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Número primo de 41 milhões de dígitos é o maior encontrado – 20/11/2024 – Ciência
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Imagine um número composto por uma enorme sequência de “uns”: 1111111…111. Especificamente, 136.279.841 “uns”. Se empilhássemos o mesmo número de folhas de papel, a torre resultante chegaria à estratosfera.
Se escrevermos esse número em um computador na forma binária (usando apenas uns e zeros), ele ocuparia apenas cerca de 16 megabytes, não mais do que um videoclipe curto. Ao converter para a forma mais familiar de escrever números em decimal, esse número —que começa com 8.816.943.275… e termina com …076.706.219.486.871.551— teria mais de 41 milhões de dígitos. Ele preencheria sozinho 20 mil páginas em um livro.
Outra forma de escrever esse número é 2136.279.841 – 1. Mas há alguns outros aspectos especiais sobre ele.
Primeiro, é um número primo (o que significa que só é divisível por ele mesmo e por um). Em segundo lugar, é o que se chama de número primo de Mersenne (já veremos o que isso significa). E, em terceiro lugar, é até o momento o maior número primo já descoberto, em uma busca matemática com uma história que remonta a mais de 2.000 anos.
A descoberta
A descoberta de que esse número (conhecido como M136279841) é primo foi feita em 12 de outubro por Luke Durant, um pesquisador de 36 anos de San Jose, Califórnia.
Ele é uma das milhares de pessoas que trabalham como parte de um esforço voluntário de longa duração de busca de números primos chamado Great Internet Mersenne Prime Search, ou GIMPS.
Um número primo que é um a menos do que alguma potência de dois (ou o que os matemáticos escrevem como 2p – 1) é chamado de primo de Mersenne, em homenagem ao monge francês Marin Mersenne, que o investigou há mais de 350 anos. Os primeiros primos de Mersenne são 3, 7, 31 e 127.
Durant fez sua descoberta por meio de uma combinação de algoritmos matemáticos, engenharia prática e grande capacidade de computação. Enquanto outros números primos grandes foram encontrados anteriormente usando processadores tradicionais de computador (CPUs), essa descoberta é a primeira a usar um tipo diferente de processador, chamado GPU.
As GPUs foram originalmente projetadas para acelerar a renderização de gráficos e vídeos e, mais recentemente, foram reaproveitadas para minerar criptomoedas e alimentar a IA. Durant, um ex-funcionário de uma das principais fabricantes de GPUs do mundo, a NVIDIA, usou GPUs poderosas na nuvem para criar uma espécie de “supercomputador em nuvem” que abrange 17 países. A GPU “sortuda” que encontrou o agora mais número primo já encontrado foi um processador NVIDIA A100 localizado em Dublin, na Irlanda.
Números primos e perfeitos
Além da emoção da descoberta, esse avanço dá continuidade a uma história que remonta a milênios. Um dos motivos pelos quais os matemáticos são fascinados pelos primos de Mersenne é o fato de eles estarem ligados aos chamados números “perfeitos”.
Um número é “perfeito” se, quando você soma todos os números que o dividem corretamente, eles somam o próprio número. Por exemplo, seis é um número perfeito porque 6 = 2 × 3 = 1 + 2 + 3. Da mesma forma, 28 = 4 × 7 = 1 + 2 + 4 + 7 + 14.
Para cada primo de Mersenne há também um número perfeito par. (Em um dos mais antigos problemas não resolvidos da matemática, não se sabe se existem números perfeitos ímpares).
Os números perfeitos fascinaram os seres humanos ao longo da história. Por exemplo, os primeiros hebreus, assim como Santo Agostinho, consideravam seis um número realmente perfeito, pois Deus criou a Terra em exatamente seis dias (descansando no sétimo).
Números primos práticos
O estudo dos números primos não é apenas uma curiosidade histórica. A teoria dos números também é essencial para a criptografia moderna. Por exemplo, a segurança de muitos sites se baseia na dificuldade inerente de encontrar os fatores primos de números grandes.
