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Neymar diz que joga até de goleiro no Santos – 01/02/2025 – Esporte

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Lucas Bombana

Apresentado como grande reforço do Santos no último dia de janeiro, Neymar disse que não imaginava no início do mês a possibilidade de estar no clube agora. Mas ele percebeu que não receberia as oportunidades que gostaria de ter no Al Hilal, da Arábia Saudita, e viu na volta para casa a chance de reencontrar a forma após um ano afastado do futebol por grave lesão no joelho.

“Eu estava muito feliz, adaptado, cheio de vontade de jogar, mas as coisas aconteceram, tive que tomar uma decisão. Comecei a me entristecer nos treinos, no dia a dia, não estava sendo bom para mim, para a minha cabeça”, afirmou o atacante, logo após a festa de seu retorno à Vila Belmiro, na noite de sexta-feira (31).

Ele não tinha nem sido inscrito no Campeonato Saudita pelo técnico Jorge Jesus e só podia entrar em campo pela Champions League da Ásia. Recobrar a forma se tornou uma tarefa ainda mais difícil. “Então, surgiu a oportunidade de voltar, e não pensei duas vezes. Desde o primeiro dia, já tinha decidido que queria voltar ao Santos, e deu tudo certo.”

Negociada a rescisão com o Al Hilal –o atleta teve de abrir mão de parte dos quase inacreditáveis US$ 65 milhões (R$ 379 milhões) que tinha a receber até o fim de seu contrato, no meio do ano–, Neymar desembarcou em Santos e teve recepção calorosa. Com um total de sete jogos no ano e meio que passou na Arábia Saudita (42 minutos na temporada 2024/25), só quer entrar em campo.

“Com a vontade que sinto, até de goleiro eu jogo. Estou muito tempo longe dos gramados. Tive dois jogos no Al Hilal, depois da minha lesão. Não pude ter minutos, o tempo que queria para poder voltar”, disse, questionado sobre o setor do campo que gostaria de ocupar. “Eu me aperfeiçoei na posição de 10 nos últimos anos. Mas, de 9, de volante, de meia, eu estou aqui para jogar.”

Não é segredo que atingir um bom nível a caminho da Copa do Mundo de 2026 é um dos motivos para a volta, em um ambiente acolhedor. Porém o jogador cumpriu o esperado ao afirmar que pretende brigar por objetivos importantes no Santos, que acaba de subir da segunda divisão do Campeonato Brasileiro.

“Estou de volta com muita vontade de ser campeão de novo”, disse o atacante, que levantou seis taças na primeira passagem pelo clube, três delas no Campeonato Paulista. “Se eu ganhar [o torneio estadual] de novo, vai ser diferente. Essa chama de vencedor sempre correu no meu sangue”, afirmou.

Neymar, que chegou ao Brasil na sexta e ainda nem foi inscrito oficialmente na FPF (Federação Paulista de Futebol), evidentemente não tem condições de entrar em campo no clássico contra o São Paulo, neste sábado (1º), na Vila Belmiro, pelo Campeonato Paulista. Mas disse ter pressa para calçar as chuteiras.

“Uns 30 minutos eu garantiria… Vou fazer de tudo para ajudar meus companheiros da melhor maneira possível”, afirmou, antes de adotar um tom mais arrogante ao falar sobre as necessidades do Santos –que, antes do duelo com o São Paulo, teve derrotas em sequência para Palmeiras, Velo Clube e São Bernardo.

“Se fosse tênis, acho que eu me garantia, mas não é”, disse o camisa 10, motivo de grande festa em um momento de carência dos torcedores. Agora, vem o próximo passo. “Sei da esperança que o torcedor tem. Sempre tive muitas vitórias na minha vida, e nesta passagem acho que não vai ser diferente.”



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Fundape tem nova sede inaugurada no campus da Ufac na capital — Universidade Federal do Acre

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Fundape tem nova sede inaugurada no campus da Ufac na capital-interna.jpg

A reitora da Ufac, Guida Aquino, participou da solenidade de inauguração da nova sede da Fundação de Apoio e Desenvolvimento ao Ensino, Pesquisa e Extensão Universitária no Acre (Fundape), da qual ela é presidente do Conselho Curador. O evento ocorreu nesta sexta-feira, 26, no campus-sede, local em que se localiza o espaço administrativo e operacional da fundação.

Guida destacou a importância da Fundape para a Ufac e para outras instituições da Região Norte. Para ela, a fundação passou por um processo de fortalecimento nos últimos anos. “A Fundape hoje nos faz realizar, na verdade, todas as parcerias de formação de docentes, de ensino, de pesquisa, de extensão, de inovação”, afirmou.

Segundo a reitora, a fundação ampliou sua atuação para além do Acre, atendendo também instituições de Rondônia, Amapá e Roraima. “Olha a grandeza disso. E nós, enquanto Universidade Federal do Acre, temos que nos orgulhar”, pontuou.

O diretor-presidente da Fundape, Ismar Bernardo de Araújo, disse que a inauguração da sede própria representa uma conquista construída com dedicação, trabalho em equipe e visão de futuro. “Hoje não celebramos apenas a abertura de um novo espaço físico; celebramos uma conquista construída com dedicação, trabalho em equipe, visão de futuro e confiança.”

Ismar lembrou que a Fundape foi instituída em 22 de junho de 1998 e completa 28 anos em 2026. Atualmente, a fundação conta com 38 colaboradores, representa quatro universidades federais, três institutos federais e um hospital universitário, estando presente em quatro Estados da região Norte.

