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‘Nós avisamos você’, dizem árabes americanos em Michigan a Kamala Harris | Notícias das Eleições de 2024 nos EUA

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Dearborn, Michigan – Quando a Fox News ligou para a Pensilvânia para Donald Trump nas primeiras horas de quarta-feira, quase confirmando que ele será o próximo presidente dos Estados Unidos, restavam alguns ativistas árabes numa festa em Dearborn, Michigan.

“Genocídio é má política”, disse um participante do evento, que teve bandeiras palestinas e libanesas penduradas do lado de fora de suas portas.

E enquanto a realidade de outra presidência de Trump despertou raiva e tristeza em muitos comentadores democratas, na reunião árabe-americana houve um sentimento de indiferença, se não de vingança.

A candidata democrata Kamala Harris ignorou os apelos da comunidade para reconsiderar o apoio incondicional dos EUA a Israel. A vice-presidente também continuou a afirmar o que chama de “direito de Israel de se defender”, apesar da atrocidades brutais em Gaza e no Líbano.

O ativista Adam Abusalah disse que parte da razão pela qual Harris perdeu foi sua decisão de ficar do lado do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, às custas de alienar a base democrata – árabes e muçulmanos americanos, bem como jovens e progressistas.

“Não é nossa culpa. Eles não podem difamar a nossa comunidade”, disse Abusalah.

“Há mais de um ano que alertamos os democratas e os democratas continuam a minimizar o que está a acontecer.”

Ele acrescentou que a principal mensagem de Harris à comunidade árabe era alertar sobre os perigos de uma presidência de Trump – uma tática que não funcionou, já que os eleitores da região estavam focados na guerra em curso no Oriente Médio, que afetou muitos deles pessoalmente. .

Mudança de Dearborn

No subúrbio de maioria árabe de Dearborn, a raiva pelo ataque de Israel a Gaza e ao Líbano apoiado pelos EUA foi tangível nas urnas.

Harris perdeu a cidade para Trump por mais de 2.600 votos. O presidente Joe Biden venceu Trump por mais de 17.400 votos – isso é mais do que uma reviravolta de 20.000 votos que ajudou o ex-presidente republicano a recuperar Michigan.

Candidato Jill Steinque centrou a oposição à guerra na sua plataforma, também teve um desempenho relativamente bom na cidade, aumentando o apoio do Partido Verde de 207 votos em 2020 para mais de 7.600 este ano.

Hussein Dabajeh, consultor político libanês-americano na área de Detroit, observou que a congressista Rashida Tlaibum democrata, superou significativamente Harris em Dearborn, recebendo mais de 9.600 votos que o vice-presidente.

“A comunidade árabe disse que somos anti-genocídio. Apoiamos os candidatos que apoiaram a comunidade e nos posicionamos contra os candidatos que se posicionaram contra a comunidade”, disse Dabajeh à Al Jazeera.

Não está claro o que uma presidência de Trump significaria para os árabes e muçulmanos americanos e para o país em geral.

“Espero que seja algo bom. Espero que o país se una. Espero que os democratas caiam em si”, disse Dabajeh.

Embora o ex-presidente tenha uma longa história de declarações anti-muçulmanas e anti-imigrantes e políticasele prometeu trazer “paz” à região.

Trump também suavizou o seu tom antagónico em relação aos árabes e muçulmanos ao cortejar as suas comunidades no Michigan.

Ele trouxe ao palco autoridades e imãs árabes e muçulmanos durante seus comícios e os chamou de “grandes pessoas”.

Trump também visitou Dearborn e ouviu em primeira mão as exigências para acabar com a guerra – algo que Harris não conseguiu fazer.

‘Não para por aqui’

Ali Alfarjalla, um corretor imobiliário iraquiano-americano de 32 anos em Dearborn, disse que, apesar de todas as suas falhas, Trump representa uma mudança em relação à administração Biden-Harris que tem apoiado inabalavelmente o ataque israelense a Gaza e ao Líbano.

