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No Líbano, UNIFIL alerta para conflito regional “catastrófico”

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A Força Interina das Nações Unidas no Líbano (UNIFIL), implantada no sul do país, alertou no sábado, 12 de outubro, sobre um conflito regional “catastrófico”enquanto o exército israelense luta contra o Hezbollah libanês e o Hamas palestino, aliados do Irã.

Pelo menos quinze pessoas foram mortas no sábado em ataques israelenses em três aldeias ao norte e ao sul de Beirute, fora dos redutos do Hezbollah pró-iraniano, informou o Ministério da Saúde libanês à noite.

A guerra em Gaza, desencadeada por um ataque sem precedentes do Hamas em 7 de outubro de 2023 em solo israelita, e a do Líbano são acompanhadas por uma escalada entre Israel e o Irão, com os líderes israelitas a ameaçarem retaliar um ataque iraniano de mísseis em 1é outubro.

Depois de enfraquecer o Hamas em Gaza, Israel transferiu a frente de guerra para o Líbano em Setembro, com o objectivo de afastar o Hezbollah das zonas fronteiriças e parar o lançamento de foguetes para permitir o regresso ao norte de Israel de cerca de 60.000 habitantes deslocados.

A frente aberta em Outubro de 2023 pelo Hezbollah contra Israel, em apoio ao Hamas, transformou-se em guerra aberta em 23 de Setembro com o início de intensos bombardeamentos israelitas contra redutos do Hezbollah no Líbano, matando em particular o líder do movimento, Hassan Nasrallah. O exército israelita lançou então uma ofensiva terrestre em 30 de Setembro no sul do Líbano.

Cinco soldados da paz feridos em quarenta e oito horas

“O conflito entre o Hezbollah e Israel não é apenas um conflito que envolve dois países. Muito em breve, poderá ser um conflito regional, com um impacto catastrófico para todos”disse a porta-voz da UNIFIL, Andrea Tenenti, à Agence France-Presse (AFP) no sábado.

Israel foi atacado na sexta-feira depois que a UNIFIL acusou tropas israelenses de atirar “repetidamente” et “deliberar” sobre suas posições. Cinco soldados da paz ficaram feridos em quarenta e oito horas, segundo a UNIFIL, cujas posições sofreram “muitos danos”de acordo com o Sr. Tenenti. O exército israelense disse que disparou na direção de um «ameaça».

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O presidente dos EUA, Joe Biden, pediu a Israel que parasse de atirar contra as forças da ONU no Líbano, enquanto seu homólogo francês, Emmanuel Macron, disse “inaceitável” que estes sejam direcionados “deliberadamente pelas forças israelenses”.

No sábado, pelo menos quarenta países, incluindo trinta e quatro contribuintes da UNIFIL, prestaram o seu apoio “completo” ao contingente da ONU e apelou à protecção das forças de manutenção da paz.

Moradores do sul do Líbano são instados a não retornar

Desde outubro de 2023, mais de 2.100 pessoas foram mortas no Líbano, incluindo mais de 1.200 desde 23 de setembro, segundo uma contagem da AFP baseada em números oficiais. A ONU registrou quase 700 mil pessoas deslocadas.

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O Ministério da Saúde libanês disse que nove pessoas foram mortas no sábado em ataques israelenses contra as aldeias de Maaysrah e Barja, ao norte e ao sul de Beirute, fora dos redutos do Hezbollah.

À noite, um ataque teve como alvo um mercado em Nabatiyé, no sul do Líbano, segundo a agência oficial libanesa ANI. O exército israelita apelou recentemente aos habitantes de vinte e cinco localidades, incluindo esta grande cidade, para se deslocarem para norte. No sábado, o exército israelita ordenou aos residentes do sul do Líbano que não regressassem ao país até novo aviso.

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320 projéteis disparados contra Israel durante Yom Kippur, diz exército

Após a intensificação, em 23 de setembro, dos ataques israelenses ao sul do Líbano, reduto do Hezbollah que faz fronteira com o norte de Israel, dezenas de milhares de famílias fugiram desta região, segundo a ONU.

