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NASA lança missão espacial à lua de Júpiter, Europa, em busca de vida | Notícias espaciais

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Europa Clipper está indo para a lua de Júpiter, Europa, onde se acredita que exista um oceano abaixo da superfície.

A sonda Europa Clipper está numa missão de quase seis anos e 3 mil milhões de quilómetros (1,8 mil milhões de milhas) para descobrir se as condições na lua de Júpiter poderiam sustentar a vida no que os cientistas acreditam poder ser um oceano profundo escondido sob a sua superfície gelada.

A espaçonave foi lançada na segunda-feira a bordo do foguete Falcon Heavy da SpaceX a partir de um NASA instalação na costa leste da Flórida.

O lançamento foi adiado vários dias pelos impactos do Furacão Milton em seu local de lançamento na Flórida.

O lançamento também ocorreu um dia depois da SpaceX lançou seu quinto vôo de teste da Starship do Texas e devolveu o propulsor do foguete para pousar pela primeira vez.

O oceano escondido de Europa

Europa é uma das 95 luas conhecidas de Júpiter, e os cientistas acreditam que poderá ter um oceano com até 120 quilómetros (80 milhas) de profundidade, escondido sob uma espessa camada de gelo que cobre a sua superfície.

Em 2013, o Telescópio Espacial Hubble avistou o que pareciam ser gêiseres em erupção na superfície de Europa, que é a maior das 95 luas conhecidas de Júpiter e foi descoberta pelo astrônomo italiano Galileu no início do século XVII.

Agora, os cientistas querem ver mais de perto o que poderiam ser fontes térmicas no fundo do oceano. Essas aberturas poderiam potencialmente sustentar a vida e fornecer uma potente fonte de energia.

“É uma oportunidade para explorarmos não um mundo que poderia ter sido habitável há milhares de milhões de anos, mas um mundo que pode ser habitável hoje – agora mesmo”, disse o cientista do programa Curt Niebur à Associated Press.

O Europa Clipper está equipado com enormes painéis solares, o que o torna a maior nave construída pela NASA para investigar outro planeta. É aproximadamente do tamanho de uma quadra de basquete e tem um orçamento de US$ 5,2 bilhões.

Um foguete SpaceX Falcon Heavy com uma espaçonave da NASA com destino a Júpiter decola do Centro Espacial Kennedy, 14 de outubro de 2024 em Cabo Canaveral, Flórida.

Olhar mais de perto

Esta não é a primeira missão da NASA a Júpiter, mas diz-se que esta é a primeira missão concebida para conduzir um estudo detalhado de Europa. A espaçonave voará mais perto do que as missões anteriores, num raio de cerca de 25 quilômetros (quase 16 milhas).

Depois de orbitar Júpiter, fará 49 sobrevoos próximos de Europa antes de terminar a missão em 2034 com uma colisão planeada em Ganimedes, outra das luas de Júpiter.

Na década de 1970, a sonda Pioneer e duas missões Voyager forneceram as primeiras fotos detalhadas de Europa à distância.

Desde então, as sondas Galileo e Juno da NASA também chegaram perto o suficiente para capturar imagens da lua.

A espaçonave carrega nove instrumentos científicos, incluindo radar para ver abaixo do gelo e câmeras que mapearão praticamente toda a lua.

Entre os desafios que o Clipper enfrenta para chegar a Europa está a passagem pelas bandas de radiação de Júpiter, o que requer proteção especial para os controles dos seus instrumentos, que são revestidos por espessas paredes de alumínio e zinco.

A nave espacial Juice da Agência Espacial Europeia (ESA), lançada no ano passado, também se dirige a Júpiter.



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Egressa de mestrado em CZS obtém prêmio de pós-graduação — Universidade Federal do Acre

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Mirian Soares de Amorim.jpeg

A engenheira agrônoma Mirian Soares de Amorim, aluna egressa do curso de Agronomia e do mestrado em Ciências Ambientais, do campus Floresta da Ufac, em Cruzeiro do Sul, obteve o 2º lugar na categoria Pós-Graduação do 5º Prêmio Margarida Alves de Estudos sobre Ruralidades e Feminismos, cujo resultado final foi divulgado em 17 de março. O evento foi promovido pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar.

O estudo destaca a articulação entre a transição agroecológica e a igualdade de gênero, enfatizando o papel central das mulheres rurais, ribeirinhas e agricultoras na preservação da agrobiodiversidade e na soberania alimentar na Amazônia. No mestrado, sob orientação do professor Kleber Andolfato de Oliveira, Mirian também aprofundou investigações sobre o desenvolvimento sustentável e o papel das populações rurais no manejo dos ecossistemas amazônicos.