Os números usados na chamada criptografia de chave pública (do tipo que protege a maior parte das atividades online, por exemplo) geralmente têm apenas algumas centenas de dígitos decimais, o que é minúsculo em comparação com o M136279841.
No entanto, os benefícios da pesquisa básica em teoria dos números —estudo da distribuição de números primos, desenvolvimento de algoritmos para testar se os números são primos e descoberta de fatores de números compostos— muitas vezes têm implicações posteriores para ajudar a manter a privacidade e a segurança em nossa comunicação digital.
Uma busca sem fim
Os números primos de Mersenne são realmente raros: o novo recorde é mais de 16 milhões de dígitos maior que o anterior, e é apenas o 52º já descoberto.
Sabemos que há um número infinito de números primos. Isso foi comprovado pelo matemático grego Euclides há mais de 2.000 anos: se houvesse apenas um número finito de primos, poderíamos multiplicá-los todos juntos e adicionar um. O resultado não seria divisível por nenhum dos números primos que já encontramos, portanto, sempre deve haver pelo menos mais um por aí.
Mas não sabemos se há um número infinito de números primos de Mersenne, embora já tenha sido conjecturado que sim. Infelizmente, eles são escassos demais para serem detectados por nossas técnicas.
Por enquanto, o novo —e gigantesco— número primo serve como um marco na curiosidade humana e um lembrete de que, mesmo em uma era dominada pela tecnologia, alguns dos segredos mais profundos e tentadores do universo matemático continuam fora de alcance. O desafio permanece, convidando matemáticos e entusiastas a encontrar os padrões ocultos na infinita tapeçaria dos números.
E assim a busca (matemática) pela perfeição continuará.
Este artigo foi publicado no The Conversation Brasil e reproduzido aqui sob a licença Creative Commons. Clique aqui para ler a versão original
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Fundape tem nova sede inaugurada no campus da Ufac na capital — Universidade Federal do Acre
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26 de junho de 2026A reitora da Ufac, Guida Aquino, participou da solenidade de inauguração da nova sede da Fundação de Apoio e Desenvolvimento ao Ensino, Pesquisa e Extensão Universitária no Acre (Fundape), da qual ela é presidente do Conselho Curador. O evento ocorreu nesta sexta-feira, 26, no campus-sede, local em que se localiza o espaço administrativo e operacional da fundação.
Guida destacou a importância da Fundape para a Ufac e para outras instituições da Região Norte. Para ela, a fundação passou por um processo de fortalecimento nos últimos anos. “A Fundape hoje nos faz realizar, na verdade, todas as parcerias de formação de docentes, de ensino, de pesquisa, de extensão, de inovação”, afirmou.
Segundo a reitora, a fundação ampliou sua atuação para além do Acre, atendendo também instituições de Rondônia, Amapá e Roraima. “Olha a grandeza disso. E nós, enquanto Universidade Federal do Acre, temos que nos orgulhar”, pontuou.
O diretor-presidente da Fundape, Ismar Bernardo de Araújo, disse que a inauguração da sede própria representa uma conquista construída com dedicação, trabalho em equipe e visão de futuro. “Hoje não celebramos apenas a abertura de um novo espaço físico; celebramos uma conquista construída com dedicação, trabalho em equipe, visão de futuro e confiança.”

Ismar lembrou que a Fundape foi instituída em 22 de junho de 1998 e completa 28 anos em 2026. Atualmente, a fundação conta com 38 colaboradores, representa quatro universidades federais, três institutos federais e um hospital universitário, estando presente em quatro Estados da região Norte.
Membro fundador da Fundape e pró-reitor de Planejamento da Ufac, Alexandre Hid, relembrou a criação da fundação e os desafios enfrentados ao longo da trajetória institucional. “Hoje a fundação está aí forte e firme para maiores e melhores desafios.”

