de trabalho”, explica. Seu objetivo é transformar a mentalidade dos alunos, ajudando-os a alcançar conquistas pessoais e acadêmicas.

Ela relata que suas maiores conquistas são percebidas na evolução dos alunos ao longo do ano. “Quando vejo que um aluno que tinha dificuldades começa a ler com mais fluência ou a compreender a matemática, é uma alegria imensa”, relata.

Janara se destaca por suas abordagens inovadoras e o olhar atento ao desenvolvimento dos seus alunos. Foto: Mardilson Gomes/SEE

Amor ao que faz

Janara dedica tempo adicional fora da sala de aula para explorar novas metodologias e formas de auxiliar os estudantes em suas dificuldades. Ela também troca experiências com outros docentes, buscando métodos mais simples e eficientes.

O impacto de seu trabalho se reflete na vida de ex-alunos que ela encontra já inseridos no mercado de trabalho, algo que a enche de orgulho. “É gratificante saber que o trabalho que comecei na sala de aula fez a diferença na vida de alguém”, afirma.

O que a motiva a continuar é o amor pelo que faz. Mesmo considerando desafiador, ama o seu trabalho, ama ensinar o que sabe para as crianças. “Para mim, eu não estou em uma sala, eu estou em um palco”, brinca Janara.

Sebastiana da Silva, gestora da Escola Dr. Pimentel Gomes, acredita que a professora inspira outros profissionais. Foto: Mardilson Gomes/SEE

Sua dedicação vai além do conteúdo curricular. Ela acredita que seu papel como professora é também o de formar cidadãos de bem. “Eu não vejo meus alunos apenas como estudantes, mas como futuros homens e mulheres honrados. Se o que eu faço hoje ajuda a construir esse caminho, já me sinto realizada”, declara.

Sebastiana da Silva, gestora da escola Pimentel Gomes, destaca o diferencial de Janara no trato com alunos e pais, e reforça: “Ser professor transforma vidas, famílias e profissões. Se não fossem os professores, não existiriam as outras profissões, e isso Janara faz muito bem. Ela realiza um excelente trabalho pedagógico, é dinâmica, criativa, esforçada e participativa, o que inspira os outros professores a seguirem seu exemplo”, comenta.

Educadora está sempre em busca de novas abordagens até garantir que os alunos assimilem o conteúdo trabalhado. Foto: Mardilson Gomes/SEE

Neste mês dedicado aos mestres, a trajetória de Janara serve como inspiração para todos aqueles que acreditam no poder transformador da educação.

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Projeto de extensão seleciona resumos expandidos para publicação — Universidade Federal do Acre

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O projeto de extensão ComunicAÇÃO, da Ufac, realiza processo seletivo para submissão de trabalhos extensionistas, na modalidade de resumo expandido. Os selecionados comporão a Coleção de Cadernos de Extensão “Ufac e Comunidade”. As inscrições estão abertas até 30 de junho, por meio de formulário online.

O trabalho inscrito deve estar contemplado em uma das áreas temáticas: comunicação, cultura, direitos humanos e justiça, educação, meio ambiente, saúde, tecnologia e produção, trabalho. Cada resumo deverá estar vinculado a uma ação de extensão (projeto, curso, evento ou programa) institucionalizada na Ufac.

“O resumo expandido deverá evidenciar, de forma clara e consistente, as experiências adquiridas e/ou vivenciadas junto à comunidade externa ao longo do desenvolvimento da ação de extensão, destacando as interações estabelecidas, os impactos gerados, os aprendizados construídos e as contribuições mútuas decorrentes da execução das atividades”, detalha o item 3.1 do edital.

A seleção consiste em avaliação por uma comissão que indicará 50 trabalhos aptos para publicação na 1ª Edição da Coleção de Cadernos de Extensão, considerando a formatação e os aspectos científicos, além do envolvimento da comunidade externa, dos resultados obtidos e da efetividade da metodologia proposta. O resultado final do processo seletivo está previsto para 21 de agosto.

Para mais informações sobre o certame, leia o edital Proex n.º 9.1/2026.

 



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Reitora da Ufac participa de fórum Brasil-África em Brasília — Universidade Federal do Acre

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Reitora da Ufac participa de fórum de reitores em Brasília-lula.jpg

A reitora da Ufac, Guida Aquino, participou, nessa segunda-feira, 25, em Brasília, do 1º Fórum de Reitores Brasil-África. A convite do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do Ministério da Educação (MEC), ela representou a Ufac no encontro, acompanhada da pró-reitora de Inovação e Tecnologia, Almecina Balbino Ferreira. O evento segue até quarta-feira, 27, e tem como foco o fortalecimento da cooperação internacional em educação superior entre universidades brasileiras e instituições africanas.

