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O ciclone Chido destruiu muitos edifícios do arquipélago, o aeroporto internacional sofreu “grandes danos”
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Casas de lata destruídas, postes elétricos derrubados, árvores arrancadas: o ciclone Chido atingiu Mayotte no sábado, 14 de dezembro, agora colocada em alerta vermelho, onde moradores barricados, isolados do mundo, foram atingidos por ventos devastadores.
O nível de alerta foi reduzido de roxo para vermelho, mas “o ciclone não acabou”sublinhou num comunicado de imprensa o prefeito de Mayotte, François-Xavier Bieuville, apelando à população para ficar “confinado” et “solidariedade” Em “esta provação”. “Muitos de nós perdemos tudo” seguindo a passagem de Chido, “o mais violento e destrutivo”, segundo o prefeito, que o arquipélago francês no Oceano Índico vive há noventa anos.
“Os danos já parecem muito significativos”escreveu o Ministro do Interior demissionário, Bruno Retailleau, no sábado no X. “Os serviços de emergência estaduais e locais estão totalmente mobilizados. Já foram enviados 110 soldados da segurança civil e bombeiros que estão no local. Uma segunda remessa será feita amanhã com mais 140 pessoas. Peço à população que siga as instruções das autoridades locais”acrescentou o ministro.
Segundo o Ministério do Interior, já foi iniciada a fase de avaliação dos danos às infraestruturas críticas (hospital, aeroporto, prefeitura, etc.). Durante uma entrevista telefónica com o prefeito do arquipélago, o Sr. Retailleau perguntou “ mobilização máxima da aplicação da lei para ajudar a população e evitar possíveis saques.” 1.600 policiais e gendarmes são destacados “com respeito pela sua segurança”, de acordo com o ministério que também declara que“nenhum tributo humano ou material pode ser estabelecido”; especificando que em caso de alerta vermelho a população fica confinada.
Além disso, o novo primeiro-ministro, François Bayrou, afirmou no X que estava “informado hora a hora” e o Chefe de Estado garantiu, na mesma rede, seguir “de perto” a situação em Maiote. “Mahorais, o país inteiro está ao seu lado”, declara Emmanuel Macron em seu post. “É hora de urgência. Estaremos lá hoje e amanhã”, acrescenta, anunciando a chegada de “reforços” Sábado e domingo.
“Os serviços técnicos estão a desobstruir as estradas para que os serviços de emergência possam passar”testemunhou na BFM-TV o prefeito de Mamoudzou, Ambdilwahedou Soumaïla. “Temos enormes danos materiais”, relatou o funcionário eleito, que “cruze os dedos” para que não haja vítimas.
Por volta das 14h30 (12h30 em Paris), a unidade de crise montada na prefeitura recebeu ligações de pessoas “apenas ferido”mais “os serviços de emergência ainda não conseguiram chegar às alturas da cidade”onde estão os moradores mais vulneráveis, sublinhou o autarca.
“A situação é catastrófica”
Em seu último boletim das 13h (11h em Paris), Météo-França sinalizou o fim do alerta roxo e o retorno ao nível vermelho de alerta de ciclone. O olho do ciclone, que evacuou Grande-Terre e continua a mover-se para oeste, localizou-se às 13h00 (hora local), cerca de 50 quilómetros a oeste de Mayotte.
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“A situação é catastrófica”lamentou à AFP o presidente da associação de prefeitos deste departamento ultramarino francês, Madi Madi Souf. “Não sabemos se há vítimas, mas dados os danos é provável”acrescentou este eleito, contactado por telefone enquanto se encontrava em França continental.
Segundo o ministro demissionário responsável pelos transportes, “A infraestrutura está muito impactada. Uma condição de estrada começará. O aeroporto (Marcel-Henry) sofreu grandes danos, principalmente a torre de controle.
“O tráfego será inicialmente restaurado com aeronaves militares de socorro. Navios são contratados para garantir abastecimento », adicionado no Facebook François Durovray, apelando aos residentes para “respeitar escrupulosamente as instruções das autoridades locais”. Seus serviços não foram capazes de fornecer mais detalhes imediatamente.
