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Novos anticorpos podem ajudar a vencer a luta contra a malária – DW – 23/01/2025

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Pesquisadores descobriram uma nova classe de anticorpos para tratar maláriaabrindo caminho para novas estratégias de prevenção da malária. A descoberta surge num momento em que a malária ainda é uma ameaça significativa à saúde global.

A malária é uma das doenças infecciosas mais prevalentes a nível mundial, particularmente em países de rendimentos baixos e médios.

Estima-se que haja 263 milhões de casos notificados pelo Organização Mundial de Saúde em 2023, acima de cerca 248 milhões de casos em 2022.

O estudo, publicado em Ciência, destaca a promessa destes novos anticorpos na luta contra a malária. No entanto, são necessários mais testes clínicos antes que possam estar disponíveis, uma vez que os testes iniciais foram realizados em modelos de ratos.

“A descoberta de um novo alvo na superfície do esporozoíto (o estágio de vida do parasita causador da malária) representa um grande avanço que pode ajudar no desenvolvimento de uma nova geração de intervenções antimaláricas de próxima geração”, disse Cristina Donini à DW.

Donini é vice-presidente executivo e chefe de pesquisa da organização suíça sem fins lucrativos Medicines for Malaria Venture. Donini não fez parte do estudo.

Novos tratamentos contra a malária necessários

Foram desenvolvidas novas intervenções contra a malária, incluindo duas vacinas recomendadas pela OMS sendo implementado para crianças em regiões onde a doença é prevalente.

“Embora estas vacinas representem um grande passo em frente na luta contra a malária, o consenso no terreno é que ainda são urgentemente necessárias ferramentas adicionais para reduzir o fardo da malária”, disse o autor do estudo, Joshua Tan, imunologista do Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas. em Maryland, EUA.

Os anticorpos monoclonais antimaláricos (mAbs) são outra nova ferramenta promissora que demonstrou ser segura e eficaz contra a infecção por Plasmodium falciparumque é o parasita causador da malária mais mortal, em adultos e crianças nos primeiros ensaios clínicos.

Os anticorpos antimaláricos funcionam ligando-se ao parasita esporozoíta transmitido dos mosquitos às pessoas. Ajudam o sistema imunitário a destruir o parasita imediatamente, por isso são administrados quando alguém já tem malária.

As vacinas funcionam de maneira diferente, treinando o sistema imunológico para combater infecções futuras.

No entanto, as vacinas actuais oferecem “menos de 50% de protecção em áreas com níveis muito elevados de malária”, disse Donini.

Um problema é que os actuais anticorpos antimaláricos podem interferir com as vacinas contra a malária, reduzindo ainda mais a eficácia das vacinas.

“Por outras palavras, a presença de um anticorpo monoclonal pode impedir as respostas imunitárias, levando a uma eficácia reduzida ou falha da vacina”, disse Donini.

OMS pressiona por zero casos de malária

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Novo anticorpo antimalárico parece promissor

Tan e os seus colaboradores pretendiam desenvolver novos anticorpos para tratar a malária que não interferissem com as vacinas, procurando novas regiões no esporozoíto onde os anticorpos se pudessem ligar.

Um anticorpo, denominado MAD21-101, foi o mais potente, proporcionando proteção contra a infecção por malária em ratos.

Como este anticorpo não se ligou à mesma parte do esporozoíto onde as vacinas funcionam, Tan disse que é pouco provável que interfira na eficácia da vacina.

Donini disse que os novos anticorpos parecem promissores como medicamentos potenciais.

“Os actuais medicamentos protectores têm de ser tomados todos os meses, enquanto o anticorpo pode ser administrado tão raramente como uma vez por estação”, disse Donini.

“Os anticorpos conferem protecção imediata numa única dose, enquanto as vacinas requerem três injecções e são necessários três meses para a resposta imunitária se desenvolver”.

No entanto, Donini alertou que os anticorpos só foram testados em ratos, por isso “ainda não se sabe” se funcionarão em humanos.

“São necessários dados clínicos para confirmar os resultados pré-clínicos muito promissores. Há dois caminhos a seguir: um é tentar desenvolver isto como uma nova vacina ou tornar a proteína terapêutica (um anticorpo monoclonal)”, disse ela à DW.

A malária poderá ser eliminada até 2030?

