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Novo empréstimo consignado do FGTS deixa trabalhadores entusiasmados – Estado de Minas

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O Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) passará por uma transformação significativa em 2025 com a implementação de uma nova modalidade de crédito chamada e-consignado, o novo empréstimo consignado. Essa mudança foi anunciada pelo ministro do Trabalho, Luiz Marinho, como uma alternativa ao saque-aniversário, que vinha enfrentando críticas por não permitir o saque integral do fundo em caso de demissão.

O saque-aniversário foi criado para permitir que os trabalhadores retirassem uma parcela anual de seu FGTS. No entanto, essa modalidade gerou preocupações, já que o saldo total ficava indisponível em situações emergenciais, como demissões sem justa causa. Além disso, muitos criticaram o modelo por não atender adequadamente às necessidades dos trabalhadores e comprometer a função do fundo como uma reserva de segurança.

Como funciona o e-consignado?

A nova modalidade de empréstimo utiliza o saldo do FGTS como garantia, oferecendo condições mais seguras e acessíveis para os trabalhadores. Previsto para começar em janeiro de 2025, o e-consignado permite o acesso ao crédito sem que o trabalhador perca o direito ao saldo total do FGTS. Essa medida é especialmente benéfica em situações como demissão ou aquisição de imóveis.

Entre as vantagens estão:

  • Taxas de juros mais baixas: Graças à garantia do saldo do FGTS, os juros serão mais competitivos em comparação a outras modalidades de crédito.
  • Facilidade de contratação: O processo será realizado de forma digital, reduzindo a burocracia e aumentando a acessibilidade.
  • Segurança financeira: O saldo do FGTS permanecerá preservado, garantindo proteção aos trabalhadores.

Impactos econômicos esperados

Empréstimo Consignado – Créditos depositphotos.com rodrigobellizzi

O e-consignado tem o potencial de movimentar até R$ 300 bilhões, um valor significativo que pode impulsionar a economia nacional. Essa modalidade também deve dobrar os recursos movimentados em relação ao saque-aniversário, proporcionando um estímulo ao consumo e maior estabilidade para os trabalhadores.

Além de atender às necessidades financeiras individuais, o e-consignado ajuda a preservar os direitos trabalhistas e a sustentabilidade do FGTS, alinhando-o aos desafios econômicos do país. A substituição do saque-aniversário pelo e-consignado representa um avanço importante na política de gestão do FGTS. Com taxas competitivas, maior segurança e uma abordagem mais inclusiva, a nova modalidade promete atender melhor às demandas dos trabalhadores e fortalecer a economia brasileira.

Emprestimo consignado: uma alternativa moderna que equilibra crédito e proteção financeira

A implementação do e-consignado no FGTS traz uma abordagem moderna e adaptada às necessidades financeiras dos trabalhadores, resolvendo problemas que marcaram o saque-aniversário. Uma das críticas centrais ao modelo anterior era sua limitação para saques emergenciais, comprometendo a função original do FGTS como um fundo de reserva para situações como demissão e compra da casa própria. O novo formato visa restabelecer essa proteção, permitindo que os trabalhadores tenham acesso a crédito sem comprometer o saldo total.

Essa mudança também reflete uma tendência global de digitalização e simplificação de processos financeiros. Com o e-consignado, a contratação será facilitada por meio de plataformas digitais, reduzindo a burocracia e aumentando a transparência. Isso é especialmente relevante em um cenário onde a inclusão financeira é uma prioridade para governos e instituições financeiras.

Outro ponto importante é o impacto macroeconômico esperado. O e-consignado pode servir como uma alavanca econômica em tempos de recuperação financeira, aumentando o consumo e movimentando setores estratégicos. Para os trabalhadores, ele representa uma oportunidade de acessar crédito com juros reduzidos, um diferencial significativo diante das altas taxas praticadas em outras modalidades.

A proposta também busca equilibrar as necessidades de curto prazo com a preservação de direitos de longo prazo. Ao manter o saldo do FGTS como uma reserva de emergência, o e-consignado oferece uma solução mais responsável e alinhada com a função social do fundo.

