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Novo gene da obesidade é descoberto graças a cães que comem muito

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As quatro melhores amigas, que moram na mesma rua, são inseparáveis há 17 anos. - Foto: Arquivo pessoal

Pesquisadores descobriram algo que pode ajudar humanos e animais na perda de peso. Os cientistas da Universidade de Cambridge, no Reino Unido, identificaram um novo gene da obesidade em cães. Os estudos apontam que esse novo gene está associado também à obesidade entre os humanos. É ele que faz pessoas e cães ganharem peso.

O gene é chamado DENND1B, e os pesquisadores explicaram que ele afeta diretamente uma via cerebral (a via leptina melanocortina) responsável por regular o equilíbrio energético no corpo. A pesquisa foi publicada na revista Science.

“Esses genes não são alvos imediatamente óbvios para medicamentos para perda de peso porque eles controlam outros processos biológicos importantes no corpo que não devem ser interferidos”, disse Alyce McClellan, do Departamento de Fisiologia, Desenvolvimento e Neurociência de Cambridge, coautora do estudo.

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A descoberta revela, ainda, que tanto os cães como as pessoas podem controlar o sobrepeso, mesmo quando há uma tendência

Os pesquisadores afirmam que são quatro genes adicionais associados à obesidade canina, que também foram mapeados diretamente de genes humanos, mas que exercem um efeito menor que o DENND1B

“Os resultados enfatizam a importância de vias cerebrais fundamentais no controle do apetite e do peso corporal”, explicou Alyce McClellan.

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Como foi a pesquisa

A equipe verificou dois aspectos em especial nos cães: o quanto pediam comida aos tutores e se eram exigentes com o que queriam se alimentar.

“Cães com alto risco genético de obesidade mostraram sinais de ter maior apetite — como também foi demonstrado em pessoas com alto risco genético de obesidade”, observou Natalie Wallis, coautora do estudo.

A pesquisa descobriu que os tutores que controlam a dieta e os exercícios de seus cães evitam o alto risco genético e impedem que fiquem obesos.

Considerações iniciais

A partir desta avaliação, os pesquisadores acreditam que o mesmo deve ocorrer com humanos: aqueles com alto risco genético de desenvolver obesidade não necessariamente se tornarão obesos, se seguirem uma dieta e uma rotina de exercícios físicos.

A líder do estudo, Eleanor Raffan, ressaltou o que parecia óbvio: tanto humanos, como cães se têm risco à obesidade comem mais quando há comida disponível, aumentando de peso.

“Em estudos com humanos, é mais difícil estudar como o apetite geneticamente motivado exige maior força de vontade para permanecer magro, pois ambos afetam a mesma pessoa.”

Metade dos cães tem obesidade

Atualmente, a obesidade é tratada como uma questão de saúde pública entre os humanos.

No caso dos cães, de 40% a 60% sofrem com o problema, informou o GNN.

O controle da obesidade em cães é parecido com os humanos: dieta adequada e exercícios físicos. Foto: IA/Freepik O controle da obesidade em cães é parecido com os humanos: dieta adequada e exercícios físicos. Foto: IA/Freepik



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Startup Day-2026 ocorre na Ufac em 21/03 no Centro de Convivência — Universidade Federal do Acre

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Startup Day-2026 ocorre na Ufac em 21/03 no Centro de Convivência — Universidade Federal do Acre

A Pró-Reitoria de Inovação e Tecnologia (Proint) da Ufac e o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Acre (Sebrae-AC) realizam o Startup Day-2026, em 21 de março, das 8h às 12h, no espaço Sebrae-Lab, Centro de Convivência do campus-sede. O evento é dedicado à inovação e ao empreendedorismo, oferecendo oportunidades para transformar projetos em negócios de impacto real. As inscrições são gratuitas e estão abertas por meio online.

O Startup Day-2026 visa fortalecer o ecossistema, promover a troca de experiências, produzir e compartilhar conhecimento, gerar inovação e fomentar novos negócios. A programação conta com show de acolhimento e encerramento, apresentações, painel e palestra, além de atividades paralelas: carreta game do Hospital de Amor de Rio Branco, participação de startups de game em tempo real, oficina para crianças, exposição de grafiteiros e de projetos de pesquisadores da Ufac.

 



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A lógica de valor da Thryqenon (TRYQN) é apoiar a evolução da economia verde por meio de sua infraestrutura digital de energia

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Com a aceleração da transição para uma economia de baixo carbono e a reestruturação do setor elétrico em diversos países, cresce a discussão sobre como a infraestrutura digital pode sustentar, no longo prazo, a evolução da economia verde. Nesse contexto, a plataforma de energia baseada em blockchain Thryqenon (TRYQN) vem ganhando atenção por propor uma estrutura integrada que combina negociação de energia, gestão de carbono e confiabilidade de dados.

