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No Brasil, centro e direita saem fortalecidos das eleições municipais
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No Brasil, as eleições municipais costumam servir como “intermediários” : uma votação experimental, a única que permite ao Chefe de Estado tomar o pulso do país a meio do seu mandato. As organizadas no domingo, 27 de outubro, não trouxeram boas notícias ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, pintando o retrato de um Brasil ainda eletrificado e mais direitista do que nunca.
O segundo turno, depois do primeiro, realizado em 6 de outubro, viu de fato o triunfo do « centrão », este “centro” composto por uma dúzia de grupos conservadores de direita oportunistas e muitas vezes corruptos. Segundo o canal CNN Brasil, este último governará agora 63% das 5.569 cidades do país e vinte das vinte e seis capitais regionais, incluindo Rio de Janeiro, São Paulo, Salvador e Belo Horizonte.
517 prefeitos pelo partido de Bolsonaro
Nesta galáxia, a força ascendente continua a ser o Partido Social Democrata (PSD), que ficou em primeiro lugar no escrutínio, com 891 municípios vencidos, contra 662 no último escrutínio de 2020, segundo o site Poder360. Fundado em 2011 pelo ex-prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, 64 anos, antigo e discreto líder da política brasileira, o PSD tem quarenta e dois deputados (de 513), dois governadores e, sobretudo, três ministros dentro o governo Lula, com pastas tão estratégicas como agricultura, pesca e energia.
O outro grande vencedor destas eleições é o Partido Liberal (PL) do ex-presidente de extrema direita Jair Bolsonaro (2019-2023). Com isso, elegeu 517 prefeitos, ante 351 em 2020. O partido estará no comando de quatro capitais regionais: Cuiabá (Centro-Oeste), Rio Branco (Amazônia), Aracaju e Maceió (Nordeste). Por outro lado, a esquerda só venceu em 752 cidades, em comparação com 863 em 2020. Alguns dos seus partidos ruíram, como o Partido Democrático Trabalhista (PDT), que perdeu mais de metade das suas 320 câmaras municipais. Em São Paulo, “mãe de todas as batalhas”, o jovem socialista Guilherme Boulos, de 42 anos, foi largamente derrotado no segundo turno, com 40,65% dos votos obtidos contra o prefeito cessante, Ricardo Nunes (59,35%). carisma e suspeito de corrupção.
O Partido dos Trabalhadores (PT), fundado por Lula, certamente conseguiu salvar os móveis, com 252 prefeituras vencidas, ante 184 na última eleição. Porém, conquistou apenas uma e única capital regional, Fortaleza (Nordeste), onde seu candidato, Evandro Leitão, obteve vitória por um fio, com 50,38% dos votos contra o bolsonarista André Fernandes, do Partido Liberal.
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Egressa de mestrado em CZS obtém prêmio de pós-graduação — Universidade Federal do Acre
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1 de setembro de 2026A engenheira agrônoma Mirian Soares de Amorim, aluna egressa do curso de Agronomia e do mestrado em Ciências Ambientais, do campus Floresta da Ufac, em Cruzeiro do Sul, obteve o 2º lugar na categoria Pós-Graduação do 5º Prêmio Margarida Alves de Estudos sobre Ruralidades e Feminismos, cujo resultado final foi divulgado em 17 de março. O evento foi promovido pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar.
O estudo destaca a articulação entre a transição agroecológica e a igualdade de gênero, enfatizando o papel central das mulheres rurais, ribeirinhas e agricultoras na preservação da agrobiodiversidade e na soberania alimentar na Amazônia. No mestrado, sob orientação do professor Kleber Andolfato de Oliveira, Mirian também aprofundou investigações sobre o desenvolvimento sustentável e o papel das populações rurais no manejo dos ecossistemas amazônicos.
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Ufac consolida criação do curso de Farmácia com 50 vagas — Universidade Federal do Acre
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31 de agosto de 2026O reitor da Ufac, Josimar Ferreira, reuniu-se com membros da comissão responsável pela proposta de criação do curso de Farmácia. O encontro ocorreu nesta segunda-feira, 31, na sala de reuniões da Reitoria, visando consolidar o Projeto Político-Pedagógico da nova graduação, além de homenagear, com a entrega, pela Federação Nacional dos Farmacêuticos (Fenafar), de Menção Honrosa ao reitor e a pessoas cujo empenho culminou na abertura do curso.
