ACRE
O Equador pede apoio militar contra ‘narcoterrorismo’ – DW – 23/03/2025
PUBLICADO
1 ano atrásem
O Equador está atualmente experimentando um sem paralelo onda de violência. Cerca de 1.300 assassinatos foram registrados nos primeiros 50 dias de 2025 – esse é um assassinato por hora e reflete um aumento de 40% desde 2023.
De acordo com o relatório mais recente do crime de insight think tank dos EUA, Equador é “um dos centros de tráfico de drogas mais significativos da região”. O país, com uma população de 18 milhões, é usado para contrabandear colombiano e peruano cocaína Para a Europa, México e América Central. A velocidade com que Cartéis de drogas ganharam poder no Equador é sem precedentes.
Em uma entrevista à emissora britânica BBC, Presidente Equatoriano Daniel Noboa perguntou à comunidade internacional apoio militar. Ele disse que poderia imaginar trabalhar com os exércitos dos EUA, Europeu e Brasileiro para combater o crime no Equador.
Ele também disse que queria seu colega nos EUA, Donald Trumppara classificar as gangues equatorianas como grupos terroristas, como Trump já fez por alguns cartéis mexicanos e venezuelanos.
Apenas alguns dias antes, Noboa anunciou uma “aliança estratégica para fortalecer nossas capacidades na luta contra o narcoterrorismo” com Erik Prince, o fundador da empresa militar privada anteriormente conhecida como Blackwater.
O Exército pode acabar com a violência?
No entanto, os observadores duvidam que os métodos militares possam quebrar os cartéis e acabar com a espiral da violência. Eles apontam para a Colômbia, que tem décadas de experiência combate ao crime relacionado a drogascomo um exemplo em que a implantação do Exército não ajudou.
“A experiência mostrou que o envolvimento dos militares em segurança interna leva a uma restrição de direitos civis”, disse Catalina Nino, coordenadora do Projeto Regional de Segurança na América Latina na Fundação Friedrich Ebert (FES) na Colômbia.
“As forças armadas não foram concebidas para estar tão perto da população civil – e quando isso aconteceu, houve um aumento em direitos humanos Violações “, disse ela à DW, observando que às vezes pode haver melhorias temporárias na situação de segurança, mas que elas não podem ser sustentadas a longo prazo.
Daniel Ponton, reitor da Escola de Segurança e Defesa do Instituto de Estudos Nacionais Avançados do Equador, era menos cético, mas também apontou que a implantação dos militares dessa maneira carregava riscos e não levou necessariamente a uma redução no crime.
“Nunca fui completamente contra os militares usados para tarefas relacionadas à segurança interna quando a natureza da ameaça exige intervenção militar e as forças policiais – como é o caso no Equador – estão sobrecarregadas”, disse ele à DW. “No Equador, as forças armadas são necessárias porque existem vários grupos que possuem armas pesadas e áreas de controle onde são necessárias operações militares”.
Mas Ponton acrescentou que qualquer operação desse tipo precisava ser acompanhada por medidas políticas de longo prazo, pois os militares não podiam resolver os problemas subjacentes. Ele disse que, nesse caso em particular, era importante considerar o contexto político, pois as observações de Noboa não haviam sido feitas no vácuo. O presidente equatoriano queria se diferenciar de sua oposição política, que no passado havia se opondo à cooperação internacional nessa área, explicou Ponton.
Equador atinge a influência crescente de cartéis de drogas
Escoamento eleitoral previsto para 13 de abril
O apelo de Noboa ao apoio militar internacional ocorre quando o clima político no Equador é particularmente tenso. Um escoamento entre Noboa e seu Rival de esquerda Luisa Gonzalez é programado para 13 de abril. Na primeira rodada de votação em 9 de fevereiro, Noboa ganhou 44,2%, enquanto Gonzalez recebeu 44%.
A popularidade de Noboa caiu nos últimos meses, levando à especulação de que seu apelo à intervenção militar também poderia ser conduzido pelas próximas eleições. A própria Gonzalez está focada no bem -estar social e criticou os planos militares de seu rival como ineficazes.
Em resposta à questão de saber se os EUA, a UE e o Brasil poderiam ajudar de outras maneiras, Nino apontou que os EUA já haviam falhado. “Porque interrompeu todos os seus programas de ajuda humanitária, que têm um potencial muito maior para alcançar melhorias sustentáveis de médio prazo”, disse Nino. “A decisão de encerrar o trabalho da Agência de Desenvolvimento dos EUA USAID pode até exacerbar a violência em algumas áreas e fortalecer grupos criminosos”.