Rajadas de vento ultrapassaram os 200 km/h
O olho do ciclone varreu o norte de Mayotte no início da manhã e foi localizado por volta das 10h45, horário de Paris (12h45, horário local), a oeste do arquipélago do Oceano Índico, de acordo com imagens de satélite. Seguia em direção à costa de Moçambique, no continente africano, deixando um rastro de ventos e chuvas ainda intensos.
As rajadas de vento ultrapassaram os 200 km/h em Mayotte, informa o boletim Météo-France. Em Pamandzi (Petite-Terre), foram registrados 226 km/h por volta das 10h30, horário local. Com o desvio do olhar para oeste, o vento continuará a diminuir durante a tarde, alerta ainda a estação meteorológica, que já descreveu no seu boletim anterior ventos a 180 km/h que poderão atingir os 200 km/h a 230 km/h. h.
Ventos maiores, segundo o serviço meteorológico, que a intensidade do ciclone Kamisy em 1984, que deixou milhares de desalojados e afetou a população do território, hoje o departamento mais pobre de França.

“Até os serviços de emergência estão confinados”
“Milhares de casas estão sem eletricidade. Mesmo os serviços de emergência estão confinados, não há rede, não conseguimos entrar em contacto com as pessoas da ilha. Tememos descobrir uma catástrofe”testemunhou à BFM-TV o presidente do sindicato nacional dos bombeiros profissionais de Mayotte, Abdoul Karim Ahmed Allaoui.
“Mayotte tem uma grande população que vive em favelas, nas alturas, com moradias precárias. Mas descobrimos que mesmo as pessoas que estão em habitação permanente não são poupadas”observou também o chefe dos bombeiros.
Sexta-feira, às 22h00 no arquipélago (20h00 em Paris), o trânsito foi proibido nas vias públicas das duas ilhas, Grande-Terre e Petite-Terre, e o aeroporto de Dzaoudzi fechou às 20h00 (18h00 em Paris). A agência regional de saúde pediu aos pacientes que “não viaje mas ligue 15”e acrescentou que “Os recursos médicos foram reforçados para cuidar de pessoas feridas ou doentes”.
A prefeitura havia questionado a população na rede social “confinado numa habitação sólida, com um estoque adequado de água e alimentos disponíveis”. Segundo as autoridades, cerca de 100 mil pessoas permanecem em “moradias insalubres” de uma população total estimada em 320.000 habitantes no departamento mais pobre da França. O prefeito os aconselhou na sexta-feira a se juntarem a um dos 71 centros de alojamento “aberto a todos” em escolas e ginásios.
Nas vizinhas Comores, foi ativado um alerta de ciclone com nível laranja. A direção-geral de segurança civil ordenou o encerramento dos aeroportos a partir das 18h00 de sexta-feira (16h00 em Paris). “devido a condições climáticas extremas”. Em Madagáscar, o olho do ciclone aproximou-se a cerca de cem quilómetros do norte da ilha e provocou chuva “abundante à tarde” bem como um “vento forte” antes de ir embora, de acordo com as autoridades.
O mundo com AFP
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Alunas da Ufac criam biblioteca de grafismos do povo Huni Kuin — Universidade Federal do Acre
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26 minutos atrásem
9 de outubro de 2026Alunas de graduação e mestrado do campus Floresta da Ufac criaram, em 2024, o projeto Biblioteca de Kene, que reúne tecelagem em algodão, pintura corporal, registros audiovisuais e uma plataforma digital acessível por celular. A iniciativa surgiu do trabalho de conclusão de curso de Txima Huni Kuin, em Licenciatura Indígena, e da pesquisa para a dissertação de Alexandra Deitos no programa de pós-graduação em Ensino de Humanidades e Linguagens.
Txima investigou a tecelagem como expressão dos conhecimentos, da arte e da espiritualidade de seu povo, sob orientação do professor Amilton Pelegrino de Mattos. Alexandra, artista visual e atualmente doutoranda, colaborou na construção do projeto por meio de uma pesquisa de autoria coletiva, desenvolvida com as mulheres da comunidade.
