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O banco central dos EUA tem medo de Trump? – 29/01/2025 – Bernardo Guimarães
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Bernardo Guimarães
Em várias ocasiões, o presidente da República manifestou seu desagrado com o Banco Central e as altas taxas de juros. A frase se aplica a Lula, mas também a Donald Trump. Na semana passada, ele chegou a dizer que demandaria uma redução imediata nos juros.
Como vai se comportar o banco central dos Estados Unidos? A questão é importante para a economia mundial. Uma perda de credibilidade aumentaria a inflação nos Estados Unidos e reduziria o protagonismo do dólar nos mercados internacionais.
Estamos acostumados a pensar que, em países como os Estados Unidos, a independência do banco central não está em xeque. Creio, porém, que haja motivos para dúvidas.
Autoridades monetárias precisam de credibilidade: se pessoas e empresas acham que o banco central tem medo de aumentar juros e vai ser leniente com inflação, elas passam a esperar inflação mais alta, e essas expectativas alimentam a inflação corrente.
Um banco central que se mostra suscetível a pressões políticas perde credibilidade. Argumenta-se que foi o caso, por exemplo, do Brasil no governo de Dilma Rousseff e dos Estados Unidos no governo de Richard Nixon. Juros mais baixos estimulam a economia a curto prazo, mas levam a inflação e piora nas expectativas a médio prazo.
Seguindo essa lógica, bancos centrais deveriam se esforçar para se mostrar independentes quando há dúvidas sobre interferência política.
Parece ser o caso aqui no Brasil. Lula pressionou o Banco Central por juros mais baixos e nomeou Gabriel Galípolo para liderar a autoridade monetária. Galípolo tomou posse sob desconfiança. Precisa conter a inflação e ganhar credibilidade e está mostrando que não tem medo de aumentar juros. A taxa Selic, já muito alta, vai aumentar bastante.
Donald Trump pressiona o Federal Reserve por juros mais baixos. O banco central americano sente a necessidade de se mostrar independente a essas pressões?
Não parece.
No dia 17, logo antes de Trump tomar posse, o Fed anunciou que estava saindo da Network for Greening the Financial System (NGFS), uma rede de bancos centrais do mundo todo com objetivos como estimular investimentos sustentáveis e incluir riscos climáticos no rol de ameaças à estabilidade do sistema financeiro.
Não sei quais são os impactos de pertencer a essa rede. Instituições com frequência têm diretrizes desse tipo com pouco ou nenhum efeito em suas ações. Mas isso não importa.
Sair dessa rede logo antes de Trump tomar posse sinaliza susceptibilidade a pressões políticas. Poderia ser coincidência? Em princípio, sim, mas, se o objetivo fosse mostrar independência, o banco central não faria esse anúncio neste momento. Seria fácil ignorar a rede por alguns meses e anunciar a saída depois.
O objetivo parece ser apaziguar o novo presidente. Não deve funcionar e mostra vulnerabilidade. Ao que parece, imagina-se que a credibilidade do Fed ainda não está em jogo, então essa demonstração de preocupação com pressão política não seria um problema.
Quem tomou essas decisões deve saber o que está fazendo. Se assim fizeram, deve ser porque a credibilidade do Fed não deve ser abalada. Mas eu acho estranho. Um banco central não deveria emitir sinais de vulnerabilidade quando um presidente toma posse.
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Projeto de extensão seleciona resumos expandidos para publicação — Universidade Federal do Acre
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26 de maio de 2026O projeto de extensão ComunicAÇÃO, da Ufac, realiza processo seletivo para submissão de trabalhos extensionistas, na modalidade de resumo expandido. Os selecionados comporão a Coleção de Cadernos de Extensão “Ufac e Comunidade”. As inscrições estão abertas até 30 de junho, por meio de formulário online.
O trabalho inscrito deve estar contemplado em uma das áreas temáticas: comunicação, cultura, direitos humanos e justiça, educação, meio ambiente, saúde, tecnologia e produção, trabalho. Cada resumo deverá estar vinculado a uma ação de extensão (projeto, curso, evento ou programa) institucionalizada na Ufac.
“O resumo expandido deverá evidenciar, de forma clara e consistente, as experiências adquiridas e/ou vivenciadas junto à comunidade externa ao longo do desenvolvimento da ação de extensão, destacando as interações estabelecidas, os impactos gerados, os aprendizados construídos e as contribuições mútuas decorrentes da execução das atividades”, detalha o item 3.1 do edital.
A seleção consiste em avaliação por uma comissão que indicará 50 trabalhos aptos para publicação na 1ª Edição da Coleção de Cadernos de Extensão, considerando a formatação e os aspectos científicos, além do envolvimento da comunidade externa, dos resultados obtidos e da efetividade da metodologia proposta. O resultado final do processo seletivo está previsto para 21 de agosto.
Para mais informações sobre o certame, leia o edital Proex n.º 9.1/2026.
