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Núcleo Pacificar da Polícia Civil do Acre tem mais de 5.600 conciliações e recorde de produtividade em 2024
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1 ano atrásem
Marcelo Torres
Criado para atuar na resolução pacífica de conflitos e na prevenção da criminalidade, o Núcleo Pacificar da Polícia Civil do Acre (PCAC) vem se consolidando como um dos mais eficientes mecanismos de conciliação e mediação do estado. Com mais de nove anos de existência, o programa já realizou 5.613 conciliações de diferentes naturezas criminais e cíveis, promovendo soluções rápidas e eficazes para a população.

Inicialmente, o Pacificar funcionou como um projeto-piloto entre agosto de 2015 e março de 2017, quando as conciliações eram feitas exclusivamente no Núcleo Central. Naquele período, as partes envolvidas eram identificadas no sistema Sigo e convidadas a uma conciliação extrajudicial por meio de contato telefônico. O trabalho foi impactado pelo período de distanciamento social durante a pandemia da covid-19, entre 2020 e 2021, o que tornou seus resultados ainda mais expressivos ao longo dos anos.
Atualmente, o Núcleo Pacificar está presente nas quatro regionais de Rio Branco e em 16 municípios do Acre, ampliando significativamente sua capacidade de atendimento. Apenas em 2024 foram realizados 1.616 atendimentos individuais, 1.229 audiências e 1.027 acordos firmados, refletindo uma taxa de produtividade de 83,86% entre audiências e acordos. Esse número representa um crescimento expressivo em relação a 2023, quando a produtividade era de 50,43%.
Uma mudança metodológica também contribuiu para a análise mais detalhada dos resultados. Em 2023, os atendimentos eram contabilizados juntamente com as audiências realizadas. Já em 2024, os dados passaram a ser separados, permitindo uma avaliação mais precisa do desempenho do Núcleo. Com 1.027 acordos firmados neste ano, o Pacificar superou seu recorde anterior de 1.006 acordos registrados em 2018, alcançando sua maior produtividade desde a criação.
Para o delegado-geral da PCAC, José Henrique Maciel, os resultados demonstram a importância do Pacificar na construção de uma Segurança Pública mais integrada e eficiente. “Conforme comprovado pelas estatísticas apresentadas, conclui-se que o Pacificar representa, além de um marco evolutivo na história da PCAC, por desenvolver um trabalho policial preventivo integrado à comunidade, também a conquista de uma nova concepção de Segurança Pública Garantindo uma maior integração entre autoridades e comunidade, e respondendo de forma satisfatória ao público atendido”, destacou.
O coordenador do Núcleo Pacificar, Paulo Carpeggiane, também ressalta os impactos positivos da atuação do programa. “Destacamos a redução do número de vítimas e, consequentemente, de presos nos complexos prisionais, a redução do número de Termos Circunstanciados de Ocorrência (TCOs) e inquéritos policiais nas delegacias especializadas, além da diminuição da quantidade de processos no Poder Judiciário e no Ministério Público. Também observamos uma menor demanda por assistência na Defensoria Pública e uma melhoria na imagem pública da Polícia Civil e de todo o Sistema de Segurança Pública. Como resultado, há uma redução nos gastos do Estado e uma economia significativa para os cofres públicos, tornando os benefícios não apenas sociais, mas também econômicos”, enfatizou.
O sucesso do Núcleo Pacificar reafirma a eficiência da conciliação extrajudicial como um instrumento essencial para a resolução de conflitos e a pacificação social. A ampliação do programa e o aprimoramento de suas métricas de desempenho são passos fundamentais para continuar promovendo uma justiça mais acessível e eficaz para toda a população acreana.
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Fundape tem nova sede inaugurada no campus da Ufac na capital — Universidade Federal do Acre
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17 horas atrásem
26 de junho de 2026A reitora da Ufac, Guida Aquino, participou da solenidade de inauguração da nova sede da Fundação de Apoio e Desenvolvimento ao Ensino, Pesquisa e Extensão Universitária no Acre (Fundape), da qual ela é presidente do Conselho Curador. O evento ocorreu nesta sexta-feira, 26, no campus-sede, local em que se localiza o espaço administrativo e operacional da fundação.
Guida destacou a importância da Fundape para a Ufac e para outras instituições da Região Norte. Para ela, a fundação passou por um processo de fortalecimento nos últimos anos. “A Fundape hoje nos faz realizar, na verdade, todas as parcerias de formação de docentes, de ensino, de pesquisa, de extensão, de inovação”, afirmou.
Segundo a reitora, a fundação ampliou sua atuação para além do Acre, atendendo também instituições de Rondônia, Amapá e Roraima. “Olha a grandeza disso. E nós, enquanto Universidade Federal do Acre, temos que nos orgulhar”, pontuou.
O diretor-presidente da Fundape, Ismar Bernardo de Araújo, disse que a inauguração da sede própria representa uma conquista construída com dedicação, trabalho em equipe e visão de futuro. “Hoje não celebramos apenas a abertura de um novo espaço físico; celebramos uma conquista construída com dedicação, trabalho em equipe, visão de futuro e confiança.”

