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Nikolas faz discurso para Marina e fala em contradições da ministra

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Deputado federal pelo PL de Minas Gerais lista em frente à titular do Meio Ambiente declarações antigas da ministra que agora não são usadas no governo Lula

O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) fez críticas à ministra do Meio Ambiente, Marina Silva (Rede), nesta 4ª feira (16.out.2024) durante reunião da Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural. O deputado afirmou que a ministra é “contraditória” e “incompetente”.

Marina Silva estava presente para tratar com os congressistas sobre o panorama das queimadas. Nikolas alegou que ela tinha condutas incoerentes em relação a culpabilizar o governo de Jair Bolsonaro (PL) por queimadas, se posicionar a favor do impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT) e sobre ter chamado o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de “corrupto” antes de assumir o ministério.

Assista (4min9s):

“Até pouco tempo, a culpa [das queimadas] era do Bolsonaro. Inclusive, você tuitou dizendo que o Pantanal estava em chamas pela ‘postura inescrupulosa do presidente’ [Jair Bolsonaro]. Quem diria que você mesma iria se contradizer e isso poderia ser usado contra você. Afinal de contas, são quase 22 mil queimadas, essa é a pior em 26 anos. E a culpa agora é de quem? Da mudança climática? Das pessoas que estão colocando fogo? Mas não é do seu governo. […] Você diz que agradece ao Lula por estar aí. Qual Lula você está agradecendo? O Lula que até pouco tempo você chamou de corrupto? O PT que você disse não se arrepender do impeachment da Dilma?”, disse o deputado.

Nikolas disse ainda que congressistas do PT consideravam Marina “muito acadêmica e com poucas propostas” e que queriam sua demissão do cargo. O deputado citou também o ex-ministro dos Direitos Humanos Silvio Almeida, demitido do cargo por acusações de assédio sexual, e questionou o motivo da titular do Meio Ambiente não ter se manifestado sobre a situação.

“Até os parlamentares do PT dizem que você deveria ser demitida, porque é muito acadêmica e pouco apresenta propostas, e eu concordo com isso […] O último que fez uma fala aveludada aqui, como a senhora, foi o ministro dos Direitos Humanos, que logo depois foi acusado de assédio sexual, assunto sobre o qual a senhora ficou bem calada”, declarou.

MARINA REBATE

Logo depois, Marina rebateu as críticas feitas pelos congressistas à sua gestão. A ministra disse que gostaria que as “preocupações ambientais” dos seus críticos fossem refletidas na prática e que a situação das queimadas no país poderia ser ainda pior caso não houvesse ações de combate do governo.

“Uma coisa é você enfrentar a gravidade do problema estando preparado para fazer esse combate pelo menos 2 meses antes. Sem isso, nós nem teríamos empatado o jogo no Pantanal. Vamos intensificar ainda mais a cada preparo e a cada ano”, disse Marina.

“Aumentamos em 18% a quantidade de brigadistas e o nosso orçamento, e conseguimos, sim, fazer a reposição do orçamento do Ibama e do ICMBio, graças ao esforço interno do governo. Do contrário, não teríamos como ter mobilizado mais de 800 pessoas no Pantanal, mais de 1.000 pessoas na Amazônia e mais de 800 pessoas fazendo o enfrentamento do fogo no Cerrado”, completou.

Sobre as alegações em relação ao seu desempenho como líder do Meio Ambiente, a ministra disse que sua trajetória de vida pública comprova o seu compromisso.

“Quanto às acusações que me são feitas, eu digo que estou desde os 17 anos nessa luta. Agora com 66 anos de idade, continuo enfrentando esse tipo de coisa. Eu fico pensando no que posso dizer aqui além da própria vida, da minha própria prática. Estou aqui para debater as ações que estamos fazendo e, de fato, fizemos um aumento nas ações de combate”, declarou Marina.

MARINA SILVA X GOVERNO BOLSONARO

Em setembro, a ministra do Meio Ambiente disse que o país está vivendo um “terrorismo climático” e que os incêndios no Brasil têm origem criminosa. Ela também relacionou a atual situação com o chamado “dia do fogo”, registrado em 2019 com uma série de incêndios criminosos no Pará.

