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O fluxo de gás russo para a Europa através da Ucrânia parou: a quem isso prejudica? | Notícias da guerra Rússia-Ucrânia

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O fluxo de gás russo para vários países europeus foi interrompido no dia de ano novo depois que a Ucrânia se recusou a renegociar um acordo de trânsito em meio à guerra com Moscou.

A relutância da Ucrânia em renovar o acordo de trânsito de cinco anos visa roubar à Rússia receitas que Moscovo possa utilizar para financiar a sua guerra, mas a medida irá provavelmente criar uma crise energética na Europa de Leste, com a Transnístria – uma região separatista da Moldávia – a reduzir o aquecimento. e abastecimento de água quente às famílias.

“Isso põe fim ao que outrora foi o domínio da Rússia no mercado energético da UE”, disse Jonah Hull, da Al Jazeera, em reportagem a partir da capital da Ucrânia, Kiev. Antes da invasão da Ucrânia em 2022, a Rússia fornecia cerca de 35% das exportações de gás natural por gasodutos da Europa.

Com o encerramento da rota de gás mais antiga da Rússia para a Europa, em funcionamento há mais de 40 anos, a quota da Rússia diminuiu para menos de 10 por cento. Outro gasoduto que passa por Turkiye ainda fornece gás a países como a Hungria.

Então, como é que o fecho das torneiras durante o auge do Inverno afectará os países, especialmente na Europa de Leste, e o que poderá acontecer a seguir?

Por que foi interrompido o fluxo de gás russo para a Europa através da Ucrânia?

A gigante russa de energia Gazprom disse na quarta-feira que o fornecimento de gás para a Europa foi interrompido às 8h, horário local (05h GMT), depois que a empresa estatal ucraniana de petróleo e gás Naftogaz se recusou a renovar seu último acordo de trânsito de cinco anos.

Na quarta-feira, o ministro da Energia da Ucrânia, German Galushchenko, disse num comunicado: “Interrompemos o trânsito do gás russo. Este é um evento histórico. A Rússia está a perder os seus mercados e sofrerá perdas financeiras. A Europa já tomou a decisão de abandonar o gás russo.”

O último contrato foi assinado pela primeira vez em 2020, ao abrigo do qual a Ucrânia recebeu taxas de transporte. Mas o presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskyy, avisou que Kiev não renovaria o acordo de trânsito no meio da guerra contínua.

Quanto gás a Rússia exportava para a Europa?

Muitos países europeus começaram a reduzir a sua dependência do gás russo após a crise de Moscovo. invasão da Ucrânia em Fevereiro de 2022.

No seu auge, a quota de Moscovo nas importações europeias de gás era de 35 por cento, mas caiu para cerca de 8 por cento.

A União Europeia recebeu menos de 14 mil milhões de metros cúbicos (bcm) de gás da Rússia através da Ucrânia a partir de 1 de dezembro, abaixo dos 65 mil milhões de metros cúbicos por ano quando o contrato começou em 2020.

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(Al Jazeera)

O gás é enviado através do gasoduto Urengoy-Pomary-Uzhgorod, da era soviética, da Sibéria através de Sudzha, uma cidade na região russa de Kursk que está agora sob o controle dos militares ucranianos. O gás passa pela Ucrânia para a Eslováquia. Aí, o gasoduto divide-se em ramais que levam o abastecimento à República Checa e à Áustria.

O acordo de trânsito estava a trazer retornos financeiros tanto para a Rússia como para a Ucrânia.

A mídia ucraniana citou Serhii Makohon, ex-chefe da Operadora Ucraniana GTS, estimando que a Rússia ganhou uma quantia significativamente maior de dinheiro com o acordo de trânsito do que a Ucrânia.

Makohon estimou que a Rússia ganhava 5 mil milhões de dólares por ano, um número também divulgado pela agência de notícias Reuters. Por outro lado, a Ucrânia recebia anualmente 800 milhões de dólares, “mas a maior parte deste dinheiro é gasta no próprio trânsito. O tesouro (da Ucrânia) recebe entre 100 e 200 milhões de dólares em impostos e dividendos”, disse Makohon ao Ukrainska Pravda.