Ele sublinhou que as eleições não são o fim do envolvimento político, dizendo que a comunidade pressionará Trump para cumprir a sua promessa de trazer a paz à região.

“Isso não para aqui”, disse Alfarjalla à Al Jazeera.

“Temos que trabalhar mais para garantir que nossas questões sejam ouvidas – para impedir o genocídio em Gazaparar a invasão do Sul do Líbano e deixar a Palestina ter o seu próprio estado. Estamos esperançosos com isso. Essa é a nossa prioridade número um para esta comunidade.”

Ele também disse que o discurso dos apoiadores de Harris sobre o “menor dos dois males” para a comunidade saiu pela culatra porque muitos eleitores não conseguiam ver um mal pior do que o governo fornecer as bombas matando suas famílias e destruindo suas cidades natais.

Embora ambos os principais candidatos apoiem Israel, a campanha de Harris cometeu uma série de erros não forçados que alienaram ainda mais a comunidade em Michigan e além, disseram defensores árabe-americanos à Al Jazeera.

Na Convenção Nacional Democrata em Chicago, em agosto, a campanha de Harris demandas rejeitadas permitir um discurso de um orador palestiniano.

O candidato democrata também recusou um pedido de reunião do Movimento Não Comprometido, fundado durante o processo das Primárias Democráticas, para pressionar Biden sobre o seu apoio incondicional a Israel.

Ao contrário de Trump, Harris não visitou Dearborn, a sede de facto do poder político e financeiro árabe-americano, durante esta campanha.

Em vez disso, Harris encontrou-se com escolhidos a dedo “Líderes” árabes e muçulmanos em Flint, cerca de uma hora a norte de Detroit, no mês passado.

Além disso, Harris fez campanha com Liz Cheney em Michigan e acolheu com satisfação o apoio do seu pai, o ex-presidente Dick Cheney – um arquitecto da chamada “Guerra ao Terror” que devastou o Médio Oriente.

Numerosos activistas árabes-americanos invocaram a aceitação dos Cheney por parte de Harris ao sublinhar o seu aparente desrespeito pelas suas comunidades.

“Tivemos o apoio de Harris por neoconservadores como Liz Cheney e Dick Cheney, e ela está fazendo campanha abertamente com eles e falando sobre como eles são ótimos”, disse o vereador de Dearborn, Mustapha Hammoud, à Al Jazeera na noite de terça-feira, enquanto os resultados surgiam.

“Você sabe o que? Não acho que as pessoas estejam dispostas a votar em George W. Bush, então também não veríamos as pessoas votarem em Harris.”

Eleitores fazem fila para votar em Hamtramck, Michigan, 5 de novembro (Ali Harb/Al Jazeera)

‘Eu sorrio e rio disso’

Falando sob o sinal da campanha de Harris na semana passada, o ex-presidente Bill Clinton afirmou que o Hamas “força” Israel a matar civis palestinos e sugeriu que o sionismo é anterior ao Islã.

O comportamento da campanha levou alguns defensores a questionar se o candidato democrata desistiu da comunidade árabe.

“A vice-presidente Harris mostrou repetidas vezes que na verdade não quer o nosso voto”, disse a líder do Movimento Não Comprometido, Layla Elabed, à Al Jazeera na semana passada.

Prefeito de Dearborn Abdullah Hammoud também observou que a campanha de Harris hesitou em envolver diretamente os árabes-americanos.

“Eles não querem que a agitação ocorra. Eles não querem bater nas portas onde acham que as conversas vão se arrastar e os votos podem não estar lá”, disse o prefeito à Al Jazeera antes das eleições.

Na frente política, Harris não fez quaisquer promessas concretas à comunidade – mesmo dentro do domínio aceitável da política dominante – como a reabertura da missão diplomática palestiniana em Washington, DC, ou a retomada do financiamento para a agência das Nações Unidas para os refugiados palestinianos (UNRWA).

