ACRE
Nicolás Maduro investiu para um terceiro mandato como presidente, eleição denunciada pela oposição, pelos Estados Unidos e pela UE
PUBLICADO
2 anos atrásem

O presidente venezuelano cessante, Nicolás Maduro, com o apoio do exército e de uma administração leal, foi empossado na sexta-feira, 10 de janeiro, para um terceiro mandato de seis anos, durante uma cerimônia descrita como “golpe de estado” pela oposição, que reivindica vitória nas eleições presidenciais de julho de 2024.
“Juro que este novo mandato presidencial será de paz, prosperidade, igualdade e a nova democracia. Juro pela história, juro pela minha vida. Vou manter minha palavra! »disse ao Presidente da Assembleia, Jorge Rodriguez, que então declarou: “Você está investido como presidente constitucional. »
Maduro, que descreveu sua posse como “vitória da democracia”, chegou ao palácio legislativo federal por volta das 10h30, horário local (15h30, horário de Paris), passando entre soldados em traje de gala antes de entrar no prédio, onde apertou longamente a mão do presidente, o cubano Miguel Díaz-Canel, um dos raros chefes de estado presentes, um sinal do seu isolamento internacional.
Fronteira com a Colômbia fechada
O distrito da Assembleia, no centro de Caracas, foi isolado pela polícia, enquanto a televisão pública transmitia imagens de centenas de apoiantes de Maduro marchando pelas ruas para celebrar a sua tomada de posse. O governo fechou a fronteira com a Colômbia na madrugada de sexta-feira, citando um “conspiração internacional para perturbar a paz dos venezuelanos”. A previsão é que esse fechamento dure até segunda-feira.
Os Estados Unidos denunciaram rapidamente “simulacro” e impôs novas sanções contra Caracas, incluindo o aumento da recompensa para 25 milhões de dólares por informações que levem a levar o líder venezuelano à justiça. O senhor Maduro não “sem legitimidade democrática”reagiu por sua vez a chefe da diplomacia europeia, Kaja Kallas.
Após a cerimónia de inauguração, o Secretário-Geral da ONU solicitou, através do seu porta-voz, Stéphane Dujarric, a libertação de todas as pessoas “detido arbitrariamente (…), incluindo figuras da oposição, jornalistas e defensores dos direitos humanos, desde as eleições presidenciais de 28 de Julho.”
Na sexta-feira à noite, o presidente francês, Emmanuel Macron, e o seu homólogo brasileiro, Lula, apelaram a Nicolás Maduro que “retomar o diálogo com a oposição”. “França e Brasil estão preparados para facilitar esta retomada do comércio, que deverá permitir o retorno da democracia e da estabilidade à Venezuela”acrescentou o Eliseu, relatando uma conversa telefónica entre os dois presidentes.
Manifestações e grande confusão
“Um golpe de Estado foi realizado”reagiu, por seu lado, a principal coligação da oposição, a Plataforma Unitaria Democrática, num comunicado. A coalizão evoca “a usurpação do poder por Nicolás Maduro (…), apoiado pela força bruta e ignorando a soberania popular expressa com força em 28 de julho (2024) ». “C’est Edmundo Gonzalez Urrutia”o candidato da oposição nas eleições presidenciais, “que deve ser investido hoje ou amanhã (…) A vontade do povo será respeitada”finaliza o texto.
O mundo memorável
Teste seus conhecimentos gerais com a equipe editorial do “Le Monde”
Teste seus conhecimentos gerais com a equipe editorial do “Le Monde”
Descobrir
A cerimónia de posse acontece um dia depois das manifestações da oposição, que contesta a vitória do chefe de Estado socialista, de 62 anos. Edmundo Gonzalez Urrutia afirma ter vencido esta eleição e repetiu quinta-feira, da República Dominicana, a uma hora de avião de Caracas, que foi o “presidente eleito”sem dobrar o homem que sucedeu a Hugo Chávez em 2013 e desde então governou a Venezuela com mão de ferro.