A Bloomberg estimou que os ganhos da Rússia com o acordo serão ainda maiores, em 6,5 mil milhões de dólares anuais.

Haverá escassez de eletricidade? Quem será afetado por isso?

A Áustria, a Eslováquia e a Moldávia dependiam da rota de trânsito para o seu fornecimento de energia.

A Áustria recebia a maior parte do seu gás da Rússia através da Ucrânia, enquanto a Eslováquia obtinha anualmente cerca de 3 mil milhões de centímetros cúbicos através da rota, o que representa aproximadamente dois terços da sua procura.

O regulador de energia austríaco E-Control disse que está preparado para uma mudança no fornecimento e não deverá enfrentar interrupções.

O primeiro-ministro eslovaco, Robert Fico, disse na quarta-feira que a interrupção do fornecimento custará ao país do Leste Europeu centenas de milhões de dólares em receitas de trânsito e uma taxa mais elevada para a importação de outro gás.

Fico afirmou que isso resultaria no aumento dos preços do gás em toda a Europa. O ministério da economia eslovaco disse que o país terá de suportar o custo no valor de 177 milhões de euros (184 milhões de dólares) para receber gás através de rotas alternativas.

Possivelmente o mais vulnerável seja a Moldávia. A Rússia enviou cerca de 2 bilhões de centímetros de gás através da Ucrânia para a região separatista pró-Rússia da Moldávia Transnístria anualmente desde 2022. A Transnístria, que faz fronteira com a Ucrânia, venderia então electricidade, gerada a partir de gás russo, a partes da Moldávia controladas pelo governo.

A Moldávia já declarou estado de emergência devido à iminente escassez de gás. Presidente da Moldávia Maia Sandu culpou a Gazprom por não considerar uma rota alternativa e disse que este inverno na Moldávia seria “duro” sem o gás russo.

No entanto, o primeiro-ministro moldavo, Dorin Recean, disse que a Moldávia diversificou as fontes de fornecimento de gás.

Na quarta-feira, a Transnístria, onde vivem 450 mil pessoas, cortou o aquecimento e o fornecimento de água quente às famílias.

A própria Ucrânia não utiliza gás de trânsito russo, segundo a Comissão Europeia, que acrescentou que o bloco se preparou para o corte.

O fluxo de gás russo para a Europa parou completamente?

O gasoduto que atravessa a Ucrânia foi uma das últimas rotas funcionais utilizadas para exportar gás russo. Outros gasodutos foram fechados na sequência da guerra da Ucrânia em 2022, incluindo o gasoduto Yamal-Europa através da Bielorrússia e o gasoduto Nord Stream sob o Mar Báltico, que enviou gás para a Alemanha.

A Rússia ainda utiliza o gasoduto TurkStream no leito do Mar Negro para exportar gás. O gasoduto tem duas linhas, uma alimenta o mercado interno de Turkiye, enquanto a outra abastece clientes da Europa Central, incluindo Hungria e Sérvia.

No entanto, o TurkStream tem uma capacidade anual limitada, ascendendo a 31,5 mil milhões de metros cúbicos para ambas as linhas combinadas.

Quais são as opções alternativas para a Europa?

A Europa tem tentado reduzir a sua dependência do gás russo, ao comprar gás natural liquefeito (GNL) ao Qatar e aos EUA, juntamente com o fornecimento de gás canalizado à Noruega.

“A infraestrutura de gás europeia é suficientemente flexível para fornecer gás de origem não russa à Europa Central e Oriental através de rotas alternativas. Foi reforçado com novas capacidades significativas de importação de GNL desde 2022”, disse Anna-Kaisa Itkonen, porta-voz da Comissão Europeia.

Grande fornecedor de energia na Eslováquia, a SPP disse num comunicado na quarta-feira que estava preparada para a transição e abasteceria os seus clientes através de rotas alternativas, principalmente a partir da Alemanha e também da Hungria. No entanto, acrescentou que enfrentaria custos adicionais em taxas de trânsito.

