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O designer britânico da Dior, Kim Jones, recebeu o título de cavaleiro em Paris | Kim Jones
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Lauren Cochrane
A tarde de sexta-feira em Paris foi marcante para o estilista britânico Kim Jones. O diretor artístico não só apresentou a sua última coleção de moda masculina para a Dior, como também colecionou o prestigioso Chevalier de la Légion d’honneur, uma raridade para alguém de fora da França. Num momento de moda por excelência, o prémio foi-lhe entregue por Anna Wintour, tornando-se cavaleiro no processo.
Jones esteve em Dior há seis anos desenhando as coleções masculinas da marca. Durante esse tempo, ele explorou o rico arquivo da marca e também interesses pessoais, incluindo The Waste Land, de TS Eliot, e a casa de Vanessa Bell, em Charleston, no leste de Sussex. Este show não foi diferente. Tomou como ponto de partida a coleção Ligne H de Christian Dior, de meados dos anos 50, mas fez de Casanova – o autor italiano do século XVIII conhecido pelas suas múltiplas relações com mulheres – a sua musa.
Se Casanova é frequentemente visto como um “mulherengo”, Jones brincou com essa frase em termos de fluidez de género. As notas do desfile explicavam que se traduzia como “uma mistura do masculino e do feminino… junto com os excessos do século XVIII, encontrados na ideia da cômoda extravagante”. Tropos que tradicionalmente podem ser vistos mais como parte do léxico da moda feminina – brilhos, rosa, laços, gola canoa e saias longas – eram aqui usados pelos homens. Era uma coleção elegante com um toque de subversão.
A Dior também esteve em destaque fora de Paris esta semana – num contexto em que qualquer conceito de fluidez de género seria ignorado. Ivanka Trump usou um look da coleção feminina (desenhada por Maria Grazia Chiuri) para a posse de seu pai, Donald Trump; e a nova primeira-dama, Melania, usou Dior para uma recepção no fim de semana. A LVMH, empresa-mãe da Dior, também prestou fidelidade a tTrump: o CEO Bernard Arnault esteve presente na sua inauguração, juntamente com dois filhos de Arnault, Delphine (CEO da Dior) e Alexandre, que trabalha com Tiffany Trump.
após a promoção do boletim informativo
Jones anunciou em outubro que deixaria sua outra função na moda, desenhando roupas femininas e alta costura na Fendi. Sua reverência pós-desfile na Dior, incluindo um abraço em Delphine Arnault na primeira fila, fez com que as pessoas especulassem que mudanças poderiam estar acontecendo aqui também. Com o boato da moda em ação em torno dos cargos mais importantes em casas de luxo, incluindo a Gucci, Burberry e Margiela, o nome de Jones tem estado presente, especialmente para a Burberry, que não floresceu sob o seu atual diretor artístico, Daniel Lee.
“Kim Jones se encaixaria perfeitamente na Burberry”, escreveu a influente conta do Instagram do especialista em moda, chato.com, após o anúncio da Fendi, “mas duvido que a LVMH o deixe ir facilmente ou que a Burberry possa pagar por ele agora”.
Chevalier de la Légion d’honneur, a maior honraria da França, já foi concedida a grandes nomes da moda, incluindo Valentino Garavani e Diane von Fürstenberg, bem como Delphine. Antes da cerimônia, Jones descreveu-a como um “marco na vida”, embora tenha dito que a notoriedade não era o seu objetivo.
“Sou parado por pessoas (na rua) e isso é sempre bom, mas geralmente prefiro poder continuar com a minha vida diária”, disse Jones.
Com a especulação circulando, ele sem dúvida desejará acabar com os rumores e continuar com o trabalho, seja ele qual for.
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Fundape tem nova sede inaugurada no campus da Ufac na capital — Universidade Federal do Acre
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26 de junho de 2026A reitora da Ufac, Guida Aquino, participou da solenidade de inauguração da nova sede da Fundação de Apoio e Desenvolvimento ao Ensino, Pesquisa e Extensão Universitária no Acre (Fundape), da qual ela é presidente do Conselho Curador. O evento ocorreu nesta sexta-feira, 26, no campus-sede, local em que se localiza o espaço administrativo e operacional da fundação.
Guida destacou a importância da Fundape para a Ufac e para outras instituições da Região Norte. Para ela, a fundação passou por um processo de fortalecimento nos últimos anos. “A Fundape hoje nos faz realizar, na verdade, todas as parcerias de formação de docentes, de ensino, de pesquisa, de extensão, de inovação”, afirmou.
Segundo a reitora, a fundação ampliou sua atuação para além do Acre, atendendo também instituições de Rondônia, Amapá e Roraima. “Olha a grandeza disso. E nós, enquanto Universidade Federal do Acre, temos que nos orgulhar”, pontuou.
O diretor-presidente da Fundape, Ismar Bernardo de Araújo, disse que a inauguração da sede própria representa uma conquista construída com dedicação, trabalho em equipe e visão de futuro. “Hoje não celebramos apenas a abertura de um novo espaço físico; celebramos uma conquista construída com dedicação, trabalho em equipe, visão de futuro e confiança.”

Ismar lembrou que a Fundape foi instituída em 22 de junho de 1998 e completa 28 anos em 2026. Atualmente, a fundação conta com 38 colaboradores, representa quatro universidades federais, três institutos federais e um hospital universitário, estando presente em quatro Estados da região Norte.