O exército israelense anunciou, por sua vez, que o Hezbollah disparou cerca de 320 projéteis contra Israel durante o Yom Kippur, o dia mais sagrado do judaísmo, desde a noite de sexta-feira até o pôr do sol de sábado. Emmanuel Macron instou o Hezbollah a “pare imediatamente” ataques contra Israel, acrescentando que um cessar-fogo deve ser “implementar imediatamente” no Líbano.

Durante o Yom Kippur, o exército israelense também disse ter atingido 280 “alvos terroristas” no Líbano e na Faixa de Gaza.

Em Gaza, a região pilhada de Jabaliya

No sábado, o Presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, em visita a Beirute, denunciou a «crimes» de “regime sionista selvagem” no Líbano. Na véspera, o Irão repetiu que estava “pronto para defender a sua soberania”enquanto Israel prometeu ao seu inimigo jurado uma resposta “surpreendente” ao seu ataque em 1é outubro.

Na devastada e sitiada Faixa de Gaza, o exército israelita continuou a sua ofensiva, bombardeando principalmente a região de Jabaliya, no norte, onde acusa o Hamas de tentar reconstituir as suas forças. Israel também apelou aos residentes de uma área perto de Jabaliya para evacuarem.

O ataque do Hamas em 7 de outubro de 2023 levou à morte de 1.206 pessoas em Israel, a maioria civis, de acordo com uma contagem da AFP baseada em números oficiais israelenses e incluindo reféns que morreram ou foram mortos no cativeiro em Gaza. Pelo menos 42.175 palestinos foram mortos, a maioria civis, na ofensiva israelense em Gaza, segundo dados do ministério da saúde do governo do Hamas, considerados confiáveis ​​pela ONU.

O mundo com AFP

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Ufac retoma Semana Acadêmica de Física após 6 anos, com planetário — Universidade Federal do Acre

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Ufac retoma Semana Acadêmica de Física após 6 anos, com planetário — Universidade Federal do Acre

A Universidade Federal do Acre (Ufac) realiza até esta sexta-feira, 23, a 3ª Semana Acadêmica de Física, no prédio do curso, no campus-sede, em Rio Branco. Iniciado nessa segunda-feira, 19, o evento retoma as atividades presenciais da semana acadêmica após seis anos de interrupção, causada pela pandemia de covid-19 e pela reorganização do calendário universitário.

A programação tem atrações abertas ao público, como oficinas de astronomia, observação do Sol com telescópio e um planetário móvel, instalado no segundo andar do prédio de Física. Há ainda palestras, apresentações de pesquisas de estudantes e minicursos práticos de elaboração de material didático, física experimental, criação de mapas, processamento de dados e sismologia.

Organizada em três eixos temáticos, a semana é voltada aos estudantes da licenciatura e do bacharelado em Física e do curso de Física Aplicada às Ciências da Terra. Os primeiros dias tiveram debates e palestras sobre o ensino de física e a formação docente. Em seguida, a programação trata de física pura, como mecânica quântica, relatividade e física de partículas, e termina com geofísica, astronomia e fenômenos naturais.

Segundo o coordenador do evento e professor do curso de Física, Victor Carreira, a retomada presencial reaproxima o curso da comunidade externa e das escolas de educação básica. Turmas do Instituto Federal do Acre visitaram a semana, e escolas da rede pública foram convidadas.

“A semana acadêmica é muito importante tanto para os nossos alunos quanto para a comunidade em geral de Rio Branco”, disse Carreira. “É uma oportunidade para jovens do ensino médio conhecerem a universidade e vivenciarem a ciência na prática.”

A cerimônia de encerramento ocorre nesta sexta-feira, 23, à tarde.