De acordo com o regulador energético austríaco E-Control, a Eslováquia poderia receber gás da Hungria, cerca de um terço da Áustria e o restante fornecimento da República Checa e da Polónia. A República Checa também afirmou que pode fornecer à Eslováquia capacidades de trânsito e armazenamento de gás.

A empresa de energia da Transnístria Energocom divulgou um comunicado na terça-feira dizendo que a Moldávia poderia satisfazer 38 por cento das suas necessidades energéticas através da produção doméstica, incluindo 10 por cento a partir de energia renovável. A Energocom acrescentou que a Transnístria importaria os restantes 62 por cento da vizinha Roménia.



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Pavic-Lab da Ufac apresenta seis trabalhos em congresso internacional de computação — Universidade Federal do Acre

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Pavic-Lab da Ufac apresenta seis trabalhos em congresso internacional de computação — Universidade Federal do Acre

Pesquisadores do projeto Pavic-Lab, da Universidade Federal do Acre (Ufac), apresentaram seis trabalhos científicos durante a Conference on Graphics, Patterns and Images (SIBGRAPI 2026), congresso internacional de referência nas áreas de computação gráfica, processamento de imagens e visão computacional, realizado de 29 de setembro a 2 de outubro, em Goiânia (GO). As pesquisas foram desenvolvidas no projeto de pesquisa e desenvolvimento (P&D) Pesquisas Aplicadas em Visão e Inteligência Computacional (Pavic-Lab), uma iniciativa de cooperação técnico-científica entre a Ufac, Motorola, Flextronics e Fundação de Apoio e Desenvolvimento ao Ensino, Pesquisa e Extensão Universitária no Acre (Fundape).

Segundo a professora do Centro de Ciências Exatas e Tecnológicas (CCET), Ana Beatriz Alvarez Mamani, a participação no congresso contribui para divulgar a produção científica desenvolvida no Acre e ampliar o intercâmbio com outras instituições. Ela destacou que a presença da Ufac em eventos científicos também ajuda a reduzir as desigualdades regionais na ciência brasileira, além de possibilitar novas parcerias e o aperfeiçoamento das pesquisas.

A equipe foi composta pela professora Ana Beatriz Alvarez Mamani, pelo pesquisador Quefren Leher, pelos mestrandos do Programa de Pós-Graduação em Ciência da Computação (PPGCC) Clécio Silva, Lucas Carvalho, Gustavo Ferreti, Julio Martins e Ian Teixeira, além do graduando em Sistemas de Informação Kauã Galvão de Macedo.

Dos seis trabalhos apresentados, um integrou uma sessão especial do congresso e já foi publicado na revista científica Computers & Graphics. Outros três foram apresentados na programação principal, com previsão de publicação nos anais do Instituto de Engenheiros Eletricistas e Eletrônicos (IEEE) e na biblioteca digital da Sociedade Brasileira de Computação (SBC). Os dois trabalhos restantes foram apresentados em workshops, também com previsão de publicação na biblioteca digital da SBC.

As pesquisas estão divididas em duas áreas principais: reconstrução tridimensional e processamento de imagens. Na primeira, Clécio Silva apresentou um método computacional para criar representações digitais mais detalhadas de ambientes internos a partir de imagens. A tecnologia pode ser aplicada em jogos, realidade virtual e aumentada, simulações e projetos da construção civil.

Na área de processamento de imagens, Lucas Carvalho apresentou uma pesquisa para reconstruir imagens de alta faixa dinâmica (HDR) a partir de uma única imagem convencional, buscando recuperar detalhes em regiões claras e escuras. Gustavo Ferreti desenvolveu uma rede neural para combinar imagens com diferentes níveis de exposição e melhorar a qualidade visual dos resultados.

Julio Martins apresentou uma metodologia para reduzir o custo computacional da reconstrução de imagens HDR, preservando a qualidade das imagens produzidas. Ian Teixeira investigou o uso de mecanismos de atenção em modelos de inteligência artificial para recuperar informações em imagens de baixa qualidade. Já Kauã Galvão de Macedo apresentou uma abordagem que combina redes neurais e técnicas de processamento de sinais para melhorar imagens capturadas em ambientes com pouca iluminação.