Membro fundador da Fundape e pró-reitor de Planejamento da Ufac, Alexandre Hid, relembrou a criação da fundação e os desafios enfrentados ao longo da trajetória institucional. “Hoje a fundação está aí forte e firme para maiores e melhores desafios.”

Fundape tem nova sede inaugurada no campus da Ufac na capital-interna-2.jpg

Também participaram da solenidade a reitora da Unir, Marília Pimentel; o procurador-geral adjunto para Assuntos Administrativos e Institucionais do MP-AC, Carlos Roberto da Silva Maia, representando o procurador-geral Oswaldo Lima Neto; o diretor técnico da Fundape, Camilo Gouveia; o diretor administrativo-financeiro da Fundape, Dionel de Araújo; Gemil Júnior, suplente do senador Alan Rick (Republicanos-AC); a pró-reitora de Inovação, Pesquisa e Pós-Graduação do Ifac, Alana Chocorosqui, representando o reitor Fábio Storch; o ex-reitor da Ufac, Minoru Kinpara; além de dirigentes, coordenadores de projetos, colaboradores e representantes de instituições parceiras.

 



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Seminário na Ufac tematiza planejamento e governança pública — Universidade Federal do Acre

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Seminário na Ufac tematiza planejamento e governança pública — Universidade Federal do Acre

O programa de pós-graduação em Planejamento e Governança Pública, da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), no âmbito do mestrado interinstitucional para técnico-administrativos da Ufac e do Instituto Federal do Acre (Ifac), realiza o 12º Seminário de Boas Práticas em Planejamento e Governança Pública, de 14 a 16 de julho, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede da Ufac. As inscrições são gratuitas e estão abertas até 16 de julho, por meio online.

O evento será transmitido pelo YouTube e terá como tema “Governança, Políticas Públicas e Desenvolvimento Regional na Amazônia: Desafios Estruturais para o Acre”, propondo um debate sobre questões territoriais, sociais, ambientais, urbanas, institucionais e econômicas que atravessam a realidade amazônica e acreana.

A programação científica será organizada em quatro eixos temáticos: governança urbana, mobilidade e direito à cidade na Amazônia; infraestrutura, saneamento e resiliência em contextos de enchentes e queimadas; governança ambiental, desenvolvimento sustentável e capacidade estatal na Amazônia; e educação e empreendedorismo na Amazônia.

O seminário tem como público-alvo a comunidade universitária e gestores públicos, contando com a participação de autoridades locais, pesquisadores da UTFPR, docentes da Ufac e do Ifac, bem como especialistas convidados de diferentes áreas.

 



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Estudo indica limitações de conhecimento sobre leishmaniose — Universidade Federal do Acre

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A Ufac é parceira em pesquisa desenvolvida no município de Sena Madureira (AC), a qual identificou limitações no conhecimento sobre a leishmaniose cutânea entre pacientes e profissionais da saúde, além de barreiras geográficas e estruturais que dificultam o acesso ao diagnóstico e ao tratamento precoce em áreas rurais endêmicas.

Os resultados do estudo foram publicados, em maio, na revista eletrônica “Acervo Saúde”, vol. 26(5), com o título “Leishmaniose Cutânea na Amazônia Ocidental: Lacunas no Conhecimento e Barreiras de Acesso Assistencial em Áreas Endêmicas”. O artigo tem coautoria de pesquisadores da Ufac.

A pesquisa foi realizada com 50 pacientes com suspeita clínica de leishmaniose cutânea e 51 agentes de saúde, sendo 63% agentes comunitários de saúde e 37% agentes de combate às endemias.

“Em nosso trabalho, identificamos que tanto os profissionais da saúde quanto os pacientes possuem informações limitadas sobre a doença. Conhecer as limitações para acesso ao diagnóstico e tratamento precoce é uma das principais estratégias para a implementação de programas de controle e de educação em saúde que contemplem o perfil epidemiológico e social das populações de áreas endêmicas”, disse o autor do estudo, Leandro Siqueira de Souza, do Instituto Oswaldo Cruz (IOC).

A região Norte é responsável por mais da metade dos casos da doença no Brasil; o Acre conta com mais de 11 mil casos notificados na última década. Em 2025, os municípios acreanos de Xapuri, Marechal Thaumaturgo, Assis Brasil, Sena Madureira e Brasileia foram classificados pelo Ministério da Saúde como áreas de risco intenso para transmissão da doença.

“A região amazônica é uma área endêmica para a leishmaniose cutânea, uma doença negligenciada que afeta principalmente populações de comunidades tradicionais”, contou o pesquisador Reginaldo Peçanha Brazil, do IOC. “Conhecer as limitações no conhecimento tanto dos pacientes como de profissionais da saúde de áreas endêmicas é fundamental para o sistema de saúde do Estado do Acre e para o controle mais efetivo da doença.”

A investigação integra um projeto de pesquisa coordenado por Brazil. Além da Ufac, são parceiros na pesquisa a Universidade Federal de Minas Gerais, a Universidade de Brasília, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade e a Secretaria de Estado de Saúde do Acre.

Pela Ufac, são coautores do artigo os pesquisadores Andréia Luísa Peixinho da Silva Guimarães, Francisca Alana Costa de Souza, Marcos Bruno Zacarias Campelo, Breno Kalyl Freitas Nascimento, Andreia Fernandes Brilhante e Francisco Glauco de Araújo Santos. Os estudos contam com financiamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e apoio de instituições parceiras.

 



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