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‘Nunca esqueceremos’: cidade lamenta após explosão mortal de caminhão-tanque de combustível na Nigéria | Notícias sobre pobreza e desenvolvimento

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Majia, Nigéria – Dias depois de a explosão de um camião-cisterna ter matado 170 pessoas, na sua maioria jovens, em Majia, uma cidade agrícola no estado de Jigawa, no norte da Nigéria, a comunidade unida ainda sofre com a perda esmagadora.

“Foi uma situação terrível que nunca presenciamos nesta cidade; muitas pessoas perderam a vida”, disse o empresário local Mustapha Abdullahi à Al Jazeera.

“Na minha família, perdemos cerca de 52 pessoas – todos parentes de sangue.”

Eram cerca de 23h de terça-feira quando um caminhão-tanque que transportava combustível do estado vizinho de Kano desviou para evitar um veículo que se aproximava e depois capotou, segundo testemunhas.

A gasolina começou a sair do caminhão-tanque e os transeuntes e moradores correram com garrafas para recolher o que havia derramado no chão e nos ralos próximos.

O motorista, que escapou do acidente, tentou alertar a multidão para deixar a área por segurança, disseram testemunhas, mas a maioria não deu ouvidos. Então, por volta da meia-noite, houve uma grande explosão, seguida de um incêndio que devastou a área circundante.

As chamas envolveram dezenas de pessoas que estavam reunidas perto do petroleiro, bem como outras que chegaram para tentar ajudá-las. Autoridades e moradores locais disseram que cerca de 100 pessoas morreram no local e outras posteriormente no hospital.

Pessoas se reúnem perto dos restos de um caminhão-tanque que explodiu em Majia, na Nigéria (Ali Rabiu Ali/Al Jazeera)

“Os feridos estão sendo atendidos em vários hospitais em todo o estado e no estado vizinho”, disse Abdullahi, grato a quem prestou ajuda.

Uzairu Musa Mainama, um açougueiro local que saiu para ajudar após o acidente inicial, sofreu queimaduras graves, mas sobreviveu.

“Eu estava em casa quando ouvi pessoas gritando e pedindo ajuda”, contou. No início, ele ficou em casa, mas disse que depois pensou que os feridos poderiam precisar de ajuda. “(Eu pensei) que haveria pessoas envolvidas que talvez precisassem ser resgatadas. Mas ao chegar ao local, em menos de três minutos, o fogo começou.”

Embora não conseguisse se lembrar de todos os detalhes, lembrou-se de ter sido “empurrado para longe do fogo”.

“Levantei-me rapidamente e tirei a camisa em chamas, fui até a clínica e lá estávamos nós, mais de 100 feridos.”

Cerca de 70 pessoas ainda estão em cuidados intensivos em hospitais, disse o porta-voz da polícia Lawan Shiisu Adam na sexta-feira.

Um sobrevivente de uma explosão devastadora de um caminhão-tanque de combustível é tratado em um hospital no estado de Jigawa, na Nigéria (Ali Rabiu Ali/Al Jazeera)
Um sobrevivente de uma explosão devastadora de um caminhão-tanque de combustível é tratado em um hospital no estado de Jigawa, na Nigéria (Ali Rabiu Ali/Al Jazeera)

‘Muito perigoso’

Nas unidades de saúde em Jigawa e nos estados vizinhos, médicos, enfermeiros e outro pessoal de apoio continuam a trabalhar para salvar as vidas de vítimas gravemente feridas.

Os residentes disseram que quase todas as famílias em Majia e comunidades adjacentes foram afectadas pela tragédia – directa ou indirectamente.

Na sexta-feira, Adam disse que o número de mortos aumentou para 170 – acima dos cerca de 150 na quinta-feira.

O pessoal de resgate e os sobreviventes disseram que o número de vítimas pode aumentar, considerando que algumas das vítimas sofreram queimaduras de terceiro grau com órgãos vitais afetados.

Em Majia, os residentes disseram à Al Jazeera que 120 pessoas foram enterradas numa vala comum que visitámos nos arredores da cidade, enquanto outras 50 foram enterradas noutro local.

Malam Hamza estava entre aqueles que lamentaram a perda de vários familiares.

Ele disse que seu filho Hassan foi ao local da explosão enquanto as pessoas recolhiam gasolina, para tentar levá-las para casa para sua segurança. Mas em vez disso, ele foi consumido pelo fogo e acabou perdendo a vida.

“Hassan era realmente um menino muito legal. Nunca o vi brigando com ninguém”, disse Hamza.

