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no julgamento da rue d’Aubagne, retorno sobre os múltiplos alertas dos inquilinos

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As primeiras audiências sobre as alegadas responsabilidades no desabamento, em 5 de novembro de 2018, de dois edifícios no centro histórico de Marselha delinearam muito rapidamente os contornos de um julgamento que se revela muito técnico, mas acompanhado de uma emoção terrível. O vocabulário por vezes abstruso dos técnicos responde regularmente aos testemunhos deixados pelos ocupantes.

Como este vídeo filmado por um inquilino, sete minutos antes da tragédia. Antes de sair do prédio, filmou, para mostrar ao síndico, os vãos de vários centímetros entre as portas e seus caixilhos, a abertura de frestas, o rompimento dos azulejos, as fissuras sinistras. Ouvimos batidas surdas dos ocupantes presos nos seus alojamentos, onde não conseguirão abrir a porta. “Aí está, está desmoronando”ouvimos o ocupante dizer ao sair do prédio quando o processo de desabamento já começou. “Este é o último testemunho do edifício antes do seu colapso”disse o presidente do tribunal, Pascal Gand, para quebrar o silêncio arrepiante que acompanhou esta projeção nas telas do tribunal.

“Todas as luzes estavam vermelhas e nada poderia impedir o fenômeno do colapso” : autores de um relatório encomendado pelos juízes de instrução nomeadamente para estabelecer o cenário do desabamento, dois juristas, o arquitecto Fabrice Mazaud e o engenheiro Henri de Lépinay, detalharam os detalhes perante o tribunal criminal durante dois dias numa contagem regressiva inexorável que resultou na morte de oito ocupantes de 65 – 63 anos estava desocupado, abandonado. O colapso destes dois edifícios com 350 anos – foram erguidos entre 1666 e 1682, no que era então apenas um subúrbio da cidade – tornou-se “inevitável, inevitável” a partir de 23 de outubro de 2018, dizem eles. Eles desabaram dentro das fachadas, “plano” e sem ruído, segundo as poucas testemunhas.

Erro de diagnóstico

Apresentação em PowerPoint como apoio, os especialistas descrevem uma flacidez das vigas, das vigas do piso, enfraquecidas por danos repetidos pela água, divisórias tornando-se resistentes, com a consequência “uma cascata de descidas de carga” de 5e chão até o teto do térreo. Sinal de alerta, uma divisória localizada na entrada do prédio estava deformada. “A parede está esburacada, cheia de rachaduras preocupantes. Antes que o desastre aconteça, é urgente vir ver”escreveu uma das oito vítimas ao administrador. O alerta justificará, no dia 18 de outubro de 2018, a abertura de procedimento de perigo grave e iminente. Nesse dia, o arquitecto Richard Carta, nomeado pelo tribunal administrativo a pedido da Câmara Municipal de Marselha, irá discutir problemas devidos à presença de exaustor nas instalações do rés-do-chão. Erro de diagnóstico, determinaram os especialistas. No banco dos réus, Richard Carta escuta atentamente enquanto espera desenvolver sua defesa.

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Egressa de mestrado em CZS obtém prêmio de pós-graduação — Universidade Federal do Acre

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Mirian Soares de Amorim.jpeg

A engenheira agrônoma Mirian Soares de Amorim, aluna egressa do curso de Agronomia e do mestrado em Ciências Ambientais, do campus Floresta da Ufac, em Cruzeiro do Sul, obteve o 2º lugar na categoria Pós-Graduação do 5º Prêmio Margarida Alves de Estudos sobre Ruralidades e Feminismos, cujo resultado final foi divulgado em 17 de março. O evento foi promovido pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar.

O estudo destaca a articulação entre a transição agroecológica e a igualdade de gênero, enfatizando o papel central das mulheres rurais, ribeirinhas e agricultoras na preservação da agrobiodiversidade e na soberania alimentar na Amazônia. No mestrado, sob orientação do professor Kleber Andolfato de Oliveira, Mirian também aprofundou investigações sobre o desenvolvimento sustentável e o papel das populações rurais no manejo dos ecossistemas amazônicos.



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Ufac consolida criação do curso de Farmácia com 50 vagas — Universidade Federal do Acre

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Curso de Farmácia-entrega de Menção Honrosa (2).jpg

O reitor da Ufac, Josimar Ferreira, reuniu-se com membros da comissão responsável pela proposta de criação do curso de Farmácia. O encontro ocorreu nesta segunda-feira, 31, na sala de reuniões da Reitoria, visando consolidar o Projeto Político-Pedagógico da nova graduação, além de homenagear, com a entrega, pela Federação Nacional dos Farmacêuticos (Fenafar), de Menção Honrosa ao reitor e a pessoas cujo empenho culminou na abertura do curso.