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Reitora da Ufac participa de fórum Brasil-África em Brasília — Universidade Federal do Acre
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26 de maio de 2026A reitora da Ufac, Guida Aquino, participou, nessa segunda-feira, 25, em Brasília, do 1º Fórum de Reitores Brasil-África. A convite do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do Ministério da Educação (MEC), ela representou a Ufac no encontro, acompanhada da pró-reitora de Inovação e Tecnologia, Almecina Balbino Ferreira. O evento segue até quarta-feira, 27, e tem como foco o fortalecimento da cooperação internacional em educação superior entre universidades brasileiras e instituições africanas.
Guida destacou a importância da presença da Ufac em um espaço voltado ao diálogo internacional e à construção de parcerias acadêmicas. Segundo a reitora, a aproximação entre Brasil e África por meio da educação, da pesquisa, da inovação e da troca de experiências permite avançar em soluções conjuntas para desafios comuns. “Temos histórias, identidades e desafios que nos aproximam, e a universidade tem um papel fundamental nessa conexão”, afirmou.
O fórum é uma iniciativa liderada pelo MEC, pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior e pela Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior. A programação reúne reitores, pró-reitores e assessores de cooperação internacional de universidades federais, estaduais e privadas do Brasil, além de representantes de universidades africanas mobilizadas pela Associação de Universidades Africanas.

A proposta do encontro é ampliar as relações acadêmicas entre Brasil e África, com a construção de novos acordos institucionais, programas de mobilidade estudantil, intercâmbio científico e cooperação em áreas estratégicas como agricultura, energias renováveis, mineração, petróleo e gás, setor aeroespacial, inteligência artificial e ciências humanas.
A programação inclui painéis temáticos, reuniões bilaterais, workshops e sessões voltadas à construção de novas parcerias universitárias. Ao final do evento, os resultados e compromissos construídos serão formalizados na Carta de Brasília do 1º Fórum de Reitores Brasil-África, documento que deve orientar os próximos passos da cooperação entre universidades brasileiras e africanas.
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Ufac conquista 3º lugar em hackathon internacional promovido por laboratório de Harvard — Universidade Federal do Acre
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22 de maio de 2026Estudantes da Universidade Federal do Acre (Ufac) participaram, nos dias 10 e 11 de abril, do HSIL Hackathon 2026, promovido pelo Health Systems Innovation Lab da Harvard T.H. Chan School of Public Health. A participação da equipe ocorreu no Hub de Inovação do Hospital das Clínicas de São Paulo, o InovaHC, em uma edição realizada simultaneamente em mais de 30 países. O grupo conquistou o 3º lugar geral entre mais de 30 equipes com o projeto Viginutri, solução voltada à prevenção da desnutrição hospitalar.
A equipe foi liderada pela acadêmica de Medicina da Ufac Maria Júlia Bonelli Pedralino e contou com a participação de Guilherme Félix, do curso de Sistemas de Informação, Bruno Eduardo e Wesly, do curso de Medicina. Segundo Maria Júlia, representar o Acre e a Ufac em um evento dessa dimensão foi uma experiência marcante para sua trajetória acadêmica e pessoal. “O Acre tem muito a dizer nos espaços onde o futuro da saúde está sendo construído”, afirmou.
O projeto premiado, Viginutri, foi desenvolvido durante o hackathon em São Paulo e propõe uma solução para auxiliar no enfrentamento da desnutrição hospitalar, problema que pode afetar o prognóstico de pacientes internados e gerar impactos para a gestão hospitalar. A proposta une medicina e nutrição e será aperfeiçoada a partir da premiação recebida pela equipe.
Com a classificação, o grupo garantiu uma aceleração de um ano pela Associação Brasileira de Startups de Saúde, com mentoria especializada e a perspectiva de validar a solução em um hospital real. De acordo com Maria Júlia, a conquista abre a possibilidade de levar uma ideia desenvolvida por estudantes da Ufac para uma etapa de aplicação prática.
A estudante também ressaltou o apoio recebido da Pró-Reitoria de Inovação e Tecnologia da Universidade Federal do Acre (Proint) e da Pró-Reitoria de Extensão e Cultura (Proex). Segundo ela, a conquista só foi possível porque a universidade acreditou no projeto e ofereceu as condições necessárias para que o grupo representasse a instituição fora do Acre. “Essa conquista não teria sido possível sem o apoio da Proint e Proex”, disse.
A trajetória do grupo teve início em um hackathon realizado anteriormente no Acre, onde surgiu o projeto Sentinelas da Amazônia, experiência que contribuiu para a formação da equipe e para o interesse dos estudantes em iniciativas de inovação.
Como desdobramento da participação no evento, a equipe deve promover, no dia 12 de junho, às 10h30, no Sebrae Lab, no Centro de Convivência, uma roda de conversa sobre a experiência no hackathon, com o objetivo de incentivar outros acadêmicos a buscarem pesquisa, inovação e desenvolvimento de ideias no ambiente universitário.
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