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Novo tratamento para lúpus com células T CAR acaba com necessidade de remédios

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Deu certo! Um novo tratamento contra Lúpus, usando células T CAR, traz esperança para pessoas que sofrem doença autoimune. Com a terapia inovadora, alguns pacientes já conseguiram interromper a medicação regular em apenas 3 meses.

Um estudo publicado no New England Journal of Medicine sugere que esta terapia com células T CAR pode se tornar um tratamento altamente eficaz para pacientes com LES que não respondem aos tratamentos atuais para lúpus.

“Lúpus é uma doença que requer medicação para o resto da vida, mas esta terapia tem o potencial de mudar isso, o que é incrivelmente emocionante. Esta nova terapia inovadora marca um marco significativo em nossa pesquisa sobre lúpus”, disse o professor Ben Parker, um reumatologista consultor do Manchester Royal Infirmary, onde o procedimento foi parcialmente conduzido.

Conquista inovadora

Debilitante e crônica, hoje o Lúpus afeta uma média de 5 milhões de pessoas ao redor do mundo. Quando os sintomas e a inflamação não são controlados, eles causam danos irreversíveis aos órgãos, podendo levar a pessoa à morte.

As opções de tratamento geralmente incluem medicamentos para prevenir surtos e controlar os sintomas, mas nada para controlar efetivamente a progressão da doença. E a nova terapia com células CAR-T envolve a engenharia genética de células T, um tipo de célula imune, para que elas respondam a um marcador molecular pré-especificado, ou antígeno.

Significa que elas montam uma resposta imune contra células com o antígeno escolhido, eliminando-as do corpo. Para evitar a rejeição, as células T de um paciente são extraídas, geneticamente modificadas e então devolvidas a ele, informou o o GNN.

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Fique atento aos sinais

Qualquer pessoa pode desenvolver lúpus, mas certas pessoas correm maior risco, incluindo:

  • Mulheres de 15 a 44 anos (90% das pessoas que vivem com lúpus são mulheres);
  • Certos grupos raciais ou étnicos — como afro-americanos, asiático-americanos;
  • Hispânicos ou latinos, nativos americanos ou habitantes das ilhas do Pacífico;
  • Pessoas que têm um membro da família com lúpus ou outra doença autoimune;

A remissão da doença

Outro estudo publicado na Nature, fala sobre anti-CD19 para lúpus eritematoso sistêmico refratário, tratados com a terapia CART-T.

“Cinco pacientes com LES (quatro mulheres e um homem) com idade mediana (faixa) de 22 (6) anos,  refratária a vários tratamentos imunossupressores [tiveram] remissão do LES após 3 meses e a mediana (intervalo) da pontuação do Índice de Atividade da Doença do Lúpus Eritematoso Sistêmico após 3 meses foi 0 (2)”.

“A remissão sem medicamentos foi mantida durante um acompanhamento mais longo (mediana (intervalo) de 8 (12) meses após a administração de células T CAR) e mesmo após o reaparecimento de células B.

Inicialmente resultou em números reduzidos de células B, que mais tarde se recuperaram. Porém, as células B não produziram mais anticorpos associados ao lúpus, ou os produziram em um nível muito reduzido.

Vai ciência!

Todos os pacientes conseguem alcançar a remissão da doença sem o uso da medicação tradicional, apenas com a terapia CART-T. Foto: Printo Pacientes conseguem alcançar a remissão da doença sem o uso da medicação tradicional, apenas com a terapia CART-T, diz o estudo. – Foto: Printo



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Alunas da Ufac criam biblioteca de grafismos do povo Huni Kuin — Universidade Federal do Acre

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Alexandra Deitos e Txima Huni Kuin.jpg

Alunas de graduação e mestrado do campus Floresta da Ufac criaram, em 2024, o projeto Biblioteca de Kene, que reúne tecelagem em algodão, pintura corporal, registros audiovisuais e uma plataforma digital acessível por celular. A iniciativa surgiu do trabalho de conclusão de curso de Txima Huni Kuin, em Licenciatura Indígena, e da pesquisa para a dissertação de Alexandra Deitos no programa de pós-graduação em Ensino de Humanidades e Linguagens.

Txima investigou a tecelagem como expressão dos conhecimentos, da arte e da espiritualidade de seu povo, sob orientação do professor Amilton Pelegrino de Mattos. Alexandra, artista visual e atualmente doutoranda, colaborou na construção do projeto por meio de uma pesquisa de autoria coletiva, desenvolvida com as mulheres da comunidade.

