ACRE
No campo de Yarmouk, o futuro dos palestinos da Síria em frangalhos
PUBLICADO
2 anos atrásem
Edifícios fantasmagóricos cercam o pequeno cemitério de mártires no campo de refugiados palestinos de Yarmouk, na periferia sul de Damasco. As lápides foram todas vandalizadas. Fátima Chihabi move-se lentamente entre os escombros, com a nora no braço. A palestina de 65 anos só sabe que seu filho está enterrado perto do sobrinho. “Ele não tem lápide. Enterramos ele às pressas em 20 de novembro de 2012 e nunca mais voltamos”disse a velha senhora, com a cabeça coberta por um véu branco, com grandes olhos azuis devorando um rosto emaciado, marcado pela privação.
Seu filho tinha 30 anos, esposa e dois filhos, quando desapareceu após deixar o acampamento. “Recebi um telefonema informando que ele havia sido levado ao hospital 601 (um local de tortura da Força Aérea do Exército Sírio). Um vizinho o reconheceu no hospital e me disse para ir buscá-lo. Seus órgãos foram roubados. Oramos a Deus para nos vingar e, graças a Deus, isso aconteceu.”consola Fátima, abençoando a queda do antigo ditador, Bashar Al-Assad, em 8 de dezembro.
“Uma segunda Nakba”
Desde a reconquista de Yarmouk em 2018 pelos homens da 4ª divisão, uma unidade de elite comandada por Maher Al-Assad, irmão do presidente deposto, os soldados sírios estacionados na barragem anexa ao cemitério proibiram qualquer pessoa de se aproximar dela. “Eles quebraram as sepulturas. Alguns deles acolhem os “mártires” que morreram nos combates em Beirute em 1982, durante a invasão israelita. O guarda do cemitério foi raptado pelo regime em 2018, desde então não há notícias dele”.lembra Nafez Abou Yaara, mudou-se para o subúrbio de Nahr Aïche.
Você ainda tem 77,85% deste artigo para ler. O restante é reservado aos assinantes.
Relacionado
VOCÊ PODE GOSTAR
ACRE
Eventos da Ufac em CZS discutem ciências ambientais e agrárias — Universidade Federal do Acre
PUBLICADO
2 dias atrásem
11 de setembro de 2026O programa de pós-graduação em Ciências Ambientais e o programa de educação tutorial (PET) de Agronomia, do campus Floresta da Ufac, promovem, de 16 a 19 de novembro, o 5º Simpósio de Ciências Ambientais da Amazônia Sul Ocidental e o 2º Simpósio de Ciências Agrárias do Vale do Juruá. As inscrições estão abertas online para submissão de trabalhos até 20 de setembro; e para estudantes, profissionais da área e público em geral até 20 de novembro.
Os eventos reúnem alunos, pesquisadores e profissionais do setor para debater soluções socioambientais e inovações para o desenvolvimento sustentável na região. E segundo os organizadores, consolidam-se como um fórum estratégico de integração interdisciplinar na Amazônia Ocidental, promovendo a difusão de pesquisas científicas, o intercâmbio de experiências práticas e o fortalecimento de redes de conhecimento voltadas à conservação ambiental e ao avanço das ciências ambientais e agrárias.
Relacionado
ACRE
Pesquisa da Ufac é premiada em Congresso Brasileiro de Sementes — Universidade Federal do Acre
PUBLICADO
4 dias atrásem
10 de setembro de 2026Pesquisadores de programas de pós-graduação (PPGs) da Ufac conquistaram o prêmio de melhor trabalho na categoria Mestrado durante o 23º Congresso Brasileiro de Sementes, realizado de 25 a 28 de agosto, em Foz do Iguaçu (PR), e promovido pela Associação Brasileira de Tecnologia de Sementes. O estudo trata de uma técnica baseada no uso de ultrassom para acelerar a germinação e o crescimento de mudas.
A autora principal é a mestranda Lívia Brito, com a colaboração de Ítalo Ribeiro, Rayane de Oliveira, João dos Santos, Janaína Alencar, Evandro Ferreira e Luis Maggi, que integram os PPGs em Ciência, Inovação e Tecnologia para a Amazônia; Biodiversidade e Biotecnologia; Produção Vegetal e Ciência Florestal, além do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa).
O trabalho avaliou os impactos do ultrassom na espécie arbórea conhecida popularmente como bordão-de-velho ou sete-cascas. A planta possui valor econômico para alimentação humana e animal, além de potencial para projetos de reflorestamento. Contudo, a produção de mudas enfrenta barreiras devido ao seu revestimento, uma rigidez na casca da semente que dificulta a entrada de água e atrasa a germinação.
Os testes conduzidos no Laboratório de Biofísica da Ufac/Bionorte demonstraram que a aplicação de ultrassom com determinada frequência e intensidade pelo período de cinco minutos aumentou o percentual e a velocidade do processo de germinação. A tecnologia é pioneira no país, sem registros anteriores de aplicação em escala industrial no Brasil.
Segundo Lívia, a expectativa da equipe é estender a metodologia a outras culturas agrícolas e espécies nativas, sobretudo as ameaçadas de extinção. A investigação também abrange experimentos com a castanha-do-brasil, apontando dados preliminares de que doses específicas de ultrassom podem elevar os teores de proteína bruta e nitrogênio total nas plantas.
A comitiva da Ufac no congresso contou ainda com outras apresentações. Ítalo Ribeiro expôs os efeitos da técnica no crescimento inicial da ‘Apuleia leiocarpa’, espécie moveleira sob ameaça de extinção; Ronald Antônio Nascimento de Souza apresentou resultados aplicados a sementes de sangue-de-dragão e moringa; e o professor e orientador Luis Eduardo Maggi apresentou um software em desenvolvimento projetado para estimar com precisão a quantidade de energia acústica aplicada sobre as sementes.
(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)
Relacionado
Notícias
publicado:
09/09/2026 10h59,
última modificação:
09/09/2026 11h03
As inscrições são gratuitas e estão abertas no site do 5º Simeco.
Warning: Undefined variable $user_ID in /home/u824415267/domains/acre.com.br/public_html/wp-content/themes/zox-news/comments.php on line 48
You must be logged in to post a comment Login