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O boom do Padel na Alemanha está salvando clubes de tênis – DW – 13/12/2024
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Nem mesmo as baixas temperaturas do início de dezembro conseguiram deter os membros de um clube de padel a pouco mais de 80 quilómetros a norte de Francoforte de se reunirem para o último torneio da temporada.
“O Padel se tornou uma paixão”, diz Marco Otto, que iniciou o novo esporte há cerca de dois anos. “É um jogo rápido e dinâmico.” Padel é mais diversão e comunidade do que competição.
Pouco esforço para muita diversão
Padel é um dos esportes que mais cresce no mundo. Os tribunais menores são semelhantes aos têniscom rede no meio e duas quadras de serviço, mas a quadra é parcialmente cercada por vidraças, semelhantes ao squash, que podem ser incluídas no jogo como barreiras para desviar a bola. Você joga com uma raquete curta de plástico.
“A maior diferença em relação a outros esportes de nado costas é que você não precisa investir tanto para se divertir”, explica Jan Weitzel à DW. “O padel é mais fácil de aprender do que outros desportos, especialmente para crianças e jovens cuja tolerância à frustração ainda não é tão elevada.”
Segundo o treinador de juniores, o tênis, por exemplo, exige muito mais treino. Com o padel, um jogador pode ter a primeira sensação de realização após apenas algumas sessões de treino.
Tênis não dá lucro
O clube em Niederwalgern as novas quadras só foram construídas há dois anos, antes voltadas exclusivamente para o tênis. No entanto, isto já não era rentável a longo prazo porque, tal como acontece com outros clubes na Alemanha, as mudanças demográficas estavam a causar problemas.
“Tínhamos uma estrutura de membros desatualizada e um número cada vez menor de membros, bem como poucos novos membros. Como resultado, em algum momento não pudemos mais oferecer jogos de equipe e quase nenhuma sessão de treinamento”, disse Moritz Blömer, membro do conselho, à DW. O interesse pelo tênis tradicional diminuiu gradualmente.
Blömer: ‘Em algum momento, a coisa estaria morta’
De acordo com o Serviço Federal de Estatística, a população alemã está a envelhecer em média, com a taxa de natalidade a diminuir. Isto não só tem impacto no mercado de trabalho e pensõesmas também significa que muitos clubes desportivos estão gradualmente a perder a sua base.
Os idosos muitas vezes se aposentam das funções ativas do clube, enquanto os associados jovens desaparecem como substitutos. Serviços de streaming, mídia social e jogos de vídeo tornaram-se cada vez mais populares e estão a substituir o desporto e as atividades tradicionais dos clubes.
“Devido ao declínio do número de membros, poderia ter corrido bem por mais dez anos e poderíamos ter mantido o negócio em funcionamento”, diz Blömer. “Mas em algum momento, a coisa estaria morta.”
O desaparecimento dos clubes tem graves consequências sociais para a sociedade, uma vez que os clubes oferecem espaços para interacção interpessoal e promovem um sentido de comunidade, integração e habilidades sociais.
“O melhor da vida do clube é o espírito de equipe”, diz Marco, entusiasta do padel, à DW. “Você conhece pessoas que pensam como você e muitas vezes isso rapidamente se transforma em amizade. Vocês se encontram e se divertem muito.”
O clube corre riscos e se endivida
Este também foi o caso de Moritz Blömer quando se mudou com a família para Niederwalgern, há 13 anos. Ele se inscreveu no clube de tênis e rapidamente fez amizade com os moradores locais. Porém, o clube teve que mudar para atrair jogadores mais jovens.
“Descobrimos o padel como um esporte de tendência”, explica Blömer. “E queríamos simplesmente tentar continuar oferecendo algo jovem, moderno e atraente”.
Inicialmente foi planejada a construção de duas quadras, e o pequeno clube assumiu um risco financeiro ao fazer a mudança. “Foi um investimento dez vezes maior que o nosso saldo bancário”, lembra o homem de 41 anos. No entanto, com patrocinadores, financiamento público e um aumento nas taxas de adesão, o dinheiro acabou por ser angariado.
Desenvolvimento na Alemanha no caminho certo
Para que o plano funcionasse, o clube precisava de 30 novos associados – um número grande com apenas 1.400 habitantes na comunidade.
Mas as suas novas quadras foram as primeiras com um raio de 100 quilômetros e, combinadas com anúncios em canais digitais e eventos organizados, a mudança para o padel foi um sucesso.
