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O eixo de resistência liderado pelo Irão no rescaldo da revolta na Síria | Notícias do conflito Israel-Palestina

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Teerã, Irã – Durante décadas, as autoridades do Irão têm construído meticulosamente um “eixo de resistência” de facções com ideias semelhantes para se oporem a Israel e aos Estados Unidos em toda a região.

A aliança incluiu entidades armadas e intervenientes governamentais no Iraque, Líbano, Síria e Iémen, juntamente com grupos palestinianos.

Com o queda de Bashar al-Assad na SíriaTeerão perdeu não só uma aliança de quatro décadas com a família governante em Damasco, mas também linhas de vida do eixo principal.

No meio de alegações de que o eixo entrou em colapso, o líder supremo do Irão, o aiatolá Ali Khamenei, afirmou na semana passada que tais opiniões são “ignorantes” e erradas.

A extensão da resistência, disse ele, “abrangeria toda a região”, já que o eixo é não é hardware que pode ser destruídopelo contrário, é a fé e o compromisso que só se fortalecem sob pressão e conseguirão expulsar os EUA da região.

Expulsar os EUA, especialmente do vizinho Iraque, continua a ser um dos principais objectivos de Teerão para vingar o assassinato de Qassem Soleimani, em Janeiro de 2020, o principal general do Irão e um dos principais arquitectos do eixo.

Cortando o acesso ao Hezbollah

Com a ajuda do Irão desde o início da década de 1980, o Hezbollah tornou-se uma importante força política no Líbano, com uma força militar mais forte do que o exército tradicional do país. O grupo sofreu golpes consideráveis ​​de Israel no ano passado, incluindo o assassinato do seu líder de longa data, Hassan Nasrallah, e dos seus principais comandantes.

A mensagem vinda de Teerã enfatizou que “o Hezbollah está vivo” apesar do ataque israelense, com Khamenei dizendo que a resistência das forças libanesas e palestinas significa “derrota” para Israel.

Por enquanto, é inegável que Teerão perdeu um aliado estratégico na Síria e isso irá reflectir-se na sua influência regional no curto prazo, segundo o investigador e autor baseado em Teerão, Ali Akbar Dareini.

“O dano mais importante aos interesses de segurança do Irão é a ruptura da ligação terrestre com o Líbano. O eixo Teerã-Bagdá-Damasco-Beirute facilitou o acesso do Irã ao Hezbollah”, disse ele à Al Jazeera.

“O colapso do governo Assad desafia significativamente as perspectivas de reconstrução e reequipamento da rede de resistência, especialmente do Hezbollah”, disse Dareini, acrescentando que Israel estará agora ainda mais encorajado a atacar o grupo libanês, apesar de um cessar-fogo instável que tem sido mantido até agora. em meio a inúmeras violações.

Aiatolá Ali Khamenei cumprimenta multidão durante reunião em Teerã, Irã, em 11 de dezembro de 2024 (Folheto do gabinete do líder/via EPA-EFE)

Israel também aproveitou a queda de al-Assad para avançar profundamente na Síria, ocupando vastas extensões de terra no sul enquanto lança centenas de ataques aéreos em todo o país.

Num segundo discurso na terça-feira, Khamenei enfatizou que “o regime sionista acredita que está a preparar-se através da Síria para cercar as forças do Hezbollah e desenraizá-las, mas quem será desenraizado é Israel”.

Embora o Irão tenha afirmado que quer manter relações com a Síria e que o novo grupo governamental distância de Israel seria um factor decisivo importante, Ahmed al-Sharaa, comandante-chefe da nova administração, diz que a Síria está cansada das guerras e não deseja fazer de Israel um inimigo.

Hossein Salami, comandante-chefe do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC), disse esta semana que é “insuportável” que os soldados israelitas estejam agora a poucos quilómetros de Damasco, mas acrescentou que “serão enterrados na Síria” no futuro. .

Mais golpes nos membros do eixo

Um Israel encorajado atingiu novamente os Houthis do Iêmen, lançando ataques na noite de quarta-feira na infraestrutura do Iêmen pela terceira vez desde Julho, matando nove pessoas e atingindo uma instalação petrolífera, navios num importante porto e centrais eléctricas.

A mídia israelense também relata que os serviços militares e de inteligência israelenses podem estar perseguindo seus política de décadas de assassinato de líderes no Iémen para desestabilizar o grupo.

Eles estão de olho no líder Houthi, Abdel-Malik al-Houthi, juntamente com altos funcionários militares iemenitas e um comandante iraniano sênior que coordena os esforços da Força Quds do IRGC no país, de acordo com o jornal Israel Hayom.

Além dos ataques às rotas marítimas perto das suas águas, em protesto declarado contra a guerra de Israel em Gaza, o grupo iemenita manteve os ataques a Israel.

Os Houthis anunciaram na quinta-feira que demitiram dois mísseis balísticos contra alvos militares em Israel, que pareciam ter sido, pelo menos parcialmente, interceptados, com estilhaços de um deles a aterrarem numa escola e a danificá-la sem causar quaisquer baixas.

Os Houthis lançaram outro míssil balístico em Tel Aviv no sábado, ferindo 16 pessoas e deixando uma cratera num parque público. Dois mísseis interceptadores foram filmados sem conseguir derrubar o míssil, com o porta-voz militar do grupo prometendo mais ataques.

No Iraque, os EUA exigiram que Bagdad desmantelasse os grupos armados alinhados com o Irão no país, de acordo com Ibrahim Al-Sumaidaie, um importante conselheiro do primeiro-ministro que disse numa entrevista televisiva na quarta-feira que Washington ameaçou com força militar se o governo iraquiano não acede.