A iniciativa faz parte do programa Universidades Transformadoras, pactuada com o Ministério da Educação (MEC). O curso prevê a oferta de 50 vagas para estudantes e liberação de 11 códigos de vagas para professores. A aula inaugural e início das atividades acadêmicas estão previstos entre 2028 e 2029.
“Esse é um curso que se assenta fortemente na demanda de conhecer os bioativos da floresta amazônica e transformar esse conhecimento em riqueza, patentes, inovação e qualidade de vida para a sociedade”, disse Josimar Ferreira. Além disso, ele ressaltou a necessidade de conectar o novo curso às estruturas já consolidadas da Ufac, otimizando disciplinas e espaços curriculares em conjunto com as áreas de saúde e química.
A presidente da comissão de criação do curso, Andréia Andrade, lembrou que o projeto começou em 2011. “Hoje nos reunimos com a perspectiva de viabilizar a abertura do curso diante do que já temos na instituição. Nosso objetivo é ofertar uma formação generalista, com investimento otimizado na estrutura existente e com forte inserção na pesquisa e extensão, aproveitando a nossa biodiversidade e criando caminho para futuros programas de pós-graduação.”
Também participaram da reunião representantes externos da categoria profissional, como a ex-conselheira federal, membro da comissão e diretora de Relações Institucionais da Fenafar, Isabela de Oliveira Sobrinho. “Acompanhei a busca por esse projeto pedagógico desde o início e ver essa etapa final é um avanço enorme”, pontuou. “É um trabalho a muitas mãos para trazer o melhor para a Ufac. Trata-se de um curso de grande magnitude, focado em tecnologias de medicamentos e em pesquisas com nossas plantas nativas para gerar qualidade de vida à população.”
(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)
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Seminário na Ufac debate formação em enfermagem obstétrica — Universidade Federal do Acre
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28 de agosto de 2026A Ufac sediou o seminário Desafios Atuais na Formação para a Prática da Enfermagem Obstétrica, que ocorreu nesta sexta-feira, 28, na sala dos Colegiados, campus-sede. O encontro reuniu professores, pesquisadores, gestores e profissionais de saúde para debater a reestruturação do modelo de assistência ao parto e ao nascimento, o fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS) e a interiorização da qualificação profissional no Estado.
O evento integra um projeto nacional, composto por uma rede de 40 instituições de ensino superior articuladas para formar mais de 700 enfermeiras obstétricas pelo país, com foco prioritário nas regiões do interior. No Acre, o programa abrange turmas de especialização e residência voltadas para profissionais atuantes nas regionais do Alto Acre, Alto Purus, Baixo Acre, Tarauacá-Envira e Juruá.
“A Ufac cumpre o seu papel social ao ampliar a formação e capacitar profissionais que atuam em um momento tão ímpar quanto o nascimento de uma criança”, disse o reitor Josimar Ferreira. “Contamos com alunos de todas as regionais. Isso gera um efeito multiplicador: o profissional capacitado coordena equipes locais e eleva diretamente a qualidade do atendimento prestado à população pelo SUS.”
A coordenadora das formações no Estado e professora da Ufac, Sheley Borges, destacou a necessidade de repensar a prática profissional para garantir um cuidado humanizado e seguro. “A intencionalidade da nossa formação é reduzir a mortalidade materna e neonatal e alcançar as mulheres em uma dimensão em que sejam respeitadas. Queremos garantir que as escolhas não ocorram por medo, como optar por uma cesariana sem compreender que é uma cirurgia de grande porte.”
A coordenadora nacional do curso de especialização em Enfermagem Obstétrica da Rede Alyne, vinculada à Universidade Federal de Minas Gerais, Kleyde Ventura, ressaltou a relevância estratégica da parceria com a Ufac. “No Acre, vivemos uma condição muito especial, pois, com exceção de uma aluna, todas as especializadas são do interior. Estamos interiorizando e descentralizando os modos de formar, abordando o trabalho multiprofissional e a articulação de redes para garantir assistência de qualidade e direitos assegurados.”
Também participaram do seminário o promotor de Justiça do MP-AC, Gláucio Oshiro; o coordenador do curso de Enfermagem da Ufac, João Francalino; e o epidemiologista Serafim Salgado, coordenador das metodologias aplicadas no programa de formação.
(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)
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