“Temos agora 80 membros jogadores de padel. Destes, cerca de 40 são ex-tenistas que mudaram para o padel dentro do clube”, explica Blömer, acrescentando com orgulho: “Como clube, crescemos cerca de 30 por cento nos últimos dois anos.”
Os jovens, em particular, aderiram ao clube e passaram a fazer parte da nova comunidade do padel. Os treinos acontecem duas vezes por semana, há uma equipe inscrita na segunda divisão e torneios são realizados regularmente. O clube de padel da escola secundária próxima também utiliza as quadras do clube.
Padel está crescendo rapidamente
Números da agência de consultoria empresarial Deloitte mostram que o padel não está apenas crescendo regionalmente, mas em toda a Alemanha e no resto do mundo. De acordo com o Relatório Global Padel de 2024, existiam cerca de 10.000 tribunais em todo o mundo em 2016. Atualmente são quase 50.000, e esse número continua a aumentar.
Padel foi inventado em México em 1965, e inicialmente demorou a desenvolver-se na Europa. Em Espanha porém, o padel é o segundo esporte mais popular depois do futebol – com cerca de 16.000 quadras e mais de cinco milhões de jogadores. Há quase 20 anos que existe uma digressão profissional mundial e os melhores jogadores vêm de Espanha e da América Latina. Na Alemanha, por outro lado, o desporto ainda está na sua infância. Existem atualmente pouco menos de 600 tribunais aqui – 300 a mais do que em 2022.
Este artigo foi escrito originalmente em alemão.
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Estudo indica limitações de conhecimento sobre leishmaniose — Universidade Federal do Acre
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17 de junho de 2026A Ufac é parceira em pesquisa desenvolvida no município de Sena Madureira (AC), a qual identificou limitações no conhecimento sobre a leishmaniose cutânea entre pacientes e profissionais da saúde, além de barreiras geográficas e estruturais que dificultam o acesso ao diagnóstico e ao tratamento precoce em áreas rurais endêmicas.
Os resultados do estudo foram publicados, em maio, na revista eletrônica “Acervo Saúde”, vol. 26(5), com o título “Leishmaniose Cutânea na Amazônia Ocidental: Lacunas no Conhecimento e Barreiras de Acesso Assistencial em Áreas Endêmicas”. O artigo tem coautoria de pesquisadores da Ufac.
A pesquisa foi realizada com 50 pacientes com suspeita clínica de leishmaniose cutânea e 51 agentes de saúde, sendo 63% agentes comunitários de saúde e 37% agentes de combate às endemias.
“Em nosso trabalho, identificamos que tanto os profissionais da saúde quanto os pacientes possuem informações limitadas sobre a doença. Conhecer as limitações para acesso ao diagnóstico e tratamento precoce é uma das principais estratégias para a implementação de programas de controle e de educação em saúde que contemplem o perfil epidemiológico e social das populações de áreas endêmicas”, disse o autor do estudo, Leandro Siqueira de Souza, do Instituto Oswaldo Cruz (IOC).
A região Norte é responsável por mais da metade dos casos da doença no Brasil; o Acre conta com mais de 11 mil casos notificados na última década. Em 2025, os municípios acreanos de Xapuri, Marechal Thaumaturgo, Assis Brasil, Sena Madureira e Brasileia foram classificados pelo Ministério da Saúde como áreas de risco intenso para transmissão da doença.
“A região amazônica é uma área endêmica para a leishmaniose cutânea, uma doença negligenciada que afeta principalmente populações de comunidades tradicionais”, contou o pesquisador Reginaldo Peçanha Brazil, do IOC. “Conhecer as limitações no conhecimento tanto dos pacientes como de profissionais da saúde de áreas endêmicas é fundamental para o sistema de saúde do Estado do Acre e para o controle mais efetivo da doença.”
A investigação integra um projeto de pesquisa coordenado por Brazil. Além da Ufac, são parceiros na pesquisa a Universidade Federal de Minas Gerais, a Universidade de Brasília, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade e a Secretaria de Estado de Saúde do Acre.
Pela Ufac, são coautores do artigo os pesquisadores Andréia Luísa Peixinho da Silva Guimarães, Francisca Alana Costa de Souza, Marcos Bruno Zacarias Campelo, Breno Kalyl Freitas Nascimento, Andreia Fernandes Brilhante e Francisco Glauco de Araújo Santos. Os estudos contam com financiamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e apoio de instituições parceiras.