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Ufac consolida criação do curso de Farmácia com 50 vagas — Universidade Federal do Acre

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Curso de Farmácia-entrega de Menção Honrosa (2).jpg

O reitor da Ufac, Josimar Ferreira, reuniu-se com membros da comissão responsável pela proposta de criação do curso de Farmácia. O encontro ocorreu nesta segunda-feira, 31, na sala de reuniões da Reitoria, visando consolidar o Projeto Político-Pedagógico da nova graduação, além de homenagear, com a entrega, pela Federação Nacional dos Farmacêuticos (Fenafar), de Menção Honrosa ao reitor e a pessoas cujo empenho culminou na abertura do curso.

A iniciativa faz parte do programa Universidades Transformadoras, pactuada com o Ministério da Educação (MEC). O curso prevê a oferta de 50 vagas para estudantes e liberação de 11 códigos de vagas para professores. A aula inaugural e início das atividades acadêmicas estão previstos entre 2028 e 2029.

“Esse é um curso que se assenta fortemente na demanda de conhecer os bioativos da floresta amazônica e transformar esse conhecimento em riqueza, patentes, inovação e qualidade de vida para a sociedade”, disse Josimar Ferreira. Além disso, ele ressaltou a necessidade de conectar o novo curso às estruturas já consolidadas da Ufac, otimizando disciplinas e espaços curriculares em conjunto com as áreas de saúde e química.

A presidente da comissão de criação do curso, Andréia Andrade, lembrou que o projeto começou em 2011. “Hoje nos reunimos com a perspectiva de viabilizar a abertura do curso diante do que já temos na instituição. Nosso objetivo é ofertar uma formação generalista, com investimento otimizado na estrutura existente e com forte inserção na pesquisa e extensão, aproveitando a nossa biodiversidade e criando caminho para futuros programas de pós-graduação.”

Também participaram da reunião representantes externos da categoria profissional, como a ex-conselheira federal, membro da comissão e diretora de Relações Institucionais da Fenafar, Isabela de Oliveira Sobrinho. “Acompanhei a busca por esse projeto pedagógico desde o início e ver essa etapa final é um avanço enorme”, pontuou. “É um trabalho a muitas mãos para trazer o melhor para a Ufac. Trata-se de um curso de grande magnitude, focado em tecnologias de medicamentos e em pesquisas com nossas plantas nativas para gerar qualidade de vida à população.”

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)



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Seminário na Ufac debate formação em enfermagem obstétrica — Universidade Federal do Acre

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Seminário enfermagem obstétrica (2).jpg

A Ufac sediou o seminário Desafios Atuais na Formação para a Prática da Enfermagem Obstétrica, que ocorreu nesta sexta-feira, 28, na sala dos Colegiados, campus-sede. O encontro reuniu professores, pesquisadores, gestores e profissionais de saúde para debater a reestruturação do modelo de assistência ao parto e ao nascimento, o fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS) e a interiorização da qualificação profissional no Estado.

O evento integra um projeto nacional, composto por uma rede de 40 instituições de ensino superior articuladas para formar mais de 700 enfermeiras obstétricas pelo país, com foco prioritário nas regiões do interior. No Acre, o programa abrange turmas de especialização e residência voltadas para profissionais atuantes nas regionais do Alto Acre, Alto Purus, Baixo Acre, Tarauacá-Envira e Juruá.

“A Ufac cumpre o seu papel social ao ampliar a formação e capacitar profissionais que atuam em um momento tão ímpar quanto o nascimento de uma criança”, disse o reitor Josimar Ferreira. “Contamos com alunos de todas as regionais. Isso gera um efeito multiplicador: o profissional capacitado coordena equipes locais e eleva diretamente a qualidade do atendimento prestado à população pelo SUS.”

A coordenadora das formações no Estado e professora da Ufac, Sheley Borges, destacou a necessidade de repensar a prática profissional para garantir um cuidado humanizado e seguro. “A intencionalidade da nossa formação é reduzir a mortalidade materna e neonatal e alcançar as mulheres em uma dimensão em que sejam respeitadas. Queremos garantir que as escolhas não ocorram por medo, como optar por uma cesariana sem compreender que é uma cirurgia de grande porte.”

A coordenadora nacional do curso de especialização em Enfermagem Obstétrica da Rede Alyne, vinculada à Universidade Federal de Minas Gerais, Kleyde Ventura, ressaltou a relevância estratégica da parceria com a Ufac. “No Acre, vivemos uma condição muito especial, pois, com exceção de uma aluna, todas as especializadas são do interior. Estamos interiorizando e descentralizando os modos de formar, abordando o trabalho multiprofissional e a articulação de redes para garantir assistência de qualidade e direitos assegurados.”

Também participaram do seminário o promotor de Justiça do MP-AC, Gláucio Oshiro; o coordenador do curso de Enfermagem da Ufac, João Francalino; e o epidemiologista Serafim Salgado, coordenador das metodologias aplicadas no programa de formação.

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)



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