Desse encontro surgiu a proposta de criar um espaço onde os mais de 60 grafismos praticados pelas mulheres pudessem ser consultados, ensinados e aprendidos por jovens e mestras tecelãs. O projeto terá uma nova etapa entre 10 e 16 de outubro, com a realização da 2ª Oficina de Kene da Aldeia Arco-Íris, na terra indígena Seringal Independência, no município de Jordão (AC).
Aprendizagem no território
Durante os sete dias de oficina, mestras tecelãs e jovens aprendizes participarão de atividades de preparação de fios, cantos rituais, aplicação do Bawe e tecelagem de painéis com grafismos. Os processos serão documentados para compor o acervo da biblioteca na aldeia e seu site colaborativo, com gestão do conhecimento pelas próprias mulheres.
A proposta dialoga com a expressão “a universidade é na aldeia”, do professor e pesquisador Yube Huni Kuin, também acadêmico da Licenciatura Indígena da Ufac. A experiência reconhece o território e as práticas da comunidade como espaços de produção e transmissão de conhecimento.

A 2ª Oficina de Kene é realizada por Txima Huni Kuin, Alexandra Deitos e pela Aldeia Arco-Íris, com apoio do curso de Licenciatura Indígena, da Fundação de Cultura Elias Mansour, do governo do Acre, da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, do Ministério da Cultura e do governo federal.
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Ufac sedia encontro regional sobre residência e preceptoria no SUS — Universidade Federal do Acre
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8 de outubro de 2026A Ufac sediou o 2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no Sistema Único de Saúde (SUS). O evento ocorreu nesta quinta-feira, 8, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede, e reuniu profissionais e representantes de instituições de saúde para a apresentação dos resultados de sete projetos de intervenção desenvolvidos ao longo de dois anos de formação.
A iniciativa é promovida pelo Hospital Sírio-Libanês, em parceria com o Ministério da Saúde, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS, com participação da Ufac.
Para o reitor Josimar Ferreira, cerca de 80% das atividades dos residentes são realizadas nas unidades de saúde. Ele ressaltou o compromisso da gestão com a valorização dos profissionais que atuam na formação dos residentes. “Temos desenvolvido uma política para que os nossos preceptores possam participar dos nossos programas de pós-graduação, de forma a ter vagas garantidas para sua qualificação também.”
O encontro marcou a apresentação dos projetos de intervenção dos cursos de especialização em Gestão de Programas de Residência em Saúde e Educação na Saúde para Preceptores no SUS. Os trabalhos abordaram temas como formação e avaliação de preceptores, definição de perfis de competências, saúde mental dos residentes, reestruturação curricular e melhoria dos processos de trabalho nos serviços de saúde.
Segundo a coordenadora da Residência Multiprofissional Integrada em Saúde da Família e Comunidade da Ufac, Mariane Ribeiro, as iniciativas buscam qualificar tanto a formação dos residentes quanto as atividades desenvolvidas nos campos de prática. “Esses resultados que temos hoje proporcionam uma integração com o ensino, serviço e a comunidade, porque também têm um retorno para o usuário”, disse.
Para a representante do Hospital Sírio-Libanês e facilitadora de ensino e aprendizagem, Célia Márcia Birchler, a conclusão dos cursos representa uma etapa de um trabalho que deve continuar nas instituições de saúde. “Toda vez que fazemos um movimento de fortalecimento dos programas de residência, na realidade estamos falando de um processo de qualificação do SUS”, afirmou.
A presidente da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), Sóron Angélica Steiner, disse que a formação estimula mudanças na organização do trabalho e no atendimento da população. “Essa força motriz que faz com que o serviço ande de acordo com a formação é o que faz com que o gestor seja provocado a melhorar o ambiente de trabalho, o fluxo de serviço.”
Também participaram da mesa de honra do encontro o presidente do Conselho Estadual de Saúde do Acre, Osvaldo de Souza Leal Júnior; e Pedro Henrique Macedo Leitão, representando o secretário municipal de Saúde de Rio Branco, Rennan Biths.
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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre
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1 semana atrásem
2 de outubro de 2026A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.
“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.
Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.
A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.
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