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Ufac e TCE-AC apresentam pesquisa de vitimização em Rio Branco — Universidade Federal do Acre
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16 de junho de 2026
A Ufac e o Tribunal de Contas do Estado do Acre (TCE-AC) realizaram o Seminário de Apresentação da Pesquisa de Vitimização na Cidade de Rio Branco. O evento, que ocorreu nesta terça-feira, 16, no Plenário do TCE-AC, consistiu em exposições e debate no sentido de contribuir para um diagnóstico da segurança pública e para o aprimoramento das políticas voltadas à população.
A pesquisa foi apoiada por emenda parlamentar do senador Sérgio Petecão (PSD-AC), destinada em 2025 à Ufac. “Quero agradecer a disponibilidade do senador em ajudar a universidade sempre com emendas necessárias para o desenvolvimento da educação e da pesquisa, com retorno garantido para a sociedade acreana”, disse a reitora Guida Aquino.
O seminário teve como público-alvo a comunidade acadêmica, servidores do TCE-AC e do Ministério Público de Contas do Acre, servidores públicos em geral, gestores da área de segurança pública, justiça criminal e direitos humanos e sociedade civil. A pesquisa buscou compreender como a população percebe a segurança, quais situações de violência e criminalidade afetam os cidadãos e como os serviços de segurança pública são avaliados pelas pessoas.
O trabalho provém do grupo de pesquisa Sujeitos, Ações e Percepções: Estudos em Violência e Conflitualidade, coordenado pelo professor da Ufac, Ermício Sena. Ele informou que os produtos da pesquisa foram banco de dados, mapas descritivos de Rio Branco, relatórios de campo, geral e sintético/executivo.
Em seu discurso, Sena agradeceu aos envolvidos na realização da pesquisa e a Fundação de Apoio e Desenvolvimento ao Ensino, Pesquisa e Extensão Universitária no Acre, que foi a intermediária para contratação do Instituto de Opinião Pública para execução da pesquisa.
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Ufac e Fiocruz fazem oficina sobre leishmaniose em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre
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16 de junho de 2026A Ufac e a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) realizaram a oficina Epidemiologia, Vigilância e Controle da Leishmaniose Cutânea. O evento ocorreu em 1 de junho, no auditório do Instituto Federal do Acre, em Sena Madureira (AC), reunindo 110 agentes comunitários de saúde e 20 agentes de combate às endemias.
A programação contou com palestras e discussões sobre aspectos epidemiológicos, clínicos e diagnósticos da doença, abordando ciclos de transmissão, vetores e reservatórios envolvidos na manutenção da chamada “ferida brava”, nome popular da leishmaniose cutânea. Além disso, foram realizadas atividades práticas com o uso de lupas e microscópios, permitindo aos profissionais a observação de características dos vetores e compreensão dos métodos laboratoriais utilizados no diagnóstico da doença.
Com mais de 11 mil casos registrados na última década, o Acre ocupa posição de destaque no cenário nacional da doença. Em 2025, o município de Sena Madureira foi classificado pelo Ministério da Saúde como área de risco intenso para transmissão da leishmaniose cutânea, apresentando média anual de 64 casos.
A oficina integra as atividades do projeto de ensino, pesquisa e extensão EpiLeish-Acre, que na Ufac é coordenado pelo professor Francisco Glauco de Araujo Santos, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza. Para o pesquisador Leandro Siqueira, do Laboratório de Pesquisa Clínica e Vigilância em Leishmanioses, da Fiocruz, ações educativas para enfrentar a doença são fundamentais. “Profissionais bem capacitados conseguem orientar de forma mais eficaz a população, contribuindo para o diagnóstico e tratamento precoce”, ressaltou.
O secretário municipal de Saúde de Sena Madureira, Willisson Viana, destacou a relevância das parcerias institucionais. “Buscamos fortalecer parcerias com instituições de referência, como a Fiocruz e a Ufac, que contribuem significativamente para o desenvolvimento técnico das nossas equipes.”
O diretor da Vigilância em Saúde de Sena Madureira, Serginey Amorim, disse que a capacitação fortalece ações de saúde pública. “Com conhecimento atualizado e capacitação contínua, ampliamos a prevenção, melhoramos o diagnóstico precoce e fortalecemos as ações de controle da doença em nosso município.”
A iniciativa foi organizada pelos Laboratórios de Patologia e Biologia Parasitária e de Entomologia Médica, da Ufac, e pelo Laboratório de Pesquisa Clínica e Vigilância em Leishmanioses, da Fiocruz.
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