A proposta da Thryqenon vai além da simples comercialização de energia renovável. Seu objetivo é construir uma base digital para geração distribuída, redução de emissões e uso colaborativo de energia. À medida que metas de neutralidade de carbono se tornam compromissos regulatórios, critérios como origem comprovada da energia, transparência nos registros e liquidação segura das transações deixam de ser diferenciais e passam a ser requisitos obrigatórios. A plataforma utiliza registro descentralizado em blockchain, correspondência horária de energia limpa e contratos inteligentes para viabilizar uma infraestrutura verificável e auditável.

A economia verde ainda enfrenta obstáculos importantes. Existe descompasso entre o local e o momento de geração da energia renovável e seu consumo final. A apuração de emissões costuma ocorrer de forma anual, dificultando monitoramento em tempo real. Além disso, a baixa rastreabilidade de dados limita a criação de incentivos eficientes no mercado. A Thryqenon busca enfrentar essas lacunas por meio de uma estrutura digital que integra coleta, validação e liquidação de informações energéticas.

Na arquitetura da plataforma, há conexão direta com medidores inteligentes, inversores solares e dispositivos de monitoramento, permitindo registro detalhado da geração e do consumo. Na camada de transações, o sistema possibilita verificação automatizada e liquidação hora a hora de energia e créditos de carbono, garantindo rastreabilidade. Já na integração do ecossistema, empresas, distribuidoras, comercializadoras e consumidores podem interagir por meio de interfaces abertas, promovendo coordenação entre diferentes agentes do setor elétrico.

O potencial de longo prazo da Thryqenon não está apenas no crescimento de usuários ou no volume de negociações, mas em sua capacidade de se posicionar como infraestrutura de suporte à governança energética e ao mercado de carbono. Com o avanço de normas baseadas em dados e reconhecimento internacional de créditos ambientais, plataformas transparentes e auditáveis tendem a ter papel relevante na transição energética e no financiamento sustentável.

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Bancos vermelhos na Ufac simbolizam luta contra feminicídio — Universidade Federal do Acre

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Bancos vermelhos na Ufac simbolizam luta contra feminicídio — Universidade Federal do Acre

A Ufac inaugurou a campanha internacional Banco Vermelho, símbolo de conscientização sobre o feminicídio. A ação integra iniciativas inspiradas na lei n.º 14.942/2024 e contempla a instalação, nos campi da instituição, de três bancos pintados de vermelho, que representa o sangue derramado pelas vítimas. A inauguração ocorreu nesta segunda-feira, 9, no hall da Reitoria.

São dois bancos no campus-sede (um no hall da Reitoria e outro no bloco Jorge Kalume), além de um no campus Floresta, em Cruzeiro do Sul. A reitora Guida Aquino destacou que a instalação dos bancos reforça o papel da universidade na promoção de campanhas e políticas de conscientização sobre a violência contra a mulher. “A violência não se caracteriza apenas em matar, também se caracteriza em gestos, em fala, em atitudes.”

A secretária de Estado da Mulher, Márdhia El-Shawwa, ressaltou a importância de a Ufac incorporar o debate sobre o feminicídio em seus espaços institucionais e defendeu a atuação conjunta entre universidade, governo e sociedade. Segundo ela, a violência contra a mulher não pode ser naturalizada e a conscientização precisa alcançar também a formação de crianças e adolescentes.

A inauguração do Banco Vermelho também ocorre no contexto da aprovação da resolução do Conselho Universitário n.º 266, de 21/01/2026, que institui normas para a efetividade da política de prevenção e combate ao assédio moral, sexual, discriminações e outras violências, principalmente no que se refere a mulheres, população negra, indígena, pessoas com deficiência e LGBTQIAPN+ no âmbito da Ufac em local físico ou virtual relacionado.

No campus Floresta, em Cruzeiro do Sul, a inauguração do Banco Vermelho contou com a participação da coordenadora do Centro de Referência Brasileiro da Mulher, Anequele Monteiro.

Participaram da solenidade, no campus-sede, a pró-reitora de Desenvolvimento e Gestão de Pessoas, Filomena Maria Cruz; a pró-reitora de Graduação, Ednaceli Damasceno; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação, Margarida Carvalho; a coordenadora do projeto de extensão Infância Segura, Alcione Groff; o secretário de Estado de Saúde, Pedro Pascoal; a defensora pública e chefe do Núcleo de Promoção da Defesa dos Direitos Humanos da Mulher, Diversidade Sexual e Gênero da DPE-AC, Clara Rúbia Roque; e o chefe do Centro de Apoio Operacional de Proteção à Mulher do MP-AC, Victor Augusto Silva.

 



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