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No Brasil, segundo turno das eleições municipais vê a direita moderada prevalecer

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O segundo turno das eleições municipais no Brasil terminou, domingo, 27 de outubro, com uma grande vitória da direita moderada, em detrimento dos candidatos de extrema direita, apoiados por Jair Bolsonaro, e da esquerda do presidente Lula, que sofreu nova derrota .

Um dos representantes desta direita moderada, Ricardo Nunes, foi reeleito com folga em São Paulo, a maior metrópole da América Latina, com mais de 59% dos votos, enfrentando o candidato de esquerda Guilherme Boulos. “O equilíbrio venceu face ao extremismo”declarou Nunes após sua vitória.

Durante esta eleição contestada dois anos antes da eleição de 2026, “os grandes vencedores são os partidos de centro e centro-direita”resume à Agence France-Presse Leandro Gabiati, cientista político e diretor da consultoria Dominium. “Não foi uma eleição para forasteiros, mas para representantes da política tradicional”ele insiste.

Uma vitória mista

O Partido Liberal (PL) de Bolsonaro disputou o segundo turno em nove das vinte e seis capitais brasileiras, mas venceu apenas duas, Cuiabá (Centro-Oeste) e Aracaju (Nordeste). O PL eleva assim o total para quatro, com Maceió (Nordeste) e Rio Branco (Norte), venceu no primeiro turno, no dia 6 de outubro.

“Por um lado, Bolsonaro pode comemorar o fato de seu partido ter obtido bons resultados, mas por outro lado, foram derrotados candidatos com perfil mais ideológico e que ele apoiou fortemente durante a campanha”explica o Sr. Gabiati.

É o caso, por exemplo, de Bruno Engler, derrotado no segundo turno no domingo pelo centrista cessante Fuad Noman em Belo Horizonte, a terceira cidade mais populosa do país. Na cidade amazônica de Belém (Norte), que sediará a conferência climática COP30 da ONU em 2025, o bolsonarista Eder Mauro, um notório cético climático, também foi derrotado por Igor Normando (centro-direita).

Preservar Lula

O Partido dos Trabalhadores (PT) de Luiz Inácio Lula da Silva salvou a honra em Fortaleza, a cidade mais populosa do Nordeste, com a vitória muito estreita de Evandro Leitão contra o candidato bolsonarista André Fernandes. Será a única capital governada pelo PT nos próximos anos, mas a derrota continua menos severa que a de 2020, quando o partido não ganhou nenhuma. O presidente Lula viajou especialmente a Fortaleza para apoiar seu candidato entre os dois turnos.

Na reta final da campanha, porém, ele permaneceu em Brasília por motivos de saúde. O chefe de Estado, que completa 79 anos no domingo, sofreu um acidente doméstico há uma semana, ao bater na nuca durante uma queda na sanita.

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“O PT decidiu não envolver muito Lula na campanha para preservá-lo e evitar ser responsabilizado em caso de fracasso de determinados candidatos”diz Geraldo Monteiro, professor de ciência política da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ).

“Líder com nozes”

Jair Bolsonaro, por sua vez, foi criticado pelo fraco investimento na campanha de Ricardo Nunes, embora apoiado pelo seu partido, o PL. O influente pastor evangélico Silas Malafaia chamou o ex-presidente de extrema direita de “covarde” e de “líder maluco”.

No primeiro turno em São Paulo, o eleitorado bolsonarista ficou dividido, com alguns preferindo o perfil ultraprovocativo e antissistema de Pablo Marçal, que por pouco não conseguiu se classificar para o segundo turno.

A vitória de Ricardo Nunes é em grande parte atribuída ao governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, cotado para representar a direita nas próximas eleições presidenciais de 2026. Este último é um ex-ministro de Bolsonaro, inelegível até 2030 por ataques sem provas contra o sistema eleitoral, mesmo que ainda espere que esta condenação seja anulada.