Guida destacou a importância da presença da Ufac em um espaço voltado ao diálogo internacional e à construção de parcerias acadêmicas. Segundo a reitora, a aproximação entre Brasil e África por meio da educação, da pesquisa, da inovação e da troca de experiências permite avançar em soluções conjuntas para desafios comuns. “Temos histórias, identidades e desafios que nos aproximam, e a universidade tem um papel fundamental nessa conexão”, afirmou.

O fórum é uma iniciativa liderada pelo MEC, pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior e pela Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior. A programação reúne reitores, pró-reitores e assessores de cooperação internacional de universidades federais, estaduais e privadas do Brasil, além de representantes de universidades africanas mobilizadas pela Associação de Universidades Africanas.

Reitora da Ufac participa de fórum de reitores em Brasília-vice.jpg

A proposta do encontro é ampliar as relações acadêmicas entre Brasil e África, com a construção de novos acordos institucionais, programas de mobilidade estudantil, intercâmbio científico e cooperação em áreas estratégicas como agricultura, energias renováveis, mineração, petróleo e gás, setor aeroespacial, inteligência artificial e ciências humanas.

A programação inclui painéis temáticos, reuniões bilaterais, workshops e sessões voltadas à construção de novas parcerias universitárias. Ao final do evento, os resultados e compromissos construídos serão formalizados na Carta de Brasília do 1º Fórum de Reitores Brasil-África, documento que deve orientar os próximos passos da cooperação entre universidades brasileiras e africanas.

 



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Ufac conquista 3º lugar em hackathon internacional promovido por laboratório de Harvard — Universidade Federal do Acre

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Estudantes da Universidade Federal do Acre (Ufac) participaram, nos dias 10 e 11 de abril, do HSIL Hackathon 2026, promovido pelo Health Systems Innovation Lab da Harvard T.H. Chan School of Public Health. A participação da equipe ocorreu no Hub de Inovação do Hospital das Clínicas de São Paulo, o InovaHC, em uma edição realizada simultaneamente em mais de 30 países. O grupo conquistou o 3º lugar geral entre mais de 30 equipes com o projeto Viginutri, solução voltada à prevenção da desnutrição hospitalar.

A equipe foi liderada pela acadêmica de Medicina da Ufac Maria Júlia Bonelli Pedralino e contou com a participação de Guilherme Félix, do curso de Sistemas de Informação, Bruno Eduardo e Wesly, do curso de Medicina. Segundo Maria Júlia, representar o Acre e a Ufac em um evento dessa dimensão foi uma experiência marcante para sua trajetória acadêmica e pessoal. “O Acre tem muito a dizer nos espaços onde o futuro da saúde está sendo construído”, afirmou.

O projeto premiado, Viginutri, foi desenvolvido durante o hackathon em São Paulo e propõe uma solução para auxiliar no enfrentamento da desnutrição hospitalar, problema que pode afetar o prognóstico de pacientes internados e gerar impactos para a gestão hospitalar. A proposta une medicina e nutrição e será aperfeiçoada a partir da premiação recebida pela equipe.

Com a classificação, o grupo garantiu uma aceleração de um ano pela Associação Brasileira de Startups de Saúde, com mentoria especializada e a perspectiva de validar a solução em um hospital real. De acordo com Maria Júlia, a conquista abre a possibilidade de levar uma ideia desenvolvida por estudantes da Ufac para uma etapa de aplicação prática.

A estudante também ressaltou o apoio recebido da Pró-Reitoria de Inovação e Tecnologia da Universidade Federal do Acre (Proint) e da Pró-Reitoria de Extensão e Cultura (Proex). Segundo ela, a conquista só foi possível porque a universidade acreditou no projeto e ofereceu as condições necessárias para que o grupo representasse a instituição fora do Acre. “Essa conquista não teria sido possível sem o apoio da Proint e Proex”, disse.

A trajetória do grupo teve início em um hackathon realizado anteriormente no Acre, onde surgiu o projeto Sentinelas da Amazônia, experiência que contribuiu para a formação da equipe e para o interesse dos estudantes em iniciativas de inovação.

Como desdobramento da participação no evento, a equipe deve promover, no dia 12 de junho, às 10h30, no Sebrae Lab, no Centro de Convivência, uma roda de conversa sobre a experiência no hackathon, com o objetivo de incentivar outros acadêmicos a buscarem pesquisa, inovação e desenvolvimento de ideias no ambiente universitário.



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