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Nicole Kidman explora sexualidade feminina em ‘Babygirl’ – 04/01/2025 – Cinema e Séries

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Vitor Moreno

São Paulo

Com uma carreira consolidada em Hollywood, Nicole Kidman, 57, pode escolher o que quer (e, principalmente, o que não quer) fazer na frente das câmeras. É por isso que muita gente se espantou com uma de suas escolhas mais recentes: o thriller erótico “Babygirl“, que estreia no dia 9 nos cinemas brasileiros.

No filme, a atriz interpreta a executiva Romy, que tem uma vida de comercial de margarina, mas bota tudo em risco quando começa a ter um caso com Samuel (Harris Dickinson), o novo estagiário da empresa. A diretora Halina Reijn não economiza nas cenas de sexo e nudez, deixando sua estrela completamente vulnerável em muitos momentos.

Pois foi justamente essa perspectiva que atraiu a atriz para o projeto. “Eu apenas senti que era uma área que eu nunca havia explorado”, conta ela em bate-papo com a imprensa internacional, do qual o F5 participou. “Lembra esse gênero de thriller dos anos 1990, mas é uma exploração feminina da sexualidade, dos desejos e de si mesma.”

Ela define a jornada como uma “montanha-russa” e diz que todo o processo de filmagens foi muito rápido, em parte porque as gravações foram em Nova York, o que encareceu bastante o projeto. Para economizar, o escritório do estúdio foi usado como o de sua personagem. “É o que chamamos de baixo orçamento”, ri.

“Tivemos tempo antes de começar, mas uma vez que estávamos filmando, era como um trem de carga”, compara a atriz. “Estávamos completamente imersos, o que de certa forma ajudou, porque tira muito do excesso de pensamento. E é um filme muito visceral.”

Kidman diz que se sentiu segura para filmar momentos como um em que aparece se masturbando e a já clássica sequência em fica de quatro no chão para beber leite em um pires. Essa confiança, afirma, veio tanto do parceiro de cena e da condução da diretora.

“É um espaço muito sagrado”, comenta sobre o set fechado em que só estavam as pessoas que realmente precisavam estar ali. “E, uma vez que você diz ao outro ator ‘estamos juntos nisso’, é inviolável. Nós discutimos tudo com o que nos sentíamos confortáveis ou desconfortáveis. Fomos bastante abertos.”

Sobre Harris Dickinson, disse que os dois tiveram uma ótima relação desde o momento em que se conheceram. “Eu me senti incrivelmente confortável porque ele é um cavalheiro”, elogiou. “E ele está muito ciente de cuidar de você, sabe?”

Kidman conta que a experiência de ter uma mulher à frente dos trabalhos fez muita diferença. “Já fiz filmes que lidaram com sexualidade, mas eu nunca tinha feito um com uma [diretora] mulher”, conta, lembrando que Reijn, além de tudo, também era a autora do projeto e já foi atriz, o que facilitava o entendimento de vários processos.

“Ela entendia todos nós e também estava disposta a reescrever ou mudar coisas conforme necessário”, afirma. “E ela estava bem ali, no meio de tudo, conosco o tempo todo, o que acho que tornou tudo muito, muito claro. As motivações eram claras e o que estávamos tentando alcançar era muito claro.”

“Foi um lugar realmente incomum para mim, porque eu fiz muitos filmes, mas nunca fiz nada assim”, resume. “E eu provavelmente só faria isso com uma mulher no comando.”

No bate-papo, Kidman também destacou o papel do diretor de fotografia Jasper Wolf, que “era capaz de meio que se mover conosco muito rapidamente”. “Houve momentos em que estávamos fazendo cenas muito íntimas, e a câmera estava bem aqui”, diz, aproximando a mão do rosto. “Como tínhamos construído uma relação e um entendimento tão bons, eu nem percebia a câmera.”

Isso só ficou claro para ela quando assistiu ao material finalizado. “Metade do tempo, eu não percebi o que estávamos filmando, o que é ótimo”, afirma. “Quando vi o filme pela primeira vez, fiquei tipo: ‘Uau!’.”