A líder da oposição venezuelana, Maria Corina Machado, descartou na sexta-feira o regresso imediato à Venezuela de Edmundo Gonzalez Urrutia, que se exilou em setembro e cuja candidatura apoia. Esta última “virá à Venezuela para prestar juramento como presidente constitucional da Venezuela no momento apropriado, quando as condições forem adequadas”disse ela em um vídeo postado nas redes sociais.
Na quinta-feira, o governo convocou uma marcha de apoio ao presidente Maduro na capital, enquanto a manifestação da oposição reuniu milhares de pessoas que gritaram “Não temos medo! » ou segurava cartazes lendo “A liberdade não pode ser implorada, deve ser conquistada”. Isso deu origem a alguma confusão no final do dia, quando a oposição anunciou o “violento” arrestation de Maria Corina Machado.
Algumas dezenas de minutos depois, a equipe adversária anunciou sua liberação: “Saindo do comício, Maria Corina Machado (…) foi levado à força. Durante seu sequestro, ela foi forçada a gravar vários vídeos e posteriormente foi libertada. » O governo negou esta versão dos factos, com o procurador-geral Tarek William Saab a denunciar “uma operação psicológica para desencadear violência na Venezuela” e lembrando que Mmeu Machado foi alvo de investigação criminal. A líder da oposição vivia na clandestinidade desde as eleições presidenciais, nas quais não pôde concorrer após ter sido declarada inelegível.
Apoio do exército
O Conselho Nacional Eleitoral (CNE) proclamou Maduro o vencedor das eleições de julho de 2024 com quase 52% dos votos, mas sem publicar a ata, alegando ser vítima de hacking informático, uma afirmação considerada pouco credível por muitos. observadores. O anúncio da CNE provocou manifestações em todo o país, que foram duramente reprimidas. Os distúrbios resultaram em 28 mortes, mais de 200 feridos e 2.400 pessoas presas. Uma onda de prisões também ocorreu nos dias anteriores à posse do chefe de Estado.
Tal como aconteceu nas manifestações de 2014, 2017 e 2019, que deixaram mais de 200 mortos, Maduro pôde contar com o apoio do exército, pilar do seu poder, bem como com a justiça sob ordens. Ele até ativou um plano de segurança nacional que incluía todas as forças de segurança (exército, polícia, milícias, paramilitares) depois de dizer que era alvo de novas conspirações.
O presidente socialista, que prometeu durante a sua campanha eleitoral uma melhoria da situação económica, terá de encontrar soluções para regressar ao crescimento, tendo a Venezuela registado uma contracção do seu PIB de 80% entre 2013 e 2023. Isolada a nível internacional, irá lhe será difícil levantar as sanções que terá, portanto, de tentar contornar para explorar as suas imensas reservas de petróleo sem ter de as vender devido ao embargo.
O chefe de Estado venezuelano também prometeu revisões constitucionais que incluem disposições que muitas ONG consideram repressivas e suscetíveis de enfraquecer a democracia.
O mundo com AFP
Relacionado
VOCÊ PODE GOSTAR
ACRE
Alunas da Ufac criam biblioteca de grafismos do povo Huni Kuin — Universidade Federal do Acre
PUBLICADO
4 dias atrásem
9 de outubro de 2026Alunas de graduação e mestrado do campus Floresta da Ufac criaram, em 2024, o projeto Biblioteca de Kene, que reúne tecelagem em algodão, pintura corporal, registros audiovisuais e uma plataforma digital acessível por celular. A iniciativa surgiu do trabalho de conclusão de curso de Txima Huni Kuin, em Licenciatura Indígena, e da pesquisa para a dissertação de Alexandra Deitos no programa de pós-graduação em Ensino de Humanidades e Linguagens.
Txima investigou a tecelagem como expressão dos conhecimentos, da arte e da espiritualidade de seu povo, sob orientação do professor Amilton Pelegrino de Mattos. Alexandra, artista visual e atualmente doutoranda, colaborou na construção do projeto por meio de uma pesquisa de autoria coletiva, desenvolvida com as mulheres da comunidade.
Desse encontro surgiu a proposta de criar um espaço onde os mais de 60 grafismos praticados pelas mulheres pudessem ser consultados, ensinados e aprendidos por jovens e mestras tecelãs. O projeto terá uma nova etapa entre 10 e 16 de outubro, com a realização da 2ª Oficina de Kene da Aldeia Arco-Íris, na terra indígena Seringal Independência, no município de Jordão (AC).