O seu filho tinha acabado de obter um diploma em farmácia e trabalhava numa clínica em Majia, acrescentou Hamza. Os outros três filhos de Hamza, Yusuf, Saidu e Mustapha, também morreram no incêndio. O irmão mais novo de Hamza, Ilyasu Ibrahim, também perdeu o filho, Yahya, enquanto outro de seus filhos, Abbas Ilyasu, foi levado às pressas para o hospital com queimaduras graves.

A poucos metros das casas de Hamza e Ibrahim, Muhammad Sabitu Haruna também lamentava a morte do seu filho, Sani Sabitu, que dirigia um centro de negócios em Majia.

Sani deixou duas esposas e oito filhos, disse seu pai. Assim como Hassan Hamza, Sani foi ao local para afastar seus irmãos mais novos que estavam recolhendo o combustível.

“Ele estava aqui depois da oração do Magreb (pôr do sol) e quando o caminhão caiu, sua mãe pediu que ele fosse expulsar seus filhos mais novos do local”, disse Haruna. “Mas, como quis o destino, ele morreu enquanto alguns de seus irmãos sofreram graves queimaduras de fogo.”

A maioria das vítimas da explosão eram jovens – entre os 16 e os 25 anos – afirmaram testemunhas da comunidade, explicando que foram eles que correram para o local para recolher o combustível derramado.

Malam Ibrahim Lawan Majia, um professor do Alcorão, disse que cinco de seus alunos morreram no incidente. “É uma lição terrível para as pessoas, não apenas aqui em Majia”, disse ele. “Quando algo assim acontece, as pessoas deveriam evitar pegar combustível. É muito perigoso”, disse ele.

Outro residente, Abdullahi Salisu, disse que perdeu o tio, Tsoho Umar, enquanto dois irmãos, Habun Salisu e Murtala Ado, sofreram queimaduras no incêndio.

Membros da comunidade choram em uma vala comum pelas vítimas que morreram em um incêndio em Majia, na Nigéria (Ali Rabiu Ali/Al Jazeera)
Membros da comunidade choram em uma vala comum pelas vítimas que morreram em um incêndio em Majia, na Nigéria (Ali Rabiu Ali/Al Jazeera)

Pobreza e desespero

Em declarações à Al Jazeera, Adamu Lawan disse que ele e outras três pessoas estavam sentados à beira da estrada perto do portão da Adams Science Tahfizul Quran Academy, a apenas 15 metros do local do acidente, quando viram o caminhão desviar e capotar na noite de terça-feira. .

“O combustível foi despejado na drenagem e as pessoas saíram em massa para buscá-lo”, disse ele, após o que ocorreu a explosão e o incêndio.

Lawan disse que o aumento das dificuldades económicas foi “parcialmente” responsável pelo facto de as pessoas correrem riscos para recolher o combustível derramado. Não era assim que a população da cidade reagiria aos acidentes anteriores com caminhões de combustível, disse ele. “Mas agora as pessoas enfrentam dificuldades e encontram todos os meios possíveis de obter alívio”, disse ele.

A tragédia surge num momento de crise económica na Nigéria, quando a gasolina se tornou um bem precioso e caro para muitos. O preço da gasolina disparou desde que o presidente Bola Ahmed Tinubu assumiu o cargo em Maio passado e retirou um subsídio aos combustíveis, passando de cerca de 175 nairas (0,1 dólares) por litro para mais de 1.000 nairas (0,6 dólares).

Ao mesmo tempo, a inflação manteve-se acima dos 30 por cento durante meses, atingindo um máximo de quase três décadas de 34,19 por cento em Junho, antes de cair ligeiramente para 32,7 por cento em Setembro.

Segundo o Banco Mundial, 56 por cento dos nigerianos vivem abaixo da linha da pobreza.

Suleiman Sarki, professor do departamento de criminologia e sociologia da Universidade Federal Dutse, disse que a pobreza expôs muitos nigerianos ao crime e a outros actos perigosos – como a mineração ilegal, a vandalização de oleodutos e a exploração de materiais perigosos.

“Este ato de desespero para colocar o combustível a caminho pode ser atribuído às dificuldades causadas pela pobreza abjeta”, disse Sarki, apelando a ações urgentes para combater os elevados níveis de pobreza no país.