Em 2015, a OMS iniciou uma estratégia para reduzir a incidência e as taxas de mortalidade globais da malária em pelo menos 90% até 2030.

“Embora tenha havido progressos notáveis ​​contra a doença, a actual trajectória de eliminação da malária não permitirá alcançar a eliminação até 2030”, disse Donini.

As mortes globais por malária registaram uma tendência decrescente entre 2000-2022mas os casos permaneceram estáveis ​​no mesmo período, em cerca de 250 milhões de casos por ano.

“Desafios como a persistência e a propagação da resistência aos medicamentos e aos insecticidas, a propagação de espécies de mosquitos invasivos e altamente adaptáveis, os sistemas de saúde deficientes e as alterações climáticas estão a impedir novos progressos”, disse Donini.

O que é necessário para eliminar a malária, disse ela, são novos tratamentos que sejam mais fácil e barato de entregarespecialmente medicamentos que são seguros para utilização em mulheres grávidas e que não podem ser resistidos pelos parasitas causadores da malária.

Tan disse que sua equipe está trabalhando para reduzir os custos de produção de anticorpos, “o que é crítico para o desenvolvimento potencial como uma intervenção para uso em regiões endêmicas de malária“, disse ele.

Editado por: Matthew Ward Agius

Fonte:

Anticorpos protetores têm como alvo o epítopo críptico desmascarado pela clivagem da proteína do esporozoíto da malária



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Fundape tem nova sede inaugurada no campus da Ufac na capital — Universidade Federal do Acre

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A reitora da Ufac, Guida Aquino, participou da solenidade de inauguração da nova sede da Fundação de Apoio e Desenvolvimento ao Ensino, Pesquisa e Extensão Universitária no Acre (Fundape), da qual ela é presidente do Conselho Curador. O evento ocorreu nesta sexta-feira, 26, no campus-sede, local em que se localiza o espaço administrativo e operacional da fundação.

Guida destacou a importância da Fundape para a Ufac e para outras instituições da Região Norte. Para ela, a fundação passou por um processo de fortalecimento nos últimos anos. “A Fundape hoje nos faz realizar, na verdade, todas as parcerias de formação de docentes, de ensino, de pesquisa, de extensão, de inovação”, afirmou.

Segundo a reitora, a fundação ampliou sua atuação para além do Acre, atendendo também instituições de Rondônia, Amapá e Roraima. “Olha a grandeza disso. E nós, enquanto Universidade Federal do Acre, temos que nos orgulhar”, pontuou.

O diretor-presidente da Fundape, Ismar Bernardo de Araújo, disse que a inauguração da sede própria representa uma conquista construída com dedicação, trabalho em equipe e visão de futuro. “Hoje não celebramos apenas a abertura de um novo espaço físico; celebramos uma conquista construída com dedicação, trabalho em equipe, visão de futuro e confiança.”

Ismar lembrou que a Fundape foi instituída em 22 de junho de 1998 e completa 28 anos em 2026. Atualmente, a fundação conta com 38 colaboradores, representa quatro universidades federais, três institutos federais e um hospital universitário, estando presente em quatro Estados da região Norte.

Membro fundador da Fundape e pró-reitor de Planejamento da Ufac, Alexandre Hid, relembrou a criação da fundação e os desafios enfrentados ao longo da trajetória institucional. “Hoje a fundação está aí forte e firme para maiores e melhores desafios.”

Fundape tem nova sede inaugurada no campus da Ufac na capital-interna-2.jpg

Também participaram da solenidade a reitora da Unir, Marília Pimentel; o procurador-geral adjunto para Assuntos Administrativos e Institucionais do MP-AC, Carlos Roberto da Silva Maia, representando o procurador-geral Oswaldo Lima Neto; o diretor técnico da Fundape, Camilo Gouveia; o diretor administrativo-financeiro da Fundape, Dionel de Araújo; Gemil Júnior, suplente do senador Alan Rick (Republicanos-AC); a pró-reitora de Inovação, Pesquisa e Pós-Graduação do Ifac, Alana Chocorosqui, representando o reitor Fábio Storch; o ex-reitor da Ufac, Minoru Kinpara; além de dirigentes, coordenadores de projetos, colaboradores e representantes de instituições parceiras.