Aprendizagem no território
Durante os sete dias de oficina, mestras tecelãs e jovens aprendizes participarão de atividades de preparação de fios, cantos rituais, aplicação do Bawe e tecelagem de painéis com grafismos. Os processos serão documentados para compor o acervo da biblioteca na aldeia e seu site colaborativo, com gestão do conhecimento pelas próprias mulheres.
A proposta dialoga com a expressão “a universidade é na aldeia”, do professor e pesquisador Yube Huni Kuin, também acadêmico da Licenciatura Indígena da Ufac. A experiência reconhece o território e as práticas da comunidade como espaços de produção e transmissão de conhecimento.

A 2ª Oficina de Kene é realizada por Txima Huni Kuin, Alexandra Deitos e pela Aldeia Arco-Íris, com apoio do curso de Licenciatura Indígena, da Fundação de Cultura Elias Mansour, do governo do Acre, da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, do Ministério da Cultura e do governo federal.
Relacionado
ACRE
Ufac sedia encontro regional sobre residência e preceptoria no SUS — Universidade Federal do Acre
PUBLICADO
5 dias atrásem
8 de outubro de 2026A Ufac sediou o 2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no Sistema Único de Saúde (SUS). O evento ocorreu nesta quinta-feira, 8, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede, e reuniu profissionais e representantes de instituições de saúde para a apresentação dos resultados de sete projetos de intervenção desenvolvidos ao longo de dois anos de formação.
A iniciativa é promovida pelo Hospital Sírio-Libanês, em parceria com o Ministério da Saúde, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS, com participação da Ufac.
Para o reitor Josimar Ferreira, cerca de 80% das atividades dos residentes são realizadas nas unidades de saúde. Ele ressaltou o compromisso da gestão com a valorização dos profissionais que atuam na formação dos residentes. “Temos desenvolvido uma política para que os nossos preceptores possam participar dos nossos programas de pós-graduação, de forma a ter vagas garantidas para sua qualificação também.”
O encontro marcou a apresentação dos projetos de intervenção dos cursos de especialização em Gestão de Programas de Residência em Saúde e Educação na Saúde para Preceptores no SUS. Os trabalhos abordaram temas como formação e avaliação de preceptores, definição de perfis de competências, saúde mental dos residentes, reestruturação curricular e melhoria dos processos de trabalho nos serviços de saúde.
Segundo a coordenadora da Residência Multiprofissional Integrada em Saúde da Família e Comunidade da Ufac, Mariane Ribeiro, as iniciativas buscam qualificar tanto a formação dos residentes quanto as atividades desenvolvidas nos campos de prática. “Esses resultados que temos hoje proporcionam uma integração com o ensino, serviço e a comunidade, porque também têm um retorno para o usuário”, disse.
Para a representante do Hospital Sírio-Libanês e facilitadora de ensino e aprendizagem, Célia Márcia Birchler, a conclusão dos cursos representa uma etapa de um trabalho que deve continuar nas instituições de saúde. “Toda vez que fazemos um movimento de fortalecimento dos programas de residência, na realidade estamos falando de um processo de qualificação do SUS”, afirmou.
A presidente da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), Sóron Angélica Steiner, disse que a formação estimula mudanças na organização do trabalho e no atendimento da população. “Essa força motriz que faz com que o serviço ande de acordo com a formação é o que faz com que o gestor seja provocado a melhorar o ambiente de trabalho, o fluxo de serviço.”
Também participaram da mesa de honra do encontro o presidente do Conselho Estadual de Saúde do Acre, Osvaldo de Souza Leal Júnior; e Pedro Henrique Macedo Leitão, representando o secretário municipal de Saúde de Rio Branco, Rennan Biths.
Relacionado
ACRE
Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre
PUBLICADO
2 semanas atrásem
2 de outubro de 2026A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.
“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.
Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.
A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.
Warning: Undefined variable $user_ID in /home/u824415267/domains/acre.com.br/public_html/wp-content/themes/zox-news/comments.php on line 48
You must be logged in to post a comment Login