“Na política, o poder não pode ficar vago. E hoje, Bolsonaro não tem condições de disputar as eleições presidenciais, por isso é normal que estejamos a assistir ao surgimento de outros líderes à direita, como Tarcísio de Freitas ou Marçal”diz Leandro Gabiati. Lula, por sua vez, ainda deixa dúvidas sobre uma possível tentativa de reeleição para um quarto mandato.

Leia também | Artigo reservado para nossos assinantes Em São Bernardo do Campo, esquerda de Lula declina com a indústria

O mundo com AFP

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Fundape tem nova sede inaugurada no campus da Ufac na capital — Universidade Federal do Acre

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Fundape tem nova sede inaugurada no campus da Ufac na capital-interna.jpg

A reitora da Ufac, Guida Aquino, participou da solenidade de inauguração da nova sede da Fundação de Apoio e Desenvolvimento ao Ensino, Pesquisa e Extensão Universitária no Acre (Fundape), da qual ela é presidente do Conselho Curador. O evento ocorreu nesta sexta-feira, 26, no campus-sede, local em que se localiza o espaço administrativo e operacional da fundação.

Guida destacou a importância da Fundape para a Ufac e para outras instituições da Região Norte. Para ela, a fundação passou por um processo de fortalecimento nos últimos anos. “A Fundape hoje nos faz realizar, na verdade, todas as parcerias de formação de docentes, de ensino, de pesquisa, de extensão, de inovação”, afirmou.

Segundo a reitora, a fundação ampliou sua atuação para além do Acre, atendendo também instituições de Rondônia, Amapá e Roraima. “Olha a grandeza disso. E nós, enquanto Universidade Federal do Acre, temos que nos orgulhar”, pontuou.

O diretor-presidente da Fundape, Ismar Bernardo de Araújo, disse que a inauguração da sede própria representa uma conquista construída com dedicação, trabalho em equipe e visão de futuro. “Hoje não celebramos apenas a abertura de um novo espaço físico; celebramos uma conquista construída com dedicação, trabalho em equipe, visão de futuro e confiança.”

Ismar lembrou que a Fundape foi instituída em 22 de junho de 1998 e completa 28 anos em 2026. Atualmente, a fundação conta com 38 colaboradores, representa quatro universidades federais, três institutos federais e um hospital universitário, estando presente em quatro Estados da região Norte.

Membro fundador da Fundape e pró-reitor de Planejamento da Ufac, Alexandre Hid, relembrou a criação da fundação e os desafios enfrentados ao longo da trajetória institucional. “Hoje a fundação está aí forte e firme para maiores e melhores desafios.”

Fundape tem nova sede inaugurada no campus da Ufac na capital-interna-2.jpg

Também participaram da solenidade a reitora da Unir, Marília Pimentel; o procurador-geral adjunto para Assuntos Administrativos e Institucionais do MP-AC, Carlos Roberto da Silva Maia, representando o procurador-geral Oswaldo Lima Neto; o diretor técnico da Fundape, Camilo Gouveia; o diretor administrativo-financeiro da Fundape, Dionel de Araújo; Gemil Júnior, suplente do senador Alan Rick (Republicanos-AC); a pró-reitora de Inovação, Pesquisa e Pós-Graduação do Ifac, Alana Chocorosqui, representando o reitor Fábio Storch; o ex-reitor da Ufac, Minoru Kinpara; além de dirigentes, coordenadores de projetos, colaboradores e representantes de instituições parceiras.

 



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Seminário na Ufac tematiza planejamento e governança pública — Universidade Federal do Acre

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Seminário na Ufac tematiza planejamento e governança pública — Universidade Federal do Acre

O programa de pós-graduação em Planejamento e Governança Pública, da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), no âmbito do mestrado interinstitucional para técnico-administrativos da Ufac e do Instituto Federal do Acre (Ifac), realiza o 12º Seminário de Boas Práticas em Planejamento e Governança Pública, de 14 a 16 de julho, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede da Ufac. As inscrições são gratuitas e estão abertas até 16 de julho, por meio online.