Por fim, o governo espera que o novo modelo fortaleça a confiança no FGTS, ampliando seu papel como uma ferramenta tanto de proteção trabalhista quanto de estímulo econômico. Essa transição é uma oportunidade de reimaginar o uso do fundo, promovendo maior segurança e acessibilidade para milhões de brasileiros.

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Estudo indica limitações de conhecimento sobre leishmaniose — Universidade Federal do Acre

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Estudo indica limitações de conhecimento sobre leishmaniose-interna.jpg

A Ufac é parceira em pesquisa desenvolvida no município de Sena Madureira (AC), a qual identificou limitações no conhecimento sobre a leishmaniose cutânea entre pacientes e profissionais da saúde, além de barreiras geográficas e estruturais que dificultam o acesso ao diagnóstico e ao tratamento precoce em áreas rurais endêmicas.

Os resultados do estudo foram publicados, em maio, na revista eletrônica “Acervo Saúde”, vol. 26(5), com o título “Leishmaniose Cutânea na Amazônia Ocidental: Lacunas no Conhecimento e Barreiras de Acesso Assistencial em Áreas Endêmicas”. O artigo tem coautoria de pesquisadores da Ufac.

A pesquisa foi realizada com 50 pacientes com suspeita clínica de leishmaniose cutânea e 51 agentes de saúde, sendo 63% agentes comunitários de saúde e 37% agentes de combate às endemias.

“Em nosso trabalho, identificamos que tanto os profissionais da saúde quanto os pacientes possuem informações limitadas sobre a doença. Conhecer as limitações para acesso ao diagnóstico e tratamento precoce é uma das principais estratégias para a implementação de programas de controle e de educação em saúde que contemplem o perfil epidemiológico e social das populações de áreas endêmicas”, disse o autor do estudo, Leandro Siqueira de Souza, do Instituto Oswaldo Cruz (IOC).

A região Norte é responsável por mais da metade dos casos da doença no Brasil; o Acre conta com mais de 11 mil casos notificados na última década. Em 2025, os municípios acreanos de Xapuri, Marechal Thaumaturgo, Assis Brasil, Sena Madureira e Brasileia foram classificados pelo Ministério da Saúde como áreas de risco intenso para transmissão da doença.

“A região amazônica é uma área endêmica para a leishmaniose cutânea, uma doença negligenciada que afeta principalmente populações de comunidades tradicionais”, contou o pesquisador Reginaldo Peçanha Brazil, do IOC. “Conhecer as limitações no conhecimento tanto dos pacientes como de profissionais da saúde de áreas endêmicas é fundamental para o sistema de saúde do Estado do Acre e para o controle mais efetivo da doença.”

A investigação integra um projeto de pesquisa coordenado por Brazil. Além da Ufac, são parceiros na pesquisa a Universidade Federal de Minas Gerais, a Universidade de Brasília, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade e a Secretaria de Estado de Saúde do Acre.

Pela Ufac, são coautores do artigo os pesquisadores Andréia Luísa Peixinho da Silva Guimarães, Francisca Alana Costa de Souza, Marcos Bruno Zacarias Campelo, Breno Kalyl Freitas Nascimento, Andreia Fernandes Brilhante e Francisco Glauco de Araújo Santos. Os estudos contam com financiamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e apoio de instituições parceiras.

 



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Ufac e TCE-AC apresentam pesquisa de vitimização em Rio Branco — Universidade Federal do Acre

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Ufac e TCE-AC apresentam pesquisa de vitimização em Rio Branco — Universidade Federal do Acre

 

A Ufac e o Tribunal de Contas do Estado do Acre (TCE-AC) realizaram o Seminário de Apresentação da Pesquisa de Vitimização na Cidade de Rio Branco. O evento, que ocorreu nesta terça-feira, 16, no Plenário do TCE-AC, consistiu em exposições e debate no sentido de contribuir para um diagnóstico da segurança pública e para o aprimoramento das políticas voltadas à população.

