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Número recorde de migrantes morreram na tentativa de chegar à Espanha este ano | Notícias sobre migração

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Mais de 10.000 migrantes morreram – uma média de 30 por dia – em 2024 enquanto tentavam chegar a Espanha, afirma uma ONG num novo relatório.

Mais de 10 mil migrantes morreram ao tentarem chegar a Espanha por mar este ano, revelou um relatório divulgado por um grupo espanhol de direitos migratórios, o maior número desde que começou a contabilizar em 2007.

Em média, isso significa que 30 migrantes morreram todos os dias este ano ao tentarem chegar ao país de barco, disse na quinta-feira a ONG Caminando Fronteras (Fronteiras Caminhantes).

As mortes globais aumentaram 58 por cento em comparação com ano passadoacrescentou o relatório.

Dezenas de milhares de migrantes trocou a África Ocidental em 2024 pelas Ilhas Canárias, um arquipélago espanhol próximo da costa africana que tem sido cada vez mais utilizado como trampolim para a Europa continental.

Caminando Fronteras disse que a maior parte das 10.457 mortes registadas até 15 de dezembro ocorreu ao longo daquela travessia, a chamada rota do Atlântico – considerada uma das mais perigosas do mundo.

A organização compila os seus números a partir das famílias dos migrantes e das estatísticas oficiais dos resgatados. Incluiu 1.538 crianças e 421 mulheres entre os mortos. Abril e maio foram os meses mais mortíferos, segundo o relatório.

Culpou o uso de barcos frágeis e cada vez mais rotas perigosas bem como a capacidade insuficiente dos serviços de salvamento marítimo para o aumento do número de mortes.

“Estes números são evidência de uma falha profunda nos sistemas de resgate e proteção. Mais de 10.400 pessoas mortas ou desaparecidas num único ano é uma tragédia inaceitável”, afirmou a fundadora do grupo, Helena Maleno, num comunicado.

As vítimas eram provenientes de 28 países, principalmente em África, mas também do Iraque e do Paquistão.

Muitos migrantes, incluindo mulheres, também sofrem “violência, discriminação, racismo, deportações e violência sexual, sendo forçados a sobreviver em condições extremas” antes de partirem, afirma o relatório.

Caminando Fronteras também notou um “aumento acentuado” em 2024 no número de barcos que partem da Mauritânia, que se tornou o principal ponto de partida a caminho das Ilhas Canárias.

Sete barcos de migrantes desembarcaram no arquipélago na quarta-feira, dia de Natal, informou o serviço de resgate marítimo da Espanha no site de mídia social X.

Em Fevereiro, a Espanha prometeu 210 milhões de euros (218 milhões de dólares) em ajuda à Mauritânia para ajudar a reprimir os contrabandistas de seres humanos e impedir a descolagem de barcos.

No ponto mais próximo, as Canárias ficam a 100 km (62 milhas) da costa do Norte de África. O caminho mais curto é entre a cidade costeira de Tarfaya, no sul de Marrocos, e a ilha de Fuerteventura, nas Canárias.

Mas a rota do Atlântico para as Ilhas Canárias é particularmente perigosa devido às fortes correntes.

Juntamente com a Itália e a Grécia, a Espanha é uma das três principais portas de entrada europeias para a chegada de migrantes.

O Ministério do Interior espanhol afirma que mais de 57.700 migrantes chegaram a Espanha de barco até 15 de Dezembro deste ano, um aumento de cerca de 12 por cento em relação ao mesmo período do ano passado. A maioria deles veio pela rota do Atlântico.



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Projeto de extensão seleciona resumos expandidos para publicação — Universidade Federal do Acre

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O projeto de extensão ComunicAÇÃO, da Ufac, realiza processo seletivo para submissão de trabalhos extensionistas, na modalidade de resumo expandido. Os selecionados comporão a Coleção de Cadernos de Extensão “Ufac e Comunidade”. As inscrições estão abertas até 30 de junho, por meio de formulário online.

O trabalho inscrito deve estar contemplado em uma das áreas temáticas: comunicação, cultura, direitos humanos e justiça, educação, meio ambiente, saúde, tecnologia e produção, trabalho. Cada resumo deverá estar vinculado a uma ação de extensão (projeto, curso, evento ou programa) institucionalizada na Ufac.

“O resumo expandido deverá evidenciar, de forma clara e consistente, as experiências adquiridas e/ou vivenciadas junto à comunidade externa ao longo do desenvolvimento da ação de extensão, destacando as interações estabelecidas, os impactos gerados, os aprendizados construídos e as contribuições mútuas decorrentes da execução das atividades”, detalha o item 3.1 do edital.

A seleção consiste em avaliação por uma comissão que indicará 50 trabalhos aptos para publicação na 1ª Edição da Coleção de Cadernos de Extensão, considerando a formatação e os aspectos científicos, além do envolvimento da comunidade externa, dos resultados obtidos e da efetividade da metodologia proposta. O resultado final do processo seletivo está previsto para 21 de agosto.

Para mais informações sobre o certame, leia o edital Proex n.º 9.1/2026.

