NOSSAS REDES

ACRE

No leste da RDC, o M23 está a expandir-se e a recrutar para administrar os territórios conquistados, segundo a ONU

PUBLICADO

em

Soldados das forças armadas da RDC perto da linha da frente e da cidade de Kibirizi, controlada pela rebelião M23, na província do Kivu do Norte, em maio de 2024.

O M23, um grupo armado apoiado pelo Ruanda, continua a sua «expansão territorial» no leste do República Democrática do Congo (RDC) apesar do cessar-fogo, os rebeldes estão a expandir o recrutamento de combatentes e executivos para administrar os territórios conquistados, de acordo com um relatório de peritos da ONU publicado quarta-feira, 8 de janeiro.

Estes investigadores, mandatados pelo Conselho de Segurança da ONU, estimam no seu relatório semestral que o M23 (Movimento 23 de Março), apoiado por Kigali e o seu exército, continuou a “grandes avanços territoriais” nos últimos meses e reforçou a sua “controle sobre áreas ocupadas”.

Leia também | Artigo reservado para nossos assinantes No leste da RDC, centenas de milhares de pessoas deslocadas devido aos combates

Este relatório é publicado poucos dias depois de os rebeldes tomarem Masisi no sábado, uma cidade-chave e capital administrativa do território de Masisi, localizada a cerca de 80 quilómetros a norte de Goma, capital da província do Kivu do Norte. Ainda estavam em curso intensos combates na quarta-feira, com o exército congolês (FARDC) apoiado por uma miríade de milícias pró-Kinshasa que tentavam retomar a cidade de cerca de 40.000 habitantes.

“Violações flagrantes do cessar-fogo”

Desde Novembro de 2021, o M23 conquistou grandes extensões de território no leste da RDC, rico em recursos naturais e devastado por conflitos durante trinta anos. Um cessar-fogo foi assinado no final de julho, mas foi regularmente prejudicado no terreno. Washington denunciou segunda-feira “violações flagrantes do cessar-fogo” pelo M23 com a captura de Masisi.

Em Dezembro de 2024, uma cimeira em Luanda para reunir os presidentes congolês e ruandês, chefiada por Angola designada mediadora pela União Africana, terminou em fracasso devido à falta de acordo sobre as condições para a assinatura de um acordo de paz. Segundo especialistas da ONU, o último cessar-fogo foi inicialmente respeitado. Mas isso “relativa calma” nomeadamente permitiu que os rebeldes “reabastecer com armas”.

Leia também o relatório | Artigo reservado para nossos assinantes No leste da RDC, o jogo perigoso das autoridades com grupos armados

A rebelião também continuou “seu recrutamento voluntário e forçado, incluindo menores”segundo especialistas da ONU, milhares de novos recrutas dos territórios que controla e das províncias vizinhas que foram treinados nos seus campos militares. “Entre 25 de setembro e 31 de outubro de 2024, pelo menos 3.000 recrutas completaram a sua formação”sublinham os autores do relatório.

O M23 também estendeu “a formação de executivos administrativos civis para administrar localidades controladas”segundo especialistas. Sugerindo, segundo eles, que “o verdadeiro objectivo do M23 continua a ser a expansão territorial, a ocupação e a exploração a longo prazo dos territórios conquistados”.

O mundo com AFP

Reutilize este conteúdo



Leia Mais: Le Monde

Advertisement
Comentários

Warning: Undefined variable $user_ID in /home/u824415267/domains/acre.com.br/public_html/wp-content/themes/zox-news/comments.php on line 48

You must be logged in to post a comment Login

Comente aqui

ACRE

Ufac participa de lançamento de projeto na Resex Cazumbá-Iracema — Universidade Federal do Acre

PUBLICADO

em

Ufac participa de lançamento de projeto na Resex Cazumbá-Iracema — Universidade Federal do Acre

A Ufac participou do lançamento do projeto Tecendo Teias na Aprendizagem, realizado na reserva extrativista (Resex) Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira (AC). O evento ocorreu em 28 de março e reuniu representantes do poder público, comunidade acadêmica e moradores da reserva.

Com uma área de aproximadamente 750 mil hectares e cerca de 500 famílias, a Resex é território de preservação ambiental e de produção de saberes tradicionais. O projeto visa fortalecer a educação e promover a troca de conhecimentos entre universidade e comunidade.

O presidente da reserva, Nenzinho, destacou que a iniciativa contribui para valorizar a educação não apenas no ensino formal, mas também na qualidade da aprendizagem construída a partir das vivências no território. Segundo ele, a proposta reforça o papel da universidade na escuta e no reconhecimento dos saberes locais.

O coordenador do projeto, Rodrigo Perea, sintetizou a relação entre universidade e comunidade. “A floresta ensina, a comunidade ensina, os professores aprendem e a Ufac aprende junto.” 