Em contraste, Biden lançou plataformas para árabes e muçulmanos americanos em 2020, prometendo medidas de política interna e externa procuradas pela comunidade – muitas das quais não foi cumprido.

Resumindo, muitos árabes-americanos dizem que já sobreviveram a quatro anos de Trump, enquanto muitos dos seus familiares na Palestina e no Líbano não sobreviveram à presidência de Biden-Harris.

Eles dizem que continuarão a pressionar por mudanças, não importa quem esteja no poder.

Questionado sobre alguns utilizadores liberais das redes sociais que atacaram os árabes-americanos e os culparam pela derrota de Harris, Alfarjalla disse que muitas pessoas na comunidade sobreviveram à guerra e à adversidade, por isso não estão preocupadas com o que os outros dizem.

“Eu sorrio e rio disso”, disse ele.



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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre

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A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.

“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.

Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.

A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.



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Consu aprova comissão para destinar cotas a pessoas transgênero — Universidade Federal do Acre

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O Conselho Universitário (Consu) da Ufac aprovou a criação de uma comissão para elaborar a proposta de cotas de acesso à graduação para pessoas transgênero, que é uma pauta da Pró-Reitoria de Ações Afirmativas e Equidade (Proafe), recentemente criada com o objetivo de expandir políticas de inclusão na universidade. A aprovação ocorreu nessa quarta-feira, 30, na 5ª Reunião Ordinária do Consu, realizada no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas, campus-sede.

A Ufac já possui regulamentação que garante o acesso por cotas à comunidade transgênero na pós-graduação desde 2023. A proposta aprovada pelo Consu busca ampliar esse direito para a graduação, assegurando não apenas a entrada, mas também o acompanhamento para permanência de estudantes até a conclusão dos cursos.

A comissão terá prazo de 90 dias para realizar os estudos e apresentar a minuta final do projeto. O grupo terá formação intersetorial, reunindo representantes das três categorias acadêmicas: docentes, técnico-administrativos e discentes, além de representantes de entidades e movimentos sociais da sociedade civil voltados aos direitos da população transgênero no Acre.

“Reafirmamos nosso compromisso ao instituir a comissão que vai deliberar sobre as cotas trans”, disser o reitor Josimar Ferreira. “Trata-se de uma ação demandada pela sociedade para incluir populações historicamente invisibilizadas, garantindo que as ações afirmativas façam parte da história do nosso conselho.”

Segundo a pró-reitora de Ações Afirmativas e Equidade, Letícia Mamed, a política visa transformar a realidade de um dos grupos mais marginalizados socialmente. “Precisamos atentar para a garantia de acesso, permanência e dignidade para que essa comunidade possa construir seus projetos de vida com mais oportunidades”, comentou. “No Brasil, cerca de 30 universidades já adotam políticas semelhantes, e a Ufac dá um passo essencial para consolidar essa transformação.”

Integrante do Consu, a professora Raquel Ishii ressaltou que a comissão foi criada para ir além da gestão superior da universidade. “Considero essa aprovação uma grande vitória para a sociedade civil e para a universidade. A comissão amplia o debate da pós-graduação para a graduação. Trata-se de um grupo bem amplo, constituído não só pela gestão, mas com convites abertos ao Diretório Central dos Estudantes e a movimentos sociais externos à universidade.”

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)



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SAE-CZS — Universidade Federal do Acre

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SAE-CZS — Universidade Federal do Acre

A Diretoria Geral do Campus Floresta (DG-Camp), por meio do Setor de Assistência Estudantil (SAE-CZS), comunica a suspensão do Restaurante Universitário nesta segunda-feira, 28, para o Campus Floresta, em decorrência do ponto facultativo decretado pela Reitoria por meio da Portaria n.º 3.914, de 24/09/2026, em virtude da celebração do Aniversário do município de Cruzeiro do Sul (AC).
Contamos com a compreensão de toda a comunidade acadêmica.

 



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