POLÍTICA
O giro de Michelle e Damares para alavancar nomes…
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1 ano atrásem
Ramiro Brites
A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e a senadora Damares Alves (Republicanos-DF) desembarcaram no Rio Grande do Sul para iniciar uma intensa agenda de campanha eleitoral para candidatos de direita no segundo turno das eleições. Junto da vice-governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), a comitiva vai percorrer do Sul ao Norte do país, passando pelo Rio Grande do Sul, Amazonas, Pará, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.
Em território gaúcho, o giro começa por Canoas, cidade vizinha de Porto Alegre e terceiro maior colégio eleitoral do estado. No município, um dos mais afetados pela enchente de maio, o atual prefeito Jairo Jorge (PSD) passou para o segundo turno atrás do candidato do PL, Airton Souza. Depois, o grupo segue para Porto Alegre, onde participam de um evento com o candidato à reeleição Sebastião Melo (MDB) e a vice da chapa Betina Worm (PL) no clube de sargentos do Exército. Na capital, o grupo será acompanhado pelos deputados federais Giovani Cherini, que preside o PL gaúcho, e Luciano Zucco, também do PL.
A adversária dos conservadores em Porto Alegre, Maria do Rosário (PT), tem um histórico pessoal de disputas com o ex-presidente Jair Bolsonaro, quando os dois dividiam o plenário da Câmara dos Deputados. Por três vezes, Bolsonaro disse que “não estupraria” a parlamentar “porque não merece”. A primeira foi em 2003, no Salão Verde na Câmara dos Deputados, a denúncia se repetiu no plenário quase uma década depois, em 2014, e no dia seguinte, em uma entrevista ao jornal Zero Hora. Bolsonaro chegou a ser condenado por apologia ao crime, mas o processo foi suspenso quando se tornou presidente e o caso foi arquivado no ano passado.
No fim da tarde, o grupo segue para Caxias do Sul. Segundo maior colégio eleitoral do estado, a cidade da Serra Gaúcha decide no próximo dia 27 entre Scalco (PL), que fez 38% dos votos no primeiro turno, e o atual prefeito Adiló (PSDB), que recebeu a adesão de 27,5% dos eleitores caxienses.
Todos os estados que serão visitados pela comitiva de mulheres conservadoras de Brasília têm candidatos do PL no segundo turno das capitais, à exceção de Campo Grande, capital do Mato Grosso do Sul, onde há uma disputa feminina entre Adriane Lopes (PP) e Rose Modesto (União). Em Manaus, Capitão Alberto Neto (PL) enfrenta o candidato à reeleição David Almeida (Avante); Na capital do Pará, o Delegado Eder Mauro (PL) disputa a prefeitura de Belém contra Igor Normando (MDB); e, em, Cuiabá a disputa é entre o PL e o PT, com Abilio Brunini (PL) e Lúdio Cabral (PT).
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POLÍTICA
A articulação para mudar quem define o teto de jur…
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8 meses atrásem
5 de maio de 2025Nicholas Shores
O Ministério da Fazenda e os principais bancos do país trabalham em uma articulação para transferir a definição do teto de juros das linhas de consignado para o Conselho Monetário Nacional (CMN).
A ideia é que o poder de decisão sobre o custo desse tipo de crédito fique com um órgão vocacionado para a análise da conjuntura econômica.
Compõem o CMN os titulares dos ministérios da Fazenda e do Planejamento e Orçamento e da presidência do Banco Central – que, atualmente, são Fernando Haddad, Simone Tebet e Gabriel Galípolo.
A oportunidade enxergada pelos defensores da mudança é a MP 1.292 de 2025, do chamado consignado CLT. O Congresso deve instalar a comissão mista que vai analisar a proposta na próxima quarta-feira.
Uma possibilidade seria aprovar uma emenda ao texto para transferir a função ao CMN.
Hoje, o poder de definir o teto de juros das diferentes linhas de empréstimo consignado está espalhado por alguns ministérios.
Cabe ao Conselho Nacional da Previdência Social (CNPS), presidido pelo ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, fixar o juro máximo cobrado no consignado para pensionistas e aposentados do INSS.
A ministra da Gestão e Inovação, Esther Dweck, é quem decide o teto para os empréstimos consignados contraídos por servidores públicos federais.
Na modalidade do consignado para beneficiários do BPC-Loas, a decisão cabe ao ministro do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Wellington Dias.
Já no consignado de adiantamento do saque-aniversário do FGTS, é o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, que tem a palavra final sobre o juro máximo.
Atualmente, o teto de juros no consignado para aposentados do INSS é de 1,85% ao mês. No consignado de servidores públicos federais, o limite está fixado em 1,80% ao mês.
Segundo os defensores da transferência da decisão para o CMN, o teto “achatado” de juros faz com que, a partir de uma modelagem de risco de crédito, os bancos priorizem conceder empréstimos nessas linhas para quem ganha mais e tem menos idade – restringindo o acesso a crédito para uma parcela considerável do público-alvo desses consignados.
Ainda de acordo com essa lógica, com os contratos de juros futuros de dois anos beirando os 15% e a regra do Banco Central que proíbe que qualquer empréstimo consignado tenha rentabilidade negativa, a tendência é que o universo de tomadores elegíveis para os quais os bancos estejam dispostos a emprestar fique cada vez menor.


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