DESTRUIÇÃO COMPLETA

A atriz também comentou o que leva Romy, uma mulher que aparentemente tem tudo, a entrar nessa aventura que pode arruiná-la em mais de um sentido. “O filme é também sobre a crise existencial de uma pessoa que está lutando com o fato de que alcançou praticamente tudo o que quer alcançar na carreira”, avalia.

“Estou desempenhando todos os meus papéis perfeitamente: tenho filhos, tenho um marido, tenho um lindo apartamento em Nova York, tenho tudo… mas sinto que há uma inquietação”, continua. “Acho que isso é muito relacionável para muitas pessoas.”

De repente, ela vê em Samuel uma válvula de escape para tudo isso. “Você pode dizer que ele é um anjo, você pode dizer que ele é o diabo, você pode dizer o que quiser… Mas ele tem essas qualidades que estão lá para perturbar. E elas perturbam”, comenta. “Mas isso porque há uma disposição dela para ser perturbada.”

Para a atriz, a partir desse encontro, dá-se “uma exploração que eu não vi de uma mulher na tela”. Romy passa a jogar luz sobre áreas obscuras dentro dela própria e a se questionar coisas como: “Quem sou eu? O que sou eu? O que eu realmente quero? Eu quero me sabotar? O que eu desejo? O que me excita? O que não me excita?”.

“É um constante empurra e puxa em seu estado psicológico, a ponto de ela ser atraída para a destruição completa”, diz. “É como se, para se encontrar, ela precisasse quase perder tudo e ter alguém segurando tudo o que ela possui na palma da mão, e ocorre que esse alguém é esse jovem.”

Kidman define “Babygirl” como “um filme sobre prazer”. Para ela, inclusive, o longa não teria as mesmas nuances se tivesse outras pessoas por detrás. “Ele tem essa textura muito forte que não vejo uma americana escrevendo”, afirma. “Ele só tem isso por causa do background de Halina [que é holandesa], por causa de onde ela vem, de sua capacidade de ver a sexualidade de uma maneira diferente, acho que vem de uma perspectiva muito europeia.”

Ela adverte que nem todas as cenas de sexo são exatamente agradáveis de se assistir. “Você deve se sentir desconfortável às vezes, porque esse é meio que o ponto”, adianta. “Você deve rir. Você deve pensar. Há momentos em que você deve se sentir perturbado, desconfortável, excitado… hipnotizado, espero. É definitivamente parte da nova onda de filmes que estão sendo feitos sobre sexualidade. E, bem, o que é a nossa sexualidade?”



Leia Mais: Folha

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Egressa de mestrado em CZS obtém prêmio de pós-graduação — Universidade Federal do Acre

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Mirian Soares de Amorim.jpeg

A engenheira agrônoma Mirian Soares de Amorim, aluna egressa do curso de Agronomia e do mestrado em Ciências Ambientais, do campus Floresta da Ufac, em Cruzeiro do Sul, obteve o 2º lugar na categoria Pós-Graduação do 5º Prêmio Margarida Alves de Estudos sobre Ruralidades e Feminismos, cujo resultado final foi divulgado em 17 de março. O evento foi promovido pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar.

O estudo destaca a articulação entre a transição agroecológica e a igualdade de gênero, enfatizando o papel central das mulheres rurais, ribeirinhas e agricultoras na preservação da agrobiodiversidade e na soberania alimentar na Amazônia. No mestrado, sob orientação do professor Kleber Andolfato de Oliveira, Mirian também aprofundou investigações sobre o desenvolvimento sustentável e o papel das populações rurais no manejo dos ecossistemas amazônicos.



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Ufac consolida criação do curso de Farmácia com 50 vagas — Universidade Federal do Acre

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Curso de Farmácia-entrega de Menção Honrosa (2).jpg

O reitor da Ufac, Josimar Ferreira, reuniu-se com membros da comissão responsável pela proposta de criação do curso de Farmácia. O encontro ocorreu nesta segunda-feira, 31, na sala de reuniões da Reitoria, visando consolidar o Projeto Político-Pedagógico da nova graduação, além de homenagear, com a entrega, pela Federação Nacional dos Farmacêuticos (Fenafar), de Menção Honrosa ao reitor e a pessoas cujo empenho culminou na abertura do curso.