Os métodos desenvolvidos apresentam potencial de aplicação em sistemas embarcados com recursos computacionais limitados, como dispositivos eletrônicos que integram processamento de imagens, permitindo aprimorar a qualidade visual com menor demanda de processamento.

Para o graduando Kauã Galvão de Macedo, a participação no congresso proporcionou a oportunidade de apresentar os resultados de sua pesquisa e conhecer novas abordagens científicas. “Foi uma ótima experiência, tanto pela oportunidade de apresentar minhas pesquisas desenvolvidas na Ufac quanto pela troca de conhecimentos com pesquisadores de outras instituições”, afirmou.

Segundo Kauã, as discussões realizadas durante o evento possibilitaram o contato com técnicas que poderão contribuir para suas pesquisas e para os projetos desenvolvidos pelo Pavic-Lab, além de abrir oportunidades de colaboração científica.

O mestrando em Ciência da Computação Gustavo de Souza Ferreti também destacou a importância da experiência para sua formação acadêmica. “Tive a oportunidade gratificante de conhecer professores e pesquisadores com ampla trajetória no nosso campo, além de ouvir sobre suas vivências e receber orientações valiosas para aprimorar meu trabalho”, disse.

O Pavic-Lab desenvolve atividades de pesquisa voltadas ao processamento de imagens, ao aprimoramento da qualidade visual e à reconstrução tridimensional de ambientes e objetos. Após a participação no congresso, a equipe dará continuidade às pesquisas científicas, com novos experimentos e avaliações para aperfeiçoar os métodos, reduzir custos computacionais e ampliar as possibilidades de aplicação prática dos resultados.



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Ufac abre 1ª Conferência Internacional Amazônia Nexus — Universidade Federal do Acre

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Ufac abre 1ª Conferência Internacional Amazônia Nexus — Universidade Federal do Acre

A Universidade Federal do Acre (Ufac) iniciou, na manhã desta segunda-feira, 19, a 1ª Conferência Internacional Amazônia Nexus. A solenidade de abertura ocorreu no auditório do e-Amazônia, no campus-sede, em Rio Branco, e reuniu professores, estudantes, participantes externos e palestrantes locais, nacionais e internacionais.

A vice-reitora da Ufac, Almecina Balbino, destacou que o evento busca fortalecer a produção científica regional e estreitar os laços interinstitucionais. Segundo ela, a conferência favorece a criação de uma rede de conexão entre os programas de pós-graduação e viabiliza a internacionalização por meio da cooperação Sul-Sul, permitindo que pesquisadores externos contribuam diretamente para os estudos sobre o território amazônico.

O pró-reitor de Extensão e Cultura, Marco Amaro, ressaltou o papel da extensão universitária na articulação do conhecimento científico com a comunidade. “Não existe integração entre ensino, pesquisa e extensão se a gente tirar as pesquisas da prateleira sem estarmos envolvidos com ações de extensão, que fazem a intermediação entre o conhecimento da universidade e a sociedade”, declarou. Ele também destacou que a rede de contatos estabelecida entre as diferentes áreas fortalece a qualidade acadêmica da instituição.

O coordenador do evento, professor Flávio Roberto Chaves da Silva, expressou satisfação com o início da conferência e destacou a dimensão coletiva da iniciativa. “É com muita alegria, satisfação e gratidão que damos início a este projeto que nasceu do desejo de fortalecer a ciência, a cooperação e a internacionalização da pesquisa na Amazônia. Celebramos a coragem de começar, a força do trabalho coletivo e a realização de um sonho. Que esta seja a primeira de muitas edições, promovendo o conhecimento e contribuindo para o desenvolvimento sustentável da nossa região”, afirmou o docente, agradecendo a parceria dos palestrantes, da comissão organizadora e dos apoiadores.

Durante a abertura, a mesa de debates destacou a importância do encontro para a região. O professor e pesquisador Lin Shau Ming, da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), um dos palestrantes do dia, ressaltou que os estudos sobre plantas medicinais e agrobiodiversidade contribuem para o bem-estar das comunidades tradicionais. Segundo ele, o tema está alinhado à proposta central do evento de promover a integração de diferentes saberes e áreas do conhecimento na universidade.

A coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Ciência Animal na Amazônia Ocidental, Cíntia Daudt, destacou o compromisso social da universidade com a produção de conhecimento e o desenvolvimento regional. “É um evento bem importante para a nossa região e para a nossa universidade. Estamos aqui cumprindo o nosso ato de educação. Como dizia Paulo Freire, ‘educar é um ato político’. Nós estamos cumprindo a nossa parte, unindo ensino, pesquisa e extensão em um único evento”, afirmou.

A cerimônia de abertura contou ainda com a participação do pró-reitor de Pesquisa, Pós-Graduação e Inovação, Dionatas Meneguetti; dos coordenadores Fernando da Silva Souza, de Ciência, Inovação e Tecnologia para a Amazônia; Felipe Souza, de Ciência Florestal; Regina Lúcia Ferreira, de Produção Vegetal; e da vice-coordenadora Danúsia Rocha, de Saúde Coletiva.

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)



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Ufac promove ação de prevenção à saúde da mulher durante o Outubro Rosa — Universidade Federal do Acre

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Ufac promove ação de prevenção à saúde da mulher durante o Outubro Rosa — Universidade Federal do Acre

A Ufac, por meio da Pró-Reitoria de Desenvolvimento e Gestão de Pessoas (Progep) e da Diretoria de Saúde e Qualidade de Vida (DSQV), realizou nesta sexta-feira, 16, no estacionamento H (bloco de Medicina) do campus-sede, uma ação de prevenção e cuidado à saúde da mulher em alusão à campanha Outubro Rosa. Com o tema “A rotina pode esperar um pouco. Cuidar de você também é prioridade”, a iniciativa disponibilizou exames preventivos do colo do útero (PCCU) e testes rápidos para toda a comunidade acadêmica.

A diretora de Saúde e Qualidade de Vida da Ufac, Ane Kelly Severino Salvino, destacou a importância de facilitar o atendimento no próprio ambiente de trabalho para servidoras e terceirizadas. “A ideia é que elas parem por um momento, deixem o trabalho um pouquinho de lado e passem a se cuidar. Oferecer essa facilidade é muito gratificante”, afirmou. Ela ressaltou ainda as parcerias com a Uninorte, o sindicato e a Residência em Enfermagem Obstétrica para ampliar a ação.

A coordenadora de Vigilância à Saúde do Servidor, Priscila Miranda, ressaltou a importância de uma abordagem integral da saúde feminina e chamou a atenção para a sobrecarga da rotina das mulheres. “Trazemos esse olhar para mostrar que a mulher precisa se conscientizar sobre a prioridade de cuidar de si mesma e de sua saúde física e mental, não apenas no Outubro Rosa. Trazer esses exames para dentro da universidade dá a elas o tempo necessário para o autocuidado”, pontuou.

Conscientização e prevenção

Durante a ação, residentes do programa de Enfermagem Obstétrica da Ufac atuaram no acolhimento e na orientação das mulheres atendidas, reforçando a importância da prevenção do câncer do colo do útero, apontado como o segundo tipo com maior mortalidade feminina no mundo.

A enfermeira residente Francisca da Silva enfatizou que a campanha é um momento estratégico de mobilização. “Nós temos todos os 12 meses do ano para orientar, mas o mês de outubro é quando toda a rede intensifica ações para chamar as mulheres a realizarem seus exames o quanto antes”, ressaltou.

A enfermeira residente Vitória Amorim alertou que o câncer do colo do útero é assintomático no início, mas pode ser prevenido por meio do rastreamento e do tratamento de lesões precursoras. “Com o rastreamento periódico pelo PCCU, é possível diagnosticar e tratar lesões pré-cancerígenas anos antes que a doença se desenvolva. Por isso, promover essa educação em saúde no campus é vital para estimular o cuidado rotineiro”, explicou.

A iniciativa contou com a parceria do programa de Residência em Enfermagem Obstétrica da Ufac, dos cursos de Medicina e Enfermagem da Uninorte e do sindicato da categoria, que contribuíram para o suporte técnico e o atendimento às participantes.



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