 



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Reitora da Ufac participa de fórum Brasil-África em Brasília — Universidade Federal do Acre

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A reitora da Ufac, Guida Aquino, participou, nessa segunda-feira, 25, em Brasília, do 1º Fórum de Reitores Brasil-África. A convite do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do Ministério da Educação (MEC), ela representou a Ufac no encontro, acompanhada da pró-reitora de Inovação e Tecnologia, Almecina Balbino Ferreira. O evento segue até quarta-feira, 27, e tem como foco o fortalecimento da cooperação internacional em educação superior entre universidades brasileiras e instituições africanas.

Guida destacou a importância da presença da Ufac em um espaço voltado ao diálogo internacional e à construção de parcerias acadêmicas. Segundo a reitora, a aproximação entre Brasil e África por meio da educação, da pesquisa, da inovação e da troca de experiências permite avançar em soluções conjuntas para desafios comuns. “Temos histórias, identidades e desafios que nos aproximam, e a universidade tem um papel fundamental nessa conexão”, afirmou.

O fórum é uma iniciativa liderada pelo MEC, pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior e pela Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior. A programação reúne reitores, pró-reitores e assessores de cooperação internacional de universidades federais, estaduais e privadas do Brasil, além de representantes de universidades africanas mobilizadas pela Associação de Universidades Africanas.

Reitora da Ufac participa de fórum de reitores em Brasília-vice.jpg

A proposta do encontro é ampliar as relações acadêmicas entre Brasil e África, com a construção de novos acordos institucionais, programas de mobilidade estudantil, intercâmbio científico e cooperação em áreas estratégicas como agricultura, energias renováveis, mineração, petróleo e gás, setor aeroespacial, inteligência artificial e ciências humanas.

A programação inclui painéis temáticos, reuniões bilaterais, workshops e sessões voltadas à construção de novas parcerias universitárias. Ao final do evento, os resultados e compromissos construídos serão formalizados na Carta de Brasília do 1º Fórum de Reitores Brasil-África, documento que deve orientar os próximos passos da cooperação entre universidades brasileiras e africanas.

 



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Ufac conquista 3º lugar em hackathon internacional promovido por laboratório de Harvard — Universidade Federal do Acre

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Estudantes da Universidade Federal do Acre (Ufac) participaram, nos dias 10 e 11 de abril, do HSIL Hackathon 2026, promovido pelo Health Systems Innovation Lab da Harvard T.H. Chan School of Public Health. A participação da equipe ocorreu no Hub de Inovação do Hospital das Clínicas de São Paulo, o InovaHC, em uma edição realizada simultaneamente em mais de 30 países. O grupo conquistou o 3º lugar geral entre mais de 30 equipes com o projeto Viginutri, solução voltada à prevenção da desnutrição hospitalar.

A equipe foi liderada pela acadêmica de Medicina da Ufac Maria Júlia Bonelli Pedralino e contou com a participação de Guilherme Félix, do curso de Sistemas de Informação, Bruno Eduardo e Wesly, do curso de Medicina. Segundo Maria Júlia, representar o Acre e a Ufac em um evento dessa dimensão foi uma experiência marcante para sua trajetória acadêmica e pessoal. “O Acre tem muito a dizer nos espaços onde o futuro da saúde está sendo construído”, afirmou.

O projeto premiado, Viginutri, foi desenvolvido durante o hackathon em São Paulo e propõe uma solução para auxiliar no enfrentamento da desnutrição hospitalar, problema que pode afetar o prognóstico de pacientes internados e gerar impactos para a gestão hospitalar. A proposta une medicina e nutrição e será aperfeiçoada a partir da premiação recebida pela equipe.

Com a classificação, o grupo garantiu uma aceleração de um ano pela Associação Brasileira de Startups de Saúde, com mentoria especializada e a perspectiva de validar a solução em um hospital real. De acordo com Maria Júlia, a conquista abre a possibilidade de levar uma ideia desenvolvida por estudantes da Ufac para uma etapa de aplicação prática.

A estudante também ressaltou o apoio recebido da Pró-Reitoria de Inovação e Tecnologia da Universidade Federal do Acre (Proint) e da Pró-Reitoria de Extensão e Cultura (Proex). Segundo ela, a conquista só foi possível porque a universidade acreditou no projeto e ofereceu as condições necessárias para que o grupo representasse a instituição fora do Acre. “Essa conquista não teria sido possível sem o apoio da Proint e Proex”, disse.

A trajetória do grupo teve início em um hackathon realizado anteriormente no Acre, onde surgiu o projeto Sentinelas da Amazônia, experiência que contribuiu para a formação da equipe e para o interesse dos estudantes em iniciativas de inovação.

Como desdobramento da participação no evento, a equipe deve promover, no dia 12 de junho, às 10h30, no Sebrae Lab, no Centro de Convivência, uma roda de conversa sobre a experiência no hackathon, com o objetivo de incentivar outros acadêmicos a buscarem pesquisa, inovação e desenvolvimento de ideias no ambiente universitário.



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