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No Natal, Papa pede ‘silêncio das armas’ e diz que situação em Gaza é ‘grave’ | Notícias do conflito Israel-Palestina
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2 anos atrásem
O Papa Francisco denunciou a situação “extremamente grave” situação humanitária em Gaza ao mesmo tempo que apela à libertação dos cativos e a um cessar-fogo no enclave costeiro devastado pela guerra.
No seu discurso de Natal “Urbi et Orbi” (à cidade e ao mundo), proferido na quarta-feira no Vaticano, Francisco também apelou pela paz na Ucrânia e no Sudão.
“Penso nas comunidades cristãs de Israel e da Palestina, particularmente em Gaza, onde a situação humanitária é extremamente grave. Que haja um cessar-fogo, que os reféns sejam libertados e que seja dada ajuda às pessoas desgastadas pela fome e pela guerra”, disse ele.
Israel matou pelo menos 45.361 palestinos em seu guerra em Gaza e feriu 107.803 desde 7 de outubro de 2023, dia em que uma operação liderada pelo Hamas foi lançada em Israel, durante a qual 1.139 pessoas foram mortas e cerca de 200 foram feitas prisioneiras.
A suposta “retaliação” de Israel deslocou quase toda a população de Gaza e deixou grande parte do enclave em ruínas.
O homem de 88 anos, celebrando o 12º Natal do seu pontificado, apelou ao fim dos conflitos, políticos, sociais ou militares, em lugares como o Líbano, Mali, Moçambique, Haiti, Venezuela e Nicarágua.
“Convido cada indivíduo e todas as pessoas de todas as nações… a tornarem-se peregrinos de esperança, a silenciarem os sons das armas e a superarem as divisões”, disse o papa.
Fim da guerra na Ucrânia
Falando da varanda central da Basílica de São Pedro a milhares de pessoas na praça abaixo, o papa disse: “Que o som das armas seja silenciado na Ucrânia devastada pela guerra”.
Também apelou a “gestos de diálogo e de encontro, para alcançar uma paz justa e duradoura”.
Francisco foi criticado por Autoridades ucranianas este ano, quando disse que o país deveria ter a coragem da “bandeira branca” para negociar o fim da guerra com a Rússia.
O presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskyy, já havia descartado o envolvimento em negociações de paz sem a restauração das fronteiras anteriores à guerra da Ucrânia. Mas Zelenskyy demonstrou uma vontade crescente de entrar em negociações nas semanas desde a reeleição de Donald Trump como presidente dos EUA.
No início de Dezembro, Zelenskyy levantou a ideia de um acordo diplomático que envolveria um “congelamento” das actuais linhas de batalha e o envio de tropas estrangeiras para a Ucrânia. A Rússia exigiu que a Ucrânia abandonasse as suas ambições de aderir à aliança militar da OTAN.
O chefe da Igreja Católica também estendeu o seu apelo ao silenciamento das armas no Sudão, que foi devastado por 20 meses de guerra civil brutal onde milhões estão sob a ameaça da fome.
“Que o Filho do Altíssimo apoie os esforços da comunidade internacional para facilitar o acesso à ajuda humanitária para a população civil do Sudão e para iniciar novas negociações para um cessar-fogo”, disse ele.
No início desta semana, um grupo global de monitorização da fome apoiado pelas Nações Unidas disse que a fome estava a espalhar-se no Sudão.
A guerra começou em abril de 2023, quando explodiram tensões de longa data entre os militares e o grupo paramilitar Forças de Apoio Rápido. em luta aberta na capital, Cartum, antes de se espalhar pelo resto do país.
O conflito foi marcado por atrocidades, incluindo assassinatos e violações por motivos étnicos, segundo a ONU e grupos de direitos humanos.
O Tribunal Penal Internacional está a investigar alegados crimes de guerra e crimes contra a humanidade.
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Alunas da Ufac criam biblioteca de grafismos do povo Huni Kuin — Universidade Federal do Acre
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4 dias atrásem
9 de outubro de 2026Alunas de graduação e mestrado do campus Floresta da Ufac criaram, em 2024, o projeto Biblioteca de Kene, que reúne tecelagem em algodão, pintura corporal, registros audiovisuais e uma plataforma digital acessível por celular. A iniciativa surgiu do trabalho de conclusão de curso de Txima Huni Kuin, em Licenciatura Indígena, e da pesquisa para a dissertação de Alexandra Deitos no programa de pós-graduação em Ensino de Humanidades e Linguagens.
