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Nova embaixada dos EUA em Brasília relê obra de Niemeyer – 13/10/2024 – Mundo

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Nathalia Garcia

Primeiro país a estabelecer uma embaixada em Brasília, os Estados Unidos terão uma nova sede de representação diplomática a partir de 2030. Ao custo de US$ 623 milhões (cerca de R$ 3,5 bilhões), a construção é uma das maiores obras em andamento na capital federal.

Para o porta-voz da embaixada dos Estados Unidos no Brasil, Luke Ortega, o novo edifício é um símbolo dos laços entre os dois países e renova o compromisso da relação bilateral.

“A relação com o Brasil é sólida, mas também está sempre em evolução. O nosso objetivo com essa nova obra da embaixada é ter uma instalação diplomática que corresponda à importância dessa relação. Temos aqui no Brasil, por exemplo, a sexta maior missão diplomática dos EUA no mundo”, afirma.

Incluindo as obras do novo consulado dos EUA no Rio de Janeiro, serão gerados 10 mil novos empregos diretos e indiretos. Apenas em Brasília, estima-se um impacto local de US$ 185 milhões (R$ 1 bilhão) em investimentos.

Cerca de 230 trabalhadores passam pelo canteiro de obras diariamente (exceto aos domingos), das 6h às 18h, para erguer a nova estrutura. A força de trabalho é composta majoritariamente por brasileiros, mas também conta com americanos e turcos. Em breve, chegará a um pico de 400 pessoas em atividade.

Eles estão encarregados hoje da etapa de fundação do prédio principal, que abrigará a chancelaria. Com vigas instaladas a 29 metros de profundidade, a expectativa é que em até oito meses a construção comece a se distanciar da altura do chão.

A preparação envolve até a construção de uma réplica de parte das instalações para se certificar de que o projeto será bem executado no futuro. A expectativa é que o prédio —com cerca de 22 mil m² e capacidade para receber mais de 450 funcionários— fique pronto em 2028.

Depois serão aproximadamente mais dois anos de trabalhos, quando as atuais instalações da embaixada serão demolidas e darão lugar a uma nova área de lazer, com piscina e quadras poliesportivas, e de moradia para as forças de segurança dos fuzileiros navais.

O terreno de 50 mil m² —localizado próximo da Esplanada dos Ministérios— também abrigará uma nova área de atendimento consular, com capacidade 40% maior para fazer frente à alta demanda de vistos dos brasileiros para os EUA.

“A gente emitiu, por exemplo, 1,1 milhão de vistos no ano passado e espera quebrar esse recorde neste ano. Então, já estamos planejando o futuro. A gente vai aumentar a capacidade das janelas consulares de entrevistas com essa nova obra. Vamos também melhorar as condições para os clientes, com estacionamento e mais facilidade”, diz Ortega.

O projeto da nova embaixada busca refletir a estética de Brasília, com uso de concreto como material estrutural e de acabamento, em uma releitura das obras do arquiteto brasileiro Oscar Niemeyer.

A arquitetura da nova chancelaria privilegiou técnicas e estratégias que tragam mais conforto térmico para os ambientes, tendo em vista que a capital federal recebe luz solar forte e direta o ano todo.

Ao ajustar formas e ângulos de paredes e janelas, a proposta fornece sombreamento e maximiza o desempenho ambiental. O formato curvo ajuda a criar pátios e salas ao ar livre. No revestimento, azulejos portugueses trazem cor, contraste e se aliam ao jogo geométrico da fachada do prédio principal.

O compromisso com o meio ambiente também orienta a estrutura da nova embaixada. Painéis solares serão instalados no telhado, proporcionando economia de consumo de energia elétrica. A capacidade fotovoltaica produzirá 25% das necessidades de energia da nova chancelaria.

O prédio também contará com cisternas para armazenamento da água da chuva para irrigação dos jardins na época da seca em Brasília, de maio a setembro, e também prevê a reutilização de “água cinzenta” (águas residuais, exceto esgoto sanitário).

No terreno, será reintroduzida a paisagem nativa, com plantas típicas do cerrado. Está previsto também o transplante de 92 árvores, que estavam na embaixada e foram transferidas para o Brasília Country Club enquanto as obras da nova sede estão em andamento.

O jardim do pátio será restaurado para refletir plenamente o conceito paisagístico desenhado por Roberto Burle Marx na década de 1960. Paredes de cobogó (blocos vazados), espelhos d’água e plantas tropicais compõem o design do local ao ar livre.

O projeto arquitetônico foi idealizado pelo escritório Studio Gang, de Chicago, e o trabalho é realizado em parceria com o escritório brasileiro Atria. A empresa de engenharia responsável pela obra é a americana Cadell Construction.