A iniciativa faz parte do programa Universidades Transformadoras, pactuada com o Ministério da Educação (MEC). O curso prevê a oferta de 50 vagas para estudantes e liberação de 11 códigos de vagas para professores. A aula inaugural e início das atividades acadêmicas estão previstos entre 2028 e 2029.

“Esse é um curso que se assenta fortemente na demanda de conhecer os bioativos da floresta amazônica e transformar esse conhecimento em riqueza, patentes, inovação e qualidade de vida para a sociedade”, disse Josimar Ferreira. Além disso, ele ressaltou a necessidade de conectar o novo curso às estruturas já consolidadas da Ufac, otimizando disciplinas e espaços curriculares em conjunto com as áreas de saúde e química.

A presidente da comissão de criação do curso, Andréia Andrade, lembrou que o projeto começou em 2011. “Hoje nos reunimos com a perspectiva de viabilizar a abertura do curso diante do que já temos na instituição. Nosso objetivo é ofertar uma formação generalista, com investimento otimizado na estrutura existente e com forte inserção na pesquisa e extensão, aproveitando a nossa biodiversidade e criando caminho para futuros programas de pós-graduação.”

Também participaram da reunião representantes externos da categoria profissional, como a ex-conselheira federal, membro da comissão e diretora de Relações Institucionais da Fenafar, Isabela de Oliveira Sobrinho. “Acompanhei a busca por esse projeto pedagógico desde o início e ver essa etapa final é um avanço enorme”, pontuou. “É um trabalho a muitas mãos para trazer o melhor para a Ufac. Trata-se de um curso de grande magnitude, focado em tecnologias de medicamentos e em pesquisas com nossas plantas nativas para gerar qualidade de vida à população.”

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)



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Seminário na Ufac debate formação em enfermagem obstétrica — Universidade Federal do Acre

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A Ufac sediou o seminário Desafios Atuais na Formação para a Prática da Enfermagem Obstétrica, que ocorreu nesta sexta-feira, 28, na sala dos Colegiados, campus-sede. O encontro reuniu professores, pesquisadores, gestores e profissionais de saúde para debater a reestruturação do modelo de assistência ao parto e ao nascimento, o fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS) e a interiorização da qualificação profissional no Estado.

O evento integra um projeto nacional, composto por uma rede de 40 instituições de ensino superior articuladas para formar mais de 700 enfermeiras obstétricas pelo país, com foco prioritário nas regiões do interior. No Acre, o programa abrange turmas de especialização e residência voltadas para profissionais atuantes nas regionais do Alto Acre, Alto Purus, Baixo Acre, Tarauacá-Envira e Juruá.

“A Ufac cumpre o seu papel social ao ampliar a formação e capacitar profissionais que atuam em um momento tão ímpar quanto o nascimento de uma criança”, disse o reitor Josimar Ferreira. “Contamos com alunos de todas as regionais. Isso gera um efeito multiplicador: o profissional capacitado coordena equipes locais e eleva diretamente a qualidade do atendimento prestado à população pelo SUS.”

A coordenadora das formações no Estado e professora da Ufac, Sheley Borges, destacou a necessidade de repensar a prática profissional para garantir um cuidado humanizado e seguro. “A intencionalidade da nossa formação é reduzir a mortalidade materna e neonatal e alcançar as mulheres em uma dimensão em que sejam respeitadas. Queremos garantir que as escolhas não ocorram por medo, como optar por uma cesariana sem compreender que é uma cirurgia de grande porte.”

A coordenadora nacional do curso de especialização em Enfermagem Obstétrica da Rede Alyne, vinculada à Universidade Federal de Minas Gerais, Kleyde Ventura, ressaltou a relevância estratégica da parceria com a Ufac. “No Acre, vivemos uma condição muito especial, pois, com exceção de uma aluna, todas as especializadas são do interior. Estamos interiorizando e descentralizando os modos de formar, abordando o trabalho multiprofissional e a articulação de redes para garantir assistência de qualidade e direitos assegurados.”

Também participaram do seminário o promotor de Justiça do MP-AC, Gláucio Oshiro; o coordenador do curso de Enfermagem da Ufac, João Francalino; e o epidemiologista Serafim Salgado, coordenador das metodologias aplicadas no programa de formação.

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)



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