Desse encontro surgiu a proposta de criar um espaço onde os mais de 60 grafismos praticados pelas mulheres pudessem ser consultados, ensinados e aprendidos por jovens e mestras tecelãs. O projeto terá uma nova etapa entre 10 e 16 de outubro, com a realização da 2ª Oficina de Kene da Aldeia Arco-Íris, na terra indígena Seringal Independência, no município de Jordão (AC).

Aprendizagem no território

Durante os sete dias de oficina, mestras tecelãs e jovens aprendizes participarão de atividades de preparação de fios, cantos rituais, aplicação do Bawe e tecelagem de painéis com grafismos. Os processos serão documentados para compor o acervo da biblioteca na aldeia e seu site colaborativo, com gestão do conhecimento pelas próprias mulheres.

A proposta dialoga com a expressão “a universidade é na aldeia”, do professor e pesquisador Yube Huni Kuin, também acadêmico da Licenciatura Indígena da Ufac. A experiência reconhece o território e as práticas da comunidade como espaços de produção e transmissão de conhecimento.

Mestras e aprendizes tecelãs.jpg

A 2ª Oficina de Kene é realizada por Txima Huni Kuin, Alexandra Deitos e pela Aldeia Arco-Íris, com apoio do curso de Licenciatura Indígena, da Fundação de Cultura Elias Mansour, do governo do Acre, da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, do Ministério da Cultura e do governo federal.

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Ufac sedia encontro regional sobre residência e preceptoria no SUS — Universidade Federal do Acre

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2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no SUS (2).jpg

A Ufac sediou o 2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no Sistema Único de Saúde (SUS). O evento ocorreu nesta quinta-feira, 8, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede, e reuniu profissionais e representantes de instituições de saúde para a apresentação dos resultados de sete projetos de intervenção desenvolvidos ao longo de dois anos de formação.

A iniciativa é promovida pelo Hospital Sírio-Libanês, em parceria com o Ministério da Saúde, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS, com participação da Ufac.

Para o reitor Josimar Ferreira, cerca de 80% das atividades dos residentes são realizadas nas unidades de saúde. Ele ressaltou o compromisso da gestão com a valorização dos profissionais que atuam na formação dos residentes. “Temos desenvolvido uma política para que os nossos preceptores possam participar dos nossos programas de pós-graduação, de forma a ter vagas garantidas para sua qualificação também.”

O encontro marcou a apresentação dos projetos de intervenção dos cursos de especialização em Gestão de Programas de Residência em Saúde e Educação na Saúde para Preceptores no SUS. Os trabalhos abordaram temas como formação e avaliação de preceptores, definição de perfis de competências, saúde mental dos residentes, reestruturação curricular e melhoria dos processos de trabalho nos serviços de saúde.

Segundo a coordenadora da Residência Multiprofissional Integrada em Saúde da Família e Comunidade da Ufac, Mariane Ribeiro, as iniciativas buscam qualificar tanto a formação dos residentes quanto as atividades desenvolvidas nos campos de prática. “Esses resultados que temos hoje proporcionam uma integração com o ensino, serviço e a comunidade, porque também têm um retorno para o usuário”, disse.

Para a representante do Hospital Sírio-Libanês e facilitadora de ensino e aprendizagem, Célia Márcia Birchler, a conclusão dos cursos representa uma etapa de um trabalho que deve continuar nas instituições de saúde. “Toda vez que fazemos um movimento de fortalecimento dos programas de residência, na realidade estamos falando de um processo de qualificação do SUS”, afirmou.

A presidente da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), Sóron Angélica Steiner, disse que a formação estimula mudanças na organização do trabalho e no atendimento da população. “Essa força motriz que faz com que o serviço ande de acordo com a formação é o que faz com que o gestor seja provocado a melhorar o ambiente de trabalho, o fluxo de serviço.”

Também participaram da mesa de honra do encontro o presidente do Conselho Estadual de Saúde do Acre, Osvaldo de Souza Leal Júnior; e Pedro Henrique Macedo Leitão, representando o secretário municipal de Saúde de Rio Branco, Rennan Biths.



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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre

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Nathalia Oliveira, Ufac 2026.10.02.jpeg

A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.

“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.

Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.

A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.



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