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Alunas da Ufac criam biblioteca de grafismos do povo Huni Kuin — Universidade Federal do Acre

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Alexandra Deitos e Txima Huni Kuin.jpg

Alunas de graduação e mestrado do campus Floresta da Ufac criaram, em 2024, o projeto Biblioteca de Kene, que reúne tecelagem em algodão, pintura corporal, registros audiovisuais e uma plataforma digital acessível por celular. A iniciativa surgiu do trabalho de conclusão de curso de Txima Huni Kuin, em Licenciatura Indígena, e da pesquisa para a dissertação de Alexandra Deitos no programa de pós-graduação em Ensino de Humanidades e Linguagens.

Txima investigou a tecelagem como expressão dos conhecimentos, da arte e da espiritualidade de seu povo, sob orientação do professor Amilton Pelegrino de Mattos. Alexandra, artista visual e atualmente doutoranda, colaborou na construção do projeto por meio de uma pesquisa de autoria coletiva, desenvolvida com as mulheres da comunidade.

Desse encontro surgiu a proposta de criar um espaço onde os mais de 60 grafismos praticados pelas mulheres pudessem ser consultados, ensinados e aprendidos por jovens e mestras tecelãs. O projeto terá uma nova etapa entre 10 e 16 de outubro, com a realização da 2ª Oficina de Kene da Aldeia Arco-Íris, na terra indígena Seringal Independência, no município de Jordão (AC).

Aprendizagem no território

Durante os sete dias de oficina, mestras tecelãs e jovens aprendizes participarão de atividades de preparação de fios, cantos rituais, aplicação do Bawe e tecelagem de painéis com grafismos. Os processos serão documentados para compor o acervo da biblioteca na aldeia e seu site colaborativo, com gestão do conhecimento pelas próprias mulheres.

A proposta dialoga com a expressão “a universidade é na aldeia”, do professor e pesquisador Yube Huni Kuin, também acadêmico da Licenciatura Indígena da Ufac. A experiência reconhece o território e as práticas da comunidade como espaços de produção e transmissão de conhecimento.

Mestras e aprendizes tecelãs.jpg

A 2ª Oficina de Kene é realizada por Txima Huni Kuin, Alexandra Deitos e pela Aldeia Arco-Íris, com apoio do curso de Licenciatura Indígena, da Fundação de Cultura Elias Mansour, do governo do Acre, da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, do Ministério da Cultura e do governo federal.

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Ufac sedia encontro regional sobre residência e preceptoria no SUS — Universidade Federal do Acre

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2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no SUS (2).jpg

A Ufac sediou o 2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no Sistema Único de Saúde (SUS). O evento ocorreu nesta quinta-feira, 8, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede, e reuniu profissionais e representantes de instituições de saúde para a apresentação dos resultados de sete projetos de intervenção desenvolvidos ao longo de dois anos de formação.

A iniciativa é promovida pelo Hospital Sírio-Libanês, em parceria com o Ministério da Saúde, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS, com participação da Ufac.

Para o reitor Josimar Ferreira, cerca de 80% das atividades dos residentes são realizadas nas unidades de saúde. Ele ressaltou o compromisso da gestão com a valorização dos profissionais que atuam na formação dos residentes. “Temos desenvolvido uma política para que os nossos preceptores possam participar dos nossos programas de pós-graduação, de forma a ter vagas garantidas para sua qualificação também.”

O encontro marcou a apresentação dos projetos de intervenção dos cursos de especialização em Gestão de Programas de Residência em Saúde e Educação na Saúde para Preceptores no SUS. Os trabalhos abordaram temas como formação e avaliação de preceptores, definição de perfis de competências, saúde mental dos residentes, reestruturação curricular e melhoria dos processos de trabalho nos serviços de saúde.

Segundo a coordenadora da Residência Multiprofissional Integrada em Saúde da Família e Comunidade da Ufac, Mariane Ribeiro, as iniciativas buscam qualificar tanto a formação dos residentes quanto as atividades desenvolvidas nos campos de prática. “Esses resultados que temos hoje proporcionam uma integração com o ensino, serviço e a comunidade, porque também têm um retorno para o usuário”, disse.

Para a representante do Hospital Sírio-Libanês e facilitadora de ensino e aprendizagem, Célia Márcia Birchler, a conclusão dos cursos representa uma etapa de um trabalho que deve continuar nas instituições de saúde. “Toda vez que fazemos um movimento de fortalecimento dos programas de residência, na realidade estamos falando de um processo de qualificação do SUS”, afirmou.

A presidente da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), Sóron Angélica Steiner, disse que a formação estimula mudanças na organização do trabalho e no atendimento da população. “Essa força motriz que faz com que o serviço ande de acordo com a formação é o que faz com que o gestor seja provocado a melhorar o ambiente de trabalho, o fluxo de serviço.”

Também participaram da mesa de honra do encontro o presidente do Conselho Estadual de Saúde do Acre, Osvaldo de Souza Leal Júnior; e Pedro Henrique Macedo Leitão, representando o secretário municipal de Saúde de Rio Branco, Rennan Biths.



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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre

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Nathalia Oliveira, Ufac 2026.10.02.jpeg

A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.

“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.

Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.

A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.



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