A iniciativa faz parte do programa Universidades Transformadoras, pactuada com o Ministério da Educação (MEC). O curso prevê a oferta de 50 vagas para estudantes e liberação de 11 códigos de vagas para professores. A aula inaugural e início das atividades acadêmicas estão previstos entre 2028 e 2029.

“Esse é um curso que se assenta fortemente na demanda de conhecer os bioativos da floresta amazônica e transformar esse conhecimento em riqueza, patentes, inovação e qualidade de vida para a sociedade”, disse Josimar Ferreira. Além disso, ele ressaltou a necessidade de conectar o novo curso às estruturas já consolidadas da Ufac, otimizando disciplinas e espaços curriculares em conjunto com as áreas de saúde e química.

A presidente da comissão de criação do curso, Andréia Andrade, lembrou que o projeto começou em 2011. “Hoje nos reunimos com a perspectiva de viabilizar a abertura do curso diante do que já temos na instituição. Nosso objetivo é ofertar uma formação generalista, com investimento otimizado na estrutura existente e com forte inserção na pesquisa e extensão, aproveitando a nossa biodiversidade e criando caminho para futuros programas de pós-graduação.”

Também participaram da reunião representantes externos da categoria profissional, como a ex-conselheira federal, membro da comissão e diretora de Relações Institucionais da Fenafar, Isabela de Oliveira Sobrinho. “Acompanhei a busca por esse projeto pedagógico desde o início e ver essa etapa final é um avanço enorme”, pontuou. “É um trabalho a muitas mãos para trazer o melhor para a Ufac. Trata-se de um curso de grande magnitude, focado em tecnologias de medicamentos e em pesquisas com nossas plantas nativas para gerar qualidade de vida à população.”

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)



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Seminário na Ufac debate formação em enfermagem obstétrica — Universidade Federal do Acre

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Seminário enfermagem obstétrica (2).jpg

A Ufac sediou o seminário Desafios Atuais na Formação para a Prática da Enfermagem Obstétrica, que ocorreu nesta sexta-feira, 28, na sala dos Colegiados, campus-sede. O encontro reuniu professores, pesquisadores, gestores e profissionais de saúde para debater a reestruturação do modelo de assistência ao parto e ao nascimento, o fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS) e a interiorização da qualificação profissional no Estado.

O evento integra um projeto nacional, composto por uma rede de 40 instituições de ensino superior articuladas para formar mais de 700 enfermeiras obstétricas pelo país, com foco prioritário nas regiões do interior. No Acre, o programa abrange turmas de especialização e residência voltadas para profissionais atuantes nas regionais do Alto Acre, Alto Purus, Baixo Acre, Tarauacá-Envira e Juruá.

“A Ufac cumpre o seu papel social ao ampliar a formação e capacitar profissionais que atuam em um momento tão ímpar quanto o nascimento de uma criança”, disse o reitor Josimar Ferreira. “Contamos com alunos de todas as regionais. Isso gera um efeito multiplicador: o profissional capacitado coordena equipes locais e eleva diretamente a qualidade do atendimento prestado à população pelo SUS.”

A coordenadora das formações no Estado e professora da Ufac, Sheley Borges, destacou a necessidade de repensar a prática profissional para garantir um cuidado humanizado e seguro. “A intencionalidade da nossa formação é reduzir a mortalidade materna e neonatal e alcançar as mulheres em uma dimensão em que sejam respeitadas. Queremos garantir que as escolhas não ocorram por medo, como optar por uma cesariana sem compreender que é uma cirurgia de grande porte.”

A coordenadora nacional do curso de especialização em Enfermagem Obstétrica da Rede Alyne, vinculada à Universidade Federal de Minas Gerais, Kleyde Ventura, ressaltou a relevância estratégica da parceria com a Ufac. “No Acre, vivemos uma condição muito especial, pois, com exceção de uma aluna, todas as especializadas são do interior. Estamos interiorizando e descentralizando os modos de formar, abordando o trabalho multiprofissional e a articulação de redes para garantir assistência de qualidade e direitos assegurados.”

Também participaram do seminário o promotor de Justiça do MP-AC, Gláucio Oshiro; o coordenador do curso de Enfermagem da Ufac, João Francalino; e o epidemiologista Serafim Salgado, coordenador das metodologias aplicadas no programa de formação.

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)



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