Também participaram da solenidade a reitora da Unir, Marília Pimentel; o procurador-geral adjunto para Assuntos Administrativos e Institucionais do MP-AC, Carlos Roberto da Silva Maia, representando o procurador-geral Oswaldo Lima Neto; o diretor técnico da Fundape, Camilo Gouveia; o diretor administrativo-financeiro da Fundape, Dionel de Araújo; Gemil Júnior, suplente do senador Alan Rick (Republicanos-AC); a pró-reitora de Inovação, Pesquisa e Pós-Graduação do Ifac, Alana Chocorosqui, representando o reitor Fábio Storch; o ex-reitor da Ufac, Minoru Kinpara; além de dirigentes, coordenadores de projetos, colaboradores e representantes de instituições parceiras.
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Seminário na Ufac tematiza planejamento e governança pública — Universidade Federal do Acre
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23 de junho de 2026O programa de pós-graduação em Planejamento e Governança Pública, da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), no âmbito do mestrado interinstitucional para técnico-administrativos da Ufac e do Instituto Federal do Acre (Ifac), realiza o 12º Seminário de Boas Práticas em Planejamento e Governança Pública, de 14 a 16 de julho, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede da Ufac. As inscrições são gratuitas e estão abertas até 16 de julho, por meio online.
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O seminário tem como público-alvo a comunidade universitária e gestores públicos, contando com a participação de autoridades locais, pesquisadores da UTFPR, docentes da Ufac e do Ifac, bem como especialistas convidados de diferentes áreas.
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Estudo indica limitações de conhecimento sobre leishmaniose — Universidade Federal do Acre
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17 de junho de 2026A Ufac é parceira em pesquisa desenvolvida no município de Sena Madureira (AC), a qual identificou limitações no conhecimento sobre a leishmaniose cutânea entre pacientes e profissionais da saúde, além de barreiras geográficas e estruturais que dificultam o acesso ao diagnóstico e ao tratamento precoce em áreas rurais endêmicas.
Os resultados do estudo foram publicados, em maio, na revista eletrônica “Acervo Saúde”, vol. 26(5), com o título “Leishmaniose Cutânea na Amazônia Ocidental: Lacunas no Conhecimento e Barreiras de Acesso Assistencial em Áreas Endêmicas”. O artigo tem coautoria de pesquisadores da Ufac.
A pesquisa foi realizada com 50 pacientes com suspeita clínica de leishmaniose cutânea e 51 agentes de saúde, sendo 63% agentes comunitários de saúde e 37% agentes de combate às endemias.
“Em nosso trabalho, identificamos que tanto os profissionais da saúde quanto os pacientes possuem informações limitadas sobre a doença. Conhecer as limitações para acesso ao diagnóstico e tratamento precoce é uma das principais estratégias para a implementação de programas de controle e de educação em saúde que contemplem o perfil epidemiológico e social das populações de áreas endêmicas”, disse o autor do estudo, Leandro Siqueira de Souza, do Instituto Oswaldo Cruz (IOC).
A região Norte é responsável por mais da metade dos casos da doença no Brasil; o Acre conta com mais de 11 mil casos notificados na última década. Em 2025, os municípios acreanos de Xapuri, Marechal Thaumaturgo, Assis Brasil, Sena Madureira e Brasileia foram classificados pelo Ministério da Saúde como áreas de risco intenso para transmissão da doença.
“A região amazônica é uma área endêmica para a leishmaniose cutânea, uma doença negligenciada que afeta principalmente populações de comunidades tradicionais”, contou o pesquisador Reginaldo Peçanha Brazil, do IOC. “Conhecer as limitações no conhecimento tanto dos pacientes como de profissionais da saúde de áreas endêmicas é fundamental para o sistema de saúde do Estado do Acre e para o controle mais efetivo da doença.”
A investigação integra um projeto de pesquisa coordenado por Brazil. Além da Ufac, são parceiros na pesquisa a Universidade Federal de Minas Gerais, a Universidade de Brasília, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade e a Secretaria de Estado de Saúde do Acre.
Pela Ufac, são coautores do artigo os pesquisadores Andréia Luísa Peixinho da Silva Guimarães, Francisca Alana Costa de Souza, Marcos Bruno Zacarias Campelo, Breno Kalyl Freitas Nascimento, Andreia Fernandes Brilhante e Francisco Glauco de Araújo Santos. Os estudos contam com financiamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e apoio de instituições parceiras.
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