A pesquisa foi apoiada por emenda parlamentar do senador Sérgio Petecão (PSD-AC), destinada em 2025 à Ufac. “Quero agradecer a disponibilidade do senador em ajudar a universidade sempre com emendas necessárias para o desenvolvimento da educação e da pesquisa, com retorno garantido para a sociedade acreana”, disse a reitora Guida Aquino.

O seminário teve como público-alvo a comunidade acadêmica, servidores do TCE-AC e do Ministério Público de Contas do Acre, servidores públicos em geral, gestores da área de segurança pública, justiça criminal e direitos humanos e sociedade civil. A pesquisa buscou compreender como a população percebe a segurança, quais situações de violência e criminalidade afetam os cidadãos e como os serviços de segurança pública são avaliados pelas pessoas.

O trabalho provém do grupo de pesquisa Sujeitos, Ações e Percepções: Estudos em Violência e Conflitualidade, coordenado pelo professor da Ufac, Ermício Sena. Ele informou que os produtos da pesquisa foram banco de dados, mapas descritivos de Rio Branco, relatórios de campo, geral e sintético/executivo.

Em seu discurso, Sena agradeceu aos envolvidos na realização da pesquisa e a Fundação de Apoio e Desenvolvimento ao Ensino, Pesquisa e Extensão Universitária no Acre, que foi a intermediária para contratação do Instituto de Opinião Pública para execução da pesquisa.

 



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Ufac e Fiocruz fazem oficina sobre leishmaniose em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre

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A Ufac e a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) realizaram a oficina Epidemiologia, Vigilância e Controle da Leishmaniose Cutânea. O evento ocorreu em 1 de junho, no auditório do Instituto Federal do Acre, em Sena Madureira (AC), reunindo 110 agentes comunitários de saúde e 20 agentes de combate às endemias.

A programação contou com palestras e discussões sobre aspectos epidemiológicos, clínicos e diagnósticos da doença, abordando ciclos de transmissão, vetores e reservatórios envolvidos na manutenção da chamada “ferida brava”, nome popular da leishmaniose cutânea. Além disso, foram realizadas atividades práticas com o uso de lupas e microscópios, permitindo aos profissionais a observação de características dos vetores e compreensão dos métodos laboratoriais utilizados no diagnóstico da doença.

Com mais de 11 mil casos registrados na última década, o Acre ocupa posição de destaque no cenário nacional da doença. Em 2025, o município de Sena Madureira foi classificado pelo Ministério da Saúde como área de risco intenso para transmissão da leishmaniose cutânea, apresentando média anual de 64 casos.

A oficina integra as atividades do projeto de ensino, pesquisa e extensão EpiLeish-Acre, que na Ufac é coordenado pelo professor Francisco Glauco de Araujo Santos, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza. Para o pesquisador Leandro Siqueira, do Laboratório de Pesquisa Clínica e Vigilância em Leishmanioses, da Fiocruz, ações educativas para enfrentar a doença são fundamentais. “Profissionais bem capacitados conseguem orientar de forma mais eficaz a população, contribuindo para o diagnóstico e tratamento precoce”, ressaltou.

O secretário municipal de Saúde de Sena Madureira, Willisson Viana, destacou a relevância das parcerias institucionais. “Buscamos fortalecer parcerias com instituições de referência, como a Fiocruz e a Ufac, que contribuem significativamente para o desenvolvimento técnico das nossas equipes.”

O diretor da Vigilância em Saúde de Sena Madureira, Serginey Amorim, disse que a capacitação fortalece ações de saúde pública. “Com conhecimento atualizado e capacitação contínua, ampliamos a prevenção, melhoramos o diagnóstico precoce e fortalecemos as ações de controle da doença em nosso município.”

A iniciativa foi organizada pelos Laboratórios de Patologia e Biologia Parasitária e de Entomologia Médica, da Ufac, e pelo Laboratório de Pesquisa Clínica e Vigilância em Leishmanioses, da Fiocruz.

 



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