Muitos dos grupos armados de maioria xiita alinhados com o Irão fazem agora parte das forças de segurança oficiais iraquianas.

Os EUA têm sido o forte aliado de Israel durante a sua guerra contra Gaza e outras ações no Médio Oriente.

‘Resistência sem eixo’

O eixo não pode mais funcionar como uma rede coerente de estados e milícias que se estende do Irã ao Levante, disse Vali Nasr, professor de assuntos internacionais e estudos do Oriente Médio na Escola de Estudos Internacionais Avançados da Universidade Johns Hopkins.

“Perdeu as suas âncoras no Levante. Embora ainda esteja presente no Iraque e no Iémen, não desempenhará o mesmo papel estratégico que tinha até agora”, disse ele à Al Jazeera.

“Se quiser que seja relevante novamente, terá que ser de uma forma diferente e dependendo da evolução da situação no Levante.”

O eixo, que tem ajudado o objectivo do Irão de se tornar uma potência regional, alcançou algumas das suas vitórias mais elogiadas durante a guerra civil síria – quando manteve al-Assad no poder com a ajuda da Rússia, e fez recuar o ISIL (ISIS) e outros grupos armados. .

O eixo liderado pelo Irão foi construído sobre três pilares principais que foram alterados pela queda de al-Assad, segundo Hamidreza Azizi, pesquisador visitante do Instituto Alemão para Assuntos Internacionais e de Segurança.

A primeira foi uma ligação geográfica entre membros-chave, que foi complementada e estendida até ao Mediterrâneo pelo Hamas e pela Jihad Islâmica Palestiniana em Gaza, com os Houthis no Iêmen segurando o flanco sul, ele explicou.

A segunda foi a estreita coordenação e unidade entre os membros, com um princípio que significava que uma ameaça a um membro do eixo era considerada uma ameaça a todos, desencadeando uma resposta colectiva.

“O terceiro pilar foi o seu fundamento ideológico: a própria noção de resistência. Esta ideologia, caracterizada por fortes sentimentos antiamericanos e anti-israelenses, serviu como a ideia central unificadora por trás do eixo”, disse ele à Al Jazeera.

Azizi disse que os dois primeiros pilares estão agora gravemente danificados, se não destruídos, mas o terceiro permanece e pode ter sido reforçado em alguns aspectos.

“Esta situação em evolução poderia ser descrita como ‘resistência sem eixo’. O que estamos a observar é o Irão a tentar fortalecer a primeira linha da sua defesa avançada no Iraque e no Iémen, enquanto o resto do eixo opera com uma capacidade significativamente reduzida e com muito menos coordenação do que no passado.”



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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre

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A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.

“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.

Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.

A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.



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Consu aprova comissão para destinar cotas a pessoas transgênero — Universidade Federal do Acre

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O Conselho Universitário (Consu) da Ufac aprovou a criação de uma comissão para elaborar a proposta de cotas de acesso à graduação para pessoas transgênero, que é uma pauta da Pró-Reitoria de Ações Afirmativas e Equidade (Proafe), recentemente criada com o objetivo de expandir políticas de inclusão na universidade. A aprovação ocorreu nessa quarta-feira, 30, na 5ª Reunião Ordinária do Consu, realizada no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas, campus-sede.

A Ufac já possui regulamentação que garante o acesso por cotas à comunidade transgênero na pós-graduação desde 2023. A proposta aprovada pelo Consu busca ampliar esse direito para a graduação, assegurando não apenas a entrada, mas também o acompanhamento para permanência de estudantes até a conclusão dos cursos.

A comissão terá prazo de 90 dias para realizar os estudos e apresentar a minuta final do projeto. O grupo terá formação intersetorial, reunindo representantes das três categorias acadêmicas: docentes, técnico-administrativos e discentes, além de representantes de entidades e movimentos sociais da sociedade civil voltados aos direitos da população transgênero no Acre.

“Reafirmamos nosso compromisso ao instituir a comissão que vai deliberar sobre as cotas trans”, disser o reitor Josimar Ferreira. “Trata-se de uma ação demandada pela sociedade para incluir populações historicamente invisibilizadas, garantindo que as ações afirmativas façam parte da história do nosso conselho.”

Segundo a pró-reitora de Ações Afirmativas e Equidade, Letícia Mamed, a política visa transformar a realidade de um dos grupos mais marginalizados socialmente. “Precisamos atentar para a garantia de acesso, permanência e dignidade para que essa comunidade possa construir seus projetos de vida com mais oportunidades”, comentou. “No Brasil, cerca de 30 universidades já adotam políticas semelhantes, e a Ufac dá um passo essencial para consolidar essa transformação.”

Integrante do Consu, a professora Raquel Ishii ressaltou que a comissão foi criada para ir além da gestão superior da universidade. “Considero essa aprovação uma grande vitória para a sociedade civil e para a universidade. A comissão amplia o debate da pós-graduação para a graduação. Trata-se de um grupo bem amplo, constituído não só pela gestão, mas com convites abertos ao Diretório Central dos Estudantes e a movimentos sociais externos à universidade.”

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)



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SAE-CZS — Universidade Federal do Acre

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SAE-CZS — Universidade Federal do Acre

A Diretoria Geral do Campus Floresta (DG-Camp), por meio do Setor de Assistência Estudantil (SAE-CZS), comunica a suspensão do Restaurante Universitário nesta segunda-feira, 28, para o Campus Floresta, em decorrência do ponto facultativo decretado pela Reitoria por meio da Portaria n.º 3.914, de 24/09/2026, em virtude da celebração do Aniversário do município de Cruzeiro do Sul (AC).
Contamos com a compreensão de toda a comunidade acadêmica.

 



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