 



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Seminário na Ufac tematiza planejamento e governança pública — Universidade Federal do Acre

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Seminário na Ufac tematiza planejamento e governança pública — Universidade Federal do Acre

O programa de pós-graduação em Planejamento e Governança Pública, da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), no âmbito do mestrado interinstitucional para técnico-administrativos da Ufac e do Instituto Federal do Acre (Ifac), realiza o 12º Seminário de Boas Práticas em Planejamento e Governança Pública, de 14 a 16 de julho, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede da Ufac. As inscrições são gratuitas e estão abertas até 16 de julho, por meio online.

O evento será transmitido pelo YouTube e terá como tema “Governança, Políticas Públicas e Desenvolvimento Regional na Amazônia: Desafios Estruturais para o Acre”, propondo um debate sobre questões territoriais, sociais, ambientais, urbanas, institucionais e econômicas que atravessam a realidade amazônica e acreana.

A programação científica será organizada em quatro eixos temáticos: governança urbana, mobilidade e direito à cidade na Amazônia; infraestrutura, saneamento e resiliência em contextos de enchentes e queimadas; governança ambiental, desenvolvimento sustentável e capacidade estatal na Amazônia; e educação e empreendedorismo na Amazônia.

O seminário tem como público-alvo a comunidade universitária e gestores públicos, contando com a participação de autoridades locais, pesquisadores da UTFPR, docentes da Ufac e do Ifac, bem como especialistas convidados de diferentes áreas.

 



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Estudo indica limitações de conhecimento sobre leishmaniose — Universidade Federal do Acre

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A Ufac é parceira em pesquisa desenvolvida no município de Sena Madureira (AC), a qual identificou limitações no conhecimento sobre a leishmaniose cutânea entre pacientes e profissionais da saúde, além de barreiras geográficas e estruturais que dificultam o acesso ao diagnóstico e ao tratamento precoce em áreas rurais endêmicas.

Os resultados do estudo foram publicados, em maio, na revista eletrônica “Acervo Saúde”, vol. 26(5), com o título “Leishmaniose Cutânea na Amazônia Ocidental: Lacunas no Conhecimento e Barreiras de Acesso Assistencial em Áreas Endêmicas”. O artigo tem coautoria de pesquisadores da Ufac.

A pesquisa foi realizada com 50 pacientes com suspeita clínica de leishmaniose cutânea e 51 agentes de saúde, sendo 63% agentes comunitários de saúde e 37% agentes de combate às endemias.

“Em nosso trabalho, identificamos que tanto os profissionais da saúde quanto os pacientes possuem informações limitadas sobre a doença. Conhecer as limitações para acesso ao diagnóstico e tratamento precoce é uma das principais estratégias para a implementação de programas de controle e de educação em saúde que contemplem o perfil epidemiológico e social das populações de áreas endêmicas”, disse o autor do estudo, Leandro Siqueira de Souza, do Instituto Oswaldo Cruz (IOC).

A região Norte é responsável por mais da metade dos casos da doença no Brasil; o Acre conta com mais de 11 mil casos notificados na última década. Em 2025, os municípios acreanos de Xapuri, Marechal Thaumaturgo, Assis Brasil, Sena Madureira e Brasileia foram classificados pelo Ministério da Saúde como áreas de risco intenso para transmissão da doença.

“A região amazônica é uma área endêmica para a leishmaniose cutânea, uma doença negligenciada que afeta principalmente populações de comunidades tradicionais”, contou o pesquisador Reginaldo Peçanha Brazil, do IOC. “Conhecer as limitações no conhecimento tanto dos pacientes como de profissionais da saúde de áreas endêmicas é fundamental para o sistema de saúde do Estado do Acre e para o controle mais efetivo da doença.”

A investigação integra um projeto de pesquisa coordenado por Brazil. Além da Ufac, são parceiros na pesquisa a Universidade Federal de Minas Gerais, a Universidade de Brasília, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade e a Secretaria de Estado de Saúde do Acre.

Pela Ufac, são coautores do artigo os pesquisadores Andréia Luísa Peixinho da Silva Guimarães, Francisca Alana Costa de Souza, Marcos Bruno Zacarias Campelo, Breno Kalyl Freitas Nascimento, Andreia Fernandes Brilhante e Francisco Glauco de Araújo Santos. Os estudos contam com financiamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e apoio de instituições parceiras.

 



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