Ela e Ponton dizem que, em vez de militarizar a luta contra o tráfico de drogas, deve haver uma abordagem mais holística que leve em consideração fatores sociais e econômicos. Também faz sentido olhar para outros países latino -americanos.
“Existem inúmeros exemplos e nem todos são positivos”, disse Ponton. “México seria o principal exemploporque, apesar da militarização, não foi possível neutralizar a difícil situação de segurança. E na Colômbia, embora a guerra de guerrilha estivesse contida, a operação militar era extremamente ineficaz quando se tratava de combater o tráfico de drogas “.
Este artigo foi originalmente escrito em alemão.
As guerras da cocaína: a luta da Alemanha contra as gangues de drogas
Relacionado
VOCÊ PODE GOSTAR

Projeto de extensão seleciona resumos expandidos para publicação — Universidade Federal do Acre

Reitora da Ufac participa de fórum Brasil-África em Brasília — Universidade Federal do Acre

Ufac conquista 3º lugar em hackathon internacional promovido por laboratório de Harvard — Universidade Federal do Acre
ACRE
Projeto de extensão seleciona resumos expandidos para publicação — Universidade Federal do Acre
PUBLICADO
1 dia atrásem
26 de maio de 2026O projeto de extensão ComunicAÇÃO, da Ufac, realiza processo seletivo para submissão de trabalhos extensionistas, na modalidade de resumo expandido. Os selecionados comporão a Coleção de Cadernos de Extensão “Ufac e Comunidade”. As inscrições estão abertas até 30 de junho, por meio de formulário online.
O trabalho inscrito deve estar contemplado em uma das áreas temáticas: comunicação, cultura, direitos humanos e justiça, educação, meio ambiente, saúde, tecnologia e produção, trabalho. Cada resumo deverá estar vinculado a uma ação de extensão (projeto, curso, evento ou programa) institucionalizada na Ufac.
“O resumo expandido deverá evidenciar, de forma clara e consistente, as experiências adquiridas e/ou vivenciadas junto à comunidade externa ao longo do desenvolvimento da ação de extensão, destacando as interações estabelecidas, os impactos gerados, os aprendizados construídos e as contribuições mútuas decorrentes da execução das atividades”, detalha o item 3.1 do edital.
A seleção consiste em avaliação por uma comissão que indicará 50 trabalhos aptos para publicação na 1ª Edição da Coleção de Cadernos de Extensão, considerando a formatação e os aspectos científicos, além do envolvimento da comunidade externa, dos resultados obtidos e da efetividade da metodologia proposta. O resultado final do processo seletivo está previsto para 21 de agosto.
Para mais informações sobre o certame, leia o edital Proex n.º 9.1/2026.
Relacionado
ACRE
Reitora da Ufac participa de fórum Brasil-África em Brasília — Universidade Federal do Acre
PUBLICADO
2 dias atrásem
26 de maio de 2026A reitora da Ufac, Guida Aquino, participou, nessa segunda-feira, 25, em Brasília, do 1º Fórum de Reitores Brasil-África. A convite do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do Ministério da Educação (MEC), ela representou a Ufac no encontro, acompanhada da pró-reitora de Inovação e Tecnologia, Almecina Balbino Ferreira. O evento segue até quarta-feira, 27, e tem como foco o fortalecimento da cooperação internacional em educação superior entre universidades brasileiras e instituições africanas.
Guida destacou a importância da presença da Ufac em um espaço voltado ao diálogo internacional e à construção de parcerias acadêmicas. Segundo a reitora, a aproximação entre Brasil e África por meio da educação, da pesquisa, da inovação e da troca de experiências permite avançar em soluções conjuntas para desafios comuns. “Temos histórias, identidades e desafios que nos aproximam, e a universidade tem um papel fundamental nessa conexão”, afirmou.
O fórum é uma iniciativa liderada pelo MEC, pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior e pela Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior. A programação reúne reitores, pró-reitores e assessores de cooperação internacional de universidades federais, estaduais e privadas do Brasil, além de representantes de universidades africanas mobilizadas pela Associação de Universidades Africanas.