O evento será transmitido pelo YouTube e terá como tema “Governança, Políticas Públicas e Desenvolvimento Regional na Amazônia: Desafios Estruturais para o Acre”, propondo um debate sobre questões territoriais, sociais, ambientais, urbanas, institucionais e econômicas que atravessam a realidade amazônica e acreana.

A programação científica será organizada em quatro eixos temáticos: governança urbana, mobilidade e direito à cidade na Amazônia; infraestrutura, saneamento e resiliência em contextos de enchentes e queimadas; governança ambiental, desenvolvimento sustentável e capacidade estatal na Amazônia; e educação e empreendedorismo na Amazônia.

O seminário tem como público-alvo a comunidade universitária e gestores públicos, contando com a participação de autoridades locais, pesquisadores da UTFPR, docentes da Ufac e do Ifac, bem como especialistas convidados de diferentes áreas.

 



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Estudo indica limitações de conhecimento sobre leishmaniose — Universidade Federal do Acre

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A Ufac é parceira em pesquisa desenvolvida no município de Sena Madureira (AC), a qual identificou limitações no conhecimento sobre a leishmaniose cutânea entre pacientes e profissionais da saúde, além de barreiras geográficas e estruturais que dificultam o acesso ao diagnóstico e ao tratamento precoce em áreas rurais endêmicas.

Os resultados do estudo foram publicados, em maio, na revista eletrônica “Acervo Saúde”, vol. 26(5), com o título “Leishmaniose Cutânea na Amazônia Ocidental: Lacunas no Conhecimento e Barreiras de Acesso Assistencial em Áreas Endêmicas”. O artigo tem coautoria de pesquisadores da Ufac.

A pesquisa foi realizada com 50 pacientes com suspeita clínica de leishmaniose cutânea e 51 agentes de saúde, sendo 63% agentes comunitários de saúde e 37% agentes de combate às endemias.

“Em nosso trabalho, identificamos que tanto os profissionais da saúde quanto os pacientes possuem informações limitadas sobre a doença. Conhecer as limitações para acesso ao diagnóstico e tratamento precoce é uma das principais estratégias para a implementação de programas de controle e de educação em saúde que contemplem o perfil epidemiológico e social das populações de áreas endêmicas”, disse o autor do estudo, Leandro Siqueira de Souza, do Instituto Oswaldo Cruz (IOC).

A região Norte é responsável por mais da metade dos casos da doença no Brasil; o Acre conta com mais de 11 mil casos notificados na última década. Em 2025, os municípios acreanos de Xapuri, Marechal Thaumaturgo, Assis Brasil, Sena Madureira e Brasileia foram classificados pelo Ministério da Saúde como áreas de risco intenso para transmissão da doença.

“A região amazônica é uma área endêmica para a leishmaniose cutânea, uma doença negligenciada que afeta principalmente populações de comunidades tradicionais”, contou o pesquisador Reginaldo Peçanha Brazil, do IOC. “Conhecer as limitações no conhecimento tanto dos pacientes como de profissionais da saúde de áreas endêmicas é fundamental para o sistema de saúde do Estado do Acre e para o controle mais efetivo da doença.”

A investigação integra um projeto de pesquisa coordenado por Brazil. Além da Ufac, são parceiros na pesquisa a Universidade Federal de Minas Gerais, a Universidade de Brasília, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade e a Secretaria de Estado de Saúde do Acre.

Pela Ufac, são coautores do artigo os pesquisadores Andréia Luísa Peixinho da Silva Guimarães, Francisca Alana Costa de Souza, Marcos Bruno Zacarias Campelo, Breno Kalyl Freitas Nascimento, Andreia Fernandes Brilhante e Francisco Glauco de Araújo Santos. Os estudos contam com financiamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e apoio de instituições parceiras.

 



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