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)

 



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Pavic-Lab da Ufac apresenta seis trabalhos em congresso internacional de computação — Universidade Federal do Acre

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Pavic-Lab da Ufac apresenta seis trabalhos em congresso internacional de computação — Universidade Federal do Acre

Pesquisadores do projeto Pavic-Lab, da Universidade Federal do Acre (Ufac), apresentaram seis trabalhos científicos durante a Conference on Graphics, Patterns and Images (SIBGRAPI 2026), congresso internacional de referência nas áreas de computação gráfica, processamento de imagens e visão computacional, realizado de 29 de setembro a 2 de outubro, em Goiânia (GO). As pesquisas foram desenvolvidas no projeto de pesquisa e desenvolvimento (P&D) Pesquisas Aplicadas em Visão e Inteligência Computacional (Pavic-Lab), uma iniciativa de cooperação técnico-científica entre a Ufac, Motorola, Flextronics e Fundação de Apoio e Desenvolvimento ao Ensino, Pesquisa e Extensão Universitária no Acre (Fundape).

Segundo a professora do Centro de Ciências Exatas e Tecnológicas (CCET), Ana Beatriz Alvarez Mamani, a participação no congresso contribui para divulgar a produção científica desenvolvida no Acre e ampliar o intercâmbio com outras instituições. Ela destacou que a presença da Ufac em eventos científicos também ajuda a reduzir as desigualdades regionais na ciência brasileira, além de possibilitar novas parcerias e o aperfeiçoamento das pesquisas.

A equipe foi composta pela professora Ana Beatriz Alvarez Mamani, pelo pesquisador Quefren Leher, pelos mestrandos do Programa de Pós-Graduação em Ciência da Computação (PPGCC) Clécio Silva, Lucas Carvalho, Gustavo Ferreti, Julio Martins e Ian Teixeira, além do graduando em Sistemas de Informação Kauã Galvão de Macedo.

Dos seis trabalhos apresentados, um integrou uma sessão especial do congresso e já foi publicado na revista científica Computers & Graphics. Outros três foram apresentados na programação principal, com previsão de publicação nos anais do Instituto de Engenheiros Eletricistas e Eletrônicos (IEEE) e na biblioteca digital da Sociedade Brasileira de Computação (SBC). Os dois trabalhos restantes foram apresentados em workshops, também com previsão de publicação na biblioteca digital da SBC.

As pesquisas estão divididas em duas áreas principais: reconstrução tridimensional e processamento de imagens. Na primeira, Clécio Silva apresentou um método computacional para criar representações digitais mais detalhadas de ambientes internos a partir de imagens. A tecnologia pode ser aplicada em jogos, realidade virtual e aumentada, simulações e projetos da construção civil.

Na área de processamento de imagens, Lucas Carvalho apresentou uma pesquisa para reconstruir imagens de alta faixa dinâmica (HDR) a partir de uma única imagem convencional, buscando recuperar detalhes em regiões claras e escuras. Gustavo Ferreti desenvolveu uma rede neural para combinar imagens com diferentes níveis de exposição e melhorar a qualidade visual dos resultados.

Julio Martins apresentou uma metodologia para reduzir o custo computacional da reconstrução de imagens HDR, preservando a qualidade das imagens produzidas. Ian Teixeira investigou o uso de mecanismos de atenção em modelos de inteligência artificial para recuperar informações em imagens de baixa qualidade. Já Kauã Galvão de Macedo apresentou uma abordagem que combina redes neurais e técnicas de processamento de sinais para melhorar imagens capturadas em ambientes com pouca iluminação.

Os métodos desenvolvidos apresentam potencial de aplicação em sistemas embarcados com recursos computacionais limitados, como dispositivos eletrônicos que integram processamento de imagens, permitindo aprimorar a qualidade visual com menor demanda de processamento.

Para o graduando Kauã Galvão de Macedo, a participação no congresso proporcionou a oportunidade de apresentar os resultados de sua pesquisa e conhecer novas abordagens científicas. “Foi uma ótima experiência, tanto pela oportunidade de apresentar minhas pesquisas desenvolvidas na Ufac quanto pela troca de conhecimentos com pesquisadores de outras instituições”, afirmou.

Segundo Kauã, as discussões realizadas durante o evento possibilitaram o contato com técnicas que poderão contribuir para suas pesquisas e para os projetos desenvolvidos pelo Pavic-Lab, além de abrir oportunidades de colaboração científica.