Também estiveram presentes no lançamento os professores da Ufac, Alexsande Franco, Anderson Mesquita e Tânia Mara; o senador Sérgio Petecão (PSD-AC); o prefeito de Sena Madureira, Gerlen Diniz (PP); e o agente do ICMBio, Aécio Santos.
(Fhagner Silva, estagiário Ascom/Ufac)



Leia Mais: UFAC

Continue lendo

ACRE

Educação Física homenageia Norma Tinoco por pioneirismo na dança — Universidade Federal do Acre

PUBLICADO

em

Educação Física homenageia Norma Tinoco por pioneirismo na dança — Universidade Federal do Acre

 Os professores Jhonatan Gomes Gadelha e Shirley Regina de Almeida Batista, do curso de Educação Física da Ufac, realizaram a mostra de dança NT: Sementes de uma Pioneira, em homenagem à professora aposentada Norma Tinoco, reunindo turmas de bacharelado e licenciatura, escolas de dança e artistas independentes. O evento ocorreu na noite de 25 de março, no Teatro Universitário, campus-sede, visando celebrar a trajetória da homenageada pela inserção e legitimação da dança no curso.

Norma recebeu uma placa comemorativa pelos serviços prestados à universidade. Os alunos do curso, André Albuquerque (bacharelado) e Matheus Cavalcante (licenciatura) fizeram a entrega solene. Segundo os organizadores, os anos de dedicação da professora ao curso e seu pioneirismo jamais serão esquecidos.

“A ideia, que ganhou corpo e emoção ao longo de quatro atos, nasceu do coração de quem viveu de perto a influência da homenageada”, disse Jhonatan Gomes Gadelha, que foi aluno de Norma na graduação. Ele contou que a mostra surgiu de uma entrevista feita com ela por ocasião do trabalho dele de conclusão de curso, em 2015. “As falas, os ensinamentos e as memórias compartilhadas por Norma naquele momento foram resgatadas e transformadas em movimento”, lembrou.

Gadelha explicou que as músicas que embalaram as coreografias autorais foram criadas com o auxílio de inteligência artificial. “Um encontro simbólico entre a tradição plantada pela pioneira e as ferramentas do futuro. O resultado foi uma apresentação carregada de bagagem emocional, autenticidade e reverência à história que se contava no palco.”

Mostra em 4 atos

A professora de Educação Física, Franciely Gomes Gonçalves, também ex-aluna de Norma, foi a mestre de cerimônias e guiou o público por uma narrativa que comparava a trajetória da homenageada ao crescimento de uma árvore: “A Pioneira: A Raiz (ato I), “A Transformadora: O Tronco” (ato II), “O Legado: Os Frutos” (ato III) e “Homenagem Final: O reconhecimento” (ato IV).

O ato I trouxe depoimentos em vídeo e ao vivo, além de coreografias como “Homem com H” (com os 2º períodos de bacharelado e licenciatura) e “K Dance”, que homenageou os anos 1970. O ex-bolsista Kelvin Wesley subiu ao palco para saudar a professora. A escola de dança Adorai também marcou presença com as variações de Letícia e Rayelle Bianca, coreografadas por Caline Teodoro, e o carimbó foi apresentado pelo professor Jhon e pela aluna Kethelen.

O ato II contou com o depoimento ao vivo de Jhon Gomes, ex-aluno que seguiu carreira artística e acadêmica, narrando um momento específico que mudou sua trajetória. Ele também apresentou um solo de dança, seguido por coreografias da turma de licenciatura e uma performance de ginástica acrobática do 4º período.

No ato III foi exibido um vídeo em que os atuais alunos do curso de Educação Física refletiram sobre o que a dança significa em suas formações. As apresentações incluíram o Atelier Escola de Dança com “Entre o que Fica e o que Parte” (Ana Fonseca e Elias Daniel), o Estúdio de Artes Balancé com “Estrelas” (coreografia de Lucas Souza) e a Cia. de Dança Jhon Gomes, com outra versão de “Estrelas”. A escola Adorai retornou com “Sarça Ardente”, coreografada por Lívia Teodoro; os alunos do 2º período de bacharelado encerraram o ato.

No ato IV, após o ministério de dança Plenitude apresentar “Raridade”, música de Anderson Freire, a professora Shirley Regina subiu ao palco para oferecer palavras à homenageada. Em seguida, a mestre de cerimônias convidou Norma Tinoco a entrar em cena. Ao som de “Muda Tudo”, os alunos formaram um círculo ao redor da professora, cantando o refrão em coro.

//www.instagram.com/embed.js



Leia Mais: UFAC

Continue lendo

ACRE

I FÓRUM ESTADUAL "Autismo, Cultura, Mercado de Trabalho e Políticas Públicas no Acre."

PUBLICADO

em

I FÓRUM ESTADUAL "Autismo, Cultura, Mercado de Trabalho e Políticas Públicas no Acre."

09 e 10 de ABRIL
Local: Teatro Universitário da UFAC
11 de ABRIL
Local: Anfiteatro Garibaldi Brasil UFAC

Mais informações

 



Leia Mais: UFAC

Continue lendo

MAIS LIDAS