Ismar lembrou que a Fundape foi instituída em 22 de junho de 1998 e completa 28 anos em 2026. Atualmente, a fundação conta com 38 colaboradores, representa quatro universidades federais, três institutos federais e um hospital universitário, estando presente em quatro Estados da região Norte.
Membro fundador da Fundape e pró-reitor de Planejamento da Ufac, Alexandre Hid, relembrou a criação da fundação e os desafios enfrentados ao longo da trajetória institucional. “Hoje a fundação está aí forte e firme para maiores e melhores desafios.”

Também participaram da solenidade a reitora da Unir, Marília Pimentel; o procurador-geral adjunto para Assuntos Administrativos e Institucionais do MP-AC, Carlos Roberto da Silva Maia, representando o procurador-geral Oswaldo Lima Neto; o diretor técnico da Fundape, Camilo Gouveia; o diretor administrativo-financeiro da Fundape, Dionel de Araújo; Gemil Júnior, suplente do senador Alan Rick (Republicanos-AC); a pró-reitora de Inovação, Pesquisa e Pós-Graduação do Ifac, Alana Chocorosqui, representando o reitor Fábio Storch; o ex-reitor da Ufac, Minoru Kinpara; além de dirigentes, coordenadores de projetos, colaboradores e representantes de instituições parceiras.
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Seminário na Ufac tematiza planejamento e governança pública — Universidade Federal do Acre
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23 de junho de 2026O programa de pós-graduação em Planejamento e Governança Pública, da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), no âmbito do mestrado interinstitucional para técnico-administrativos da Ufac e do Instituto Federal do Acre (Ifac), realiza o 12º Seminário de Boas Práticas em Planejamento e Governança Pública, de 14 a 16 de julho, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede da Ufac. As inscrições são gratuitas e estão abertas até 16 de julho, por meio online.
O evento será transmitido pelo YouTube e terá como tema “Governança, Políticas Públicas e Desenvolvimento Regional na Amazônia: Desafios Estruturais para o Acre”, propondo um debate sobre questões territoriais, sociais, ambientais, urbanas, institucionais e econômicas que atravessam a realidade amazônica e acreana.
A programação científica será organizada em quatro eixos temáticos: governança urbana, mobilidade e direito à cidade na Amazônia; infraestrutura, saneamento e resiliência em contextos de enchentes e queimadas; governança ambiental, desenvolvimento sustentável e capacidade estatal na Amazônia; e educação e empreendedorismo na Amazônia.
O seminário tem como público-alvo a comunidade universitária e gestores públicos, contando com a participação de autoridades locais, pesquisadores da UTFPR, docentes da Ufac e do Ifac, bem como especialistas convidados de diferentes áreas.
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Estudo indica limitações de conhecimento sobre leishmaniose — Universidade Federal do Acre
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17 de junho de 2026A Ufac é parceira em pesquisa desenvolvida no município de Sena Madureira (AC), a qual identificou limitações no conhecimento sobre a leishmaniose cutânea entre pacientes e profissionais da saúde, além de barreiras geográficas e estruturais que dificultam o acesso ao diagnóstico e ao tratamento precoce em áreas rurais endêmicas.
Os resultados do estudo foram publicados, em maio, na revista eletrônica “Acervo Saúde”, vol. 26(5), com o título “Leishmaniose Cutânea na Amazônia Ocidental: Lacunas no Conhecimento e Barreiras de Acesso Assistencial em Áreas Endêmicas”. O artigo tem coautoria de pesquisadores da Ufac.
A pesquisa foi realizada com 50 pacientes com suspeita clínica de leishmaniose cutânea e 51 agentes de saúde, sendo 63% agentes comunitários de saúde e 37% agentes de combate às endemias.
“Em nosso trabalho, identificamos que tanto os profissionais da saúde quanto os pacientes possuem informações limitadas sobre a doença. Conhecer as limitações para acesso ao diagnóstico e tratamento precoce é uma das principais estratégias para a implementação de programas de controle e de educação em saúde que contemplem o perfil epidemiológico e social das populações de áreas endêmicas”, disse o autor do estudo, Leandro Siqueira de Souza, do Instituto Oswaldo Cruz (IOC).
A região Norte é responsável por mais da metade dos casos da doença no Brasil; o Acre conta com mais de 11 mil casos notificados na última década. Em 2025, os municípios acreanos de Xapuri, Marechal Thaumaturgo, Assis Brasil, Sena Madureira e Brasileia foram classificados pelo Ministério da Saúde como áreas de risco intenso para transmissão da doença.
“A região amazônica é uma área endêmica para a leishmaniose cutânea, uma doença negligenciada que afeta principalmente populações de comunidades tradicionais”, contou o pesquisador Reginaldo Peçanha Brazil, do IOC. “Conhecer as limitações no conhecimento tanto dos pacientes como de profissionais da saúde de áreas endêmicas é fundamental para o sistema de saúde do Estado do Acre e para o controle mais efetivo da doença.”
A investigação integra um projeto de pesquisa coordenado por Brazil. Além da Ufac, são parceiros na pesquisa a Universidade Federal de Minas Gerais, a Universidade de Brasília, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade e a Secretaria de Estado de Saúde do Acre.
Pela Ufac, são coautores do artigo os pesquisadores Andréia Luísa Peixinho da Silva Guimarães, Francisca Alana Costa de Souza, Marcos Bruno Zacarias Campelo, Breno Kalyl Freitas Nascimento, Andreia Fernandes Brilhante e Francisco Glauco de Araújo Santos. Os estudos contam com financiamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e apoio de instituições parceiras.
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