A proposta do encontro é ampliar as relações acadêmicas entre Brasil e África, com a construção de novos acordos institucionais, programas de mobilidade estudantil, intercâmbio científico e cooperação em áreas estratégicas como agricultura, energias renováveis, mineração, petróleo e gás, setor aeroespacial, inteligência artificial e ciências humanas.
A programação inclui painéis temáticos, reuniões bilaterais, workshops e sessões voltadas à construção de novas parcerias universitárias. Ao final do evento, os resultados e compromissos construídos serão formalizados na Carta de Brasília do 1º Fórum de Reitores Brasil-África, documento que deve orientar os próximos passos da cooperação entre universidades brasileiras e africanas.
Relacionado
ACRE
Ufac conquista 3º lugar em hackathon internacional promovido por laboratório de Harvard — Universidade Federal do Acre
PUBLICADO
6 dias atrásem
22 de maio de 2026Estudantes da Universidade Federal do Acre (Ufac) participaram, nos dias 10 e 11 de abril, do HSIL Hackathon 2026, promovido pelo Health Systems Innovation Lab da Harvard T.H. Chan School of Public Health. A participação da equipe ocorreu no Hub de Inovação do Hospital das Clínicas de São Paulo, o InovaHC, em uma edição realizada simultaneamente em mais de 30 países. O grupo conquistou o 3º lugar geral entre mais de 30 equipes com o projeto Viginutri, solução voltada à prevenção da desnutrição hospitalar.
A equipe foi liderada pela acadêmica de Medicina da Ufac Maria Júlia Bonelli Pedralino e contou com a participação de Guilherme Félix, do curso de Sistemas de Informação, Bruno Eduardo e Wesly, do curso de Medicina. Segundo Maria Júlia, representar o Acre e a Ufac em um evento dessa dimensão foi uma experiência marcante para sua trajetória acadêmica e pessoal. “O Acre tem muito a dizer nos espaços onde o futuro da saúde está sendo construído”, afirmou.
O projeto premiado, Viginutri, foi desenvolvido durante o hackathon em São Paulo e propõe uma solução para auxiliar no enfrentamento da desnutrição hospitalar, problema que pode afetar o prognóstico de pacientes internados e gerar impactos para a gestão hospitalar. A proposta une medicina e nutrição e será aperfeiçoada a partir da premiação recebida pela equipe.
Com a classificação, o grupo garantiu uma aceleração de um ano pela Associação Brasileira de Startups de Saúde, com mentoria especializada e a perspectiva de validar a solução em um hospital real. De acordo com Maria Júlia, a conquista abre a possibilidade de levar uma ideia desenvolvida por estudantes da Ufac para uma etapa de aplicação prática.
A estudante também ressaltou o apoio recebido da Pró-Reitoria de Inovação e Tecnologia da Universidade Federal do Acre (Proint) e da Pró-Reitoria de Extensão e Cultura (Proex). Segundo ela, a conquista só foi possível porque a universidade acreditou no projeto e ofereceu as condições necessárias para que o grupo representasse a instituição fora do Acre. “Essa conquista não teria sido possível sem o apoio da Proint e Proex”, disse.
A trajetória do grupo teve início em um hackathon realizado anteriormente no Acre, onde surgiu o projeto Sentinelas da Amazônia, experiência que contribuiu para a formação da equipe e para o interesse dos estudantes em iniciativas de inovação.
Como desdobramento da participação no evento, a equipe deve promover, no dia 12 de junho, às 10h30, no Sebrae Lab, no Centro de Convivência, uma roda de conversa sobre a experiência no hackathon, com o objetivo de incentivar outros acadêmicos a buscarem pesquisa, inovação e desenvolvimento de ideias no ambiente universitário.
Relacionado
PESQUISE AQUI
MAIS LIDAS
ACRE7 dias agoUfac realiza curso de turismo de base comunitária para extrativistas em parceria com MMA e ICMBio — Universidade Federal do Acre
ACRE6 dias agoUfac conquista 3º lugar em hackathon internacional promovido por laboratório de Harvard — Universidade Federal do Acre
ACRE2 dias agoReitora da Ufac participa de fórum Brasil-África em Brasília — Universidade Federal do Acre
ACRE1 dia agoProjeto de extensão seleciona resumos expandidos para publicação — Universidade Federal do Acre
Warning: Undefined variable $user_ID in /home/u824415267/domains/acre.com.br/public_html/wp-content/themes/zox-news/comments.php on line 48
You must be logged in to post a comment Login