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O Brasil pode aprender com a educação suíça? – 11/11/2024 – Michael França

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Neste ano, tive a oportunidade de ir à Suíça, juntamente com uma delegação brasileira, para conhecer o sistema educacional do país. Fiquei impressionado com o que vi. O evento, organizado pela Fundação Lemann, promoveu uma frutífera troca de conhecimentos entre acadêmicos, empresários, professores e estudantes. Embora a realidade socioeconômica suíça seja diferente da brasileira, há algumas coisas que podemos, eventualmente, testar e adaptar por aqui.

A Suíça é conhecida pelo sistema de educação dual. O país faz uma forte integração entre formação acadêmica e prática. Isso permite que, enquanto ainda estão na escola, os alunos adquiram experiências reais no ambiente profissional. O sistema oferece diversas trajetórias para a formação, valorizando tanto as carreiras técnicas quanto as acadêmicas, permitindo assim que os estudantes alinhem suas formações de acordo com suas aspirações.

No modelo dual, o currículo é atualizado frequentemente para refletir as demandas atuais do mercado. Isso faz com que os estudantes desenvolvam habilidades relevantes e atualizadas para o mundo do trabalho. Além disso, a combinação do aprendizado teórico e prático ajuda a manter os alunos engajados, o que repercute em uma baixa evasão escolar.

A exposição a um ambiente de trabalho real também contribui para que os alunos desenvolvam habilidades interpessoais como trabalho em equipe, comunicação e resolução de problemas. Tal integração entre as instituições de ensino e o setor econômico do país resulta em uma força de trabalho mais produtiva que reverbera não somente em ganhos individuais mas também coletivos.

Contudo, o sistema também enfrenta críticas. As crianças são separadas em diferentes trajetórias acadêmicas com apenas 12 anos de idade. Isso tende a dificultar as potenciais mudanças de caminho posteriormente. O modelo suíço é fortemente direcionado para carreiras técnicas e vocacionais. Desse modo, há um menor incentivo para disciplinas de artes e humanidades, e tal fato pode limitar o pensamento crítico e a criatividade, especialmente em áreas que têm menor enfoque na produtividade.

Entretanto, talvez a grande lição que o sistema suíço ofereça ao Brasil esteja na valorização de todas as profissões. Na Suíça, não é apenas o título acadêmico que carrega prestígio, mas também as ocupações técnicas e manuais. No encontro, tive a oportunidade de conhecer um jovem de família abastada que, embora tivesse boas notas e pudesse ir para a faculdade, preferia trabalhar como jardineiro por gostar de atividades ao ar livre. Outro jovem, que trabalhava em uma fábrica, comentou que preferia trabalhos manuais aos intelectuais.

Essa liberdade de escolha, ancorada em uma ética de trabalho que respeita todas as vocações, é um passo que precisamos dar no Brasil. Nem todos precisam seguir o caminho universitário para encontrar dignidade e realização. Valorizar todas as formas de trabalho é relevante para criar uma sociedade em que cada indivíduo possa prosperar de acordo com suas próprias aspirações.

O texto é uma homenagem à música “Hemmige”, composta e interpretada por Mani Matter.


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Nota da Andifes sobre os cortes no orçamento aprovado pelo Congresso Nacional para as Universidades Federais — Universidade Federal do Acre

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publicado:
23/12/2025 07h31,


última modificação:
23/12/2025 07h32

Confira a nota na integra no link: Nota Andifes



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Ufac entrega equipamentos ao Centro de Referência Paralímpico — Universidade Federal do Acre

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Ufac entrega equipamentos ao Centro de Referência Paralímpico — Universidade Federal do Acre

A Ufac, a Associação Paradesportiva Acreana (APA) e a Secretaria Extraordinária de Esporte e Lazer realizaram, nessa quarta-feira, 17, a entrega dos equipamentos de halterofilismo e musculação no Centro de Referência Paralímpico, localizado no bloco de Educação Física, campus-sede. A iniciativa fortalece as ações voltadas ao esporte paraolímpico e amplia as condições de treinamento e preparação dos atletas atendidos pelo centro, contribuindo para o desenvolvimento esportivo e a inclusão de pessoas com deficiência.

Os equipamentos foram adquiridos por meio de emenda parlamentar do deputado estadual Eduardo Ribeiro (PSD), em parceria com o Comitê Paralímpico Brasileiro, com o objetivo de fortalecer a preparação esportiva e garantir melhores condições de treino aos atletas do Centro de Referência Paralímpico da Ufac.

Durante a solenidade, a reitora da Ufac, Guida Aquino, destacou a importância da atuação conjunta entre as instituições. “Sozinho não fazemos nada, mas juntos somos mais fortes. É por isso que esse centro está dando certo.”

A presidente da APA, Rakel Thompson Abud, relembrou a trajetória de construção do projeto. “Estamos dentro da Ufac realizando esse trabalho há muitos anos e hoje vemos esse resultado, que é o Centro de Referência Paralímpico.”

O coordenador do centro e do curso de Educação Física, Jader Bezerra, ressaltou o compromisso das instituições envolvidas. “Este momento é de agradecimento. Tudo o que fizemos é em prol dessa comunidade. Agradeço a todas as instituições envolvidas e reforço que estaremos sempre aqui para receber os atletas com a melhor estrutura possível.”

O atleta paralímpico Mazinho Silva, representando os demais atletas, agradeceu o apoio recebido. “Hoje é um momento de gratidão a todos os envolvidos. Precisamos avançar cada vez mais e somos muito gratos por tudo o que está sendo feito.”

A vice-governadora do Estado do Acre, Mailza Assis da Silva, também destacou o trabalho desenvolvido no centro e o talento dos atletas. “Estou reconhecendo o excelente trabalho de toda a equipe, mas, acima de tudo, o talento de cada um de nossos atletas.”

Já o assessor do deputado estadual Eduardo Ribeiro, Jeferson Barroso, enfatizou a finalidade social da emenda. “O deputado Eduardo fica muito feliz em ver que o recurso está sendo bem gerenciado, garantindo direitos, igualdade e representatividade.”

Também compuseram o dispositivo de honra a pró-reitora de Inovação, Almecina Balbino, e um dos coordenadores do Centro de Referência Paralímpico, Antônio Clodoaldo Melo de Castro.

(Camila Barbosa, estagiária Ascom/Ufac)



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Orquestra de Câmara da Ufac apresenta-se no campus-sede — Universidade Federal do Acre

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Orquestra de Câmara da Ufac apresenta-se no campus-sede — Universidade Federal do Acre

A Orquestra de Câmara da Ufac realizou, nesta quarta-feira, 17, uma apresentação musical no auditório do E-Amazônia, no campus-sede. Sob a coordenação e regência do professor Romualdo Medeiros, o concerto integrou a programação cultural da instituição e evidenciou a importância da música instrumental na formação artística, cultural e acadêmica da comunidade universitária.

 

A reitora Guida Aquino ressaltou a relevância da iniciativa. “Fico encantada. A cultura e a arte são fundamentais para a nossa universidade.” Durante o evento, o pró-reitor de Extensão e Cultura, Carlos Paula de Moraes, destacou o papel social da arte. “Sem arte, sem cultura e sem música, a sociedade sofre mais. A arte, a cultura e a música são direitos humanos.” 

Também compôs o dispositivo de honra a professora Lya Januária Vasconcelos.

(Camila Barbosa, estagiária Ascom/Ufac)

 



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