Uma estudante grávida durante um protesto para exigir uma ação global contra as mudanças climáticas como parte do movimento “Sextas-feiras pelo Futuro” no Rio de Janeiro, Brasil, em 15 de março de 2019. SERGIO MORAES / REUTERS
Há dez anos, aos 16 anos, Maiara Aparecida tornou-se mãe. “Eu era uma criança, com uma criança nos braços”resume esta jovem magra, moradora do Complexo do Salgueiro, um conjunto de favelas em São Gonçalo, subúrbio pobre do Rio de Janeiro. Assim como ela, 286 mil adolescentes brasileiras engravidaram no primeiro semestre de 2014. Uma década depois, o número de meninas menores de idade que deram à luz caiu mais da metade, para 141 mil no mesmo período de 2024. Pela primeira vez. , os números do gigante sul-americano (43,6 crianças por 1.000 meninas adolescentes em 2022, segundo o Banco Mundial, os dados mais recentes disponíveis) estão próximos da média global (41,9 crianças por 1.000 raparigas adolescentes em 2022).
“Também conseguimos reduzir pela metade a gravidez entre meninas de 10 a 14 anos (2,01 crianças por 1.000 meninas, em comparação com 3,52 há dez anos)o que nunca havíamos conseguido fazer »comemora Denise Leite Maia Monteiro, diretora da Associação Brasileira de Obstetrícia e Ginecologia da Infância e Adolescência (Sogia). Entre os fatores explicativos, encontramos o fato de que “Os pais estão levando as filhas ao ginecologista cada vez mais cedo, dos 10 aos 12 anos”observa esse profissional. Outra possível explicação é o aumento do nível médio de escolaridade. Em 2022, o país ultrapassou pela primeira vez a marca de 50% de concluintes do ensino médio – a proporção era de 54,5% em 2023. “As meninas que estudam podem começar a ter outros horizontes além de serem donas de casa”artista Mmeu Monteiro.
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No dia 28 de março de 2026, foi realizada a Cerimônia do Jaleco da turma XVII do curso de Nutrição da Universidade Federal do Acre. O evento simbolizou o início da trajetória acadêmica dos estudantes, marcando um momento de compromisso com a ética, a responsabilidade e o cuidado com a saúde.
A Ufac realizou a aula inaugural da turma especial do mestrado profissional em Ensino de Ciência e Matemática (MPCIM) no município de Epitaciolândia (AC), também atendendo moradores de Brasileia (AC) e Assis Brasil (AC). A oferta dessa turma e outras iniciativas de interiorização contam com apoio de emenda parlamentar da deputada federal Socorro Neri (PP-AC). A solenidade ocorreu na sexta-feira, 27.
O evento reuniu professores, estudantes e representantes da comunidade local. O objetivo da ação é expandir e democratizar o acesso à pós-graduação no interior do Estado, contribuindo para o desenvolvimento regional e promovendo a formação de recursos humanos qualificados, além de fortalecer a universidade para além da capital.
A pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação, Margarida Lima Carvalho, ressaltou que a oferta da turma nasceu de histórias, compromissos e valores ao longo do tempo. “Hoje não estamos apenas abrindo uma turma. Estamos abrindo caminhos, sonhos e futuros para o interior do Acre, porque quando o compromisso atravessa gerações, ele se transforma em legado. E o legado transforma vidas.”
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