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No AC, mulher que perdeu o filho após ser agredida pelo amante permanece internada na UTI

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A jovem Mônica Conceição, de 21 anos, permanece internada na UTI do Hospital de Urgência e Emergência de Rio Branco (Huerb) sem previsão para alta, segundo a família. Ela foi transferida de Cruzeiro do Sul para a capitalapós ter sido agredida com facão pelo amante, João da Silva, de 37 anos.

Preso, o homem nega o crime. Mas, o marido da vítima, Anazildo da Silva contou que a mulher estava grávida de 4 meses do suspeito.

Ela foi agredida enquanto tomava banho na comunidade Badejo do Meio, em Cruzeiro do Sul. A mãe dela, que tentou ajuda a mulher, e o filho de 3 anos também foram feridos, mas passam bem.

O marido da vítima contou que a mulher saiu do estado de coma durante o final de semana e já começou a conversar com a família. Os golpes de facão a atingiram na perna, braço, deceparam dois dedos da mão, cortaram o abdômen e ainda dois golpes profundos foram achados na cabeça.

Anazildo disse ainda que não há previsão para que a mulher receba alta.“O médico falou que, pela gravidade, ela agora está bem e a preocupação é porque os cortes infeccionaram. Ela está tomando antibióticos bem fortes para tratar da infecção. O médico falou que, por isso, ela ainda vai passar uns dias na UTI”, falou o marido.

Mônica é casada há seis anos, tem dois filhos e estava no quarto mês de gestação. Ela teria se envolvido com o suspeito das agressões em novembro do ano passado e ficou grávida do amante. Depois de ser agredida, ela perdeu a criança na última quinta-feira (4).

O marido afirmou que, mesmo depois das traições, decidiu manter o casamento por gostar muito da mulher e não quer ficar longe dos filhos. O suspeito foi preso não última quinta e assumiu ser o pai da criança que estava para nascer, mas negou que teria desferido os golpes contra a mulher, a mãe dela e o filho

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PZ e Corpo de Bombeiros fazem curso de combate a incêndio florestal — Universidade Federal do Acre

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O Parque Zoobotânico (PZ), da Ufac, e o Corpo de Bombeiros Militar do Acre (CBM-AC) realizaram o curso Brigada de Incêndio Florestal, ministrado pelo Sargento Filipe Lima. A capacitação ocorreu na quinta-feira, 10, e sexta-feira, 11, no PZ, campus-sede, reunindo 35 participantes de setores da universidade, dos cursos de Engenharia Florestal, Biologia e Geografia, do doutorado da Rede Bionorte e da comunidade externa, que receberão certificado emitido pelo CBM-AC.

O primeiro dia foi de aulas teóricas sobre conceitos fundamentais, como triângulo do fogo, diferentes tipos de incêndio e técnicas de prevenção. No segundo dia ocorreram atividades práticas, com manuseio e manutenção de equipamentos de combate a incêndio, além de exercícios de campo simulando situações reais de combate e prevenção a incêndios florestais.

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O diretor do PZ, Harley Araújo da Silva, destacou que a iniciativa tem relação direta com os mais de 188 hectares de área florestal do campus-sede, tendo o PZ como o maior fragmento de floresta preservada. “Formar brigadistas preparados para atuar na prevenção e no combate a incêndios florestais é parte essencial do cuidado com esse patrimônio ambiental, tanto para a universidade quanto para as comunidades do entorno.”



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V Simpósio de Ciências Ambientais da Amazônia Sul Ocidental e o II Simpósio de Ciências Agrárias do Vale do Juruá

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Livro reúne pesquisas da Ufac sobre teatro e saberes da floresta — Universidade Federal do Acre

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O professor, pesquisador e artista Flavio da Conceição, da Ufac, organizou o livro “Teatro do Oprimido e as Pedagogias das Florestas” (Mundo Contemporâneo; Edufac, 452 p.), que foi lançado na sexta-feira, 11, durante a 28ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo.

A obra é resultado de cerca de dez anos de pesquisas desenvolvidas na universidade, reunindo experiências que relacionam a metodologia teatral aos conhecimentos tradicionais da Amazônia. “Apresentamos o Acre como produtor de conhecimento e como semente de um pensamento que pode inspirar outros professores e artistas no resto do Brasil e do mundo”, afirmou Flavio.

As pesquisas que deram origem ao livro começaram após a chegada do professor ao Acre e à Ufac, em 2017. O contato com experiências amazônicas, estudantes filhos de seringueiros e indígenas e conhecimentos tradicionais da floresta levou o pesquisador a rever sua prática com o método Teatro do Oprimido, idealizado por Augusto Boal. A partir dessas vivências, os projetos passaram a investigar como a metodologia poderia ser afetada por esses saberes.

Os estudos teóricos e práticos foram desenvolvidos pelo programa de pesquisa e extensão Gesto da Floresta, criado e coordenado por Flavio através de projetos de iniciação científica e extensão. As atividades envolveram comunidades periféricas de Rio Branco, como Calafate e Cidade do Povo, parcerias com comunidades tradicionais hunikuin e shanenawa e experiências relacionadas ao santo-daime, à Barquinha e à ayahuasca.

Estudantes de graduação e pós-graduação participaram dos projetos e das pesquisas e alguns assinam artigos na publicação. O trabalho também contou com a contribuição de parceiros de outras cidades, países e territórios. Para o organizador, os alunos são coautores das experiências que contribuíram para a construção da proposta das pedagogias das florestas.

Antes da programação em São Paulo, o livro foi apresentado em 3 de setembro, no Rio de Janeiro, durante a 12ª Jornada Internacional de Teatro do Oprimido e Universidade. As atividades integram o projeto Gesto Semeando Cidadania, que conta com apoio do Pulitzer Center.



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