Membro fundador da Fundape e pró-reitor de Planejamento da Ufac, Alexandre Hid, relembrou a criação da fundação e os desafios enfrentados ao longo da trajetória institucional. “Hoje a fundação está aí forte e firme para maiores e melhores desafios.”

Também participaram da solenidade a reitora da Unir, Marília Pimentel; o procurador-geral adjunto para Assuntos Administrativos e Institucionais do MP-AC, Carlos Roberto da Silva Maia, representando o procurador-geral Oswaldo Lima Neto; o diretor técnico da Fundape, Camilo Gouveia; o diretor administrativo-financeiro da Fundape, Dionel de Araújo; Gemil Júnior, suplente do senador Alan Rick (Republicanos-AC); a pró-reitora de Inovação, Pesquisa e Pós-Graduação do Ifac, Alana Chocorosqui, representando o reitor Fábio Storch; o ex-reitor da Ufac, Minoru Kinpara; além de dirigentes, coordenadores de projetos, colaboradores e representantes de instituições parceiras.
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Seminário na Ufac tematiza planejamento e governança pública — Universidade Federal do Acre
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23 de junho de 2026O programa de pós-graduação em Planejamento e Governança Pública, da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), no âmbito do mestrado interinstitucional para técnico-administrativos da Ufac e do Instituto Federal do Acre (Ifac), realiza o 12º Seminário de Boas Práticas em Planejamento e Governança Pública, de 14 a 16 de julho, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede da Ufac. As inscrições são gratuitas e estão abertas até 16 de julho, por meio online.
O evento será transmitido pelo YouTube e terá como tema “Governança, Políticas Públicas e Desenvolvimento Regional na Amazônia: Desafios Estruturais para o Acre”, propondo um debate sobre questões territoriais, sociais, ambientais, urbanas, institucionais e econômicas que atravessam a realidade amazônica e acreana.
A programação científica será organizada em quatro eixos temáticos: governança urbana, mobilidade e direito à cidade na Amazônia; infraestrutura, saneamento e resiliência em contextos de enchentes e queimadas; governança ambiental, desenvolvimento sustentável e capacidade estatal na Amazônia; e educação e empreendedorismo na Amazônia.
O seminário tem como público-alvo a comunidade universitária e gestores públicos, contando com a participação de autoridades locais, pesquisadores da UTFPR, docentes da Ufac e do Ifac, bem como especialistas convidados de diferentes áreas.
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Estudo indica limitações de conhecimento sobre leishmaniose — Universidade Federal do Acre
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17 de junho de 2026A Ufac é parceira em pesquisa desenvolvida no município de Sena Madureira (AC), a qual identificou limitações no conhecimento sobre a leishmaniose cutânea entre pacientes e profissionais da saúde, além de barreiras geográficas e estruturais que dificultam o acesso ao diagnóstico e ao tratamento precoce em áreas rurais endêmicas.
Os resultados do estudo foram publicados, em maio, na revista eletrônica “Acervo Saúde”, vol. 26(5), com o título “Leishmaniose Cutânea na Amazônia Ocidental: Lacunas no Conhecimento e Barreiras de Acesso Assistencial em Áreas Endêmicas”. O artigo tem coautoria de pesquisadores da Ufac.
A pesquisa foi realizada com 50 pacientes com suspeita clínica de leishmaniose cutânea e 51 agentes de saúde, sendo 63% agentes comunitários de saúde e 37% agentes de combate às endemias.
“Em nosso trabalho, identificamos que tanto os profissionais da saúde quanto os pacientes possuem informações limitadas sobre a doença. Conhecer as limitações para acesso ao diagnóstico e tratamento precoce é uma das principais estratégias para a implementação de programas de controle e de educação em saúde que contemplem o perfil epidemiológico e social das populações de áreas endêmicas”, disse o autor do estudo, Leandro Siqueira de Souza, do Instituto Oswaldo Cruz (IOC).
A região Norte é responsável por mais da metade dos casos da doença no Brasil; o Acre conta com mais de 11 mil casos notificados na última década. Em 2025, os municípios acreanos de Xapuri, Marechal Thaumaturgo, Assis Brasil, Sena Madureira e Brasileia foram classificados pelo Ministério da Saúde como áreas de risco intenso para transmissão da doença.
“A região amazônica é uma área endêmica para a leishmaniose cutânea, uma doença negligenciada que afeta principalmente populações de comunidades tradicionais”, contou o pesquisador Reginaldo Peçanha Brazil, do IOC. “Conhecer as limitações no conhecimento tanto dos pacientes como de profissionais da saúde de áreas endêmicas é fundamental para o sistema de saúde do Estado do Acre e para o controle mais efetivo da doença.”
A investigação integra um projeto de pesquisa coordenado por Brazil. Além da Ufac, são parceiros na pesquisa a Universidade Federal de Minas Gerais, a Universidade de Brasília, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade e a Secretaria de Estado de Saúde do Acre.
Pela Ufac, são coautores do artigo os pesquisadores Andréia Luísa Peixinho da Silva Guimarães, Francisca Alana Costa de Souza, Marcos Bruno Zacarias Campelo, Breno Kalyl Freitas Nascimento, Andreia Fernandes Brilhante e Francisco Glauco de Araújo Santos. Os estudos contam com financiamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e apoio de instituições parceiras.
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