O mestrando em Ciência da Computação Gustavo de Souza Ferreti também destacou a importância da experiência para sua formação acadêmica. “Tive a oportunidade gratificante de conhecer professores e pesquisadores com ampla trajetória no nosso campo, além de ouvir sobre suas vivências e receber orientações valiosas para aprimorar meu trabalho”, disse.

O Pavic-Lab desenvolve atividades de pesquisa voltadas ao processamento de imagens, ao aprimoramento da qualidade visual e à reconstrução tridimensional de ambientes e objetos. Após a participação no congresso, a equipe dará continuidade às pesquisas científicas, com novos experimentos e avaliações para aperfeiçoar os métodos, reduzir custos computacionais e ampliar as possibilidades de aplicação prática dos resultados.



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Ufac abre 1ª Conferência Internacional Amazônia Nexus — Universidade Federal do Acre

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Ufac abre 1ª Conferência Internacional Amazônia Nexus — Universidade Federal do Acre

A Universidade Federal do Acre (Ufac) iniciou, na manhã desta segunda-feira, 19, a 1ª Conferência Internacional Amazônia Nexus. A solenidade de abertura ocorreu no auditório do e-Amazônia, no campus-sede, em Rio Branco, e reuniu professores, estudantes, participantes externos e palestrantes locais, nacionais e internacionais.

A vice-reitora da Ufac, Almecina Balbino, destacou que o evento busca fortalecer a produção científica regional e estreitar os laços interinstitucionais. Segundo ela, a conferência favorece a criação de uma rede de conexão entre os programas de pós-graduação e viabiliza a internacionalização por meio da cooperação Sul-Sul, permitindo que pesquisadores externos contribuam diretamente para os estudos sobre o território amazônico.

O pró-reitor de Extensão e Cultura, Marco Amaro, ressaltou o papel da extensão universitária na articulação do conhecimento científico com a comunidade. “Não existe integração entre ensino, pesquisa e extensão se a gente tirar as pesquisas da prateleira sem estarmos envolvidos com ações de extensão, que fazem a intermediação entre o conhecimento da universidade e a sociedade”, declarou. Ele também destacou que a rede de contatos estabelecida entre as diferentes áreas fortalece a qualidade acadêmica da instituição.

O coordenador do evento, professor Flávio Roberto Chaves da Silva, expressou satisfação com o início da conferência e destacou a dimensão coletiva da iniciativa. “É com muita alegria, satisfação e gratidão que damos início a este projeto que nasceu do desejo de fortalecer a ciência, a cooperação e a internacionalização da pesquisa na Amazônia. Celebramos a coragem de começar, a força do trabalho coletivo e a realização de um sonho. Que esta seja a primeira de muitas edições, promovendo o conhecimento e contribuindo para o desenvolvimento sustentável da nossa região”, afirmou o docente, agradecendo a parceria dos palestrantes, da comissão organizadora e dos apoiadores.

Durante a abertura, a mesa de debates destacou a importância do encontro para a região. O professor e pesquisador Lin Shau Ming, da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), um dos palestrantes do dia, ressaltou que os estudos sobre plantas medicinais e agrobiodiversidade contribuem para o bem-estar das comunidades tradicionais. Segundo ele, o tema está alinhado à proposta central do evento de promover a integração de diferentes saberes e áreas do conhecimento na universidade.

A coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Ciência Animal na Amazônia Ocidental, Cíntia Daudt, destacou o compromisso social da universidade com a produção de conhecimento e o desenvolvimento regional. “É um evento bem importante para a nossa região e para a nossa universidade. Estamos aqui cumprindo o nosso ato de educação. Como dizia Paulo Freire, ‘educar é um ato político’. Nós estamos cumprindo a nossa parte, unindo ensino, pesquisa e extensão em um único evento”, afirmou.

A cerimônia de abertura contou ainda com a participação do pró-reitor de Pesquisa, Pós-Graduação e Inovação, Dionatas Meneguetti; dos coordenadores Fernando da Silva Souza, de Ciência, Inovação e Tecnologia para a Amazônia; Felipe Souza, de Ciência Florestal; Regina Lúcia Ferreira, de Produção Vegetal; e da vice-coordenadora Danúsia Rocha, de Saúde Coletiva.

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)



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