Txima investigou a tecelagem como expressão dos conhecimentos, da arte e da espiritualidade de seu povo, sob orientação do professor Amilton Pelegrino de Mattos. Alexandra, artista visual e atualmente doutoranda, colaborou na construção do projeto por meio de uma pesquisa de autoria coletiva, desenvolvida com as mulheres da comunidade.
Desse encontro surgiu a proposta de criar um espaço onde os mais de 60 grafismos praticados pelas mulheres pudessem ser consultados, ensinados e aprendidos por jovens e mestras tecelãs. O projeto terá uma nova etapa entre 10 e 16 de outubro, com a realização da 2ª Oficina de Kene da Aldeia Arco-Íris, na terra indígena Seringal Independência, no município de Jordão (AC).
Aprendizagem no território
Durante os sete dias de oficina, mestras tecelãs e jovens aprendizes participarão de atividades de preparação de fios, cantos rituais, aplicação do Bawe e tecelagem de painéis com grafismos. Os processos serão documentados para compor o acervo da biblioteca na aldeia e seu site colaborativo, com gestão do conhecimento pelas próprias mulheres.
A proposta dialoga com a expressão “a universidade é na aldeia”, do professor e pesquisador Yube Huni Kuin, também acadêmico da Licenciatura Indígena da Ufac. A experiência reconhece o território e as práticas da comunidade como espaços de produção e transmissão de conhecimento.

A 2ª Oficina de Kene é realizada por Txima Huni Kuin, Alexandra Deitos e pela Aldeia Arco-Íris, com apoio do curso de Licenciatura Indígena, da Fundação de Cultura Elias Mansour, do governo do Acre, da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, do Ministério da Cultura e do governo federal.
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Ufac sedia encontro regional sobre residência e preceptoria no SUS — Universidade Federal do Acre
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5 dias atrásem
8 de outubro de 2026A Ufac sediou o 2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no Sistema Único de Saúde (SUS). O evento ocorreu nesta quinta-feira, 8, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede, e reuniu profissionais e representantes de instituições de saúde para a apresentação dos resultados de sete projetos de intervenção desenvolvidos ao longo de dois anos de formação.
A iniciativa é promovida pelo Hospital Sírio-Libanês, em parceria com o Ministério da Saúde, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS, com participação da Ufac.
Para o reitor Josimar Ferreira, cerca de 80% das atividades dos residentes são realizadas nas unidades de saúde. Ele ressaltou o compromisso da gestão com a valorização dos profissionais que atuam na formação dos residentes. “Temos desenvolvido uma política para que os nossos preceptores possam participar dos nossos programas de pós-graduação, de forma a ter vagas garantidas para sua qualificação também.”
O encontro marcou a apresentação dos projetos de intervenção dos cursos de especialização em Gestão de Programas de Residência em Saúde e Educação na Saúde para Preceptores no SUS. Os trabalhos abordaram temas como formação e avaliação de preceptores, definição de perfis de competências, saúde mental dos residentes, reestruturação curricular e melhoria dos processos de trabalho nos serviços de saúde.
Segundo a coordenadora da Residência Multiprofissional Integrada em Saúde da Família e Comunidade da Ufac, Mariane Ribeiro, as iniciativas buscam qualificar tanto a formação dos residentes quanto as atividades desenvolvidas nos campos de prática. “Esses resultados que temos hoje proporcionam uma integração com o ensino, serviço e a comunidade, porque também têm um retorno para o usuário”, disse.
Para a representante do Hospital Sírio-Libanês e facilitadora de ensino e aprendizagem, Célia Márcia Birchler, a conclusão dos cursos representa uma etapa de um trabalho que deve continuar nas instituições de saúde. “Toda vez que fazemos um movimento de fortalecimento dos programas de residência, na realidade estamos falando de um processo de qualificação do SUS”, afirmou.
A presidente da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), Sóron Angélica Steiner, disse que a formação estimula mudanças na organização do trabalho e no atendimento da população. “Essa força motriz que faz com que o serviço ande de acordo com a formação é o que faz com que o gestor seja provocado a melhorar o ambiente de trabalho, o fluxo de serviço.”
Também participaram da mesa de honra do encontro o presidente do Conselho Estadual de Saúde do Acre, Osvaldo de Souza Leal Júnior; e Pedro Henrique Macedo Leitão, representando o secretário municipal de Saúde de Rio Branco, Rennan Biths.
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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre
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2 semanas atrásem
2 de outubro de 2026A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.
“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.
Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.
A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.
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