Após o incidente, o presidente Tinubu disse estar comprometido com uma revisão “rápida e abrangente” dos protocolos de segurança no transporte de combustível em todo o país, de acordo com um comunicado divulgado na quarta-feira. O Corpo Federal de Segurança Rodoviária da Nigéria também emitiu uma ordem nacional para padrões mínimos de segurança para caminhões-tanque de combustível antes que eles possam circular nas estradas, de acordo com o porta-voz Olusegun Ogungbemide.

Jabir Abdullahi, que trabalha como vigia na Adams Science Tahfizul Quran Academy e viu o acidente, disse não acreditar que as dificuldades económicas tenham influenciado as pessoas que correram em direção ao navio-tanque. Em vez disso, ele culpou a disputa entre os moradores locais para conseguir a gasolina que havia derramado na ignorância do perigo envolvido.

Mas em Majia, as pessoas já não precisam de ser lembradas dos perigos de se aproximarem demasiado de petroleiros virados.

“Nunca esqueceremos este dia”, disse Lawan. “Ficará em nossas memórias. Mesmo para aqueles que são muito jovens para compreender a situação, a história será passada a eles no futuro.”

Jabir Abdullahi sente o mesmo. “Em toda a cidade não há nenhum agregado familiar e não perdeu ninguém – seja um membro da casa ou um familiar”, disse ele.

“Ele permanecerá em nossa memória para sempre e todos os que o testemunharam serão alertados para não irem ao local de um acidente envolvendo um caminhão-tanque de combustível.”



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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre

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Nathalia Oliveira, Ufac 2026.10.02.jpeg

A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.

“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.

Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.

A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.



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Consu aprova comissão para destinar cotas a pessoas transgênero — Universidade Federal do Acre

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O Conselho Universitário (Consu) da Ufac aprovou a criação de uma comissão para elaborar a proposta de cotas de acesso à graduação para pessoas transgênero, que é uma pauta da Pró-Reitoria de Ações Afirmativas e Equidade (Proafe), recentemente criada com o objetivo de expandir políticas de inclusão na universidade. A aprovação ocorreu nessa quarta-feira, 30, na 5ª Reunião Ordinária do Consu, realizada no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas, campus-sede.

A Ufac já possui regulamentação que garante o acesso por cotas à comunidade transgênero na pós-graduação desde 2023. A proposta aprovada pelo Consu busca ampliar esse direito para a graduação, assegurando não apenas a entrada, mas também o acompanhamento para permanência de estudantes até a conclusão dos cursos.

A comissão terá prazo de 90 dias para realizar os estudos e apresentar a minuta final do projeto. O grupo terá formação intersetorial, reunindo representantes das três categorias acadêmicas: docentes, técnico-administrativos e discentes, além de representantes de entidades e movimentos sociais da sociedade civil voltados aos direitos da população transgênero no Acre.

“Reafirmamos nosso compromisso ao instituir a comissão que vai deliberar sobre as cotas trans”, disser o reitor Josimar Ferreira. “Trata-se de uma ação demandada pela sociedade para incluir populações historicamente invisibilizadas, garantindo que as ações afirmativas façam parte da história do nosso conselho.”

Segundo a pró-reitora de Ações Afirmativas e Equidade, Letícia Mamed, a política visa transformar a realidade de um dos grupos mais marginalizados socialmente. “Precisamos atentar para a garantia de acesso, permanência e dignidade para que essa comunidade possa construir seus projetos de vida com mais oportunidades”, comentou. “No Brasil, cerca de 30 universidades já adotam políticas semelhantes, e a Ufac dá um passo essencial para consolidar essa transformação.”

Integrante do Consu, a professora Raquel Ishii ressaltou que a comissão foi criada para ir além da gestão superior da universidade. “Considero essa aprovação uma grande vitória para a sociedade civil e para a universidade. A comissão amplia o debate da pós-graduação para a graduação. Trata-se de um grupo bem amplo, constituído não só pela gestão, mas com convites abertos ao Diretório Central dos Estudantes e a movimentos sociais externos à universidade.”

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)



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SAE-CZS — Universidade Federal do Acre

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SAE-CZS — Universidade Federal do Acre

A Diretoria Geral do Campus Floresta (DG-Camp), por meio do Setor de Assistência Estudantil (SAE-CZS), comunica a suspensão do Restaurante Universitário nesta segunda-feira, 28, para o Campus Floresta, em decorrência do ponto facultativo decretado pela Reitoria por meio da Portaria n.º 3.914, de 24/09/2026, em virtude da celebração do Aniversário do município de Cruzeiro do Sul (AC).
Contamos com a compreensão de toda a comunidade acadêmica.

 



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