Apesar de agora atribuir as queimadas a criminosos, durante o governo de Jair Bolsonaro (PL), a ministra culpou a política ambiental e chegou a comparar os incêndios ao Holocausto, o genocídio de judeus durante a 2ª Guerra Mundial.

Leia algumas das críticas de Marina ao governo Bolsonaro:

QUEIMADAS

De 1º de janeiro a 20 de setembro, o Brasil já registrou 192 mil focos de incêndios, segundo dados do BDQueimadas, do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais). O número é o maior para o período desde 2010 e já representa um aumento de 97% quando comparado a 2023.

O mês de agosto também foi considerado o pior desde 2010. De acordo com o Cemaden (Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais), o Brasil enfrenta a pior seca desde o início dos registros da série histórica, em 1950.

O Cemaden enviou ao Poder360 mapas que mostram o avanço da seca nos últimos 13 anos. Em 2024, é possível ver que o fenômeno atingiu uma área maior do território nacional e de maneira mais grave.



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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre

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A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.

“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.

Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.

A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.



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Consu aprova comissão para destinar cotas a pessoas transgênero — Universidade Federal do Acre

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O Conselho Universitário (Consu) da Ufac aprovou a criação de uma comissão para elaborar a proposta de cotas de acesso à graduação para pessoas transgênero, que é uma pauta da Pró-Reitoria de Ações Afirmativas e Equidade (Proafe), recentemente criada com o objetivo de expandir políticas de inclusão na universidade. A aprovação ocorreu nessa quarta-feira, 30, na 5ª Reunião Ordinária do Consu, realizada no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas, campus-sede.

A Ufac já possui regulamentação que garante o acesso por cotas à comunidade transgênero na pós-graduação desde 2023. A proposta aprovada pelo Consu busca ampliar esse direito para a graduação, assegurando não apenas a entrada, mas também o acompanhamento para permanência de estudantes até a conclusão dos cursos.

A comissão terá prazo de 90 dias para realizar os estudos e apresentar a minuta final do projeto. O grupo terá formação intersetorial, reunindo representantes das três categorias acadêmicas: docentes, técnico-administrativos e discentes, além de representantes de entidades e movimentos sociais da sociedade civil voltados aos direitos da população transgênero no Acre.

“Reafirmamos nosso compromisso ao instituir a comissão que vai deliberar sobre as cotas trans”, disser o reitor Josimar Ferreira. “Trata-se de uma ação demandada pela sociedade para incluir populações historicamente invisibilizadas, garantindo que as ações afirmativas façam parte da história do nosso conselho.”

Segundo a pró-reitora de Ações Afirmativas e Equidade, Letícia Mamed, a política visa transformar a realidade de um dos grupos mais marginalizados socialmente. “Precisamos atentar para a garantia de acesso, permanência e dignidade para que essa comunidade possa construir seus projetos de vida com mais oportunidades”, comentou. “No Brasil, cerca de 30 universidades já adotam políticas semelhantes, e a Ufac dá um passo essencial para consolidar essa transformação.”

Integrante do Consu, a professora Raquel Ishii ressaltou que a comissão foi criada para ir além da gestão superior da universidade. “Considero essa aprovação uma grande vitória para a sociedade civil e para a universidade. A comissão amplia o debate da pós-graduação para a graduação. Trata-se de um grupo bem amplo, constituído não só pela gestão, mas com convites abertos ao Diretório Central dos Estudantes e a movimentos sociais externos à universidade.”

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)



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SAE-CZS — Universidade Federal do Acre

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SAE-CZS — Universidade Federal do Acre

A Diretoria Geral do Campus Floresta (DG-Camp), por meio do Setor de Assistência Estudantil (SAE-CZS), comunica a suspensão do Restaurante Universitário nesta segunda-feira, 28, para o Campus Floresta, em decorrência do ponto facultativo decretado pela Reitoria por meio da Portaria n.º 3.914, de 24/09/2026, em virtude da celebração do Aniversário do município de Cruzeiro do Sul (AC).
Contamos com a compreensão de toda a comunidade acadêmica.

 



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